Anjos da lei



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ANJOS DA LEI
Informações de Produção
Na comédia de ação, Anjos da Lei (21 Jump Street), Schmidt (Jonah Hill) e Jenko (Channing Tatum) são ex-adversários do ensino médio que, surpreendentemente, se tornam amigos na Academia de Polícia. Embora não sejam os melhores policiais a serviço da corporação, eles têm uma oportunidade de virar o jogo, quando se unem a Jump Street, uma unidade secreta do Departamento de Polícia, comandada pelo capitão Dickson (Ice Cube). Trocando suas armas e distintivos por mochilas, eles usam sua aparência juvenil numa missão à paisana. O problema é que os adolescentes de hoje não se parecem em nada com os de alguns anos atrás, e Schmidt e Jenko descobrem que tudo o que eles pensavam saber sobre a adolescência, o sexo, as drogas e o rock and roll, está completamente errado. E ainda mais importante, eles descobrem que continuam tendo os mesmos problemas com os quais não aprenderam a lidar na sua adolescência - e ambos terão que enfrentar o terror e a ansiedade de voltar a passar por uma adolescência que eles acreditavam que já haviam superado.
Columbia Pictures e Metro-Goldwyn-Mayer Pictures apresentam, em associação com Relativity Media, uma produção Original Film / Cannell Studios, Anjos da Lei (21 Jump Street). Estrelado por Jonah Hill, Channing Tatum, Brie Larson, Dave Franco, Rob Riggle, com Ice Cube, o filme é dirigido por Phil Lord & Christopher Miller. Produzido por Neal H. Moritz e Stephen J. Cannell. O roteiro é de Michael Bacall. O argumento é de Michael Bacall & Jonah Hill, baseado na série de televisão criada por Patrick Hasburgh & Stephen J. Cannell. Os produtores executivos são Jonah Hill, Channing Tatum, Ezra Swerdlow e Tania Landau. O diretor de fotografia é Barry Peterson, csc. O desenhista de produção é Peter Wenham. O montador é Joel Negron. A figurinista é Leah Katznelson. A trilha é de Mark Mothersbaugh.

SOBRE O FILME
A ideia de levar às telonas de cinema a série televisiva, Anjos da Lei (21 Jump Street), partiu de Stephen J. Cannell, o cocriador do popular seriado televisivo com Patrick Hasburgh. Um dos mais respeitados, talentosos, versáteis e prolíficos produtores e roteiristas da televisão, os muitos créditos de Cannell – de Esquadrão Classe A (The A-Team) a The Rockford Files, The Greatest American Hero e Wiseguy, entre muitos outros – lhe valeram uma legião de seguidores e admiradores, especialmente entre seus colegas do entretenimento.
Um desses grandes admiradores é o produtor Neal H. Moritz, um renomado produtor de filmes de filmes de ação. “Ele tinha um carisma incrível; tudo nele me impressiona”, afirma Moritz acerca de Cannell, que faleceu em 2010 aos 69 anos. Moritz recorda do primeiro encontro entre ambos: “Começamos a falar sobre Anjos da Lei (21 Jump Street) e eu disse a ele o quanto eu gostava da série. Ele mencionou, então, que vinha trabalhando na sua adaptação cinematográfica, que era um admirador dos meus filmes e me perguntou se eu gostaria fazer parte do projeto. Era brincadeira?”
A série Anjos da Lei (21 Jump Street) ficou no ar durante cinco temporadas, as quatro primeiras na então nascente rede Fox, transformando-se num dos seus primeiros êxitos. Estrelada por Johnny Depp em seu primeiro papel importante, o drama acerca de policiais de aparência juvenil que se infiltravam em escolas do ensino médio bateu recordes de audiência entre os telespectadores jovens que a emissora ainda em ascensão começava a conquistar.
Moritz e a produtora executiva, Tania Landau, imediatamente viram como uma atualização da premissa original poderia ser promissora, mas foi só depois que Jonah Hill se uniu ao projeto que ele adquiriu sua verdadeira forma. “É um conceito genial”, afirma Landau. “Dois policiais de aparência juvenil se infiltram numa escola e, desafiando todas as probabilidades, desmantelam uma rede de narcotráfico. Nós fazemos muitos filmes de ação e visualizamos esse projeto seguindo nesta mesma direção. Mas as coisas mudaram quando nós saímos um dia para almoçar com o Jonah; ele sugeriu que produzíssemos uma comédia de ação para um público adulto, e foi então que todas as peças se encaixaram”.
Hill conta que tudo começou com uma pergunta simples: "Eu comecei me perguntando como seria ter que reviver o período mais importante da nossa adolescência: o ensino médio. Você pode achar que tem todas as respostas que não tinha na época, mas aí você volta àquele momento e percebe que essas respostas estão todas erradas. Imediatamente, você volta a ter as mesmas inseguranças e problemas que tinha aos 17 anos”.
Hill, que também é o produtor executivo do filme, escreveu o argumento com Michael Bacall, que escreveu o roteiro. “A princípio, nada sai como planejado para os personagens. Esses caras encaram a situação como um sonho que se torna realidade: ‘Ah, se eu soubesse na época o que sei agora’”, explica Bacall. “Mas toda a informação de que dispõem agora já não serve mais para nada. Jenko – que, na época, era um dos garotos populares – agora se enturma com os nerds, e Schmidt – o mais nerd dos dois – se enturma com os alunos mais populares. É uma completa troca de papéis”.
Segundo Hill, o fato de a série estar fora do ar há uma geração funcionou a seu favor na definição da história e do seu tom. “Quando eu encontro adolescentes, pergunto se conheciam o seriado e eles me dizem que não”, conta ele. “Então, eu explico que era sobre dois policiais que parecem garotões e se infiltram numa escola, e todos dizem: ‘Isso parece genial’. É uma grande premissa para uma comédia de ação”.
Moritz e Landau imediatamente se interessaram pela visão original de Hill e Bacall para o material, e Cannell também achou que era uma ótima adaptação da série Anjos da Lei (Jump Street). À medida que o projeto avançava, o passo seguinte foi encontrar um diretor capaz de dar vida a essa nova versão nas telonas. E eles conseguiram dois pelo preço de um: Phil Lord & Christopher Miller, que anteriormente haviam dirigido o sucesso de animação Tá Chovendo Hambúrguer (Cloudy With a Chance of Meatballs).
Os diretores de uma comédia de animação para a família seriam a opção mais adequada para uma comédia de ação live-action para o público adulto? “Queríamos fazer algo que fosse completamente oposto ao que tínhamos acabado de fazer – embora, para sermos justos, Cloudy seja uma comédia ação, só que dirigida a um público diferente. Mesmo assim, tínhamos que provar que éramos capazes”, explica Miller. “Então, fizemos toda uma apresentação mostrando passo a passo o que faríamos. Sabíamos que teríamos de fazer algo que causasse”.
Qualquer traço de ceticismo que os produtores pudessem ter se dissipou na reunião com os diretores. “Eles chegaram incrivelmente bem preparados”, afirma Landau. “Tinham uma apresentação em PowerPoint. E tinham criado um livro com todos os pontos do filme e como deveriam ser as imagens. Eu fiquei totalmente surpreso, e o Neal também. Os dois tinham muita criatividade e entusiasmo; estávamos todos em sintonia”.
Uma das razões do entusiasmo de Lord e Miller com relação ao material era que não só dirigiriam o filme, mas estariam vivendo os temas da história. “Quando eu era adolescente, assistia a Anjos da Lei (Jump Street), porque uma das garotas bonitas da minha escola o assistia e eu queria estar por dentro das tramas. Então, com este projeto, eu fecho um ciclo: fazendo este filme, eu me torno uma pessoa cool”, afirma Lord.
Como o senso cômico de Hill sob a direção de Lord e Miller, combinado à experiência com filmes de ação de Moritz, o projeto encontrou a mistura perfeita de talentos. “Por um lado, temos a ação de Velozes e Furiosos (Fast and Furious) de Neal Moritz e, por outro, o estilo de comédia de Jonah Hill”, destaca Miller. “Esses elementos se combinam, explodem e seus átomos voltam a se recombinar para criar este filme com perfeição”.
“Neal produziu uma grande quantidade de filmes de ação de sucesso”, conta Hill. “Por isso, eu pensei que seria um sócio fantástico para este filme, porque eu já fiz muitas of comédias e ele já fez muitos filmes de ação e, juntos, espero que possamos fazer uma grande comédia de ação”.
“De fato”, relata Miller, “quando fomos ver carros, o Neal sabia exatamente do que precisávamos. Tinha de ser um Camaro Z28 de 1971. Tinha de ser o modelo Z28 e tinha de ser do ano de 1971. Sabia até como deveria ser o cano de descarga. Ele é um especialista. Entende de carros mais do que ninguém”.
“Há algumas grandes perseguições automobilísticas neste filme”, afirma o produtor executivo, Ezra Swerdlow. “Por exemplo, tem a perseguição de limusine pela cidade, com gente lançada para fora pela porta, tiroteios através do teto solar... ação em grande escala. O Neal é simplesmente um mestre nesse tipo de coisa: no ritmo da ação, o número de tomadas, o enquadramento dos planos”.
Ao mesmo tempo, explica George Aguilar, o coordenador de cenas de ação da 1a unidade, essa sequência é um bom exemplo do equilíbrio entre a ação e a comédia no filme. “Os diretores queriam uma sequência de ação ao estilo de Velozes e Furiosos, mas com um tom de comédia. É uma sequência perigosa e emocionante, dentro da limusine tem uma garota completamente alcoolizada da qual eles precisam se livrar. É muito engraçado quando a garota se une à perseguição”.
“Sempre que faço um filme de ação, eu sinto que tenho que superar o anterior”, diz Moritz. “Mas não é com explosões maiores ou colisões de veículos mais espectaculares, isso não funciona. A ação tem que ter como base os personagens, tem que ter algo que nunca se tenha visto anteriormente. Para Anjos da Lei (21 Jump Street), por ser uma comédia de ação, tentamos criar um tipo de ação inteligente e com humor, a fim de dar destaque aos personagens e à relação entre eles”.
Aguilar concorda nesse ponto. Ele tem vasta experiência em comédias de ação, tendo supervisionado anteriormente as cenas de ação de filmes como Zumbilândia (Zombieland). Ele explica que em Anjos da Lei (21 Jump Street), assim como naquele filme, a ação e a comédia precisam fluir conjuntamente com naturalidade. “Você não pode parar para fazer uma piada; precisa fazê-la funcionar dentro da perseguição”, afirma. “O Neal quer que seja realista, quer que seja vertiginoso, quer que as pessoas digam, ‘uau’, mas ele não quer sacrificar nenhuma situação engraçada. Temos que criar cenas de grande risco e então mesclar a situação cômica”.
Aguilar assegura que Hill contribuiu enormemente para as sequências de ação. “Jonah está sempre pensando e propondo ideias novas e melhores. Ele sempre sugere alguma reviravolta. Foi ele quem insistiu que o seu personagem não deveria ser um exemplo de habilidade, porque mesmo apesar de ter passado pela Academia de Polícia, ele continua não sendo muito bom em certas coisas”.
Hill, obviamente, interpreta Schmidt, o ex-nerd que agora, pela primeira vez na vida, se torna um cara popular. “É um dos personagens mais interessantes que já interpretei”, comenta Hill. “Ele só quer ser um bom policial, mas tem inseguranças que remontam à sua época no ensino médio. Quando ele é enviado novamente ao colégio, como agente infiltrado, ele se sente inebriado com o poder, esquece seu trabalho como policial e esquece a sua amizade com Jenko. Ele gosta de viver essa vida falsa de aluno, que é muito melhor do que a vida que ele leva como um adulto de vinte e poucos anos”. Então, essencialmente, trata-se da história de um cara que se perde, deslumbrado com o seu momento de glória.
Para acompanhar Hill, os cineastas tinham que encontrar um ator para interpretar Jenko, um cara para quem tudo foi bem na escola e que descobre que as coisas não são tão fáceis da segunda vez. Quem poderia interpretar um cara bonito, um homem alfa, sendo engraçado ao mesmo tempo?
“Quando conhecemos Channing Tatum, nós percebemos que era perfeito para o papel, porque ele é naturalmente engraçado e sincero”, acrescenta Miller.
“Channing Tatum funciona em todos os registros”, elogia Lord. “Todo mundo sabe que ele é capaz de fazer coisas heroicas, mas ele tem uma bondade subjacente que cria um belo contraste em sua interpretação. E ele é muito mais engraçado do que as pessoas poderiam supor. Nós sabíamos que o ator que interpretasse Jenko tinha de ter dom para a comédia e, ao mesmo tempo, um brilho no olhar, e Channing tem ambas as coisas”.
“Channing te conquista imediatamente”, observa Aguilar. “Como todo mundo, eu sabia que tinha um grande talento físico e já fez cenas de ação suficientes para saber no que ele se destaca, mas eu não sabia que ele era tão engraçado, e essa é uma combinação muito poderosa”.
Tatum, que também é produtor executivo do filme, afirma com modéstia: “Sou um grande fã de comédias, mas o gênero me apavora. Sinto a maior inveja de gente como Jonah, então, quando ele me ligou e disse, ‘Vamos filmar Anjos da Lei (21 Jump Street) e queremos contar contigo’, eu realmente achei que tinham ligado para a pessoa errada. A comédia é muito diferente, não só temos que nos preocupar em sermos sinceros em cena, mas você também precisa descobrir suas pausas cômicas e o momento de explorá-las, de soltar a piada e depois se calar. É uma arte muito sutil. Felizmente, eu estava cercado de escritores de comédia e humoristas de stand-up que sabiam muito bem o que faziam. Eu aprendi muito”.
Para confirmar o que já sabiam – que Tatum tinha talento para a comédia e teria uma química fantástica com Hill – os diretores os vestiram com seus figurinos e observaram a sua interação. “Channing interpreta a realidade do momento, e isso é o melhor que você pode fazer como comediante”, afirma Lord. “E também é essa a forma de trabalho favorita do Jonah. Muita da sua veia cômica vem do personagem e da situação. É mais sobre o que é engraçado dentro do contexto daquele momento do que fazer piadas superengraçadas, então, acaba funcionamento a mil maravilhas”.
O personagem de Tatum, Jenko, é o completo oposto de Schmidt, interpretado por Hill. “Eles foram colegas de escola e, naquela época, Jenko era o garoto popular, o atleta que ganhava as garotas”, conta Tatum. “Quando eles voltam ao ensino médio, descobrem que tudo mudou nesses dez anos. Antes, os alunos zombavam e abusavam dos colegas, dormiam durante as aulas. Agora, todos são vegetarianos, dirigem carros movidos a biodiesel… eles curtem tudo o que Jenko considera idiotice. Jenko acaba se enturmando com os nerds e, pela primeira vez, percebe que tudo o que os nerds fazem, ou seja, estudar, é, na verdade, bem legal”.
O fato de serem opostos é uma das razões que explica o fato de que, quando estão juntos, funcionarem tão bem, segundo Hill. “Até um plano unicamente com nós dois é engraçado, porque somos tipos tão diferentes. Você se pergunta como foi que nós nos conhecemos e como acabamos nos tornando grandes amigos. Desde a primeira leitura, ficou evidente que funcionaríamos bem juntos. O Channing superou todas as minhas expectativas acerca do seu talento e da pessoa agradável que ele é”.
“Uma das coisas curiosas sobre Jenko é que creio que se você lhe perguntar por que ele quis ser policial, ele não teria uma resposta. Imagino que ele assistia a muitos filmes policiais e achou que isso seria muito legal”, observa Tatum. De uma certa forma, Tatum e o seu personagem tiveram uma juventude semelhante. “Os meus amigos e eu pegávamos um Civic velho, um cara dirigia e o outro rolava por cima do capô para ver quem fazia mais rápido. Eu não acho que o Jonah fazia esse tipo de estupidez”.
“Channing nos contou uma história louca dos seus tempos de adolescência com os amigos. Eles caíram na balada, depois foram até o deserto dar tiros, aí, todos fizeram tatuagens e depois foram a casa de outro amigo para assustá-lo e seguiram fazendo loucuras”, conta Lord. “Eu disse: ‘Uau, quando foi isso?’ E ele disse: ‘Num sábado’. Eu adoro o cara – ele é o Jenko”.
Brie Larson encabeça o elenco coadjuvante no papel de Molly. Embora o personagem de Hill, Schmidt, fosse nerd demais para sair com garotas quando estava no ensino médio, ele descobre que hoje ser nerd é ter um novo tipo de popularidade. As garotas, especialmente Molly, interpretada por Brie Larson, gostam dele.
Para a personagem Molly, os diretores queriam alguém que fosse mais do que o tipo líder de torcida; queriam uma garota que se destacasse das demais. Era importante que ela fosse alguém de quem o público gosta, não só por ser bonita, mas porque ela tem algo de especial. “Quando você conhece a Brie, você percebe que ela tem muito mais que isso”, afirma Miller. “Ela tem um grande talento para a comédia e é uma atriz fantástica, mas o que a diferencia é seu estilo pessoal único e uma atitude que não se encontra em muitas jovens”.
Molly mantém uma relação semiaberta mas satisfatória como com Eric, o traficante de drogas interpretado por Dave Franco. Ela sofreu muitas decepções na vida e sente que, na verdade, não pode contar com ninguém. Schmidt muda tudo isso; quando ela o conhece, começa a pensar que talvez seja um cara em quem ela pode confiar. O que ela não sabe, é claro, é que ele é um policial infiltrado na escola e que está mentindo para ela.
“Os nossos personagens fazem parte do elenco de uma peça teatral da escola: ele é Peter Pan e ela é Wendy”, explica Larson. “Há um momento em que um encara fixamente o outro e é quando eles se dão conta de que há algo de especial entre eles. Mais tarde, quando a verdade vem à tona, ela não aceita isso muito bem”.
Dave Franco interpreta o papel-chave de Eric, que é a grande força-motriz de grande parte da trama. “Eric está vendendo uma nova droga na escola, que é a razão pela qual Schmidt e Jenko se infiltraram lá; eles precisam encontrar o fornecedor da droga para poder erradicá-la”, afirma Miller.
Escalar Dave Franco no papel foi outra forma de ressalvar o quanto as escolas mudaram desde os tempos de Schmidt e Jenko. “Dave Franco é, essencialmente, o homem perfeito”, afirma Lord. “Ele é um cara bonito, de compleição mediterrânea por quem as garotas enlouquecem. Os garotos populares de hoje não são os mesmos dos filmes de adolescentes dos anos 1980; Eric é um cara tão descolado que isso desconcerta Jenko”.
“Testamos um monte de atores, mas eu sabia que tínhamos de escalar o Davey, porque ele foi um dos caras que eu tentei impressionar. Eu já estava escalado no papel e estava tentando impressionar esse cara durante as audições, tentando fazer com que ele me achasse legal”, explica Hill. “Isso é exatamente o que queríamos para esse papel”.
Para os realizadores, era importante que o personagem de Franco fosse uma pessoa complexa. “Todos deveriam ser heróis da sua própria narrativa”, afirma Lord. “Eu sempre achei que esse personagem não deveria ser um brutamontes malvado. Os garotos que vendiam drogas na minha escola eram jovens que tomavam decisões equivocadas seguindo pelo mau caminho, mas não eram malvados, eram engraçados, atraentes ou interessantes. E depois que você os conhecia, sempre tinha uma ou outra coisa de bom a dizer acerca deles. Nós achamos que esta era uma boa oportunidade para mostrar uma pessoa de verdade que, por acaso, vende drogas”.
Com essa ideia em mente, os cineastas e Franco se concentraram na preocupação do personagem com o meio ambiente. “Ele é um cara descolado que discorre acerca das vantagens da compostagem orgânica e de como se economizar água, mas que, ao mesmo tempo, vende drogas”, conta Franco. “Senti que era uma nova abordagem desse tipo de personagem. Foi muito divertido porque não estava simplesmente interpretando um idiota completo. Ele é um idiota, mas também é encantador e podemos ver um lado mais vulnerável do personagem”.
Para o papel do professor Walters, o treinador de educação física, os realizadores só precisaram de um motivo escalar Rob Riggle: “Nós o escolhemos porque ele é o cara mais engraçado que você pode conhecer”, afirma Miller.
“Rob é um sujeito atlético, e assim como Channing, ele integrou o Corpo de Fuzileiros Navais dos Estados Unidos”, afirma Lord. “O que faz de Rob alguém fantástico é que na vida real ele é um cara feliz em fazer o que faz. Isso se reflete diretamente em seus personagens, no modo como ele os interpreta. Seus personagens estão sempre muito empolgados de estar onde quer que estejam. E isso, sem dúvida, se aplica ao professor de educação física, o prof. Walters. Ele tem uma grande energia”.
“Ele é um sujeito muito afável”, afirma Riggle acerca do seu personagem. “Ele é treinador da equipe de atletismo, se preocupa com os garotos e também leciona aulas de educação sexual de vez em quando. Ele adora o Jenko por ele ser um espécime masculino belo e fabuloso, e odeia o Schmidt, porque ele não é bonito e arrasa com a sua equipe de atletismo”.
Completando o elenco principal está Ice Cube como o chefe da divisão Jump Street, o capitão Dickson. “As pessoas que eu mais detestava no colégio eram os traficantes de drogas, mas policiais da divisão de narcóticos, e agora, aqui estamos”, comenta Ice Cube. “Eu interpreto o capitão Dickson, o duro e exigente capitão que destaca Schmidt e Jenko para a missão e que transforma suas vidas num verdadeiro inferno. A minha visão sobre ele não é ficar gritando o tempo todo, e sim ter altos e baixos, com bons momentos cômicos, conseguindo um equilíbrio entre o capitão de polícia inflexível e zangado e as piadas do roteiro, que é muito bem escrito e muito engraçado”.
“O capitão Dickson é um cara que faria você se mijar de medo, mas a quem você quer agradar acima de tudo”, explica Lord sobre por que Ice Cube é perfeito para o papel. “Ice Cube me intimida de um modo absurdo, isso é algo que tem a ver comigo mesmo; tem algo a ver com as suas sobrancelhas. Na verdade, ele é um cara muito legal, superamistoso e muito inteligente. Conhecê-lo era um antigo sonho meu. Como devo chamá-lo? Sr. Cube? Ice?”
Ice Cube vibrou em fazer parte do projeto, especialmente com a perspectiva de voltar a trabalhar com Neal H. Moritz. “Conheço o Neal há muitos anos, há mais de uma década”, explica ele. “Atuei em alguns filmes que ele produziu – Fúria em Duas Rodas (Torque) e xXx2 – Estado de Emergência (xXx: State of the Union). Eu adoro trabalhar com ele e este filme é perfeito para ele: é ‘engraçado e furioso’”.
Obviamente, não há muita coisa com a qual Ice Cube possa se identificar na trama de Anjos da Lei (21 Jump Street). O que ele gostaria de mudar acerca da sua experiência no ensino médio? “No meu último ano, deixei de jogar futebol para me concentrar na música”, relembra o ator. “Se eu voltasse, eu jogaria futebol nesse último ano, mas é só isso. Eu era um dos garotos mais populares da minha escola, não preciso mudar essa parte”.

O ELENCO
JONAH HILL (Schmidt/Argumento/Produtor Executivo) rapidamente se tornou um dos atores mais requisitados de Hollywood, em parte, à sua dinâmica evolução de astro de comédias rasgadas o indicado ao Globo de Ouro, ao SAG e ao Oscar® de Melhor Ator Coadjuvante de 2011 com seu desempenho em O Homem Que Mudou o Jogo (Moneyball), no qual contracenou com Brad Pitt e Philip Seymour Hoffman. O Homem Que Mudou o Jogo (Moneyball) retrata a tentativa do general manager da Major League Baseball, Billy Beane (Pitt), de formar uma equipe de beisebol se utilizando de um computador e análises estatísticas para convocar jogadores com a melhor relação custo-benefício. Dirigido por Bennett Miller (Capote) para a Columbia Pictures, o filme foi recebido com adoração por parte da crítica em todo os Estados Unidos e foi indicado ao Globo de Ouro de Melhor Filme – Drama e ao Oscar® de Melhor Filme.
2010 foi um ano de transição na carreira de Hill, pois ele se libertou do estereótipo de ator de comédias, encarnando um personagem mais sério ao interpretar o papel-título da comédia de humor negro, Cyrus, dirigida por Jay e Mark Duplass. Hill interpretou o filho de Marisa Tomei (Molly) que cria barreiras psicológicas ao envolvimento de sua mãe com John, interpretado por John C. Reilly. O filme estreou no Festival de Cinema de Sundance de 2010 sendo recebido com elogios pela crítica e indicado ao prêmio BFCA de Melhor Filme de Comédia.
Hill coestrelou com Michael Cera no aclamado, Superbad – É Hoje (Superbad), produzido por Judd Apatow, dirigido por Greg Mottola e escrito por Seth Rogen & Evan Goldberg, o primeiro filme de grande sucesso que realmente inscreveu o ator no rol dos grandes comediantes. Desde então, Hill se tornou presença constante no clã de Apatow, estrelando as comédias de verão produzidas por Apatow, O Pior Trabalho do Mundo (Get Him to the Greek), em 2010, Tá Rindo Do Quê? (Funny People), em 2009, e Ressaca de Amor (Forgetting Sarah Marshall), em 2008. Seu primeiro filme para a Apatow Productions foi O Virgem de 40 Anos (The 40-Year-Old Virgin), de 2005.
Ele também emprestou sua voz aos filmes da DreamWorks Animation, Megamente (Megamind) e Como Treinar o Seu Dragão (How to Train Your Dragon), que arrecadaram US$ 322 milhões de dólares e US$ 495 milhões, respectivamente, em todo o mundo. Uma sequência de Dragon já está confirmada para 2014. Hill também dublou o personagem Tommy, de Horton e o Mundos dos Quem! (Dr. Suess’ Horton Hears a Who!), que arrecadou US$ 297 milhões de dólares no mundo todo.
Mais recentemente, concluiu as filmagens de Neighborhood Watch, contracenando com Ben Stiller e Vince Vaughn. A comédia gira em torno de um grupo de pais de família que formou um grupo de vigilância no bairro, mas que acaba descobrindo que estão, na verdade, protegendo o bairro contra um plano ambicioso de destruir toda a Terra. O filme da 20th Century Fox tem lançamento previsto para 27 de julho.
O dedicado e ambicioso ator de 28 anos estreou recentemente na direção. Em 2011, ele dirigiu o videoclipe de Sara Bareilleis, “Gonna Get Over You”. Também coescreveu, criou e dublou o personagem-título da série de animação elogiada pela crítica, Allen Gregory, da Fox Television, em 2011.
Hill vem confirmando o seu lugar entre os grandes atores/roteiristas da nova geração, coescrevendo atualmente The Adventurer’s Handbook, no qual também coestrelará com Jason Segel. Ele também está escrevendo Pure Imagination, uma comédia produzida por Apatow da qual ele também será produtor executivo. Recentemente, foi produtor associado da comédia de Sacha Baron Cohen, Bruno, e produtor executivo de O Babá(ca) (The Sitter).
O ator começou a sua carreira atuando em esquetes teatrais de uma única cena que ele escrevia e interpretava no bar Black & White, de Nova York. Depois de conseguir um papel em Huckabees – A Vida É Uma Comédia (I Heart Huckabees), dirigido por David O. Russell e coestrelado por Dustin Hoffman e Lilly Tomlin, sua carreira rapidamente decolou.



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