[A vida como ela é] Aquela simpática senhora!



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[A vida como ela é]

Aquela simpática senhora!

Estou certo de que a mulher desconhecida que apareceu em meus sonhos nesta noite passada era ela. Onde estará ela agora? Por que sinto tanto a falta dela? Estou certo de que ela pensa em mim e que veio até mim em sonho, muito embora eu perceba que ela me “cozinha em fogo baixo”. Ela me quer e se faz de difícil, esta bendita mulher. Ela tem todos os requisitos para ser a minha mulher amante, pois estou certo da sua inteligência, da sua elegância e sei que ela é muito mais que fascinante e brilhante.

Algo me diz que ela sofre com a minha ausência e eu soube esperar pacientemente pelo comunicado dela. Ela sabe que sou o grande homem da vida dela e por isso se debruça à janela à minha espera. Um dia iremos nos encontrar e os nossos desejos iremos saciar. Ela fará de mim um homem feliz e eu lhe darei o que uma mulher sempre quis; muito amor, carinho e cumplicidade. Farei dela a minha flor mulher preferida num canteiro onde ela será a mais bela flor por mim já colhida no sedutor canteiro do amor.

Lamento pela distância que nos separa, mas sei que quando a gente ama, a distância não é problema. Quanto mais longe estamos um do outro, maior é a vontade de estarmos juntos e é maior o sentimento de desejo que se apossa de nós. Sentir saudades é bom demais quando se tem a certeza de que o tempo e nem a distância será empecilho para o breve encontro de dois corações apaixonados.

Ela não vai demorar a ceder porque eu sou água mole em pedra dura e ela não resistirá aos meus constantes apelos para se tornar a minha amante amada tão desejada e cobiçada não só por mim. Ela saberá reconhecer as minhas virtudes e não me deixará conviver com tais vicissitudes que são em razão da frieza dela em relação aos meus mais nobres sentimentos. Aquela simpática senhora sabe muito bem que nenhum homem é feliz tendo amado uma única vez e virá para me amar e se entregar a mim. Eu a quero e não consigo mais dormir sem sonhar o lindo sonho desta noite derradeira.

Ainda sinto o leve toque dos lábios dela nos meus, sinto o seu inebriante perfume, o cheiro dos seus cabelos a tocar no meu rosto, sinto o roçar da sua tez macia tocando a minha face, suas delicadas mãos a acariciar a minha rubra face, e de repente aquele triste adeus e a sua imagem a se desfazer do meu mais lindo sonho. E eu acordei sentindo a sua ausência! Se isso não for amor, então estou delirando! Sim, eu desejo muito você; simpática senhora dos meus sonhos! E está dito!

Ela é fenomenal!

Bons dias sempre, minha adorável menina mulher! Eu nem preciso ver o teu lindo semblante, pois sei que és mui bela, mas se quiser que eu te veja, ficarei honrado com tua fotografia entre as minhas fotos das minhas adoráveis flores de Davi. Tu me dizes generoso pelos comentários em tua página, mas generosos são os teus brilhantes textos que me são ofertados gratuitamente, mal rompe a manhã. Não sejas tão modesta, pois tu sabes o quanto és fascinante, brilhante e inteligente. Tu conheces o meu ponto fraco e atinges com precisão o meu “calcanhar de Aquiles”. Eu amo incondicionalmente as poetisas meninas mulheres que são inteligentes como tu és. Ser chique não é ser simplesmente diferente, mas fazer a diferença com inteligência; tu fazes isso muito bem.

Eu te agradeço pela hospitalidade em tua página; é óbvio que voltarei sempre, pois trabalho aqui no meu computador e quando eu quero um descanso eu vou ler as belas composições das brilhantes poetisas deste espaço; tu és uma das minhas favoritas entre outras.

Nossa! Jamais imaginei ser chamado de “galante” por uma menina mulher tão linda como tu! Assim eu vou me apaixonar por ti e depois não me culpe. Tu tens o privilégio de ter sido dotada de inteligência para saber discernir entre o certo e o errado, entre o belo e o feio, entre o tolo e o sábio. Felizes são as meninas mulheres que têm a tua sapiência singular e que sabem optar pelo que lhes convêm, mas sempre com sabedoria e inteligência ímpares. Tu não te deixas levar pela aparência e pela emoção, mas sabe que a vida é regida pela razão. Tu sabes que o riso pertence aos tolos e que a vida é ilógica, embora poetisas idiotas teimem em dizer que há lógica na vida. Beijo-te, linda menina mulher fascinante, brilhante e inteligente como quem beija os pés de uma santa, pois tu tens o dom de versejar como poucas da tua idade.

Volte sempre que quiser e puder, a casa é sua.” Eu voltarei como o filho pródigo à casa do seu pai, pois aqui eu sei que me fartarei de belos textos e me regozijarei de ter a tua agradável companhia. “Um beijão, homem galante!” Estas tuas palavras me deixaram envaidecido sobremaneira e custo a acreditar que estou lendo isso, pois somente uma pessoa brilhante é capaz de ver virtudes n’outra e enxergar a beleza “para além do deserto” e bem distante do nosso próprio umbigo. Estou encantado com a tua simpatia, algo raro entre meninas mulheres poetisas deste espaço literário.



Tu me fizeste a seguinte pergunta eu te respondo com sinceridade: “o que o senhor quer saber a meu respeito?” Tentarei decifrar-te através dos teus escritos fazendo uso dos meus parcos conhecimentos de Análise do Discurso e Oratória. Por ter se referido a mim como “senhor”, tu já estabeleceste uma distância entre nós e isso me faz supor que tu és uma jovem menina mulher linda, maravilhosa, ousada, abusada, exibicionista, inteligente e atrevida; isso me faz admirar-te ainda mais;

Sou uma pessoa muito comum.” Tu não sabes mentir; tu és incomum e quer se passar por uma garotinha comum; as tuas letras não dizem isso a teu respeito. “E nem sei se pertenço ao planeta Terra, essa abençoada e tão maltratada terra.” Viu só como tu tens consciência de que vives num lugar que não te pertence? Tu tens a capacidade de discernir o que quer e o que não quer para ti e certamente a minha insistência em querer saber algo sobre ti não te agrada tanto quanto eu gostaria de saber; tu adoras fazer o joguinho de gato e rato e viver sob o manto abjeto do anonimato;



Não sou daqui, mas sou de lá, do outro lado do céu. Estou apenas passando uma chuvinha.” Sei que tu és divina, menina mulher que me fascina; eu quero ser merecedor da tua confiança e ter laços de coleguismo sadios e desinteressados contigo. Tu és monossilábica e isso me incomoda sobremaneira! Tenhamos um diálogo franco para que possa haver coleguismo entre nós. Tu me conquistaste pela tua intelectualidade. Desejo saber mais sobre ti; posso? Não será difícil amar-te, linda menina mulher fascinante e brilhante e intelectualizada. E está dito!

Amor e ódio!

Assim como o bem e o mal, estes dois impostores andam de mãos dadas como já disse Gibran. Há uma linha muito tênue entre bem e mal e amor e ódio; por isso não devemos criar expectativas jamais em relação ao ser humano que são estas dualidades diuturnamente. Quem ontem lhe beijou a face poderá cuspir nela, mal rompe a manhã. Esteja certo de que você não é e nunca será unanimidade e se, porventura, for é melhor desconfiar porque é sabido que "toda unanimidade é burra". E que a voz do povo nunca foi e jamais será a voz de Deus.

Viver é estar constantemente nas mãos destes vilões; bem e mal, amor e ódio. Não podemos ser somente um e não ser o outro. Eu amo e também odeio, muito embora eu deteste fazer uso do verbo odiar porque bem sei que o ódio, a raiva, o rancor são venenos que bebemos e que não causam mal aos nossos desafetos, mas somente a nós mesmos. Odiar alguém ou o mundo é como beber cicuta. E “amar uma mulher é odiar o mundo” (Nietzsche); por isso não me limito a amar tão somente uma e que me rotulem como quiserem.

Ainda ontem, aquela linda menina mulher era só ternura e meiguice. Hoje ela é página virada e a vida continua e isso me faz lembrar os sábios dizeres: “ninguém é insubstituível, pois os cemitérios estão cheios de pessoas que se julgavam insubstituíveis e a vida continua”. Portanto, você é tão importante para mim na mesma proporção que eu sou para você; nem mais e nem menos. Aquela simpática senhora que eu tive com ela um lindo sonho nesta noite derradeira me é importante porque ela sempre se lembra de mim e quando não mais se lembrar de mim, eu a terei na lembrança porque eu a amo muito. Não me importa se ela me “cozinha em fogo baixo”, mas o que mais me importa é o meu nobre sentimento em relação a ela. O meu amor é bastante para nós dois.

É pretensão demais achar que as pessoas nos amam ou que poderão nos amar; eu prefiro amar e não imaginar-me amado. É muito mais feliz quem dá do que aquele que recebe; dar é privilégio de poucos. Só pode dar aquele que possui e se você não possui amor próprio, jamais poderá dar o que não possui. Isso é fato. Se a vida fosse lógica, excetuando a única certeza de todos que é a morte corporal, não haveria tantos desencontros em todos os sentidos. Por isso concito-lhes a tratarem “desigualmente” estes impostores bem e mal, amor e ódio. Faça o bem, afaste-se do mal; ame e não odeie. Todavia, não espere a reciprocidade. E está dito!

A morte do “porquinho”!

Somente quem viveu intenso amor,

Sabe dizer e precisar uma grande dor;

Quem viveu com o amado bons momentos

Sabe narrar com sabedoria os sofrimentos!

Quando é chegada a hora do adeus,

O triste momento de voltar para Deus,

A agonia de quem fica é imensurável

Que parece ser doença incurável!

Ontem foi sepultado um colega querido

Que estudou comigo na infância;

Fomos bons colegas desde criança

E eu ao vê-lo no caixão confesso ter sofrido!

Ele tinha o carinhoso apelido de “porquinho”,

Mas Rosalves era o seu nome verdadeiro;

Eu me senti, diante da vida, tão pequenino,

E sei que em breve estarei com o companheiro.

Senti pena da sua esposa Solange,

Mulher que o completou em vida;

Senti pena dos seus filhos anjos,

Mas sei que sua família lhe foi muito querida!

Entender este mistério divino

E aceitar com resignação a morte

É mesmo para quem é muito forte;

Choro a perda do colega “porquinho”!

Tu és meu sublime tormento!

Tu me atormentas diuturnamente!

Sem ti sou nada, sou barco à deriva;

Sinto falta de ti, dos teus beijos com saliva,

Dos teus abraços e do teu inconfundível cheiro!

Tua voz macia ecoa em meus ouvidos

E a minha voz também, eu não duvido,

Ainda se mantém viva junto de ti!

Vivo sonhando acordado com teus carinhos,

Sonho sermos pássaros no mesmo ninho

E tenho a certeza de que não me deixarás sozinho!

Por vezes me vejo gritando teu nome

E me sinto ser teu único e amado homem

Diante da enorme saudade que me consome!

Eu sei que tu estás distante,

Mas num piscar de olhos te vejo adiante

E corro ao teu encontro feliz e radiante!

Tu me embriagas de doces ilusões

E imagino ter ferido diversos corações;

Hoje é o meu que te oferta mil razões!

Suplico o teu amor

E beijo-te como um beija-flor;

Tu encantas o meu jardim e te quero junto a mim!

Não te faças orgulhosa

E venha ser no meu canteiro uma linda rosa

Exalando teu perfume sem me oferecer espinhos!

Seja a minha menina mulher flor

A quem eu prometo eterno amor

E venhas cuidar deste teu jardineiro sonhador!

Carta a uma linda mulher!

Ontem você me disse palavras que eu não queria ter "ouvido", pois eu não me encanto com a beleza física das pessoas e estou sempre a dizer que as mulheres fascinantes, brilhantes e inteligentes são o meu “calcanhar de Aquiles”. Eu valorizo o ser e não o ter.

Eu amo as pessoas pelo que elas são e não pelo que elas possuem ou aparentam. Eu passei enormes dificuldades em minha vida e hoje sei valorizar as moedinhas que eu ganhei com meu árduo trabalho, mas jamais renego as minhas origens. Não tive referência paterna, minha mãe era negra e analfabeta e sofria preconceitos mil da sociedade por ter se casado pela segunda vez com o meu pai e era mãe de duas meninas mais velhas do seu primeiro casamento, a Matilde (falecida) e a Marcília que mora em São Paulo e eu o terceiro filho do meu pai que abandonou minha mãe quando eu tinha três meses de ventre.

Eu fui engraxate, vendedor de verduras nas ruas, vendedor de coxinhas em portas de circo com a minha mãe, cortador de cana e boia-fria, capinei, apanhei algodão, fui servente de pedreiro, seminarista dos 15 aos 19 anos, trabalhei em supermercado como limpador de chão e caixa, cantei e toquei violão nos bares da vida para comprar o leite do meu filho, fui garçom, sou eletricista residencial e encanador por curiosidade, trabalhei em Usina de Açúcar e Álcool, sou Cabo Policial Militar Rodoviário aposentado (detesto militares e similares), ex-presidiário militar, sou Professor de Língua Portuguesa e de Línguas Francesa e Italiana e suas respectivas Literaturas e mais a Literatura Brasileira, Professor Revisor de TCCs, Monografias, Dissertações de Mestrado e Teses de Doutorado, Professor de Língua Estrangeira Francesa para alunos Mestrandos e Doutorandos que desejam fazer exames de proficiência em Língua Estrangeira Francesa, sou Especialista em Língua Francesa pela USP / SP. Formado em Letras pela UNESP / SP, câmpus de Assis – SP. Lecionei em Centros de Línguas do Estado de São Paulo e para Comissárias de Bordo da Empresa Aérea Rio Sul.

Apesar de ter vivido tudo isso eu estou ciente de que isso pouco significa. Foram árduas conquistas que não me faz melhor e nem pior do que ninguém porque o grande tesouro é o sopro divino que há em mim e habita o meu corpo que pode não ser lindo aos olhos dos outros, mas que é a minha morada e templo do Espírito Santo de Deus. Meu corpo é a minha morada e templo sagrado do Altíssimo.

Eu sempre faço esta analogia dizendo que tem muita gente feia habitando palácios e muita gente bonita morando em barracos. A casa não é mais valiosa que o seu morador; uma vida não tem preço. O seu filho especial e o meu filho (que não possui as limitações do seu filho) são tão lindos quanto tantos outros filhos especiais de pais especiais. Eu não conheço o seu filho e as dificuldades suas para lidar com ele, mas sei que é um presente maravilhoso que Deus lhe deu por saber que você era capaz de cuidar dele com carinho e muito amor. Conheço outros colegas deste espaço que vivem a mesma situação sua, pois aqui eu fiz vários colegas. A Cidinha é um amor de esposa e recebe muito bem as pessoas que eu gosto e convido para vir em nossa humilde casa.

O convite se estende a você. Portanto, nunca se sinta inferior ou superior a ninguém e não se menospreze dizendo não ser tão bonita quanto eu imagino e queira que você seja e não se preocupe se suas curvas não são as mesmas dos seus anos verdes. O belo está dentro de você; você é sopro divino. Deus habita você e fala através do seu corpo com aquela voz linda que falou comigo em meus sonhos e me encantou sobremaneira. Vou lhe enviar a minha foto e você verá que a voz linda que você disse ter ouvido saiu de um corpo que talvez não seja tão lindo quanto você imagina.

A beleza é muito relativa e está nos olhos de quem vê. Somente quem tem olhos lindos de ver saberá ver beleza alhures. Eu estou certo de que a vida é bela e sempre será. Nós somos lindos porque somos obras do Criador que nos fez à sua imagem e semelhança e, portanto, se nós nos consideramos feios é porque não vemos beleza no nosso Criador. Tudo o que ELE criou é belo. Você é linda tanto quanto eu sou. Beijos! E está dito!

O Brasil ganhou: e você?

Se você é amante deste espetáculo circense chamado futebol, eu lhe aconselho a não findar a leitura desta crônica porque eu, o cronista, não sou amante deste esporte tão popular e que não agrega valores quaisquer para ninguém, excetuando aos craques da bola e às pessoas que estão ligadas diretamente ao evento circense de grande magnitude que funciona como o ópio de um povo. Circo sem pão, comigo não!

E quando tudo isso passar? Estará o povo preparado para renovar o nosso quadro político e mudar o rumo da nação? Estará o povo com a mesma alegria diante das injustiças diuturnas que sofrem e se esquecerão dos chicotes que açoitam os menos privilegiados da sociedade de maneira brutal e impiedosa? Os nossos alunos terão aulas de cidadania e amor à Pátria muito mais que amor à Seleção Brasileira de Futebol? Eu amo o meu país; eu amo o Brasil, mas não amo a Seleção Brasileira de Futebol por não acreditar que uma vitória dela possa me trazer quaisquer benefícios ou a quem quer que seja.

O que você ganhou com as vitórias da seleção? E agora contra o Chile? O que mudou na sua vida? E se a Seleção Brasileira não passar pela Colômbia? Você vai “surtar”? Sofrerá um infarto? Receberá uma participação “na premiação” que os jogadores ganharão? Não precisará mais trabalhar para garantir o seu sustento e o da sua família? O Neymar e seus companheiros dividirão a fortuna deles com você? Enfim, o que vai mudar na sua vida se a Seleção Brasileira ganhar ou perder a Copa do Mundo? Nunca nada mudou na minha vida desde a Copa de 1970 quando eu tinha apenas 07 anos.

Se para ser popular é preciso que eu vista uma camisa verde e amarela, prefiro continuar vivendo a minha “insignificância”, pois já disse o poeta que: “para ser popular é necessário ser medíocre” (...). Não quero ser mais um a gritar “gol” entre tantos brasileiros anestesiados pela emoção de um ato tão infantil que é ver uma bola de couro (sintético ou não) inflada de ar ultrapassando os limites de uma linha sob as traves a que costumam chamar de gol e ver esta bola tocando a rede ou não desde que ultrapasse totalmente o limite da linha sob o travessão. Isso é ridículo! É patético! É bizarro!

O que você ganhou na tarde de ontem? O que vai ganhar com a vitória ou derrota da Seleção Brasileira? Por favor, convençam-me de que eu sou um “ser bestial”, “uma mula quadrada”, “um ignorante”, “um não patriota”, “um chato”, sei lá; mas me convençam! E está dito!

Eu prefiro a Marselhesa!

É lindo ver um povo cantando de maneira entusiasmada o Hino Nacional do seu país, mas cantar simplesmente por cantar e se emocionar diante de espetáculos circenses onde falta pão, isso não é comigo não. Desde menino eu aprendi o Hino Nacional Brasileiro e sei cantá-lo até hoje sem cometer erros, pois na escola militar eu cantava todas as manhãs ao som da “furiosa”. E mesmo lá no Presídio Militar Romão Gomes em São Paulo (PMRG), nós, a “escória” da Polícia Militar do Estado de São Paulo, cantávamos todas as manhãs não por amor ou orgulho, mas por imposição do regime militar.

Eu sempre dizia que cantar o Hino Nacional Brasileiro na prisão era um castigo para nós e que todos deviam se submeter a ele sem queixas ou reclamações. Preso não é ninguém, não é gente, é marionete nas mãos dos seus opressores; preso tem mesmo que pagar pelos seus erros e o mínimo que se pode desejar é voltar para o seio da sociedade com a cabeça erguida e não mais afrontá-la cometendo seus crimes hediondos ou não. Eu não cometi crime algum, apenas “desacatei” uma suposta autoridade; um investigador de polícia, o delegado, o “Promotor de Justiça” (embaixador do demônio na terra e pretensioso demais, pois sabido que somente o JUSTO poderá promover justiça e que não há um só justo sobre a terra) e uma Juíza de Direito.

Mas aqui estou para dizer que eu prefiro cantar “La Marseillaise” ao invés do Hino Nacional Brasileiro, pois virou piada de mau gosto cantar o hino da minha “Querida Pátria Madrasta Vil” somente em ocasiões bizarras como na Copa do Mundo. O Hino Nacional Brasileiro deveria ser cantado com o mesmo entusiasmo todas as manhãs nas escolas brasileiras como era feito no meu tempo antes de adentrarmos às salas de aula. O respeito pelos nossos hinos e pelas nossas armas, pelo nosso brasão, enfim, pelos nossos educadores devia ser constante e preocupação dos nossos governantes.

Eu não quero cantar o Hino Nacional Brasileiro aos prantos nos estádios de futebol sabendo que o povo brasileiro chora à cântaros nas filas dos hospitais, nos centros de saúde dos milhares de municípios brasileiros, diante das injustiças sofridas pelas autoridades constituídas que não nos respeitam e nos agridem com seus roubos constantes e nos legando um país miserável e insuportável para se viver dignamente.

Podem me rotular do que vocês quiserem menos de parvo, tolo, idiota, medíocre e afins. Sei que uma andorinha sozinha não faz verão, mas que muitas fazem coisas bizarras nos estádios de futebol por serem imaturas, ingênuas, desprovidas de razão e etc. Poupe-me! “ALLONS ENFANTS DE LA PATRIE / LE JOUR DE GLOIRE EST ARRIVÉ ...”! ALLEZ LES BLEUS! E está dito!

O desabafo de um pai!

Tão logo cheguei em minha casa vindo da missa, ao sair no portão, eu avistei um colega que vinha passando pela rua e me cumprimentou como sempre faz e eu o convidei para tomar um café comigo sem imaginar que ele fosse aceitar um convite inusitado da minha parte, pois eu não tenho o costume convidar alguém para entrar em minha casa e menos ainda para tomar café; somente tomo um ou dois goles pela manhã ao me levantar. Eu acho que fiz o convite porque não sabia o que lhe dizer e ele aceitou dizendo: “com esse friozinho, um café cai bem” e entrou na minha garagem e eu fui lhe buscar o café quentinho que estava na garrafa.

Então ele se sentou numa cadeira de área e começamos a conversar quando percebi que ele parecia não estar muito à vontade e suas palavras saíam meio prensadas como se ele estivesse vivendo um mau momento. Em seguida ele me segredou algo que está lhe constrangendo muito. Ele me disse ter percebido que o seu filho amado e único, casado, parece não sentir por ele nenhum tipo de afeição e que ainda não tem se importado muito com ele. Disse que seu filho tem um comportamento estranho e que parece sentir vergonha dele e de sua esposa.

Ele achou muito estranho ao ver o álbum de casamento do seu filho e, segundo ele, na ocasião foram tiradas muitas fotos, mas que ao folhear o álbum desinteressadamente na noite de ontem quando foi à casa do seu filho. Por acaso ele viu sobre a estante o álbum e pegou para rever as fotos e ficou extremamente triste ao perceber que havia muitas fotos do filho e da nora e também muitas fotos da família da sua nora, mas nenhuma sequer dele e da sua esposa. Ele disse ter sentido algo muito desagradável.

Como se não bastasse isso, ele pegou outro álbum que estava ao lado e começou a folhear e percebeu que tinha várias fotos do local onde ele foi com seu filho e esposa, tempos atrás, para passar uma tarde em companhia deles e onde também foram tiradas várias fotos. Ele me disse que, nesta tarde, ele não poupou um centavo para satisfazer os gostos da sua nora, das duas enteadas do seu filho, do enteado dele e da sua esposa e do seu neto. Ele gastou uma soma considerável naquele pesqueiro e saiu de lá muito feliz diante das inúmeras poses que fez para as diversas fotos. Nova decepção, pois entre todas as fotos que constavam do álbum não havia uma sequer dele e a única que tinha da sua esposa segurando o seu neto, ela aparecia com a cabeça “cortada”.


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