After becoming immersed in an adventure that pitted him against the Catholic Church and 2000 years of history, Robert Langdon is back in Angels & Demons – and this time finds himself in the heart of the Vatican



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Encontro26.02.2018
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Informações de Produção
A equipe por trás do fenômeno mundial O Código Da Vinci (The Da Vinci Code) volta a se reunir no tão esperado filme Anjos e Demônios (Angels & Demons), baseado no livro campeão de vendas de Dan Brown. Tom Hanks reprisa seu papel como o professor de simbologia religiosa de Harvard, Robert Langdon, que novamente descobre forças com raízes na antiguidade que estão dispostas a tudo, até mesmo assassinato, para atingirem seus objetivos. Ron Howard volta para dirigir esse o filme que é produzido por Brian Grazer, Ron Howard e John Calley. O roteiro é de David Koepp e Akiva Goldsman.
Que terrível descoberta faria o Vaticano procurar Robert Langdon, o homem que desvendou o segredo mais controverso da história? Quando Langdon descobre evidências do ressurgimento de uma antiga sociedade secreta conhecida como os Illuminati – a mais ponderosa organização secreta da história – ele também enfrenta uma ameaça mortal ao inimigo mais desprezado dos Illuminati: a Igreja Católica. Depois de descobrirem que a contagem regressiva de uma bomba relógio Illuminati, que não pode ser desativada, havia começado, Langdon é recrutado para ir até Roma, onde ele se junta a Vittoria Vetra, uma linda e enigmática cientista italiana. Embarcando em uma caçada frenética e repleta de ação por criptas lacradas, catacumbas perigosas, catedrais desertas e, até mesmo, dentro da mais secreta cripta do planeta, Langdon e Vetra seguirão pelo Caminho da Iluminação de 400 anos em busca da única esperança de sobrevivência do Vaticano.
Columbia Pictures e Imagine Entertainment apresentam uma produção de Brian Grazer / John Calley, Anjos e Demônios (Angels & Demons). O filme é estrelado por Tom Hanks, Ewan McGregor, Ayelet Zurer, Stellan Skarsgård, Pierfrancesco Favino, Nikolaj Lie Kaas, e Armin Mueller-Stahl. Dirigido por Ron Howard. Com roteiro de David Koepp e Akiva Goldsman. Produzido por Brian Grazer, Ron Howard, e John Calley. Baseado no livro escrito por Dan Brown. Os produtores executivos são Todd Hallowell e Dan Brown. O diretor de fotografia é Salvatore Totino, ASC. O designer de produção é Allan Cameron. Os editores do filme são Dan Hanley, A.C.E. e Mike Hill, A.C.E. Supervisão de efeitos especiais de Angus Bickerton. Figurinos por Daniel Orlandi. Os produtores associados são Kathleen McGill, Louisa Velis e William M. Connor. Música de Hans Zimmer. Supervisão musical de Bob Badami.
UM QUEM É QUEM EM ANJOS E DEMÔNIOS

Anjos e Demônios (Angels & Demons) começa com a morte do Papa e o antigo ritual do Conclave, um processo no qual o Colégio de Cardeais elege um novo Santo Papa. Entre os cardeais estão os preferiti, os cardeais com mais chances de serem eleitos Papa. O processo é famoso por ser totalmente sigiloso, com os cardeais isolados até sua importante tarefa estar completa. A única comunicação com o mundo exterior se faz na forma de uma fumaça que sai da chaminé da Capela Sistina. A fumaça negra indica que uma maioria de dois terços dos votos não foi alcançada, e a fumaça branca (e, recentemente, o toque de sinos) indica que a maioria de dois terços dos votos foi alcançada e um novo Papa foi eleito.
O Camerlengo possui deveres bem específicos dentro do Vaticano. É ele quem certifica a morte do Papa e destrói o anel Papal com o selo oficial, também conhecido como o Anel do Pescador. Até a eleição do novo Papa, o Camerlengo se torna o chefe de estado da Cidade do Vaticano.
A Guarda Suíça tem protegido o Papa e o Colégio dos Cardeais dentro das paredes do Vaticano desde 22 de janeiro de 1506. Eles são famosos por encararem suas posições não como um trabalho, mas sim como um chamado. Para ser recrutado para a Guarda Suíça é necessário ser um homem solteiro, católico, com idade entre 18 e 30 anos, ter pelo menos 1m80 de altura, nível superior e ter passado pelo treinamento básico do exército suíço, além de ser um cidadão suíço.
Os deveres gerais da polícia da Cidade do Vaticano são desempenhados pela Gendarmaria. Eles cuidam da ordem pública, controle de tráfego e investigações de sequestro e assassinato, entre outras tarefas.
Em Anjos e Demônios (Angels & Demons), esses grupos e oficiais do Vaticano são forçados a entrarem todos em ação quando os Illuminati sequestram os preferiti e ameaçam matar um a cada hora, culminando na explosão de uma bomba no Vaticano. A história ‘oficial’ por trás dos Illuminati da vida real é que essa sociedade secreta foi fundada na Baviera, atual Alemanha, em 1776, com algo como 2.000 ‘livres pensadores’ alcançando os mais altos níveis nas artes, ciências e política ao se tornarem membros antes que o grupo fosse oficialmente banido no final dos anos de 1700.
No entanto, alguns acreditam que as raízes dessa sociedade secreta são ainda mais antigas – que os Illuminati existiam desde 1500, nascidos da preocupação com os conflitos entre a Igreja e os renomados cientistas da época. Na história de Anjos e Demônios (Angels & Demons), esses Illuminati ou ‘Aqueles que são Iluminados’ foram levados ao submundo e tendo desaparecido há mais de 100 anos atrás, tempo no qual o grupo se tornou completamente contrário ao Vaticano, escolhendo ‘venerar’ os quatro elementos da natureza – terra, ar, fogo e água. É isso que serve como palco para essa excitante história que se desenrola no filme.
Existem alguns na vida real que afirmam que os Illuminati ainda existem – e muitos artigos, vídeos e histórias sobre eles inundam a internet nos dias de hoje. Entre as teorias postadas na web estão histórias que sugerem que os Illuminati controlam os eventos do mundo, estão em gabinetes de alto posto e poder, e estão criando uma Nova Ordem Mundial para substituir governos individuais por um governo mundial autônomo comandado pelos ‘iluminados’.


SOBRE O FILME
Depois de entrar em uma aventura que o colocou contra a Igreja Católica e contra dois mil anos de história religiosa sagrada, Robert Langdon está de volta em Anjos e Demônios (Angels & Demons) – e dessa vez se vê no coração do Vaticano, lutando para salvar a Igreja de um de seus mais antigos inimigos: os Illuminati.
“Langdon entra em Anjos e Demônios (Angels & Demons) com um relacionamento bastante frio com relação ao Vaticano devido aos acontecimentos narrados em O Código Da Vinci (The Da Vinci Code)”, conta Tom Hanks, que reprisa seu papel como o formidável Professor Langdon. “Ele tem um incrível conhecimento sobre os rituais da Igreja e sua história, mas não é exatamente uma pessoa bem-vinda. Essencialmente, existe uma disputa pelo poder no Vaticano por trás da sabotagem da eleição papal e, apesar de sua história com a Igreja, Langdon é chamado para tentar evitar que isso aconteça”.
“O Vaticano está sob ataque em seu momento mais vulnerável”, diz o diretor Ron Howard, que volta ao mundo de Dan Brown depois de ter dirigido o fenômeno mundial O Código Da Vinci (The Da Vinci Code), o qual em 2006 arrecadou mais de 750 milhões de dólares pelo mundo. “O Vaticano está passando por um Conclave, um processo onde os cardeais elegem um novo Papa. Quando eles se vêem sob ameaça de morte e de uma bomba relógio, eles chamam Robert Langdon, o único que tem o conhecimento e a habilidade para encarar esse mistério, entender os símbolos e tentar evitar o desastre. Ele não é o homem que o Vaticano confia – ele é o homem que o Vaticano precisa”.
Em Anjos e Demônios (Angels & Demons), Langdon tenta impedir os Illuminati – uma organização secreta com séculos de existência – e seus planos de devastar o Vaticano por vingança. Para Howard, essa ideia criou um vilão perfeito e um antagonista à altura de Robert Langdon. “Quando eu li Anjos e Demônios (Angels & Demons), eu fiquei realmente instigado pela ideia dos Illuminati”, diz Howard. “Essa sociedade secreta que dizem incluir pessoas como Galileo e Bernini. O que aconteceu com eles? Eles foram realmente subjugados? Eles realmente nos deixaram? Existem aqueles que acreditam que os Illuminati sobreviveram como uma organização e hoje estão entre nós em segredo, influenciando nossas vidas diárias, decisões governamentais, políticas e estratégias corporativas”.
“Em nossa história, os Illuminati retornam para um ato de vingança por algo que já dura há quatrocentos anos”, diz o produtor Brian Grazer. “Os Illuminati sequestraram quarto cardeais – os favoritos para se tornarem o novo Papa – e ameaçam destruir a cidade e o Vaticano. As autoridades do Vaticano chamam Robert Langdon – um antigo adversário, na visão deles – para ajudá-los nesse momento de crise. Somente Langdon pode decifrar os misteriosos códigos dos Illuminati, ligados aos antigos símbolos da terra, ar, fogo e água”.
“O que é muito bom com relação a uma aventura de Robert Langdon é que ela estimula demais a curiosidade e a pesquisa”, continua Howard. “Depois que você lê o livro ou vê o filme, vai para a biblioteca ou para a internet – você quer entender Bernini, Galileo e seus relacionamentos com o Vaticano, com a arte do mundo, a ciência e o mistério dos Illuminati. Você acreditando ou não, é uma coisa muito interessante, e a imaginação fértil de Dan Brown leva a uma narrativa fascinante cheia de pistas e grande mistério”.
O produtor John Calley acrescenta, “Eu tive a sorte de descobrir os livros de Dan Brown um pouco antes que o resto da América colocasse as mãos em O Código Da Vinci (The Da Vinci Code) e esse livro virasse um fenômeno. Acho que o que ele criou em O Código Da Vinci (The Da Vinci Code) e Anjos e Demônios (Angels & Demons) foi uma franquia para nosso tempo. Ambos os livros são thrillers de ritmo rápido com um herói dinâmico e ingênuo no centro. Não é a toa que Dan Brown atingiu esse sucesso astronômico e estamos esperando o próximo thriller de Robert Langdon com grande ansiedade”.
Para Howard, essas foram exatamente as razões que fizeram seu retorno para dirigir Anjos e Demônios (Angels & Demons) uma escolha tão fácil. “Existe uma coisa única sobre o que Dan criou nesse personagem, Robert Langdon”, ele diz. “É incrivelmente original, provocante e, em termos cinematográficos, irresistível”.
Anjos e Demônios (Angels & Demons) marca a primeira vez que Howard volta a trabalhar num projeto pela segunda vez. “Eu nunca quis fazer isso porque sempre tive interesse em tentar criar uma coisa nova”, conta Howard. “E Anjos e Demônios (Angels & Demons) faz isso – apesar de Robert Langdon estar novamente no centro da história, o filme é muito diferente de O Código Da Vinci (The Da Vinci Code) e me permite exercitar um novo grupo de ‘músculos’ cinematográficos. Anjos e Demônios (Angels & Demons) pede um ritmo diferente, outro tempo, um tipo diferente de viagem. Ele é, literalmente, uma bomba relógio em contagem regressiva sendo mostrado em um mistério completamente diferente. Essas duas necessidades me levaram, como diretor, a fazer esse filme de maneira completamente diferente de O Código Da Vinci (The Da Vinci Code).”
É claro que Howard tinha outro motivo para voltar para Anjos e Demônios (Angels & Demons) – a chance de trabalhar pela quarta vez com Tom Hanks. “Adoro trabalhar com o Tom, eu realmente gosto do que ele está fazendo com Robert Langdon”, diz Howard. “O entrosamento entre o ator e o personagem se torna mais profundo e forte em cada atuação. A inteligência de Tom, sua curiosidade e senso de humor se misturam tão bem com os de Robert Langdon que ele criou um personagem mais profundo, rico e interessante de se ver”.
Hanks fala que o intelecto impressionante e a capacidade de desvendar mistérios de Langdon são prazerosos e estimulantes de se interpretar e que isso é uma grande parcela do encanto do projeto. “É um desafio interpretar alguém que é um perito nesse campo tão obscuro. Ele faz conexões que ninguém mais é capaz de ver; um símbolo pode representar diferentes pontos de vista que fazem sentido somente para ele. Quando trabalhamos em Roma, perto de lugares tão antigos, eu estava fascinado em aprender a história do lugar, que pensamento original estava por trás da construção, o que estava acontecendo em Roma naquela época? Quem pagou por aquilo? Quando e por que algumas coisas foram acrescentadas lá? Robert Langdon vê a história em camadas. Ele pega a informação, pega opiniões de conflitos e as combina com diferentes interpretações, tentando entender por que os humanos inventaram esses símbolos para começo de conversa”.
Hanks ainda explica dizendo que Robert Langdon passeia pela grande fantasia de desvendar grandes mistérios. “Se você é esperto o bastante para ver as pistas, esperto o suficiente para segui-las, e sábio o bastante para juntar todas as pistas escondidas, você pode simplesmente frustrar uma conspiração. E você só tem um tempo limitado para isso. Quem não ama isso?”
Hanks também ficou imensamente feliz em voltar a trabalhar com o diretor Ron Howard.  Anjos e Demônios (Angels & Demons) marca a quarta vez que trabalham juntos, sendo seu último trabalho O Código Da Vinci (The Da Vinci Code). “Nada assusta Ron”, fala Hanks. “Nem mesmo filmar na frente do Panteão em Roma com centenas de turistas. Ele encontrou alguns becos para as cenas da tarde quando estava quente e as multidões eram enormes, mas ele estava tão focado que quase nem percebia que estavam lá. Sempre que ele enfrenta uma filmagem desafiadora, ele simplesmente encontra um jeito de fazê-la e transpira confiança. Ron produziu uma impressionante bagagem profissional e continua a fazer filmes altamente complicados e densos – e ele faz isso parecer fácil. Ele é mais destemido agora como um cineasta, assumindo grandes riscos, do que quando ele tinha menos em jogo. Sua vontade, seu desejo de ampliar sua forma de fazer filmes exige de todos nós”.
Cercando Hanks estão alguns dos melhores e mais brilhantes astros do mundo. De acordo com Brian Grazer, atrair um elenco internacional era uma das principais prioridades dos realizadores. “Um elenco internacional acentua o campo de interesse sobre o filme”, diz Grazer. “Ele se torna acessível em todos os cantos do mundo. Além disso, com esse material rico e a chance de se trabalhar com Tom Hanks, é um filme atraente para qualquer ator. Nós abordamos os melhores atores que fizessem sentido artisticamente para o filme, e, em todas as vezes, conseguimos nossas primeiras escolhas”.
“O elenco trouxe energia cinética”, diz Hanks. “É a sinceridade que Ewan McGregor traz para o Camerlengo, Stellan Skarsgård como o assustador cão de guarda que chefia a Guarda Suíça, e Armin Mueller-Stahl incorporando a moral do benevolente e sábio cardeal. Ayelet Zurer não falava nenhuma linha de seu diálogo sem conhecer a ciência por trás dela. Todos trabalharam com a mesma expectativa alta, com a mesma dedicação, o que fez com que a experiência de fazer esse filme se tornasse bem intensa”.
Durante toda essa aventura, Langdon teve como companheira em sua busca a cientista italiana baseada no CERN Vittoria Vetra, interpretada por Ayelet Zurer.
CERN (Conseil Européen pour la Recherche Nucléaire ou Organização Européia para a Investigação Nuclear) é o maior centro de pesquisas sobre física de partículas do mundo. Localizada na Suíça, o CERN iniciou a operação de seu Grande Colisor de Hádrons, o maior acelerador de partículas do mundo, durante a produção. Os experimentos resultantes do LHC estão fadados a nos fazerem mudar a visão do universo no qual vivemos; eles vão investigar a razão da natureza preferir a matéria à antimatéria, e eles irão investigar a matéria como ela existiu no início dos tempos. Em Anjos e Demônios (Angels & Demons), o trabalho de Vetra no CERN é sobre um pequeno tubo de antimatéria que é roubado e se torna a mais letal arma de destruição em massa, ameaçando o Vaticano e, literalmente, as fundações da Igreja Católica.
Zurer se preparou para seu papel não apenas lendo sobre tudo o que fosse experiência com aceleradores de partículas como no CERN (e assistindo vídeos no YouTube sobre o Grande Colisor de Hádrons), mas também lendo o livro de Bill Bryson A Short History of Nearly Everything por recomendação de Tom Hanks. Na verdade, vários membros da equipe ficaram viciados nesse livro, comparando anotações de capítulos como “Einstein’s Universe”, “The Mighty Atom” e “Darwin’s Singular Notion”.
Sobre sua personagem, Zurer fala: “Vittoria me interessou porque ela representa aquela geração de mulheres que são altamente educadas e em profissões que ainda são predominantemente masculinas. Ao mesmo tempo, ela tem uma vida e não desistiu da sua sensibilidade por causa de sua carreira. Ela é uma pensadora premeditada, não se anima facilmente”.
“Todos na equipe de Ron já se conhecem há vários anos e já trabalharam juntos em muitos projetos. Eles trabalham como abelhas numa colméia”, diz Zurer. “Eles têm códigos e um tipo de taquigrafia para se comunicar – como uma linguagem própria – que eu só fui entender bem mais tarde. Eles eram rápidos, divertidos e intensos, mas também eram despreocupados. Tudo aquilo era demais para mim. Ron falava: ‘Relaxe, vá mais devagar, use um tom de voz mais baixo’ – ele me mantinha na linha. Ele realmente queria que Vittoria fosse muito forte, muito inteligente e honesta, mas ainda assim emotiva com as coisas que acontecem com ela. Acho que ela se sente incrivelmente responsável pelas coisas que aconteceram”.
Zurer teve carta branca para decidir como o sotaque de Vittoria Vetra deveria ser. “Tomei a decisão de fazê-la soar internacional, ao invés de uma americana com sotaque italiano”, ela diz. “Fiquei surpresa em vários momentos pela forma com que o italiano meio que baixava em mim. Estava bastante confortável. Não sei por que pareceu tão natural – talvez seja porque sou do Mediterrâneo – mas foi uma coisa que adorei”.
Sem o Papa, o poder do Vaticano fica nas mãos do seu braço direito, o Camerlengo, até que um novo Papa seja eleito. Em Anjos e Demônios (Angels & Demons), essa figura chave é interpretada por Ewan McGregor.
“O Camerlengo é um secretário, mas quando o Papa morre, ele se torna o chefe de estado da Cidade do Vaticano e tem um poder e tanto”, comenta McGregor. “Ele é um personagem incrível de se interpretar porque tem tanta coisa acontecendo com ele”.
“O Camerlengo ama muito a Igreja e a sensação de permanência que ela traz. Ela traz consigo a força da história”, continua McGregor. “E agora ele vê a coisa que mais ama sob ataque, nesse momento de grande perigo. Ele se vê como um homem que fará o que for preciso para salvar a Igreja do perigo que os Illuminati são e tudo o que eles representam”.
O ator foi seduzido não somente pela riqueza do personagem, mas também pela chance de trabalhar com Ron Howard.
“Eu sou um grande fã de Ron Howard – cheguei a me encontrar com ele socialmente umas duas vezes em Londres quando ele estava filmando O Código Da Vinci (The Da Vinci Code)”, conta McGregor. “Nós nos encontramos num restaurante que nós dois gostamos de frequentar para um almoço de domingo. É incrivelmente gratificante quando trabalhamos com um diretor que não somente é bom com as tecnicalidades, mas também pode ajudar em termos de interpretação e com a emoção da cena. Acho que o fato dele ter sido ator faz com que ele seja um diretor muito, muito bom”.
O oposto do Camerlengo dentro da igreja é o quieto e nobre Cardeal Strauss, interpretado pelo ator veterano, Armin Mueller-Stahl. O Cardeal Strauss é um perito na navegação pelas políticas do Vaticano, conhece e vê muito mais do que ele deixa que percebam. De fato, a abordagem compreensiva e impassiva do Cardeal Strauss combinam perfeitamente com a atitude de Mueller-Stahl’s diante da interpretação.
“Strauss está sempre observando e olhando para tudo o que precisa fazer para descobrir qual o próximo passo. Ele não fala muito sobre o que ele pensa, de quem ele suspeita e para mim esse também é o segredo da atuação”, diz Mueller-Stahl. “Você tem um rosto. Por baixo dele está o segundo rosto e esse segundo rosto é sempre importante para se trazer para a vida sem expô-lo muito. A ideia é não mostrar tudo, mas por outro lado ao não mostrar você terá que revelar. Precisa ser do entendimento do público, mas não muito óbvio”.
Para pesquisar sobre seu papel, Mueller-Stahl leu sobre o Papa atual, e, talvez tenha até moldado alguma coisa do seu personagem no Pontífice real. “Eu li um pouco sobre Joseph Ratzinger, antes de ele ter se tornado Papa, quando ele era um cardeal”, ele conta.
Mueller-Stahl também usou algumas de suas próprias lembranças. “Eu conheci João Paulo II quando ele ainda era um cardeal, na Cracóvia”, conta o ator. “Mas isso foi há muito, muito tempo atrás”.
Trabalhando junto com o cardeal Strauss – e, de fato, o protegendo assim como todo o Colégio de Cardeais – está o Comandante Richter, o Comandante Principale da Guarda Suíça, interpretado por Stellan Skarsgård. A Guarda Suíça tem defendido o Vaticano desde 22 de Janeiro de 1506 e Richter, o venerável líder dessa força imponente e nobre, personifica tudo o que ela representa – a máxima dedicação, respeito e fidelidade ao Santo Papa. Conforme as investigações têm andamento, ele também pode ser suspeito.
“Como chefe da segurança do Vaticano, com quarto cardeais sequestrados e uma bomba no Vaticano, Richter está encrencado, mas ele é um personagem ótimo”, diz Skarsgård. “Ele é uma pessoa muito controlada e, em vários momentos, não sabemos se podemos ou não confiar nele”.
“Richter despreza Langdon, é claro”, continua Skarsgård. “Ele é um cara muito religioso do Vaticano. Com toda a história entre Langdon e o Vaticano, Richter não aceita muito bem a ajuda de Langdon. Eles dois estão tentando solucionar um crime, mas eles ficam implicando um com o outro num sentimento mútuo de ceticismo e desconfiança”.
Naturalmente, Richter trabalha bem próximo ao Camerlengo na investigação em andamento. Ao filmar uma cena particularmente intensa entre os dois personagens, Ron Howard posicionou as câmeras de forma que elas pudessem capturar cenas de close-up e por cima do ombro dos dois atores ao mesmo tempo. Enquanto a iluminação e o bloqueio da cena foram complicados, esse arranjo permitiu que Skarsgård e McGregor se entregassem de forma muito mais orgânica.
“Ron compreende o que faz o coração do ator bater”, diz Skarsgård. “Ele sabe quando tirar ou fazer pressão sobre você, e ele sempre sabe o que pode pedir de você, o que ele quer fazer da cena e como ele quer chegar lá. Nós nunca conversamos sobre o personagem – nossas conversas durante os ensaios eram para entender as cenas e onde iríamos com ela”.
O Vaticano, além de ser o coração da Igreja Católica, também é uma cidade-estado dentro da Itália. Enquanto a Guarda Suíça protege o Papa e o Colégio dos Cardeais, a Gendarmaria policia todo o resto que acontece dentro das paredes do Vaticano. Quando quatro cardeais são sequestrados em Anjos e Demônios (Angels & Demons), faz-se um pesadelo de jurisdição que coloca o Comandante Richter de Skarsgård contra o Inspetor Ernesto Olivetti, interpretado pelo ator italiano Pierfrancesco Favino. “Olivetti traz Langdon depois da mutilação do cientista padre do CERN”, conta Favino. "Ele compreende imediatamente que eles não são capazes de enfrentar essa situação e manda buscar Langdon, o único homem que sabe o que os símbolos significam. Isso o coloca andando sobre ovos com relação a Richter – por causa da história de Langdon com o Vaticano, Langdon é um homem que Richter não confia nem um pouco. Olivetti sabe que Richter é basicamente o único no comando porque a Guarda Suíça é a responsável pela proteção dos cardeais, e trazer Langdon para ajudar na investigação é o único trunfo de Olivetti na investigação”.
“Eu tinha algumas pistas sobre o meu personagem”, diz Favino. “Eu sabia que ele tinha que ser casado, então Olivetti usa uma aliança, mesmo que isso nunca tenha sido mencionado no filme. As regras para a Gendarmaria não são tão rígidas quanto as da Guarda Suíça, mas Olivetti deveria ser tão católico quanto eles. Me ajudou o fato de pensar que ele era um homem com uma família por trás”.
Um último personagem completa o elenco: o sombrio Sr. Gray, trazido para a vida de forma ameaçadora pelo ator dinamarquês Nikolaj Lie Kaas. Kaas foi imediatamente arrastado para o papel pela ação inata do personagem. “Ele é a arma à mão”, diz ele. “Ele leva toda a ação do filme – tudo o que acontece no filme acontece por causa da trama que ele executa. Adoro fazer filmes de ação – é muito bom ser um garoto de novo”.
Quando se trata do sotaque do personagem, Kaas diz, que usou uma dica do diretor. “Eu estava fazendo um sotaque russo ou da Europa oriental”, ele conta, “mas Ron sugeriu que eu usasse meu próprio sotaque dinamarquês. E também, numa cena onde eu falo com um dos cardeais mortos, eu falo em dinamarquês. Essa ideia veio de Ron e de um dos roteiristas e eu a achei fantástica”.
SOBRE O CERN
A história de Anjos e Demônios (Angels & Demons) tem início no CERN, o centro de estudos sobre física de partículas na Genebra. “O que acontece no CERN é uma exploração das mais arriscadas”, diz o diretor. “O que eu achei incrível foi que Dan Brown escreveu seu livro, tendo o CERN como cenário, há uns dez anos atrás – e agora, uma década depois, o CERN está nas manchetes e todos estão comentando sobre as experiências que eles fazem aqui. Isso mostra como ele estava bem à frente do seu tempo”.
CERN é um dos maiores e mais respeitados centros de pesquisa científica do mundo. Seu objetivo principal é a física, encontrar do que o universo é feito e como ele funciona. No CERN, os maiores e mais complexos instrumentos científicos são usados para estudar os componentes básicos da matéria – as partículas fundamentais. Ao estudar o que acontece quando essas partículas de chocam, os físicos aprendem sobre as leis da natureza.
Os instrumentos usados no CERN são detectores e aceleradores de partículas. Os aceleradores empurram feixes de partículas para grandes energias antes de fazer com que colidam uns com os outros ou com alvos estáticos. Os detectores observam e gravam o resultado dessas colisões.
Fundado em 1954, o laboratório CERN está na fronteira Franco-Suíça perto de Genebra. Foi uma das primeiras joint ventures da Europa e hoje tem 20 países membros.
O Grande Colisor de Hádrons do CERN (Large Hadron Collider - LHC) é um instrumento científico de proporções gigantescas perto de Genebra, que passa pela fronteira da França e Suíça. Ele é um acelerador de partículas usado pelos físicos para estudar as menores partículas conhecidas – os blocos fundamentais que constroem todas as coisas.

Dois feixes de partículas subatômicas chamadas ‘hádrons’ – sejam protons ou neutrons – viajarão em direções opostas dentro do acelerador circular, ganhando energia a cada volta. Físicos usarão o LHC para recriar as condições do momento seguinte ao Big Bang, colidindo de frente dois feixes a uma enorme energia. Equipes de físicos de todo o mundo irão analisar as partículas criadas nessas colisões usando detectores especiais em um número de experimentos dedicados ao LHC.



FILMANDO EM ROMA
A produção começou em Roma, onde, por um mês, Anjos e Demônios (Angels & Demons) foi filmado em locações famosas tais como Piazza del Popolo, Piazza Navona, Castel St. Angelo, do lado de fora da bela e barroca igreja de Santa Susanna e nas ruas da cidade de Roma. Em todos os lugares que a equipe filmou, eles eram encorajados por centenas de entusiasmados e curiosos turistas e moradores.
Dos trabalhos de Raphael, Michelangelo e Bernini até os obeliscos perfurando os céus nas muitas piazzas, até estátuas apontando o caminho através de segredos ocultos, as pistas do livro de Dan Brown estavam por toda a parte. Elas eram impossíveis de serem ignoradas – assim como a multidão de turistas, que, é claro, haviam viajado para Roma para desfrutar da renomada arte e dos pontos turísticos da cidade, mas que logo colocaram a produção do filme Anjos e Demônios (Angels & Demons) em sua lista de passeios de férias. Assim como O Código Da Vinci (The Da Vinci Code) criou uma indústria de passeios turísticos relacionados ao livro na França, Anjos e Demônios (Angels & Demons) fez a mesma coisa com Roma, com uma multidão de turistas fazendo passeios guiados através do Caminho da Iluminação. Uma ‘simples’ filmagem com Hanks e Zurer andando pela Piazza Della Rotonda em frente ao Panteão atraiu centenas de espectadores que por várias vezes deram as costas ao antigo templo romano, ficando ombro a ombro com seu pórtico apenas para assistir ou fotografar a filmagem. A atmosfera era sempre festiva e corrida, e, em certo momento, uma festa de casamento apareceu na praça na hora em que a equipe estava preparando tudo para outra filmagem. A noiva e o noivo haviam marcado seu casamento perto da locação do Panteão onde Anjos e Demônios (Angels & Demons) estava para ser rodado. Cavalheirescamente, Hanks ajudou a noiva e seu pai a andarem para o Panteão, através de equipamentos, luzes e câmeras.
Acontece que, esse ambiente frenético e abarrotado serviu perfeitamente ao diretor de fotografia Salvatore Totino. “Todos os turistas em Roma nos deram certo pandemônio divertido que funcionou bem com a nossa abordagem. Ron e eu conversamos sobre dar ao filme um ar de urgência – tem uma bomba que explodirá no Vaticano se eles não conseguirem impedir, com isso o objetivo era passar esse prazo cinematográfico de alto risco capturando as conseqüências históricas e humanas disso. Nós queríamos manter a câmera em movimento, então usamos lentes maiores, com ênfase na Steadicam, um trabalho de deslocamento e com Dolly”, diz Totino.
Um dos maiores desafios de Totino e do eletricista Rafael E. Sanchez em Roma aconteceu no Castelo Sant’Angelo. Construído pelo Imperador Adriano no ano de 128 AC como um mausoléu, o Castelo Sant’Angelo já foi uma prisão, fortaleza e residência papal. A ponte que leva até o Castelo é ornada por estátuas de anjos, como é bem típico de Roma, mas para as filmagens noturnas de Anjos e Demônios (Angels & Demons), cada uma recebeu sua própria e especial iluminação. Sanchez e sua equipe trataram o castelo para que tivesse uma iluminação espetacular e bem própria.
Totino conta que a sugestão de Sanchez de iluminar o Castelo com luminárias embutidas ajudou e muito a produção, que tinha muito que fazer em apenas duas noites.
“O Castelo Sant’Angelo nos deu muito trabalho e meio que foi montado aos pedaços por causa das limitações extremas em termos do que nos era permitido ou não fazer e também por causa do tempo limitado que tínhamos. Quando fizemos o primeiro reconhecimento, Rafi sugeriu uma iluminação arquitetônica, a qual tinha uma abordagem muito boa e nos ajudaria. Em outras palavras, nós tornamos a iluminação dele um pouco mais consistente, ao invés de iluminar peça a peça. Ao fazer isso, essa iluminação nos ajudou a ficarmos mais contidos. A noites eram curtas e nós tínhamos uma noite na ponte e na entrada do castelo e uma noite no seu interior. Nós precisávamos entrar e sair muito rápido, então aquele tipo de iluminação nos ajudou bastante”, conta Totino.
As filmagens noturnas no exterior do Castelo Sant’Angelo incluíram helicópteros zunindo com holofotes e toda uma frota policial com uma variedade de viaturas com suas luzes piscando e sirenes em alto volume. Enquanto isso pode ter sido bastante divertido para as inevitáveis multidões de turistas, o Vaticano, que é vizinho do Castelo e, de fato, é interligado a ele por uma passagem, pode não ter gostado muito de toda essa confusão.

DA CIDADE ETERNA... ATÉ A CIDADE DOS ANJOS
A produção recomeçou em Los Angeles, onde Roma foi recriada em estúdios de filmagem e locações próximas.
“Entre as locações a serem construídas, nós precisávamos de uma versão em larga escala da Praça de São Pedro e da Piazza Navona”, diz Todd Hallowell, o produtor executivo. “Eu pedi ao gerente de locações para que usasse o Google Earth para encontrar um local perto da Sony. Nós havíamos acabado de começar a traçar círculos partindo do estúdio e o primeiro pedaço de terra que podíamos ver que estava livre e era grande o suficiente para fazermos o que precisávamos eram as pistas de corrida do Hollywood Park. Então eu falei: ‘Vá até lá e fale com as pessoas. Veja se você consegue fazer algum tipo de acordo. Nós vamos precisar de, sei lá, uns vinte acres de estacionamento plano’. Ele foi e as pessoas de lá ficaram muito felizes em nos ter por lá e nos trataram muito bem. Ficava a uns treze quilômetros do estúdio e era a locação ideal”.
Apropriadamente, a réplica da produção da Praça de São Pedro e da Piazza Navona ficava em posição diretamente oposta ao outro prédio, possivelmente o único de Los Angeles, com falsa arquitetura romana – o Fórum de Los Angeles, o qual se assemelha a uma construção italiana antiga. Além disso, a produção teve o prazer de recriar a Capela Sistina, o Panteão e o Castelo Sant’Angelo, bem como os afrescos, fontes e estátuas de Michelangelo e Bernini.
O departamento de arte reuniu muito de sua pesquisa para os cenários e adereços da mesma forma que qualquer turista ou estudante faria – através de livros, da internet e uma câmera digital de alta definição. A maioria das partes do Vaticano e de Roma recebe bem os turistas brandindo câmeras de todo os tipos, então tropas dos vários departamentos se tornaram parte das multidões diárias de mochileiros, visitantes carregando guias documentando os locais.
Resultando dessa pesquisa o departamento de arte de Allan Cameron desenhou e construiu os cenários de forma que as paredes pudessem ser removidas ou luzes e equipamentos pudessem ser acomodados. Ele trabalhou lado a lado com Angus Bickerton, o supervisor de efeitos especiais, para que os cenários se misturassem sem diferença visível dos lugares reais que poderiam ser digitalmente inseridos durante a pós-produção. “Quando eu desenho um cenário, obviamente preciso ter em mente os movimentos da câmera e como o diretor vai querer coreografar a ação e os bloqueios, com isso, tenho a tendência de desenhar os cenários de acordo com as necessidades do roteiro e não com a realidade do lugar”, diz Cameron. “Por exemplo, a Santa Maria Della Vittoria de verdade, em Roma é bem pequena e a ação que acontece lá no filme é bastante complexa. Então Sal, nosso diretor de fotografia, e Ron quiseram usar câmeras em gruas lá dentro, com isso nós tivemos que aumentar os corredores e alargar a nave fazendo com que ela ficasse ligeiramente maior que a verdadeira para acomodar toda a ação”.
As cenas lá também pediam um fogo violento e fumaça densa, então a igreja barroca também tinha partes em tela azul, onde a equipe de efeitos especiais iriam aumentar as labaredas na pós-produção.
A encarnação da costa oeste, de tirar o fôlego, da Praça de São Pedro, se erguendo por trás de grandes containeres espalhafatosamente no estacionamento do Hollywood Park, ao contrário, era menor que a praça verdadeira, em sua grande parte feita de compensado e espuma e destacada por uma tela verde. Essa redução não era uma surpresa – a Praça de São Pedro, desenhada por Bernini, pode facilmente acomodar 300.000 pessoas. A Praça é em parte rodeada por duas colunatas curvas cobertas contendo 284 colunas dóricas com as 140 estátuas de santos e mártires deleitando-se no topo.
“Nossa versão é mais ou menos 2/3 do tamanho da original, mas parecerá ter o mesmo tamanho no filme por causa da combinação do cenário físico, os ângulos da câmera, a praça verdadeira e efeitos especiais”, diz Cameron. “Passei muito tempo com o departamento de efeitos especiais e com Angus, construindo modelos, revisando os desenhos, discutindo a logística do que deveria ser real e o que poderia ser feito depois pelo computador. No final chegamos a uma forma muito eficiente de fazermos isso”.
Um método usado em todo o decorrer do filme foi combinar ‘baixa’ e ‘alta’ tecnologia. Dessa maneira, o obelisco egípcio de 350 toneladas do Papa Sisto V, o qual se mostra tão grandioso e elegante seja no cenário quanto na Praça de São Pedro (o qual também serve como um ponto importante para a trama do filme), foi construído em seu tamanho real enquanto as colunetas foram feitas um pouco menores que as verdadeiras. Isso aconteceu porque, muita da ação envolvendo atores aconteceu perto do obelisco enquanto as colunetas eram basicamente um pano de fundo; um uso cuidadoso de perspectiva com as de câmeras permitiram que todo o cenário parecesse ter o tamanho certo. Efeitos especiais seriam usados para recriar qualquer tomada aberta que pedisse que as colunetas aparecessem em toda a sua majestade. Para fazer isso, Bickerton estrategicamente posicionou câmeras em torno do cenário para ter certeza que ele capturaria todos os detalhes e, especialmente, o trabalho da câmera de Totino, assim Angus poderia igualar tudo no computador. Muitas ‘câmeras testemunhas’ foram colocadas pela Praça de São Pedro recriada e câmeras mini-HD funcionavam em cima das Arriflexes de Totino, documentando cada ângulo de câmera para que a equipe de efeitos especiais pudesse combinar tudo na pós-produção.
Para recriar os famosos pisos de mármore de Roma, a equipe de Cameron usou computadores e impressoras de alta qualidade e papel adesivo desenhado e impresso simulando mármore. Era forte o suficiente para agüentar as necessidades das filmagens, mas ainda assim precisava de alguma proteção. Com isso a produção decretou uma lei: nenhum sapato seria permitido no piso – todos tinham que usar uns protetores de calçados, parecidos com aqueles usados em hospitais, antes de entrar ou andar pelo cenário.
Por fim, a produção usou mais de oito estúdios na Sony Pictures, os quais eram modificados depois que as cenas terminavam; por exemplo, o estúdio 30 começou sendo o interior da Santa Maria Della Vittoria. Ao mesmo tempo, depois que a produção terminou com as cenas na Praça de São Pedro, o Hollywood Park se transformou na Piazza Navona. Enquanto a produção filmava na Piazza Navona verdadeira, uma parte foi realocada para Los Angeles, em parte, por causa da infindável restauração da Fonte dos Quatro Rios de Bernini em Roma. Com o monumento coberto por andaimes, os cineastas pediram que a equipe de Cameron fizesse a mágica do cinema.
A réplica da Fonte dos Quatro Rios era uma verdadeira maravilha. A estrutura mostrava as personificações dramáticas de Bernini do Danúbio, Ganges, do Rio de La Plata e do Nilo (simbolizando os quatro continentes conhecidos naquela época) e várias bestas, incluindo leões fantásticos. A réplica de Cameron não perdeu nenhum detalhe – a fonte e seu tanque circular eram exatamente iguais aos originais, mesmo em Styrene, e agüentou mais de uma semana de filmagens noturnas que envolveram o resgate de um dos cardeais sequestrados.
Além da Fonte dos Quatro Rios, a equipe de Cameron reproduziu outras estátuas de Bernini, tais como Habacuc e o Anjo, O Êxtase de Santa Teresa, a qual serve como uma das pistas de Langdon no Caminho da Iluminação. O escultor Martin Smeaton e sua equipe fotografaram as estátuas de todos os ângulos possíveis e fizeram maquetes de argila, para ter certeza de que as proporções estavam corretas antes deles se comprometerem a escavar todas em reproduções em estireno de tamanho real.
Entre os muitos maravilhosos e incrivelmente complicados cenários que a equipe de Cameron construiu, um dos pontos altos foi a Capela Sistina, a qual foi construída em escala no estúdio 27 na Sony Pictures em Culver City. Ironicamente, a única parte que Cameron não duplicou foi o famoso teto – era lá que todo o equipamento de iluminação ficava para deixar o cenário livre de qualquer engenhoca elétrica. Apesar de Cameron ter sido bastante fiel a obra prima de Michelangelo, ele precisou alterar um pouco suas cores para servir aos objetivos cinematográficos.
“Em um todo, acho que reproduzimos umas 20 pinturas de lá, incluindo O Juízo Final de Michelangelo”, lembra Cameron. “Eu, deliberadamente, mantive as cores da Capela Sistina mais sombrias do que elas realmente são para que os figurinos de Daniel pudessem contrastar vigorosamente contra elas”.
Daniel vem a ser Daniel Orlandi, o figurinista do filme e muito do ‘vigor’ veio das vestes rubras do Colégio dos Cardeais, que se juntou na Capela Sistina após a morte do Papa para seu conclave, no qual eles escolhem o novo Vigário de Cristo. Orlandi trabalhou anteriormente com Howard em O Código Da Vinci (The Da Vinci Code) e por causa disso, tinha algum conhecimento sobre o Vaticano, mas, ele diz, a pesquisa necessária à Anjos e Demônios (Angels & Demons) foi muito mais específica.
“Nós basicamente fizemos o guarda-roupa do Vaticano – vestimos todos os cardeais, 200 deles no total; fizemos as vestimentas e o guarda-roupa para os bispos, padres, freiras, toda a Guarda Suíça, as pessoas que trabalhavam no Vaticano – eles usavam aqueles uniformes trespassados com uma pequena gola franzida e botões de bronze. Todos aqueles figurinos foram feitos a mão, você não consegue comprá-los em nenhum lugar”, conta Orlandi.
Orlandi se tornou um perito nas minúcias das roupas do Vaticano e comenta que, apesar das vestes dos cardeais parecerem monolíticas, cada veste tinha um significado religioso e, até certo ponto, uma variação pessoal. Isso se aplica também para e, talvez, atinja seu ápice com o Papa.
“Foi muito interessante conversar com os costureiros eclesiásticos que fazem as roupas do Papa e sobre o que os cardeais vestem quando vem para um conclave”, diz Orlandi. “Alguns deles nunca estiveram em Roma. As pessoas que fazem as roupas sentem como se estivessem fazendo o trabalho de Deus. É bastante inspirador”.
Suas roupas são muito complexas. Toda a vez que Armin Mueller-Stahl colocava seu figurino, ele experimentava uma pequena pontada dos antigos rituais da igreja. “Daniel fez muita pesquisa e foi bastante claro sobre o que eu deveria vestir e quando. Ele foi específico sobre que tipo de calçado, os diferentes tipos de chapéus, que tipo de camisa branca, qual veste viria primeiro...” ele conta.

Orlandi também precisou criar um visual para o ‘novo’ Papa no filme. Orlandi decidiu usar o Papa Bento XVI como modelo. “A roupa do Papa é bem elaborada e lindamente feita”, diz Orlandi. “Fizemos ela em Roma – e é muito bonita. Nós colocamos uma estola nele que parece exatamente a que o Papa Bento XVI usou. Era um visual arcaico e ritualístico. Existiu um grande debate sobre como o novo Papa teria ido para estilo romano de vestimentas papais do estilo gótico, o qual o Papa João Paulo II usava. Ele usava um chapéu cardinalício de veludo com arminho e isso era surpreendente porque ninguém havia usado isso desde a era medieval. Todo o Papa tem seu próprio estilo. Em nosso filme, nós desenhamos uma mitra de estilo romano baseada nos padrões encontrados na Itália – era bordado a mão com cristais Swarovski”.


Em um mar de cardeais vermelhos e bispos magenta, uma figura coberta de preto se destaca - Ewan McGregor no papel do Camerlengo, em sua severa e elegante batina. Com sua cintura ajustada e faixa lateral, 33 pequenos botões na frente simbolizando cada ano da vida de Jesus, seu figurino sempre foi um contraste perfeito e encantador. Também funcionou muitíssimo bem em termos de movimento de quadro como Totino e Howard queriam destacar no filme.
“A batina de Ewan foi feita a mão, em Roma, com uma bela lã com acabamento com ligeiro brilho. E ele a vestiu tão bem. Serviu perfeitamente, do jeito que elas realmente são. Eu já trabalhei com Ewan antes e estava muito animado por ele fazer parte desse filme. Nós trabalhamos juntos em um filme chamado Abaixo o Amor (Down By Love) e nos divertimos muito. Não alteramos absolutamente nada na batina, ela é exatamente o que um padre muito, muito bem vestido usaria no Vaticano. Nós discutimos como seria se ele corresse com a batina esvoaçando atrás dele e funcionou lindamente”, diz Orlandi.
Orlandi também precisou recriar os vistosos uniformes da Guarda Suíça, feitos nas cores vermelho, amarelo e azul de Medici. Um dos favoritos dos turistas, o regimento da Guarda Suíça do filme não era diferente – de fato, em um certo momento, Tom Hanks surpreendeu a todos aparecendo na locação de filmagem usando o colorido uniforme.
SOBRE A MÚSICA
Para Anjos e Demônios (Angels & Demons), o diretor Ron Howard se juntou novamente ao compositor Hans Zimmer. Apesar de Anjos e Demônios (Angels & Demons) mostrar Robert Langdon, cujas aventuras foram vistas anteriormente em O Código Da Vinci (The Da Vinci Code) em 2006, a trilha sonora para Anjos e Demônios (Angels & Demons) pedia uma abordagem completamente diferente.
A natureza da história pedia alguma coisa nova. A aventura de Anjos e Demônios (Angels & Demons) está refletida em cada aspecto da colaboração entre Ron Howard, o produtor Brian Grazer, os editores, a equipe de som e, é claro, a trilha sonora de Zimmer. Zimmer se concentrou em encontrar maneiras de fazer a música mais ágil e cinética enquanto Robert Langdon soltava suas sinapses, usando música de câmara no lugar da tradicional orquestra para criar toda aquela sensação de ação.
Ao mesmo tempo, uma vez que Anjos e Demônios (Angels & Demons) também falava sobre religião e ciência, Zimmer pegou a combinação orquestral com corais para representar a religião, enquanto usava o som mais eletrônico para indicar a ciência. Como a intenção de Zimmer era colocar a orquestração junto e depois seguir para músicos individuais realmente se destacando, ele buscou o melhor, trazendo para o projeto o violinista Joshua Bell. O resultado foi a colisão que Zimmer descreve como: “a beleza do violino de Joshua emoldurada pela dureza do eletrônico”.
Howard diz: “Não tem nada de não original na forma com que Hans pensa sobre a trilha Sonora”, acrescentando que a música de Zimmer sempre “se encaixa no som que o filme pede”. Nesse caso era a sensação de experimentação e diversão com a aventura, a qual Zimmer captura ao tocar um jogo musical. Com um aceno de cabeça para o personagem simbologista, Zimmer esconde um ambigrama musical de cinco notas na trilha sonora. Resta saber se alguém vai descobrir ou não, mas uma coisa é certa; como Howard diz: “um contador de histórias fantástico”.
SOBRE O ELENCO
Tom Hanks (Professor Robert Langdon) se tornou o primeiro ator em 50 anos a ser premiado duas vezes seguidas com o Prêmio da Academia® de Melhor Ator: em 1993, no papel do advogado portador do vírus da AIDS em Filadélfia (Philadelphia) e no ano seguinte por seu papel em Forrest Gump – O Contador de Histórias (Forrest Gump).  Ele também ganhou o Globo de Ouro por ambas as performances e também por seus papéis em Quero ser Grande (Big) e Náufrago (Cast Away).
Criado em Oakland, Califórnia, Hanks começou a se interessar por atuação no colégio. Ele estudou no Chabot College em Hayward, Califórnia, e na California State University em Sacramento.  Por um convite do diretor Vincent Dowling, ele fez sua estréia profissional no Great Lakes Theater Festival em Cleveland, Ohio. Ele atuou junto com essa companhia por três temporadas.
Tendo se mudado para Nova York em 1978, Hanks se juntou a Riverside Shakespeare Company antes de ir trabalhar com Peter Scolari na série cômica de televisão da ABC “Bosom Buddies”. Isso o levou a papéis principais como no filme de Ron Howard Splash – Uma Sereia em Minha Vida (Splash), a primeira colaboração com o diretor. Em 1988, a Los Angeles Film Critics Association reconheceu sua atuação em Quero ser Grande (Big) e Palco de Ilusões (Punchline) com o Prêmio de Melhor Ator.
Papéis em filmes como Uma Equipe Muito Especial (A League of Their Own) e Sintonia de Amor (Sleepless in Seattle) vieram em seguida.
Em 1996, Hanks escreveu e dirigiu The Wonders – O Sonho Não Acabou (That Thing You Do!). A música título do filme foi indicada ao Prêmio da Academia® como Melhor Canção Original.
Depois de se juntar novamente a Ron Howard em Apollo 13 – Do Desastre ao Triunfo (Apollo 13), Hanks trabalhou como produtor executivo, roteirista, diretor e ator em “From the Earth to the Moon” para a HBO – um drama antológico de 12 horas premiado com o Emmy que fala sobre o programa espacial Apollo.
Em 1998, Hanks trabalhou no filme de Steven Spielberg O Resgate do Soldado Ryan (Saving Private Ryan), pelo qual ele recebeu sua quarta indicação ao Oscar®.  No ano seguinte ele atuou no filme À Espera de um Milagre (The Green Mile), o qual foi escrito e dirigido por Frank Darabont e é baseado no romance de seis partes de Stephen King.
Em 2000, Hanks se juntou ao diretor Robert Zemeckis e ao escritor William Broyles, Jr. no filme Náufrago (Cast Away), pelo qual ele recebeu mais uma indicação ao Oscar®.
Em 2000, ele trabalhou novamente com Steven Spielberg, como produtor executivo, roteirista e diretor em outra mini-série épica da HBO “Band of Brothers”, baseado no livro de Stephen Ambrose. A mini-série foi ao ar no outono de 2001 para aclamação geral da crítica, que levou a um Emmy Award e a um Globo de Ouro como Melhor Mini-série em 2002.
Em 2002, Hanks estrelou o filme Estrada para Perdição (Road to Perdition), ao lado de Paul Newman e Jude Law sob a direção de Sam Mendes. Esse projeto foi seguido pelo filme de Spielberg Prenda-me Se For Capaz (Catch Me If You Can), ao lado de Leonardo DiCaprio, o qual se baseia em uma história verdadeira sobre o falsificador internacional Frank Abagnale, Jr.
Hanks se juntou por uma terceira vez a Spielberg no filme O Terminal (The Terminal), trabalhando ao lado de Catherine Zeta-Jones e em seguida trabalhou no filme dos irmãos Coen, a comédia de humor negro Matadores de Velhinhas (The Ladykillers). Em novembro de 2004, Hanks estrelou a adaptação cinematográfica do livro infantil premiado com a Caldecott Medal escrito por Chris Van Allsburg, O Expresso Polar (The Polar Express), o qual o juntou novamente com o diretor Robert Zemeckis.
Em 2006, Hanks foi visto fazendo o papel de Robert Langdon na adaptação cinematográfica do livro de Dan Brown O Código Da Vinci (The Da Vinci Code), dirigido por Ron Howard e também estrelado por Audrey Tautou, Paul Bettany, Ian McKellen e Jean Reno.
Em 2007, Hanks atuou ao lado de Julia Roberts e Philip Seymour Hoffman no filme de Mike Nichols Jogos do Poder (Charlie Wilson’s War).  

Nascido na Escócia, Ewan McGregor (Camerlengo Patrick McKenna) começou sua carreira como ator com o Perth Repertory Theatre, e ainda era um estudante da London’s Guildhall School of Music and Drama quando ganhou o papel principal na série da BBC de Dennis Potter, “Lipstick on your Collar”. Ele tem trabalhado sem parar desde então.


McGregor fez o papel de Obi-Wan Kenobi na celebrada série de três filmes de George Lucas que antecederam a trilogia inicial de Star Wars. Ele fez sua estreia no cinema no filme de Bill Forsyth Segredos da Vida (Being Human) e no ano seguinte ele recebeu muitos elogios por sua atuação no filme Cova Rasa (Shallow Grave), sua primeira colaboração com o diretor Danny Boyle. Em 1996 ele estrelou o filme de Boyle venerado pela crítica Trainspotting – Sem Limites (Trainspotting) como o viciado Mark Renton.
Seus créditos anteriores incluem Emma (Emma) ao lado de Gwyneth Paltrow, Um Toque de Esperança (Brassed Off) e Laura – A Voz de uma Estrela (Little Voice) (ambos para o diretor Mark Herman), o filme de Philippe Rousselot O Beijo da Serpente (The Serpent’s Kiss), o filme de Danny Boyle Por uma Vida Menos Ordinária (A Life Less Ordinary) ao lado de Cameron Diaz, e o filme de Todd Haynes Velvet Goldmine (Velvet Goldmine). Nessa mesma época, ele fez uma participação especial como ator convidado na série de TV “E.R.” e foi indicado a um Emmy por sua atuação.
Em 2001, McGregor atuou ao lado de Nicole Kidman no musical de Baz Luhrmann Moulin Rouge – Amor em Vermelho (Moulin Rouge). No mesmo anos, ele trabalhou no filme de Ridley Scott Falcão Negro em Perigo (Black Hawk Down).
McGregor também atuou em A Lista – Você Está Livre Hoje? (Deception) ao lado de Michelle Williams assim como no filme de Woody Allen O Sonho de Cassandra (Cassandra’s Dream), ao lado de Colin Farrell. Além disso, McGregor também estrelou os filmes Miss Potter (Miss Potter) e Abaixo o Amor (Down with Love), ambos ao lado de Renee Zellweger; O Jovem Adão (Young Adam), o filme de Tim Burton Peixe Grande e Suas Histórias Maravilhosas (Big Fish) com Albert Finney, e a comédia de animação Robôs (Robots). Ele trabalhou no filme de Michael Bay A Ilha (The Island) ao lado de Scarlet Johansson, e no filme de Marc Forster A Passagem (Stay) com Naomi Watts.
McGregor estrelou nos palcos do West End como Sky Masterson na produção do Donmar Theatre ganhadora de vários prêmios “Guys and Dolls”. Ele voltou aos palcos do West End em 2008 quando estrelou a produção aclamada pela crítica “Othello”.
Seus próximos filmes serão o thriller Incendiary, no qual ele trabalhará novamente ao lado de Michelle Williams; I Love You, Phillip Morris, ao lado de Jim Carrey e Amelia, também estrelado por Hillary Swank. Recentemente ele completou a produção de Men Who Stare At Goats, também estrelado por George Clooney, Jeff Bridges e Kevin Spacey. Sua série documentário “Long Way Down”, a qual mostra a viagem de motocicleta feita pelo ator do norte da Escócia até a Cidade do Cabo, na África do Sul, estreou em 2 de agosto de 2008 no Fox Reality Channel.


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