A volta para casa



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TELETRABALHO (TELEWORK)
O TRABALHO EM QUALQUER LUGAR E A QUALQUER HORA…

ALVARO MELLO

APRESENTAÇÃO

“Dê-me isto aqui, que faço em casa e amanhã devolvo”. Quem já não ouviu esta expressão alguma vez na vida? Se ainda não ouviu, prepare-se, pois a tendência é de que a expressão se torne cada vez mais comum. Não da maneira amadora com que era proferida, mas de forma cada vez mais profissional: O Trabalho em Casa.


É disso que se trata “Teletrabalho (Telework) – O Trabalho em qualquer lugar e a qualquer hora…”, obra que estou tendo a felicidade de apresentar. A razão deste júbilo, ou melhor, as razões, são várias, mas cito apenas três.
Em primeiro lugar, porque, para quem, como eu, que dedicou boa parte da vida profissional ao magistério, a transmissão de conhecimento ganha novos contornos, ainda mais quando se trata de área pouco explorada.
Também porque é gratificante ver novas gerações de jovens autores, como Alvaro Mello, coroar de êxito seu trabalho de tantos anos. E por último, mas não menos importante, por dividir assento no Conselho com este profissional, cuja obra demonstra seu interesse na evolução de sua classe.
As informações contidas em “Teletrabalho (Telework) – O Trabalho em qualquer lugar e a qualquer hora…” são mais do que simplesmente “interessantes”. São o ponto de partida para uma reflexão quanto aos rumos das relações de trabalho e quanto à qualidade de vida dos trabalhadores nos grandes centros urbanos.
Considerando os dados do mercado norte-americano, onde esta “nova” forma de trabalho é bastante difundida, com cerca de 11 milhões de pessoas atuando a partir de suas próprias casas, é de supor que em São Paulo e Rio de Janeiro e outras tantas capitais e cidades com mais de 1 milhão de habitantes, as empresas descubram as vantagens de ter seus funcionários fora da sede.
Considerando que, segundo estudo do Instituto de Pesquisas Econômicas Aplicadas, a velocidade média do trânsito nos grandes centros urbanos é de 17 quilômetros/hora, quanto se poderia economizar em “stress”? Quanto se ganharia em qualidade de vida? Ou, pelo lado material, quanto se economizaria em combustível?
Afinal, se os avanços obtidos nas telecomunicações e na informática já encurtaram distâncias tão maiores, entre países, talvez se possa usá-las em distâncias menores, entre o nosso emprego e a nossa casa, em prol da qualidade de vida.

Adm. Roberto Carvalho Cardos

Presidente do Conselho Regional de Administração de São Paulo (CRA-SP)

SOBRE O AUTOR

Alvaro Mello é mestre em administração de empresas pela EAESP-FGV, diretor da empresa Brasil Entrepreneur - Clínica de Negócios, especialista na implantação de Programas de Teletrabalho (Telework), Homebased Business (Negócio Próprio em Casa) e na Formação de Empreendedores.


Professor pioneiro no ensino do Empreendedorismo, na EAESP-FGV.
É autor do livro “A Volta para Casa - Desmistificando o Telecommuting”. É co-autor dos livros “O Empreendedor” (best seller nacional), “Diagnóstico Organizacional” e “Negócios que deram certo”.
Proferiu palestras, conferências e seminários em Universidades tais como Mackenzie, PUC-SP, USP, FAAP, Mauá, São Judas, Castelo Branco etc.
Tem colaborado com as editoras Makron Books e Qualitymark na revisão técnica de livros de autores estrangeiros editados no país, particularmente nas áreas do Empreendedorismo, Teletrabalho e Homebased Business.
Tem o título de “Certified Trainer” em Empreendedorismo concedido pelo MSI – Management Systems International e pela ONU, assim como é instrutor credenciado em Programas de Gestão Estratégica, pelo ESADE - Escuela Superior de Administracion y Direccion de Empresas (Barcelona - Espanha).
É instrutor credenciado da ABF – Associação Brasileira de Franchising.
É autor de vários artigos publicados nos principais jornais e revistas de negócios, tais como O Estado de São Paulo, Folha de São Paulo, Pequenas Empresas Grandes Negócios, Exame, Gazeta Mercantil etc., sobre temas de sua especialidade.
Participou e apresentou trabalhos científicos em fóruns, conferências, videoconferências e seminários no Brasil e exterior (Estados Unidos e Europa) sobre Empreendedorismo, Alternativas para o Trabalho e Teletrabalho, tais como Telecommute 97 (USA), Telework 98 (Portugal), Teletrabalho: Trabalho On Line (Portugal).
Atualmente é Conselheiro no Conselho Regional de Administração do Estado de São Paulo, Diretor da Associação de Ex-alunos da EAESP-FGV e do IBCO – Instituto Brasileiro dos Consultores de Organização.
É membro fundador do CEPE – Centro de Estudos de Saúde Pública da Faculdade de Saúde Pública da USP. É membro da Câmara Júnior Brasil Japão e Consultor associado do CEBELA – Centro Brasileiro de Estudos Latino Americanos.
É membro fundador da SOBRATT – Sociedade Brasileira de Teletrabalho e Teleatividades.

AGRADECIMENTOS

Este livro tem como antecedente um outro trabalho de minha autoria, de circulação restrita, intitulado “A Volta para Casa: Desmistificando o Telecommuting”.


Enio Resende, Diretor da ABRH – Associação Brasileira de Recursos Humanos me estimulou a enfrentar o desafio de escrever um outro livro sobre o tema por mim pioneiramente iniciado no Brasil em 1997.
Gostaria de agradecer aos colegas do CRA-SP, da SOBRATT – Sociedade Brasileira de Teletrabalho e Teleatividades e da Brasil Entrepreneur, em especial ao Roberto Cardoso, Silvio Olivo, Fabio Setton e Luiz Sakuda, por me proporcionarem oportunidades de discutir e agrupar informações e sugestões sobre o teletrabalho no Brasil.
Sou especialmente grato ao Gil Gordon pelo seu apoio incondicional e autorização na divulgação de material didático de sua autoria.
Também agradeço a Carmo Palmieri, Isabel Teles, Kazuo Satomi, Lucia Kawata e Fabio Castro, que revisaram e digitaram o manuscrito para publicação tanto deste como do livro anterior.
Um “obrigado” de todo coração à minha esposa Thereza e a meus pais Mary e Alvaro que sempre incentivaram o meu trabalho e o meu progresso como ser humano.

O autor


TELETRABALHO (TELEWORK)

O TRABALHO EM QUALQUER LUGAR E EM QUALQUER HORA…

Alvaro Mello

SUMÁRIO




  • Apresentação

  • Sobre o Autor

  • Agradecimentos

  • Sumário

  • Prefácio

  • Introdução

  1. Entendendo o Teletrabalho

  2. O Dilema do Trabalho em Casa

  3. Home Office – Lar, Doce Escritório

  4. O Teletrabalho veio para ficar

  5. O Teletrabalho sob a perspectiva do gerente

  6. O passo a passo do Teletrabalho

  7. Sessão Especial: Gil Gordon esclarece as principais dúvidas sobre o Teletrabalho

  8. Uma última reflexão…

  • Apêndices

  • Pesquisa


PREFÁCIO

A razão de nossa decisão em escrever este livro, originou-se da constatação de que não havia nenhuma obra brasileira na literatura especializada no assunto “Telework”, escrito por autor nacional, cujo o termo em português é teletrabalho.


Observamos também, que o Processo de Teletrabalho já vem sendo aplicado no país por pouquíssimas empresas que são predominantemente de grande porte e de origem estrangeira. Achamos que este quadro é no mínimo um desperdício, principalmente em um país como o nosso, onde os fatores sócio-econômicos exigem um maior grau de reflexão sobre as suas influências na vida das empresas, sejam elas públicas ou privadas.
Neste sentido, o teletrabalho planejado surge como um dos instrumentos para adequar os processos gerenciais no estabelecimento do caminho que a empresa deverá seguir.
Por outro lado, cremos que os potenciais usuários do teletrabalho, desconhecem este instrumento ou, então, deixam de utilizá-lo, por imaginarem tratar-se de uma metodologia norte-americana sofisticada, que não se adequa ainda à realidade empresarial brasileira
Nossa proposta, neste livro, portanto, é desmistificar a aplicação dos processos de teletrabalho nas organizações brasileiras. Com esta finalidade em mente, redigimos os textos citando alguns exemplos práticos. Também visando facilitar a compreensão das questões relativas ao teletrabalho, inserimos uma seção especial com respeito às dúvidas mais freqüentes que se tem sobre o ‘trabalho em casa’, com respostas elaboradas pelo prestigiado consultor norte americano Gil Gordon. Na parte final apresentamos algumas informações complementares sobre o tema em foco e também incluímos um formulário de pesquisa para ser preenchido e devolvido ao autor.
Com o interesse que começa a aumentar pelo assunto teletrabalho, é premente a necessidade de mais literatura sobre a matéria. Este livro é uma ação concreta para colaborar nesta tarefa de esclarecer e expandir o ‘trabalho em casa’, dos profissionais e empreendedores brasileiros.

O autor
São Paulo, agosto de 1999



INTRODUÇÃO

As alterações ambientais são uma realidade e, para sobreviverem neste ambiente turbulento, as organizações estão buscando alternativas viáveis para os seus negócios, estruturas organizacionais e formas de trabalho.


Vive-se num século que está chegando ao fim sem precedentes : duas guerras mundiais, a Glasnost, a Perestroika, a queda do Muro de Berlin, a Globalização e a liberalização dos mercados. Contudo, parte deste mundo conseguiu recuperar-se. A razão principal é que algumas pessoas que dirigem organizações mantiveram o sentido de responsabilidade e continuaram a pensar no futuro, enquanto que em volta delas o ‘mundo parecia desmoronar-se’.
Dentro deste ambiente de mutações, existem profissionais que perceberam a relevância das inovações nas organizações, como é o caso do teletrabalho.
A partir desta perspectiva, surge o Processo de Teletrabalho, como uma alternativa moderna de gestão empresarial, sob o enfoque das alternativas de trabalho flexível para tornar as empresas mais competitivas e dinâmicas, diferentes daquelas outras que ainda estão perigosamente acostumadas à estabilidade e à rotina do trabalho tradicional.
Contudo, há alguns princípios essenciais para que o teletrabalho funcione. Nenhum deles é particularmente difícil ou revolucionário; são simplesmente boas práticas gerenciais tais como: seleção cuidadosa do pessoal que trabalha à distância, estruturação de ambientes e tecnologia de trabalho apropriados, além de suporte adequado de telecomunicações, estabelecimento de um conjunto de procedimentos de avaliação que privilegiem o desempenho, treinamento do pessoal que trabalha à distância assim como seus colegas de trabalho e, verificação frequente do andamento do trabalho.
Vale salientar que esta modalidade de trabalho, para muitos funcionários, pode ser um conceito novo, mas não é um estilo de trabalho sem precedentes. Vários funcionários de grandes organizações públicas e privadas já trabalham remotamente em instalações da empresa ou em regionais: gerentes de obras, vendedores, engenheiros de campo que trabalham fora do escritório, com graus variados de contatos com seus supervisores.
Neste sentido, ao considerar que as principais questões relativas ao teletrabalho ainda não foram devidamente esclarecidas em nosso país, apresentamos um trabalho pioneiro no país, através de matérias que abordam os aspectos técnicos e as soluções para problemas concretos com respeito ao teletrabalho, proporcionando assim aos leitores melhores condições para avaliar e responder questões tais como:


  • Como definir o teletrabalho?

  • Como avaliar o impacto do teletrabalho na empresa? E na vida das pessoas?

  • Quais os critérios estratégicos a serem adotados no processo de teletrabalho?

  • Como gerenciar o clima organizacional da empresa face o processo do teletrabalho?

  • Quais funcionários que poderão se tornar teletrabalhadores?

  • Quais cautelas a empresa deve ter com o teletrabalho?

  • Qual o futuro desta tendência? Deve aumentar? Qual a razão?

  • Quais os motivos que justificam o seu sucesso no mercado de trabalho?


1. ENTENDENDO O TELETRABALHO

O que é que AT&T e a American Express têm em comum? Serviços de classe Mundial? ISO 9000, ISO 14000? Uma linha de serviços competitivos? Excelente atendimento ao cliente? Tecnologia avançada? Não necessariamente nenhuma dessas razões, mas sim o fato de serem ambas empresas que implantaram, com sucesso, o Processo de Teletrabalho, utilizando recursos tecnológicos nas áreas das telecomunicações e informática.


Vale salientar que o uso das telecomunicações no teletrabalho não é considerado algo totalmente inovador, pois, segundo Joel Kugelmass*, há indicadores do seu surgimento nos Estados Unidos em 1857, na companhia Estrada de Ferro Penn. Nesta época, a empresa usava o seu sistema privado de telégrafo para gerenciar o pessoal que estava distante do escritório central, ao ser delegado aos funcionários o controle no uso de equipamento e na mão de obra. Em outras palavras, a organização seguia o fio do telégrafo e a empresa acabou por transformar-se num complexo de operações descentralizadas.
Logo, o que realmente é novidade nesta área da organização do trabalho, tanto no setor público quanto no privado, e, independente do tamanho da empresa, são as redes de telecomunicações, de custo razoável e com alta performance organizacional, que se tornaram parceiras constantes e fundamentais na gestão das organizações bem sucedidas.
A partir do sistema de informação e de comunicação ocupando a distância física entre os funcionários de uma mesma organização e entre funcionários e clientes, verifica-se a necessidade de se identificar novas fronteiras do que se entende por local de trabalho.
De fato, a área física onde tradicionalmente se trabalha não é mais uma entidade tangível com fronteiras bem definidas, baseadas em regras e observação visual do processo de trabalho.
Nesta linha de raciocínio temos agora, dentro desta visão ampla e integrada, os processos gerenciais, convivendo com o trabalho remoto, eletronicamente gerenciado.
Consequentemente, a empresa não deve ter mais expectativas neste processo de mudanças gerenciais, ao dispor de funcionários que chegam ao local de trabalho na hora marcada e ocupando suas funções pré-estabelecidas em suas mesas cativas ou salas próprias.
Face a esta inovadora abordagem do teletrabalho, é necessário entender que na moderna empresa, a estrutura organizacional, a estratégia, a cultura, os papéis e os processos estão interligados entre si, exigindo um novo alinhamento, equilíbrio e harmonia organizacional. Portanto, as questões centrais das organizações estão mudando e têm como fatores críticos para o sucesso do teletrabalho, o gerente, o supervisor e o funcionário.
Logo, saber quando e em que função adotar o teletrabalho é tão importante quanto saber onde não adotá-lo, pois já existe uma tecnologia de informação consistente e versátil para apoiar o trabalho fora do escritório, mas ainda não existe a visão administrativa necessária para gerenciá-lo.
Portanto, não devemos nos esquecer que o teletrabalho consubstancia o ato de exercer atividades que podem ser realizadas em um domicílio ou local intermediário, visando a competitividade e flexibilidade nos negócios. Dessa forma, apontam-se como aspectos favoráveis desse processo, além de concentração de esforços (focalização): maior capacidade de adaptação às mudanças ambientais; estímulo para as organizações analisarem a sua implantação com vistas a melhorar a produtividade e reduzir os custos com espaço e o absenteísmo; alavanca a tecnologia e os investimentos em pessoal, e assim, obtendo uma força de trabalho mais eficiente e confiável. Dentre os setores que nos Estados Unidos estão adotando este sistema, destacam-se as seguintes áreas: telecomunicações, informática, seguros, consultorias de empresas, auditorias, serviços públicos, propaganda, publicidade, universidades, gás natural etc.
No Brasil, sobressaem-se na adoção deste recurso organizacional, empresas tais como: Kodak, Dupont, IBM, Cisco, Movicarga, Proudfoot Brasil etc.
Vale salientar que a utilização do teletrabalho nas empresas independe do seu tamanho pois, encontramos sua aplicação em organizações com 20 ou com 20.000 funcionários.
Tendo em vista que o propósito do teletrabalho é, em primeiro lugar, oferecer uma melhor resposta às empresas para enfrentar as pressões do mercado e, em segundo, constituir um elemento-chave para o desenvolvimento estratégico das organizações, sua implantação deve levar em conta a seguinte precaução: evitar apenas visar redução de custos, com corte de pessoal. Assim, ao se adotar o teletrabalho dentro dos padrões aconselhados, ele se torna um instrumento que beneficia a empresa, o empregado e a sociedade concomitantemente.
Vale salientar que particularmente na área de Recursos Humanos, como em outras áreas do conhecimento administrativo, o teletrabalho é ainda um conceito de certa forma novo e pouco conhecido no Brasil, já tendo causado confusão terminológica e alguns mal entendidos e, consequentemente, má implantação nas organizações.
Para obter a compreensão correta do termo Telecommuting e para evitar estes ruídos na comunicação no seu entendimento, apresentamos a seguir algumas palavras chave, em inglês, utilizadas no contexto do ensino e na prática do comportamento organizacional no que diz respeito as alternativas para o trabalho.
É fundamental ressaltar que nos principais idiomas europeus (alemão, espanhol, italiano, francês), incluindo o português, não há nenhum termo equivalente para a palavra inglesa “commuting” (ida e volta de casa ao trabalho), de onde se derivou a palavra “telecommuting”. Daí a razão de utilizarmos também a expressão “telecommuting”, no original em inglês, cujo termo correspondente português mais próximo é o teletrabalho.
A seguir são definidos alguns novos termos mais comuns no campo da organização de trabalho flexível:
Autônomo (Working Solo)

É o tipo de atividade cada vez mais comum no país. Dentre os profissionais autônomos (“working solo”) encontram-se desde os chamados profissionais liberais (médicos, dentistas, arquitetos, tradutores etc.), os de baixo nível técnico como motoristas, vendedores ambulantes e serviços de pequenos reparos domésticos, e os incluídos na economia informal; são também conhecidos como “free lancers”.


Centro Satélite (Satellite Office Center)

É um edifício de escritórios, ou parte de um edifício, inteiramente de propriedade de uma organização (ou cedido em regime de leasing), ao qual os funcionários comparecem regularmente para trabalhar. Há uma diferença entre um Centro Satélite e um escritório tradicional: todos os funcionários do Centro trabalham ali porque moram mais perto daquele local do que do local de trabalho usual ou principal, independentemente dos seus cargos.


Centro Local (Telecenter)

Um Centro Local de Teletrabalho é semelhante ao Centro Satélite. A diferença é que o edifício pode abrigar funcionários de várias organizações diferentes.


Escritório em Casa (Home Office)

É um dos locais de trabalho mais comuns, particularmente nos Estados Unidos. Os Escritórios em Casa variam desde um computador em um telefone na mesa da cozinha, a quarto com móveis e equipamentos adequados ao exercício de atividades profissionais.


É o esquema de trabalho que surgiu a partir da constatação de que nem sempre as pessoas tem de ir ao escritório da empresa para trabalhar e que se tornou possível com os avanços tecnológicos nas áreas da informática e da telecomunicação.
Escritório Virtual (Virtual Office)

É o local de trabalho onde as pessoas levam ou têm a sua disposição tudo o que necessitam para trabalhar (fax, telefone, “notebooks” etc.); é, na realidade, o local de trabalho dissociado de tempo e lugares específicos, podendo se localizar em casa, no campo, no aeroporto, no escritório da empresa, em um hotel etc.


Negócios em Casa (Homebased Business)

São negócios próprios desenvolvidos de preferência por potenciais empreendedores, tendo suas residências como sede administrativa das atividades desenvolvidas, e que não têm nenhum vínculo empregatício com qualquer empresa. Para ter maiores possibilidades de sucesso no seu negócio, o dono deve correr riscos calculados, ter persistência, estabelecer metas, planejar e monitorar, ser autoconfiante etc.


Teletrabalho (Telecommuting)

Termo criado por Jack Niles em 1976 no seu livro “The Telecommunications Transportation Trade-Off”.


É o processo de levar o trabalho aos funcionários em vez de levar estes ao trabalho; atividade periódica fora da empresa um ou mais dias por semana, seja em casa seja em outra área intermediária de trabalho
É a substituição parcial ou total das viagens diárias do trabalho por tecnologia de telecomunicações, possivelmente com o auxilio de computadores, e outros recursos de apoio.
Teletrabalho (Telework)

Denominação equivalente ao termo Teletrabalho, utilizado na Europa.


É qualquer alternativa para substituir as viagens ao trabalho por tecnologias de informação como telecomunicações e computadores.
Teletrabalhador (Teleworker, Telecommuter)

É o funcionário da empresa que trabalha em casa todos ou em alguns dias da semana, utilizando os equipamentos necessários para se comunicar com a empresa. É o agente do processo de teletrabalho.


Trabalho Flexível (Flexible Working)

É o conceito que envolve uma variedade de novas práticas de trabalho, que incluem tanto as horas de trabalho flexível, os locais flexíveis, como também as formas de contrato de trabalho. Pode também ter o significado de ter o uso flexível do espaço no escritório, onde os funcionários não dispõem de suas mesas de trabalho, que são compartilhadas pelos colegas.




2. O DILEMA DO TRABALHO EM CASA

Muito embora a estatística oficial brasileira estime ao redor de 2 milhões de PCs em funcionamento no país, pode-se chegar aos 4 milhões se incluídos os equipamentos ilegais e contrabandeados. Hoje no Brasil, são mais de 1,66 milhões de usuários de e-mail, 2,57 milhões de usuários da Internet, movimentando R$400 milhões só com serviços de acesso à Web.


Estas são constatações que têm reflexo direto no mercado SOHO (Small Office Home Office) e estão se tornando uma nova modalidade de gestão empreendedora no país, haja vista que 79% dos acessos à Internet é feito de casa*.
Nos Estados Unidos, o SOHO já ultrapassa os US$ 427 bilhões, por 14 milhões de americanos que trabalham em casa “full time” e por outros 13,1 milhões que trabalham “part time” em casa. No tocante aos teletrabalhadores existentes estima-se que hoje sejam em torno de 11 milhões em 300 das 500 maiores companhias neste país.
No Brasil, estima-se que este segmento seja responsável por 15% das vendas de equipamentos de informática e calcula-se que em 5 anos, responda por 40% do mercado nacional.
O arquiteto William J. Mitchell do Massachusetts Institute of Tecnology (MIT), Cambridge (Estados Unidos) em seu último livro “City of Bits”, afirma que a residência já adquire um novo sentido, tendo a sala de estar um computador para trabalho, diversão e educação.
Assim, uma nova realidade mundial chega ao nosso país, e cada dia que passa, aumenta o número de pessoas que começam a ter a sua base profissional, com relação direta de emprego (teletrabalhador) ou não (“Home Office”), na própria residência ou em pequenos escritórios (“Small Office”).
A este respeito, pesquisa realizada pela Link Resources nos Estados Unidos, indicou que de cada seis norte-americanos, um exerce suas atividades profissionais em casa. Deste universo, que vem crescendo 12% ao ano, desde 1992, 31% trabalham por conta própria, mas em tempo parcial, podendo utilizar o restante do tempo com a família, estudar, divertir-se entre outras coisas, exceto trabalhar; 17% trabalham como teletrabalhadores, ou seja, estão empregados, mas exercem suas atividades profissionais tendo a residência como base profissional interligando-se com suas empresas via telefone, pager, modem e/ou computador, e, 22% têm um emprego tradicional e fora do horário funcional, trabalham por conta própria na própria residência.
No Brasil, de acordo com IBGE, um em cada quatro brasileiros trabalha por conta própria e segundo um estudo da Fundação SEADE (Sistema Estadual de Análise de Dados do Governo do Estado de São Paulo) e do DIEESE, uma pessoa em cada 20 que trabalham na Grande São Paulo usa a própria residência para o negócio próprio ou como empregado. De acordo com Luis Carlos Campos da ABRH – Associação Brasileira de Recursos Humanos, 6 milhões de brasileiros, 15% da força de trabalho, estarão trabalhando em casa na virada do século.
De acordo com o Wall Street Journal cada vez mais mulheres norte-americanas estão deixando empregos bem remunerados para trabalhar por conta própria, tocando negócios com renda menor, mas com mais tempo para a família, principalmente para os filhos. Desta forma, executivas com altíssima qualificação estão trocando os empregos nas grandes empresas para começarem seus próprios negócios, principalmente, pelo fato de sentirem que isso lhes dá um maior controle sobre suas vidas, pois trabalham nas residências ou têm pequenos escritórios próximos ao lar e contam com o apoio de bases virtuais, as empresas de prestação de serviço e os centros de negócios. Sabe-se que ao redor de um terço das empresas de pequeno porte nos Estados Unidos e de empreendedoras que nos últimos 9 anos tiveram um crescimento de 43%, enquanto o número total de pequenos negócios cresceu 26%, incluídos os empreendedores masculinos. Parte destas empresas capitaneadas por mulheres se utiliza de incentivos governamentais, inclusive a lei de minorias, cuja legislação inclui as mulheres. Já no nosso país, as mulheres (quase a metade da força de trabalho) foram as primeiras a lucrar com um negócio em casa e de acordo com os dados do SEADE, 6% das empreendedoras atuam no próprio lar como autônomas e exploram principalmente atividades domésticas atuando em negócios relacionados com a arte plástica, alimentação, costura, tricô. Ainda de acordo com recente pesquisa do SEADE (1998), houve um crescimento de 35% no número de autônomos na última década, o que já corresponde a 20,5% da população ocupada na Grande São Paulo. Esta tendência observada nos Estados Unidos começa a materializar-se no Brasil com executivas e profissionais liberais, trocando a condição de trabalhar na sede de uma empresa, pelo trabalho em casa ou em pequenos escritórios próximos ao lar, seja como teletrabalhadores ou como donas do próprio negócio, em busca de maior independência e melhor qualidade de vida, semelhante ao que já vinha ocorrendo com os profissionais masculinos.
Conciliar casa e trabalho exige um elevado grau de organização e reavaliação do significado pessoal para o tempo. Significa também saber planejar o seu negócio ou trabalho em casa e monitorar continuamente o seu grau de trabalhabilidade, ou seja, a capacidade profissional de realizar bons serviços para o mercado, sem haver a necessidade de ser empregado ou, no caso de empregado, exercer adequadamente suas atividades em quaisquer locais, sendo consideradas as características de empreendedor ou intraempreendedor. O equacionamento deste sistema gravita em torno da busca de qualidade de vida, da administração de tempo e eficácia empresarial. As pessoas estão constatando a duras penas que o tempo é um dos bens mais preciosos e é um tesouro a ser preservado com unhas e dentes. O tempo que se dedica a si mesmo, aos relacionamentos, à sociedade, acaba dependendo do tempo consagrado ao trabalho e este será uma atividade prazeirosa ou desagradável, dependendo do significado pessoal que cada um atribui ao tempo alocado ao trabalho.
Logo, na medida em que este mercado “SOHO” for evoluindo, por exemplo, através do acesso às videoconferências ou o videofone e as pessoas poderem se ver umas as outras enquanto ‘conversam’ através do PC, as condições de trabalho serão otimizadas dentro da filosofia do escritório virtual.
Neste sentido, sobressai-se o caso da IBM nos EUA, que desenvolve experiências de teletrabalho na qual seus funcionários cujas funções que não exigiam a presença diária no recinto do trabalho, poderão ficar dividindo o tempo existente entre visitas a clientes, fornecedores ou com a família. Esta empresa usa o teletrabalho como estratégia organizacional com a finalidade de reforçar a qualidade e a entrega dos produtos e serviços fornecidos aos seus clientes; em todo o país são mais de 20.000 teletrabalhadores.
Aproximadamente 90% dos teletrabalhadores da IBM pertence a área de vendas e prestação de serviços que tipicamente passam mais da metade do tempo fora do escritório. Os outros 10% pertencem ao “staff” administrativo e gerencial que trabalham em casa de um a dois dias da semana, dependendo do seu tipo de trabalho e das necessidades pessoais.
De acordo com o renomado consultor norte-americano em teletrabalho Gil Gordon na sua publicação “Telecommuting Review”, nos próximos dez anos, toda empresa americana terá pelo menos um pequeno grupo trabalhando em casa, ainda que apenas um ou dois dias na semana.
Estes dados indicam, sem dúvidas, que está havendo uma transformação radical no conceito de escritório como estrutura física para o exercício de atividades profissionais exercidas por pessoas de diferentes atividades, em virtude principalmente da evolução da informática e das telecomunicações.
Face a estas considerações e visando contribuir para aperfeiçoar os profissionais desta categoria, com o objetivo de obter o máximo desempenho trabalhando em casa, e evitando as armadilhas de confundir comportamentos familiar e profissional, a empresa de consultoria Brasil Entrepreneur está desenvolvendo uma série de atividades com parceiros, sendo umas delas workshops sobre práticas do teletrabalho, ao abordar os seguintes temas:


  • Teletrabalho: uma tendência crescente no mercado de trabalho e de negócios.

  • A mudança de paradigma: novas possibilidades de trabalho também em casa

  • Vantagens e desvantagens do trabalho em casa

  • Os ajustes necessários na vida profissional e familiar no trabalho em casa

  • Teletrabalhador X Intraempreendedor : o dilema na gestão do trabalho em casa

  • O planejamento do trabalho em casa

  • O escritório virtual e a prestação de serviços em casa: equipamentos eletrônicos e de informática necessários, mobiliário, instalações físicas;

  • As oportunidades de negócios e atividades profissionais adequados ao teletrabalho

  • O teletrabalho passo a passo

  • As armadilhas do teletrabalho.

  • O teletrabalho: mitos e concepções erradas

  • “Space Planning” e o teletrabalho

  • “Facility Management” e sua relação com o teletrabalho

  • A nova organização no trabalho: cenários contratual e legal

  • A integração de deficientes no mercado de trabalho através do teletrabalho

  • O teletrabalho e a saúde pública – congestionamentos, poluição, desperdícios de energia.

A seguir, a título de contribuição para um melhor desempenho do trabalho à distância, são apresentadas as 12 regras do Teletrabalhador*:




  1. Forte automotivação – o teletrabalhador é mais sensível a distrações e dispersão. Por outro lado, o isolamento pode afetá-lo psicologicamente. Logo, é necessário automotivação.

  2. Autodisciplina – como o ambiente do teletrabalho não está sujeito ao controle físico e visual do ambiente tradicional do escritório, a autodisciplina é fundamental.

  3. Competências e preparação – o teletrabalhador tem de ter as competências para a atividade em causa e, além disso, tem de aprender a funcionar neste sistema.

  4. Flexibilidade e espírito de inovação – quem tem dificuldades em se adaptar a novas situações, não é bom candidato ao teletrabalho.

  5. Formas de socialização – o teletrabalho coloca restrições à socialização. Soluções mistas de tempo parcial em casa e no escritório, a utilização de Escritórios Virtuais, ou o incentivo aos encontros entre teletrabalhadores e clientes, são aconselháveis.

  6. Regime de voluntariado – nunca deve ser feita a seleção de teletrabalhadores por escolha administrativa; todos os candidatos devem ser voluntários e escolhidos segundo critérios objetivos.

  7. Ambiente familiar – a família tem de ser considerada na análise. Mas o teletrabalho não deve ser mero recurso para resolver problemas domésticos.

  8. Combate aos exageros – o ambiente de isolamento pode gerar a dependência em relação à gula, alcoolismo e drogas. Há que levar estes perigos em consideração.

  9. Ambiente adequado – tem de haver um espaço claramente demarcado no lar para o teletrabalho. A separação em relação às atividades familiares é crucial.

  10. Formação – treine os candidatos ao teletrabalho, os seus gerentes nas empresas e suas famílias.

  11. Sistema experimental – comece com uma equipe de voluntários, crie um sistema experimental e ensaie alternativas mistas. Os testes à funcionalidade do sistema devem ter, pelo menos, a duração de um ano.

  12. Regra número um – o teletrabalho não é nem um prêmio, nem sequer uma punição. É apenas uma forma diferente de trabalhar.


3. HOME OFFICE: LAR, DOCE ESCRITÓRIO

O propósito deste texto é de orientar os profissionais, particularmente, os que tem potencial empreendedor, para o teletrabalho como uma alternativa de carreira e de trabalho, abrangendo desde pequenos grupos em projetos experimentais até empresas com a maioria dos seus funcionários em casa.


Numa era onde o ‘emprego desapareceu’, a atividade profissional domiciliar se firma como uma tendência, não somente nos países do primeiro mundo, mas também no âmbito das nações emergentes.
Existe um ditado popular que diz ‘o coração está em casa’, e para milhares de americanos, é onde os negócios e trabalho estão. Desta forma, o crescimento do Escritório em Casa (“Home Office”) demonstra que, longe de ser um modismo como alternativa de trabalho flexível, tornou-se um modo de vida, que no Brasil, já envolve organizações públicas e privadas de destaque no âmbito empresarial.
No limiar do século XXI, assiste-se a um momento propício para a legitimação do “Home Office”, onde as tecnologias de comunicações existentes já permitem a execução de quase todo o tipo de atividade, a partir de casa, fazendo surgir nas empresas transformações que trazem novas oportunidades de negócios e de trabalho.
Nestes termos, as novas possibilidades profissionais do “Home Office” é um conceito considerado novo e se apresenta como uma alternativa criativa para transformar e incentivar o mercado de trabalho, ao se buscar uma combinação confortável de estilo de vida e realidade econômica no país.
Assim, trabalhar também em casa como funcionário, na realidade não significa uma atividade caseira amadora, pois é necessário disciplina, metas claras e realizáveis e um bom planejamento de ações, e principalmente de vida.
Nos estudos já realizados nessa área, detectou-se que as condições mais favoráveis que mais se sobressaem com respeito ao teletrabalho, são as seguintes:


  • pode-se recrutar funcionários a partir de uma área geográfica maior;

  • ocorre menos “turn over” de funcionários talentosos que por alguma razão necessitam mudar de local físico ou geográfico;

  • o absenteísmo em virtude de doenças, tráfego ou tempo ruim é reduzido;

  • os custos do escritório central podem diminuir, e, concomitantemente poderá haver aumento de produtividade e de eficácia;

  • o ambiente de trabalho torna-se mais flexível;

  • os funcionários não precisam ir ao escritório todos os dias, e assim ganham tempo produtivo e têm menos “stress” provocados pelos congestionamentos no trânsito, pelas relações conflitantes no trabalho etc.;

  • há mais tempo com a família e dedicação ao lazer e aos “hobbies”.

No tocante às ameaças e partindo do pressuposto que o exercício do trabalho em casa não se adequa necessariamente a todos os funcionários, destacam-se as seguintes:




  • visão preconceituosa dos parentes e amigos;

  • tédio em virtude do isolamento social;

  • distração com os membros familiares e invasão do espaço profissional;

  • gerenciamento falho do tempo em virtude da desatenção e desorganização de horários de trabalho;

  • férias, feriados e fins de semana podem se tornar dias de trabalho, pois muitos empregados não sabem quando parar de trabalhar.

Vale ressaltar, no entanto, que quando se opta pelo Escritório em Casa (“Home Office”), algumas cautelas devem ser levadas em conta, tais como:




  • evitar o isolamento/solidão no exercício das atividades profissionais;

  • não procrastinar as decisões e ações;

  • participar em uma rede de trabalhos e de contatos (“groupware”);

  • participar em encontros informais com os outros profissionais da área e da profissão;

  • ter uma agenda de atividades sociais (lazer ou trabalho);

  • ser voluntário em algum projeto na comunidade, no bairro ou no prédio residencial, ao intensificar seus contatos com amigos e parentes.

A seguir, a título de exemplo, apresenta-se o caso da Kodak no Brasil, que há algum tempo já tem funcionários trabalhando em casa, com o seguinte programa de implantação de teletrabalho, e resultados obtidos*:



  • Quanto à instalação de equipamentos instalados na casa do funcionário


  • Linha telefônica exclusiva na casa do representante de vendas.

  • Computador PC, com os programas DOS, Lotus 123 e Word Perfect.

  • Os PCs estão sendo substituídos aos poucos por “notebooks” com placa modem, que podem ser levados nas visitas ou viagens; (novos programas: Windows, Excel e Word)

  • E-mail

  • Sistema de gerenciamento, via computador, para pesquisa de situação de crédito posição de estoque etc.,

  • Secretária eletrônica, bip/pager.



  • Quanto às vantagens dos funcionários


  • O funcionário planeja as visitas a partir de sua casa, não precisando perder tempo indo até o escritório

  • Serviços burocráticos podem ser feitos via computador

  • Adiantamentos em dinheiro também podem ser solicitados via computador e depois o valor é creditado na conta do funcionário

  • A agenda do dia, incluindo a lista de clientes a serem contatados, pode ser verificada pelo terminal do computador

  • Na visita ao cliente, o representante de vendas pode faturar o pedido naquele mesmo instante, verificando a situação de crédito e a posição do estoque para os produtos requisitados

  • O funcionário continua em permanente contato com a chefia e os colegas via e-mail, bip/pager ou telefone

  • O funcionário vai à empresa quando necessário, para participar de reuniões, receber orientação sobre estratégia de trabalho, assistir a cursos e palestras, receber bilhetes aéreos, acompanhar clientes



  • Quanto aos controles realizados pela Empresa


  • Cada representante deve atingir uma determinada cota de venda no mês/trimestre

  • Todo funcionário nesse esquema faz, no início de ano, um plano de ação, revisado trimestralmente junto a chefia.

  • O plano especifica ação, métodos, envolvimento com outras áreas etc.

  • funcionário recebe prêmios se ultrapassar a cota.





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