Absolutismo Francês



Baixar 70,1 Kb.
Encontro24.07.2018
Tamanho70,1 Kb.

Absolutismo Francês

Guerra dos Cem Anos: Estourou em 1337 e durou até 1453. O rei da Inglaterra, Eduardo III, neto do rei da França, Filipe, o Belo, perdeu o direito de ocupar o trono francês devido a Lei Sálica, a qual proibia descendentes por linhagem feminina de ocuparem o trono. Além disto, Eduardo III tinha grande interesse sobre a cidade de Flandres, grande produtora de lã. Portanto, decidiu invadir o norte da França.
Isto gerou uma verdadeira crise feudal, já que os camponeses se rebelaram, gerando as
Jacqueries (revolta camponesa contra a nobreza, liderada por Jacques, o Simples); cavaleiros vieram à luta; e exércitos mercenários se formaram. Durante este contexto surge a figura de Joana d'Arc, que levou os franceses à luta. Ela se fingiu de homem para lutar contra os ingleses, e portanto, foi condenada à fogueira pela Igreja, por ser considerada herege. A França venceu a guerra, mas a nobreza estava arruinada, devido a devastação dos campos e da fuga dos servos.


O Absolutismo trata-se de um Estado forte, centralizado e duradouro que tomou a forma de monarquia nacional. A França foi o único país onde o absolutismo da Idade Moderna melhor se desenvolveu. O processo de formação do Estado centralizado francês teve início com os governantes capetíngios, no século X. Foi durante a crise sucessória capetíngia,de 1328, que a família Valois assumiu o trono francês, gerando confrontos e disputas com a Inglaterra. Com a Guerra dos Cem Anos esses confrontos foram interrompidos. O processo centralizador foi retomado no século XVI, teve o contexto marcado por disputas religiosas. Esses conflitos envolviam a burguesia, nobreza e populares e se referia à fragmentação de poder e à imposição de limites ao poder real.

Em 1520, os protestantes aparecem na França e seu número rapidamente cresce entre os burgueses e nobres contrários ao poder excessivo do rei. A partir de então, surgem várias guerras religiosas, já que a família de Guise, que exercia o poder, liderava o partido católico. Por causa destas guerras, o poder real esfacelou-se.

Com a ascensão do rei Carlos IX, menor de idade, as coisas se complicam. Sua mãe, a rainha Catarina de Médici, teve de conduzir a política equilibrando-se entre católicos e protestantes.

O casamento entre um príncipe da casa de Bourbon com a rainha protestante da casa de Navarra abriu a possibilidade de que o herdeiro, Henrique de Navarra e Bourbon, assumisse o trono. Com medo de uma conspiração, Catarina de Médici convenceu o filho Carlos IX de que os protestantes estavam conspirando contra o poder real.



Em 24 de agosto de 1572 desencadeou um massacre de dois mil protestantes, conhecido como Noite de São Bartolomeu.


Com a ascensão de Henrique III, irmão de Carlos IX, a liga católica de Catarina de Médici e a família de Guise permaneceu no poder. O novo rei mandou matar Henrique de Guise, provocando uma rebelião entre os católicos. Apoiado por Henrique de Navarra e Bourbon, líder protestante, Henrique III tentou reconquistar Paris, mas foi assassinado. Então, Henrique de Navarra e Bourbon assume o poder, mas para isso, precisou renunciar ao protestantismo, afirmando a memorável frase: "Paris bem vale uma missa". Terminando-se a dinastia de Valois e iniciando-se a dinastia dos Bourbon sob o nome de Henrique IV, quem concedeu liberdade religiosa com o Edito de Nantes.
Com a morte de Henrique IV, Luís XIII assume o poder e executa uma política de perseguição a quem colocasse em risco o poder real. Dessa forma atacou os protestantes, tirando-lhes direitos políticos e militares, mantendo apenas a liberdade de culto. Nessa época repercutiu-se na França a ideia de que o rei era o representante de Deus na Terra, estabelecendo-se o caráter divino poder real.


Aos cinco anos de idade, Luís XIV assume o trono. Por ser menor de idade, o cardeal Mazzarino controla a política, mantendo a França uma potência hegemônica na Europa. O cardeal teve de enfrentar conflitos internos, em que a burguesia parisiense e a nobreza lutavam contra sua excessiva centralização política.

Em 1661, Luís XIV assume as funções de rei e ministro. Foi auxiliado por secretários e pelo ministro das finanças, Colbert, que alcançaram o auge do Absolutismo francês. O rei era visto como o herói, protetor das artes, defensor da Igreja Católica, legislador e defensor dos fracos contra os fortes.

Luís XIV estimulou o desenvolvimento da burguesia e transferiu a nobreza para Versalhes, onde foi construído um palácio de extremo luxo. Conhecido como Rei-Sol, pois todos giravam ao seu redor, fortaleceu seu poder central, estimulou as exportações, abriu vias terrestres e fluviais, aumentando a comunicação. Em relação ao exterior, foi muito agressivo com seus vizinhos, pois buscava sua hegemonia.



Seu reinado pode ser resumido em sua afirmação: "L'État c'est moi" (O Estado sou eu).

Obs.: A primeira imagem representa o Palácio de Versalhes, símbolo do Absolutismo e do luxo francês; a segunda mostra a Noite de São Bartolomeu; e a terceira, o rei Luís XIV.



©livred.info 2017
enviar mensagem

    Página principal