Análise de daniel



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ANÁLISE DE DANIEL - CAP. 1

( 1º PERÍODO )


1- INTRODUÇÃO - O livro de Daniel é um livro, como todos os livros da Bíblia, importantíssimo. O primeiro capítulo é talvez o mais importante de todo o livro, pois nele se estabelecem as bases que proporcionaram as revelações e as profecias nele escritas, bem como a direção de Deus para a vida daqueles jovens e para o povo de Israel. Tudo em decorrência de uma decisão tomada por Daniel, Hananias, Misael e Azarias.
2- O livro é composto de capítulos históricos e proféticos, ou as duas coisas juntas. O cap. 2 apresenta a profecia sobre os governos gentílicos no decorrer dos séculos, desde aquela época até o fim dos tempos. O cap. 7 mostra a mesma coisa, mas de forma diferente, pois nele se vê o que está por trás desses reinos e suas características. O cap. 9 trata da resposta do Senhor a uma pergunta de Daniel sobre o seu povo. Nele o Senhor fala das 70 semanas proféticas através das quais a história do povo de Israel se desenvolveria, e de uma forma geral a história do mundo também. Isso nos interessa muito , pois precisamos saber o que está acontecendo com Israel hoje em dia, para sabermos o que vai acontecer conosco, para não sermos surpreendidos. O arrebatamento da igreja se aproxima e precisamos estar atentos ao cumprimento da Palavra Profética. As coisas acontecem com muita rapidez hoje em dia; o comunismo acabou (aparentemente), o muro de Berlim foi demolido, a Europa se une como um só bloco, etc. A ordem do Senhor é: “Vigiai e orai...” Nós precisamos conhecer as escrituras para vivermos segundo as mesmas, e não para citar para os outros.

3- O autor do livro de Daniel é na sua maior parte o próprio Daniel. O Senhor permitiu que o rei Nabucodonosor incluísse uma parte narrando sua experiência, o juízo do Senhor sobre sua vida, por ter ouvido sua Palavra e não tê-la escutado (obedecido) e guardado no seu coração. O rei aprendeu mas não pôs em prática a revelação do Senhor para sua vida, e este é um grande perigo que todos nós enfrentamos, pois muitos se acostumam somente em ouvir, mas sem viver a Palavra de Deus.

O livro de Daniel não obedece a uma ordem cronológica na sua narrativa, pois a Bíblia não tem cunho científico ou histórico, mas ela é um livro espiritual para espirituais. Por exemplo, a Bíblia não diz onde Daniel estava quando seus companheiros foram lançados na fornalha de fogo ardente. Isto talvez para mostrar que a posição dos três jovens não era influenciada por Daniel, mas era uma posição de definição espiritual assumida individualmente e conscientemente.

Não se pode referir ao livro de Daniel como não sendo autêntico, visto que o próprio Senhor Jesus confirmou sua autenticidade quando citou em Mt 24:15 a profecia de Daniel que diz: “Quando pois virdes que a abominação da desolação, de que falou o profeta Daniel, está no lugar santo; quem lê atenda”.


FATOS HISTÓRICOS QUE PRECEDERAM O CATIVEIRO BABILÔNICO

640 - 608 aC - Período do reinado de Josias, rei de Judá. O mesmo subiu contra Neco, faraó do Egito, quando este fazia guerra contra a Assíria e lá foi morto pelos arqueiros egípcios.


608 aC - Joacaz reina no lugar de seu pai por três meses, sendo deposto pelo faraó Neco, que o levou preso para o Egito onde morreu.
608 - 597 aC - Joaquim reina, estabelecido no lugar de seu irmão pelo faraó Neco. No terceiro ano do seu reinado Nabucodonosor subiu contra ele e a cidade de Jerusalém foi parcialmente destruída, muitos foram levados cativos para Babilônia, inclusive Daniel e seus companheiros. Os vasos sagrados do templo também foram levados e colocados na casa do deus de Nabucodonosor, no ano de 605 aC, quando começou o seu reinado.
597 aC - Joaquim morre e seu filho, também chamado Joaquim, assume em seu lugar. Três meses depois Nabucodonosor subiu pela segunda vez contra Jerusalém e os seus exércitos invadiram a cidade, levando presos o rei, sua mãe, seus príncipes, seus eunucos e servos para Babilônia. Outra parte dos vasos da Casa do Senhor também foi levada junto com os tesouros e colocados na casa do deus de Nabucodonosor.
597 - 586 aC - Nabucodonosor estabelece a Zedequias rei de Judá, mas este se revoltou contra ele, que invadiu Jerusalém pela terceira e última vez, após um cerco de dois anos que culminou com uma grande fome na população da cidade. Depois que todos estavam sem condições de se defenderem, as tropas de Nabucodonosor invadiram a cidade, demolindo seus muros e queimando o templo com tudo que nele havia. O povo foi morto a espada e o rei Zedequias tentou fugir com seus valentes, mas foi alcançado nas campinas de Jericó e trazido até a presença de Nabucodonosor, o qual matou seus filhos e depois vazou seus olhos, para em seguida levá-lo cativo para Babilônia onde morreu. Tudo isso foi profetizado por Jeremias, mas ninguém creu nas suas palavras. Estes fatos ocorreram entre os anos 588 e 586 aC.

4- Conforme narrado acima, Daniel e seus companheiros foram para Babilônia como desterrados, levados pelo rei Nabucodonosor, quando no terceiro ano do reinado de Joaquim, rei de Judá (605 aC), Jerusalém foi cercada e invadida. Nabucodonosor foi o martelo do juízo do Senhor sobre a cidade pecadora. Parte dela foi destruída na invasão e muitos foram levados cativos para Babilônia (II Re 24:14). Os vasos que havia na Casa do Senhor também foram levados como troféus de guerra e colocados no templo dos deuses babilônicos. Aquilo era um costume da época. Quando um rei sujeitava algum povo, levava os deuses daquele povo e os colocava no templo dos seus deuses para humilhá-los. Como Israel não possuía imagem alguma do Senhor, os babilônios levaram os vaso sagrados do culto judaico. Os vasos representam as vidas dos servos, e o inimigo tem procurado arrebatá-los e levá-los para o seu reino.

Nabucodonosor era um rei muito astuto, que costumava tomar os jovens cativos de linhagem real e nobre, para que o servissem no seu palácio, onde recebiam a melhor educação e tratamento. Foi aí que Daniel, Hananias, Misael e Azarias foram escolhidos por Aspenaz, chefe dos eunucos do rei, e trazidos para o palácio. Estes jovens eram sem defeito, formosos de parecer, e instruídos em toda sabedoria, sábios em ciência, e entendidos no conhecimento para com habilidade viverem a serviço do rei. A sua ração diária foi determinada pelo rei da porção do manjar e do vinho que o rei bebia. Todas estas coisas eram ofertadas aos ídolos da Babilônia, e portanto proibidas pela lei de Moisés. Quando Daniel e seus companheiros perceberam isso, tomaram uma decisão que foi a base de tudo aquilo que Deus realizou nas suas vidas, tornando possíveis as revelações maravilhosas, e as profecias contidas no seu livro, coisas tremendamente profundas, que tratam da história dos reinos gentílicos, do povo de Israel e também da igreja do Senhor Jesus. Nós até podemos ser salvos se não conhecermos o conteúdo profético do livro de Daniel, mas jamais o seremos se não tomarmos a mesma decisão que aqueles jovens tomaram. E a decisão foi essa: “ E Daniel assentou no seu coração não se contaminar com a porção do manjar do rei, nem com o seu vinho; portanto pediu ao chefe dos eunucos que lhe concedesse não se contaminar”.

Apesar da pouca idade, Daniel entendeu o prejuízo espiritual e o dano para sua vida, que o comer do manjar do rei representava. Nós encontramos a mesma situação hoje em dia neste mundo em que vivemos, pois os manjares do seu “rei” estão aí, à disposição de quem os quiser. O pecado, o sexo livre, as drogas e os prazeres desta vida estão em cada esquina, e não custam quase nada aparentemente, mas todos os que provarem deles estão trazendo a destruição sobre suas vidas.

Outra investida do rei, na tentativa de destruir a identidade que aqueles jovens tinham com o Senhor seu Deus, foi a ordem para que seus nomes fossem trocados. Os nomes de Daniel e seus amigos tinham significados que se relacionavam com o Deus de Israel, vejamos:

Daniel = Deus é meu Juiz

Hananias = Jeová é clemente

Misael = Quem é como Deus ?

Azarias = Aquele a quem o Senhor ajuda
Nabucodonosor mandou trocar os nomes dos quatro jovens, relacionando-os com os seus deuses:

Belsazar = Bel protege a sua vida

Sadraque = Amigo do rei

Mesaque = Quem é como a adivinhação ?

Abednego = Servo de Nego

5- O Senhor se agradou profundamente da posição assumida por Daniel e seus companheiros, e lhes concedeu graça e misericórdia diante do chefe dos eunucos. O medo dele consistia no fato de que se o rei os encontrasse com aspecto triste, mandaria executá-lo. Mas Daniel sugeriu que o chefe dos eunuco os experimentasse por dez dias com legumes e água, e no final dos dez dias eles tinham melhor aparência nos seus semblantes, e estavam mais gordos do que todos os mancebos que comeram do manjar do rei. Então o despenseiro tirou a porção do manjar e do vinho deles, e os alimentou com legumes e água.

A estes quatro mancebos Deus deu conhecimento e inteligência em todas as letras, e sabedoria; mas a Daniel deu entendimento em toda a visão e sonhos. E no fim do prazo estipulado pelo rei, todos foram trazidos à sua presença para o teste final, e o rei falou com eles; e entre todos eles não foram achados outros tais como Daniel, Hananias, Misael e Azarias; em toda matéria de sabedoria de inteligência, sobre que o rei lhes fez perguntas, os achou dez vezes mais doutos do que todos os magos ou astrólogos que havia em todo o seu reino. Por isso permaneceram diante do rei. E Daniel esteve até o primeiro ano do rei Ciro.

O Senhor nosso Deus continua o mesmo. Fiel galardoador daqueles que Lhe são fiéis. Todos nós, servos do Senhor, precisamos atentar com toda diligência para as lições de vida ensinadas no livro de Daniel, pois o Senhor nos tem chamado para uma Obra Espiritual onde estamos sujeitos a sermos colocados em situações semelhantes àquelas vividas por aqueles quatro jovens, e nós precisamos nos posicionar como eles se posicionaram, para que o nome do Senhor seja glorificado pelo nosso testemunho. Hoje em dia, em meio a este mundo em nada diferente daquele em que Daniel viveu, o Senhor deseja nos abençoar e nos fazer prosperar, bastando que para isso sejamos fiéis como foram Daniel, Hananias, Misael e Azarias.


MAPA DO ORIENTE MÉDIO



EGITO

ARÁBIA

IRAQUE

IRAQUE

TURQUIA

SÍRIA

IRAN

OMÃ

IÊMEN

ISRAEL





CRONOLOGIA DAS INVASÕES DE JERUSALÉM POR NABUCODONOSOR

Joacaz - 3 meses

Joaquim - 3 meses

640

608

597

586




627 aC - Chamado de Jeremias

608 aC - Faraó Neco depõe Joacaz e estabelece Jeoaquim rei de Judá

605 aC - Nabucodonosor começa a reinar e invade Jerusalém pela 1ª vez levando Daniel cativo

597 aC - Nabucodonosor invade Jerusalém pela 2ª vez

588 aC -Nabucodonosor cerca Jerusalém por dois anos para depois invadir e destruir toda a cidade
Josias - 32 anos




Jeoaquim - 11 anos




Zedequias - 11 anos






FATOS HISTÓRICOS QUE PRECEDERAM O CATIVEIRO BABILÔNICO

640 - 608 aC - Período do reinado de Josias, rei de Judá. O mesmo subiu contra Neco, faraó do Egito, quando este fazia guerra contra a Assíria e lá foi morto pelos arqueiros egípcios.


608 aC - Joacaz reina no lugar de seu pai por três meses, sendo deposto pelo faraó Neco, que o levou preso para o Egito onde morreu.
608 - 597 aC - Joaquim reina, estabelecido no lugar de seu irmão pelo faraó Neco. No terceiro ano do seu reinado Nabucodonosor subiu contra ele e a cidade de Jerusalém foi parcialmente destruída, muitos foram levados cativos para Babilônia, inclusive Daniel e seus companheiros. Os vasos sagrados do templo também foram levados e colocados na casa do deus de Nabucodonosor, no ano de 605 aC, quando começou o seu reinado.
597 aC - Joaquim morre e seu filho, também chamado Joaquim, assume em seu lugar. Três meses depois Nabucodonosor subiu pela segunda vez contra Jerusalém e os seus exércitos invadiram a cidade, levando presos o rei, sua mãe, seus príncipes, seus eunucos e servos para Babilônia. Outra parte dos vasos da Casa do Senhor também foi levada junto com os tesouros e colocados na casa do deus de Nabucodonosor.
597 - 586 aC - Nabucodonosor estabelece a Zedequias rei de Judá, mas este se revoltou contra ele, que invadiu Jerusalém pela terceira e última vez, após um cerco de dois anos que culminou com uma grande fome na população da cidade. Depois que todos estavam sem condições de se defenderem, as tropas de Nabucodonosor invadiram a cidade, demolindo seus muros e queimando o templo com tudo que nele havia. O povo foi morto a espada e o rei Zedequias tentou fugir com seus valentes, mas foi alcançado nas campinas de Jericó e trazido até a presença de Nabucodonosor, o qual matou seus filhos e depois vazou seus olhos, para em seguida levá-lo cativo para Babilônia onde morreu. Tudo isso foi profetizado por Jeremias, mas ninguém creu nas suas palavras. Estes fatos ocorreram entre os anos 588 e 586 aC.




PERÍODO DE REINADO DOS REIS BABILÔNIOS



NABUCODONOSOR - Reinou 45 anos, de 605 a 560 a.C.
EVIL-MERODAQUE - Reinou 23 anos, de 560 a 537 a.C.
BELSAZAR - Reinou 3 anos, de 537 a 534 a.C.








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