Aes brasil investe R$ 164 milhões no primeiro trimestre do ano



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São Paulo, 17 de maio de 2010.
AES Brasil investe R$ 164 milhões no primeiro trimestre do ano
Valor dos investimentos é 6,6% superior ao registrado

no mesmo período de 2009
A AES Brasil investiu R$ 164 milhões no primeiro trimestre deste ano, alta de 6,6% em comparação ao mesmo período do ano passado. A maior parte desse valor foi destinada à expansão do sistema de distribuição, manutenção e modernização da rede e serviços ao consumidor. A meta é investir R$ 1,1 bilhão ao longo do ano.
O Grupo encerrou o trimestre com receita operacional líquida de R$ 3,1 bilhões e lucro líquido de R$ 393,7 milhões, o que representa, respectivamente, alta de 13,6% e queda de 2,2% em comparação aos três primeiros meses de 2009. O Ebitda (resultado antes dos juros, impostos, depreciação e amortização) da AES Brasil totalizou R$ 880,5 milhões, alta de 5,6%.
“O resultado no primeiro trimestre está em linha com o projetado por nossa equipe e reforça a posição da operação brasileira como uma das mais importantes dentro da estratégia mundial de crescimento do grupo AES”, destaca Britaldo Soares, presidente da AES Brasil.
A AES Brasil é formada pelas empresas AES Eletropaulo, AES Tietê, AES Uruguaiana, AES Eletropaulo Telecom, AES Com Rio, AES Infoenergy, AES Sul, além das holdings AES Elpa e Brasiliana. No final do primeiro trimestre, juntas elas somavam 7 mil colaboradores contratados.
Debêntures
A AES Eletropaulo realizou em abril de 2010 a 12ª emissão de debêntures e, em maio, a 13ª emissão, totalizando R$ 800 milhões. Os recursos serão utilizados para pagamento de dívidas que vencem neste ano e para financiar parte dos investimentos previstos em 2010. Com essas emissões, o prazo médio da dívida da Companhia passou para 7,4 anos e o custo médio para CDI + 1,02%, mantendo a contínua melhoria de seu perfil de endividamento.
No início de maio, a AES Tietê também encerrou sua primeira emissão de debêntures, com valor de R$ 900 milhões e custo de CDI + 1,2% ao ano, com prazo de cinco anos.

Os recursos captados serão utilizados para o pré-pagamento da dívida da Companhia com a Eletrobrás, com prazo até maio de 2013 e juros de 10% ao ano, além de correção monetária pelo IGP-M.



Lucro líquido da AES Eletropaulo totaliza R$ 156,6 milhões no período

A AES Eletropaulo, maior distribuidora de energia da América Latina, encerrou o primeiro trimestre do ano com receita líquida de R$ 2,1 bilhões, aumento de 15,2% em relação ao mesmo período do ano passado. O lucro líquido da empresa foi de R$ 156,6 milhões, 6,2% superior ao registrado nos três primeiros meses de 2009. Além do bom desempenho do consumo e da economia, os resultados da Companhia refletem os efeitos também o reajuste das tarifas a partir de julho de 2009.


Os investimentos da AES Eletropaulo no primeiro trimestre de 2010 totalizaram R$ 98,2 milhões. O montante foi destinado, principalmente, à expansão do sistema e dos serviços ao consumidor com o intuito de atender ao crescimento do mercado e reduzir interrupções tanto no fornecimento regular como em condições de emergência.
Outro foco de investimento foi a manutenção da rede visando à melhoria dos indicadores de qualidade da concessionária, incluindo projetos de automação do sistema elétrico e modernização de equipamentos. Parte dos investimentos também foi direcionada para a recuperação de perdas e diminuição de ligações ilegais.
A concessionária planeja investir, até o fim do ano, um total de R$ 691 milhões em sua rede de distribuição, sendo que R$ 637,1 milhões serão financiados com recursos próprios. “Esse valor reflete nosso compromisso em garantir um serviço de qualidade para a população e nosso comprometimento com o Brasil”, explica Britaldo Soares, presidente da AES Brasil. Dentre os projetos que receberão esses recursos, destacam-se:


  • Manutenção de 5 mil km de linhas, representando um aumento de 50% em relação ao realizado em 2009;

  • Construção da linha de transmissão subterrânea Anhanguera-Casa Verde para expansão do mercado;

  • Construção de uma nova subestação, que atenderá as cidades próximas ao Rodoanel, como Barueri e Santana de Parnaíba. Além disso, a distribuidora ampliará oito subestações existentes;

  • Previsão de 45 mil regularizações e 174 mil reconexões (ligações de antigos clientes).





Consumo
O mercado total (clientes cativos e clientes livres) da AES Eletropaulo atingiu o total de 10.344 GWh, alta de 6,7% em relação ao primeiro trimestre de 2009. O aumento foi impulsionado pela contínua recuperação do cenário econômico.
O mercado cativo apresentou participação de 82,6% do total vendido, correspondendo a 8.544 GWh, valor 5,2% superior ao primeiro trimestre de 2009. Esse crescimento é explicado pelo maior volume das classes industrial e comercial, que apresentaram, respectivamente, incrementos de 9,2% e 5,5%. Para os clientes livres foram entregues 1.801 GWh, uma evolução de 14,4%, reflexo da retomada da economia.
Já o consumo da classe residencial foi de 3.646 GWh no 1T10, montante 4,4% superior ao 1T09.
Ratings
Em fevereiro, a agência Standard & Poor’s elevou os ratings da AES Eletropaulo para AA+ e BB+, nas escalas nacional e internacional, respectivamente. Em março, a Moody’s também elevou os ratings da empresa de Aa1.br e Baa3, nas escalas nacional e internacional.
Outro destaque do trimestre foi o desempenho das ações da AES Eletropaulo. As ações preferenciais classe B apresentaram valorização de 13% no primeiro trimestre de 2010 e as preferenciais classe A, 11,8%. No mesmo período, o Ibovespa (Índice da Bolsa de Valores de São Paulo) e o IEE (Índice de Energia Elétrica) apresentaram desempenho inferior ao dos papéis da AES Eletropaulo, de 2,6% e -0,4%, respectivamente.
“Tanto a elevação dos ratings quanto a valorização das ações mostram a confiança do mercado na nossa empresa e que estamos no caminho certo na condução dos negócios”, diz Britaldo.

AES Tietê lucra R$ 238,8 milhões
No primeiro trimestre de 2010, a AES Tietê registrou lucro líquido 10,9% superior ao apurado em igual período de 2009, totalizando R$ 238,8 milhões. A receita líquida da geradora totalizou R$ 459,8 milhões, com crescimento de 10,2%, e o Ebitda, R$377,5 milhões, um acréscimo de 10,5%. Neste período, a empresa manteve elevada disponibilidade operacional com um nível de energia gerada 55% superior à garantia física, o que representa 1.979 MW Médios.
Outro fator que impactou positivamente o resultado da AES Tietê foi o recebimento de R$ 42,6 milhões referentes à decisão favorável em disputa judicial com Furnas. Este processo iniciou em 2004 e refere-se à cobrança de correções, juros e demais encargos decorrentes de compra de energia entre setembro de 1999 e julho de 2000.
A AES Tietê planeja investir R$ 66,7 milhões neste ano, valor 17,7% superior ao de 2009. A maior parte será destinada à modernização e automação das usinas hidrelétricas (R$ 54,6 milhões), além de projetos de meio ambiente (R$ 3,4 milhões) e obras nas Pequenas Centrais Hidrelétricas (PCHs) no Rio Jaguari-Mirim (R$ 8,7 milhões). Do total, cerca de 12,3% já foram investidos neste primeiro trimestre.
Em março, a agência Moody’s iniciou avaliação de risco para a AES Tietê, classificando-a com rating de Ba1 em escala internacional e de Aa2.br na escala nacional brasileira.
















Expansão

As PCHs no Rio Jaguari-Mirim, em São João da Boa Vista-SP, terão potência instalada de 7 MW e início de operação previsto para o segundo semestre deste ano. Somam-se a elas, 6 MW de co-geração de biomassa contratados por 15 anos (com início de suprimento previsto para maio de 2010), que contribuirão para o atendimento à obrigação da expansão prevista no contrato de privatização.


Neste trimestre, a AES Tietê deu continuidade aos estudos de viabilidade de implantação de uma usina termelétrica a gás natural e, ainda, iniciou o processo de licenciamento ambiental. A planta terá capacidade de geração de 500 MW. Também está sendo avaliada a construção de duas Pequenas Centrais Hidrelétricas (PCHs) com potência de 22 MW.

Resultados das demais empresas do grupo

* comparações feitas em relação ao 1T09

AES Sul

  • Lucro Líquido: R$ 39,3 milhões – alta de 50%

  • Receita Líquida: R$ 458,7 milhões – alta de 26,4%

  • Ebitda: R$ 99,9 milhões – alta de 19,2%

  • Investimentos: R$ 46,2 milhões – alta de 48,6%

AES Telecoms  (AES Eletropaulo Telecom e AES Com Rio)

  • Lucro Líquido: R$ 18,4 milhões – queda de 6,7%

  • Receita Líquida: R$ 50,8 milhões – alta de 2,7%

  • Ebitda: R$ 33,7 milhões – queda de 3,7%

  • Investimentos: R$ 11,4 milhões – queda de 1,7%

AES Infoenergy

  • Prejuízo: R$ 1,3 milhão – redução do prejuízo em 27,7%

  • Receita Líquida: R$ 17,9 milhões – queda de 10,1%

  • Ebitda negativo: R$ 1,1 milhão – variação positiva de 62,2%

AES Uruguaiana

  • Prejuízo: R$ 4,9 milhões, ante Lucro Líquido de R$ 55,4 milhões

  • Receita Líquida negativa: R$ 74 mil, ante Receita Líquida de R$ 46,1 milhões

  • Ebitda: R$ 2,5 milhões – redução de 87,4%




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