Abordagem sistêmica da administraçÃo origens da Teoria de Sistemas



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ABORDAGEM SISTÊMICA DA ADMINISTRAÇÃO
Origens da Teoria de Sistemas:
Ludwig von Bertalanffy (1901 a 1972) teve grande influência na Teoria Geral dos Sistemas. Esse alemão dizia que os sistemas não podem ser estudados pela simples análise isolada de suas partes, que os mesmos são interdependentes, influenciando-se mutuamente.
A partir desse momento, os fenômenos começaram a ser tratados não mais de forma reducionista e mecanicista, mas expansionista (todo fenômeno é parte de um sistema maior) e teleologista (a relação causa-efeito não é uma relação determinística, mas probabilística.
A teoria defende que:

- Existe uma tendência para a integração das ciências naturais e sociais.

- Essa integração parece orientar-se rumo a uma teoria dos sistemas.

- A teoria dos sistemas constitui o modo mais abrangente de estudar os campos não-físicos do conhecimento científico, como as ciências sociais.

- A teoria dos sistemas desenvolve princípios unificadores que atravessam verticalmente os universos particulares das diversas ciências envolvidas.

- A teoria dos sistemas conduz a uma integração na educação científica.


A TGS fundamenta-se em três premissas básicas:
1- Os sistemas existem dentro de sistemas.
Cada sistema é constituído de subsistemas e, ao mesmo tempo, faz parte de um sistema maior, o suprassistema. Cada subsistema pode ser detalhado em seus subsistemas componentes e assim por diante. Também o suprassistema faz parte de um suprassistema maior. Esse encadeamento parece ser infinito. As moléculas existem dentro de células, que existem dentro de tecidos, que compõem os órgãos, os organismos, e assim por diante.
2- Os sistemas são abertos.
É uma decorrência da premissa anterior. Cada sistema existe dentro de um meio ambiente constituído por outros sistemas. Os sistemas abertos são caracterizados por um processo infinito de intercâmbio com o seu ambiente para trocar energia e informação.
3- As funções de um sistema dependem de sua estrutura
Cada sistema tem um objetivo ou finalidade que constitui seu papel no intercâmbio com outros sistemas dentro do meio ambiente. A teoria de sistemas introduziu-se na teoria administrativa por várias razões:
A. A necessidade de uma síntese e integração das teorias que a precederam, esforço tentado sem muito sucesso pelas teorias estruturalista e comportamental. Todas as teorias anteriores tinham um ponto fraco: a microabordagem. Elas lidavam com pouquíssimas variáveis da situação total e reduziram-se a algumas variáveis impróprias e que não tinham tanta importância em administração.
B. A cibernética permitiu o desenvolvimento e a operacionalização das ideias que convergiam para uma teoria de sistemas aplicada à administração.
C. Os resultados bem-sucedidos da aplicação da teoria de sistemas nas demais ciências.
O QUE É UM SISTEMA?

Sistema é um conjunto de partes relacionadas entre si para atingir determinado objetivo.


“Um todo organizado ou complexo; um conjunto ou combinação de coisas ou partes, formando um todo complexo ou unitário.”.

(Chiavenato)


Características dos sistemas:
Os sistemas apresentam características próprias. O aspecto mais importante do conceito de sistema é a ideia de um conjunto de elementos interligados para formar um todo. O todo apresenta propriedades e características próprias que não são encontradas em nenhum dos elementos isolados.
É o que chamamos emergente sistêmico: uma propriedade ou característica que existe no sistema como um todo e não existe em seus elementos em particular.
Outros conceitos de sistemas:
- Sistema é um conjunto de elementos em interação recíproca.
- Sistema é um conjunto de partes reunidas que se relacionam entre si formando uma totalidade.
- Sistema é um conjunto de elementos interdependentes, cujo resultado final é maior do que a soma dos resultados que esses elementos teriam caso operassem de maneira isolada.
- Sistema é um conjunto de elementos interdependentes e interagentes no sentido de alcançar um objetivo ou finalidade.
- Sistema é um grupo de unidades combinadas que formam um todo organizado cujas características

são diferentes das características das unidades.


- Sistema é um todo organizado ou complexo; um conjunto ou combinação de coisas ou artes, formando um todo complexo ou unitário orientado para uma finalidade.
Ideias Centrais da Teoria Geral de Sistemas:
Homem Funcional– Os papéis são mais enfatizados do que as pessoas em si. Nas empresas, as pessoas se relacionam através de um conjunto de papéis; variáveis distintas interferem nesses papéis.
Conflito de papéis- As pessoas não agem em função do que realmente são, e sim dos papéis que representam. Cada papel estabelece um tipo de comportamento, transmite uma certa imagem,define o que uma pessoa deve ou não fazer.
Incentivos Mistos- A empresa deve encontrar o melhor equilíbrio entre incentivos monetários e não monetários: variáveis econômicas, variáveis psicossociais e outras variáveis. De posse disso, o desempenho dos funcionários melhorará.
Equilíbrio Integrado- Qualquer ação sobre uma unidade da empresa atingirá as demais unidades. A necessidade de adaptação ou reação obriga o sistema responder de forma a qualquer estímulo externo.
Estado Estável- A empresa procura manter uma relação constante na troca de energia com o ambiente. Estabilidade pode ser atingida a partir das condições iniciais e através de meios diferentes. A organização distingue-se dos outros sistemas sociais, devido ao alto nível de planejamento.
Tipos de Sistemas:
Os sistemas podem ser físicos, abstratos, fechados e abertos.
- Os sistemas físicos compreendem aqueles compostos por equipamentos.

- Os abstratos por idéias.

- Os fechados quando não apresentam relações com o meio externo.

- Os abertos quando interagem com o meio externo e vice-versa.


Quanto às condições organizacionais de trabalho, a organização é concebida como um sistema sociotécnico, estruturado em dois subsistemas:
Subsistema Social: Os trabalhadores com suas características fisiológicas e psicológicas, nível de qualificação (formação e experiência) as relações sociais dentro da organização e as condições organizacionais do trabalho.
Subsistema Técnico: As tarefas a serem realizadas e as condições técnicas para sua realização, envolvendo o ambiente de trabalho, as instalações as máquinas, os equipamentos, as ferramentas e os procedimentos e normas operacionais, inclusive as condicionantes para cada operação.

São seis funções primárias ou principais de uma empresa que se inter-relacionam, mas podem ser estudas isoladamente:




  1. Ingestão: As empresas fazem ou compram materiais para processá-los de alguma maneira, adquire dinheiro, máquinas, pessoas do ambiente no sentido de produzir certas funções.

  2. Processamento: Na empresa os materiais são processados, havendo certa relação entre as entradas e saídas pelo qual o excesso é o equivalente a energia necessária à sobrevivência da empresa.

  3. Organização: A organização das cinco funções descritas é uma função que requer um sistema de comunicação para o controle e tomada de decisões. Isso é obtido pela administração e envolve problemas de controle, tomada de decisão, planejamento, e às vezes de reprodução no sentido de adaptá-la ao ambiente.

  4. Reação ao Ambiente: A empresa reage ao seu ambiente, mudando seus materiais, consumidores, empregados e recursos financeiros. Essas alterações podem ser efetuadas no produto, no processo, ou na estrutura.

  5. Suprimento das Partes: Os participantes da empresa são supridos não só de suas funções, mas também de dados de compras, produção, vendas, e são recompensados principalmente sob a forma de salários e benefícios. Pode-se até dizer que o dinheiro é considerado o sangue da empresa.

  6. Regeneração das Partes: Homens e máquinas devem ser mantidos ou recolocados, daí é que se encaixam as funções de pessoal e manutenção.



A teoria Geral do Sistema como Sistema Aberto
As organizações como Sistemas Abertos apresentam as seguintes características:
Importação ou entrada (input)

Conversão ou transformação

Exportação ou saída (output)

Retroação ou retroalimentação (feedback)

Retroação positiva

Retroação negativa

Estabilidade

Adaptabilidade

Entropia

Diferenciação

Equifinalidade

Ciclo de eventos



Limites ou fronteiras
Importação ou entrada: (Input): Os sistemas recebem ou importam insumos do ambiente externo para suprir-se de recursos, energia e informação.
O sistema precisa de um fluxo de entradas de recursos , capazes de lhe proporcionar energia, matéria ou informação. Esses recursos são colhidos no ambiente com que o sistema interage dinamicamente por meio de relações de interdependência.
Conversão ou transformação: Os sistemas processam e convertem suas entradas em produtos ou serviços, que são os seus resultados. Cada tipo de entrada (como matéria-prima, máquinas e equipamentos, mão de obra, dinheiro e créditos, tecnologia) é processada através de subsistemas específicos ou especializados naquele tipo de recurso.
Exportação ou saída (output): As entradas devidamente processadas e transformadas em resultados são exportadas de novo ao ambiente. As saídas são decorrentes das atividades de conversão ou processamento do sistema, através das operações realizadas pelos diversos subsistemas em conjunto.
Retroação ou retroalimentação (feedback): É a entrada de caráter informativo que proporciona sinais ao sistema a respeito do ambiente externo e do seu próprio funcionamento e comportamento. A retroação permite ao sistema corrigir seu comportamento ao receber de volta uma informação ou energia que retorna para realimentá-lo ou alterar seu funcionamento, em função dos seus resultados.
Retroação positiva: Encoraja o sistema a mudar ou acelerar o seu funcionamento.
Retroação negativa: Tem a função de inibir ou restringir o seu funcionamento para que novas saídas sejam menores ou produzam uma ação menos intensa.
Estabilidade: Quando submetido a qualquer distúrbio ou perturbação, o sistema ativamente volta ao seu estado de equilíbrio anterior.
Adaptabilidade: Representa a capacidade da organização de se adaptar às contingências internas e externas.
Entropia: Representa um processo de degeneração, ou seja, as organizações convivem com diferentes contingências, podem perder  mais ou menos energia  dependendo da sua capacidade. A perda de energia pode levar à morte da organização se esta não buscar outras fontes para restabelecer o sistema em prol do equilíbrio dinâmico.
Diferenciação: As organizações como sistemas abertos  podem adotar estratégias para proporcionar a busca de diferenciais frente aos concorrentes.
Equifinalidade: Uma organização pode fabricar 1.000 pares de sapatos por intermédio da utilização de diferentes meios, independentemente das condições iniciais (inputs), ou seja, ela pode alcançar o objetivo pretendido usando uma multiplicidade de meios e métodos.
Ciclo de eventos: As organizações como sistemas abertos interagem de forma permanente com o meio externo e, nesse sentido, podem constituir diferentes ciclos de eventos para reconstituir os inputs, o processamento e os outputs.
Limites ou fronteiras: Todas as organizações atuam dentro de determinado território ou limite, os quais, por sua vez, demarcam a área de atuação das empresas e, ainda, demonstram as interações que estas podem ter no ambiente: quanto mais interações a organização apresentar, maior o intercâmbio dela com o ambiente direto e indireto.




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