A verdade bíblica sobre o batismo cristãO



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A VERDADE BÍBLICA SOBRE O BATISMO CRISTÃO
INTRODUÇÃO

De onde surgiu a idéia de batizar pessoas para a iniciação ou entrada em uma nova comunidade? Com que autoridade João Batista realizava seu batismo ? De onde surgiu a idéia de batizarem conversos ? Jesus, por exemplo, foi batizado por João Batista, mas em nome de quem ? Que validade teria o batismo de Jesus se ele não foi batizado em nome de ninguém? Uma vez que o batismo em nome de Jesus tem sido admitido por um grupo dissidente como se fosse a fórmula batismal para efetivar o batismo cristão.


Eis to onoma “em nome de” é usada 13 vezes no NT. Vejamos os textos mais salientes onde a expressão “em nome de” aparece.

(1) Mt 10:41 “quem recebe um profeta no caráter de profeta; quem recebe um justo no caráter de um justo” (dupla referência)

(2) Mt 10:42”se der de beber um copo d’ água “

(4) Jo 1:12 “os que crêem em seu nome”

(5) Jo 2: 23 “muitos vendo os sinais que ele fazia creram no seu nome’

(6) Jo 3:18 “quem crê não é julgado mas o que não crê...não crer em Seu Nome”

(7) 1Jo 5:13 “estas coisas vos escrevi vós que credes em nome do Filho de Deus”

(8) Mt 28:19 “batizando em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo”

(9) At 8:16 “somente foram batizados em nome de Jesus”

(10) At 19:5 “tendo ouvido isto foram batizados em nome do Senhor Jesus

(11) 1Co 1:13 “acasol foi Cristo dividido? Fostes porventura batizados em nome de Paulo?

(12) 1Co 1:15 “para que a ninguém digas que fostes batizados em meu nome”


Considerações Preliminares
A forma como a sentença foi construída nada invalida a mesma sentença onde aparece em Mt 28:19. A expressão “em nome de Jesus” ressalta a autoridade sobre a qual todas as coisas visíveie e invisíveis estão subordinadas. Sem contradizer essa idéia básica o texto mateana acrescenta a sua declaração os nomes da Deidade divina. Uma vez que o nome de Jesus continua sendo chave na declaração trinitária ocupando lugar de destaque – no meio dos nomes.

Por exemplo: na Bíblia Deus tem vários nomes e cada um deles ressalta um aspecto de Sua Pessoa. Mas em acordo entre Eles o nome de Jesus ficou sendo o nome mais importante de toda economia divina e universal. Mais tarde, o Apocalipse declara que esse nome será substituído por outro. Veja Ap 3:12. Mas por enquanto esse nome está sendo usado como referência histórica-doutrinária, salvífica-escatológica, e cristológica-apocalíptica. No fundo do processo da revelação desse nome é Jesus o centro das atenções do Universo e as pessoas que estarão envolvidas com Ele serão salvas em virtude desse nome que foi declarado, confessado, submisso e adorado. Ele é o Deus imanente e transcendente que agora realizou uma obra nunca dantes esperada e alcança a plenitude dela por ocasião da Sua proclamação final. O próprio Pai deixará os paços celestiais para viver entre os homens pois isso foi sempre o Seu desejo que se realiza por aquilo que Jesus fez no Gólgota. O nome de Jesus não inutiliza os outros nomes no processo. É Deus sempre e eternamente.


Albrecht Oepke acredita que essa fórmula seria uma expressão técnica usada entre os gregos para finalizar um acordo comercial (Bapto, em Kittel.TDNT, 1:539). No entanto, Hans Bietenhard nega qualquer derivação comercial para a frase em questão como é usada em Mt 28:18-20 e conclui, que a sentença tem uma origem semítica e não helenística. (“Onoma”, Kittel, TDNT 5:274).
Na Bíblia, o nome representa a pessoa por inteiro. Você é o seu nome e seu nome é o que você é. Isto é mais do que reputação, mais do que um rótulo ou marca. Seu nome representa você sua vida total constitui seu nome. Seu nome é você em natureza e essência. Por isso, podemos ver a importância de um bom nome. É mais do que preciosos tesouros ou riquezas (Pv 22:1;Ec 7:1). Mudar o nome significa mudança de circunstâncias na vida de uma pessoa: Abrão mudou para Abraão, Sarai para Sara, Jacob para Israel, Saulo para Paulo.
Por isso, a expressão “em nome de Jesus” é melhor entendida como ser batizado em nome de Jesus para identificar-se com Ele com tudo aquilo que Ele é. Com todas as qualidades excepcionais que Ele tem revelado acerca de Si mesmo. O batismo em nome dEle também sugere que somos Sua possessão particular, pertencemos a Ele. É, na verdade, uma pública identificação de que fomos comprados por um alto preço.

Alguns eruditos estabelecem a distinção entre as duas preposições en e eis que podem ser usadas intercambiadas. Isso é percebido quando usamos a safer ground quando a preposição en é usada com a idéia de autoridade, tornando a expressão “em nome de” símbolo dessa autoridade como estivesse afirmando “pela autoridade de” o que não é visto em Mt 28:19-20 como indicasse o tipo de autoridade em que os batismos se efetuariam. A ênfase é percebida to fall upon que é percebida nos conversos eles estão sendo batizados publicamente identificando-se com Jesus Cristo.


Ainda outros eruditos entendem que o dito “pela autoridade de” não tem sentido aqui e estabelece que é exegeticamente untenable outros asseguram que “em nome de”em Mt 28:19 não tem a idéia de autoridade mas inclui “pela Sua autoridade”. Isto pode significar que o meio para comandar e direcionar na GC mateana. (Buswell, Systematic Theology, 2;252; Banks, 83).
Culver rejeita a idéia básica da Divindade a respeito do nome no singular - onoma. Ele acredita que aqui em Mt 28:19 é melhor visto como uma elíptica. Gramaticalmente uma elipse é a omissão de uma ou mais palavras que são obviamente entendido que deve seer suprida para fazer a construção gramaticalmente completa Então o verso deveria ser lido assim: “Em nome do Pai, e em nome do Filho, e em nome do Espírito Santo (Culver, The Great Commission, 149; Banks, 83).
Contudo precisamos creditar a esse texto de Mateus que a unidade da Divindade está sendo levantada. É bom lembrar que são palavras saídas dos lábios de Jesus e o fato de que a palavra onoma está no singular e não no plural seguida das palavras “Pai e o Filho e o Santo Espírito” foram ditas para sustentar a doutrina da Trindade. Aqui são salientadas três distintas personalidades possuindo um único nome (Stott, Commission, 47;Banks, 84) este é uma declaração de unidade, ou seja, um único nome que declara um Deus uno que existe com três distintas Pessoas (I. M. Haldeman, What Formula Shall We Use in Baptism? Pamphlet: NY, FBChurch, 19; Banks, 84). O uso do singular na expressão eis to onoma “Em nome de” é fortemente declarativa a divina unidade, o único nome pertencente ao único Deus. Isto indica, não três diferentes indivíduos separados, porém três Pessoas que são essencialmente uma, Deus.
A Discussão da Identidade da Divindade
Neste trabalho preferimos o termo Divindade para usá-lo em lugar de Trindade. Não que seja objetável seu uso mas é incompleto para expressar a idéia de Deus Triúno. Visto que em todo o NT diferentes nomes são dados as Pessoas da Divindade porém em Mt 28:19 encontramos tal designação como um título mais completo: eivj to. o;noma tou/ patro.j kai. tou/ ui`ou/ kai. tou/ a`gi,ou pneu,matoj( ”em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo”. Bietenhard afirma com autoridade “unicamente através desse vínculo com o nome do Filho e do Espírito Santo o nome do Pai adquire relevância . De modo que cada nome está separado e distinto um do outro, cada um está conectado em uma relação coordenada por meio de uma conjunção copulativa patro.j kai. tou/ ui`ou/ kai. Como o processo de identificação é coordenada por essa conjunção é determinante o uso desta fórmula batismal com base nesta sentença. Calvino assegura que a eficácia do batismo pode ser experimentada unicamente em reconhecer a Deidade primeiro na reconciliação como obra do Pai por meio do Seu Filho, em bases de Seu sacrifício feito e o processo de regeneração do Espírito Santo (Banks, 84).
Não podemos realmente conhecer Deus a não ser que aceitamos a revelação que Ele tem feito de Si mesmo como Pai, Filho e Espírito Santo. Embora a palavra Trindade não apareça na Bíblia (como a palavra milênio) a doutrina da Trindade é bíblica. Um Deus que exista como Pai, Filho e Espírito Santo ao mesmo tempo não é ficção teológica. O AT claramente ensina que a unicidade de Deus não é de caráter absoluto isto é, uma unicidade que exclui todas as outras, porém é uma unicidade que conota uma unidade composta.
A Pluralidade de Deus
Gn 1:1 aparece a palavra ELOHIM para Deus. Um nome masculino que está no plural . Por exemplo vemos a pluralidade na palavra querubim cherubim em Gn 3:24 . Cherub é singular. Seraphim em Is 6: 2 onde Seraph é singular . Ex 20:3 “Você não deve ter outros deuses diante de mim” aqui o outros e deuses estão no plural e ambas palavras se referem a ídolos. Igualmente Elohim refere-se a ídolos é traduzido por “deuses” nas seguintes escrituras: Gn 31:32; Jz 24:23; 1Sm 6:5; 1Rs 18:25 (KJV). A mesma palavra Elohim que identifica o Deus de Israel é aplicável aos deuses ídolos. Uma interpretação gramatical mais estrita indica a traduçõo de Elohim como “deuses”. Entretanto alguns eruditos falam de “plural majestático” ou excelencia como uma razão retribuir o plural Elohim , Deus. Há também o uso do pronome quando se refere a Deus, Elohim. Por exemplo “façamos o homem a nossa imagem” podemos concluir que nós e nosso estão no plural. Ver Gn 3:22; 11:7; Is 6:8.

O batismo cristão é o rito mais importante para identificar os novos crentes na fé. Geralmente o batismo cristão é feito como forma cerimonial de iniciar os novo crentes na experiência cristã.


O ministério de João Batista é considerado o precursor do ministério de Jesus. E o caracterizava seu ministério além de sua mensagem rigorosamente objetiva havia o batismo nas águas como apelo ao arrependimento de seus seguidores. É com seu ministério que surge na narrativa do NT o que poderia ser chamado de embrião judaico do batismo cristão. Seu ritual de mergulhar as pessoas na água marcaria profundamente a forma de iniciação adotada posteriormente pela igreja de Cristo (Rodrigo, Um desconhecido galileu, 119).
Jesus mesmo não batizava (Jo 4:2) mas com a entrada de muitas pessoas da comunidade de João no movimento do Nazareno o Senhor adotou este gesto simbólico como rito de iniciação embora deixasse com seus discípulos a tarefa de exercê-lo. E

Nosso objetivo ao abordar o tema do batismo na dimensão da autoridade de Jesus pretendemos destacar essa autoridade como própria para justificar a realização de um rito com as mesmas características das abluções do judaísmo e por similaridade do batismo de JB. Descobrir o intento do Senhor em destacar Sua autoridade não apenas em batizar mas cumprir a missão evangélica a todas as nações, indo, batizando e ensinando em “nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo.


João Batista declarou que foi enviado por Deus para batizar ao assegurar aos seus ouvintes a fonte de seu ministério batizador. É inegável que JB não teria outra fonte a não ser aquela que sempre reclamou - “Aquele que me enviou a batizar” ele repete várias vezes. Mas as pessoas batizadas por ele declaravam que foram batizadas em João nas águas do arrependimento. E o batismo que se torna um símbolo da autoridade divino-humana da qual emerge o novo crente ou discípulo é o batismo cristão que tem suas raízes profundamente arraigadas no batismo das águas de JB. Há uma projeção crescente de elementos presentes na experiência batismal.
Mais tarde, o batismo é ministrado em nome dos apóstolos e não são poucos os que batizados por Pedro, Paulo e João não ficassem reclamando a autoridade apostólica para rei-vindicar a legitimidade do ato para a posteridade. Encontra-se nas cartas paulinas a discussão dessa busca pela legitimidade apostólica do batismo. Os que acusavam Paulo de não ser apóstolo rejeitavam o batismo realizada por Paulo e reiteravam sua objeção enfrentando o fato de que ele não conhecera a Cristo como os outros apóstolos mais diretos, como Pedro, Tiago e João.

Para eliminar a idéia da sucessão apostólica na pessoa de quem quer que seja o Senhor idealizou que o batismo seria feito em Seu nome. Este costume está presente em 13 declarações do NT e em apenas uma dessas treze declarações apenas a de Mt 28:18-19 não é reducional mas acrescida dos nomes do Pai e do Espírito Santo. Porque ambos estariam envolvidos no batismo, primeiro isto é visto no batismo de Jesus, depois no Pentecostes e finalmente no batismo de cada crente na igreja apostólica. Uma vez que é o Pai que consente em colocar o nome do novo crente no livro da Vida e é o Espírito que o conserva ali por sua obra de convencimento e doutrinação pessoais (Jô 14:23).


A partir daí surge a discussão sob qual autoridade os novos conversos devem ser batizados. E a idéia é reivindicada por Paulo e Pero quando afirmam que todos estão submissos a Jesus e em nome dele todos os atos da igreja devem ser alinhados. Ninguém faria nada de importante na igreja, seja culto, liturgia, administração, ritos, que não tivesse essa sanção. E em nome de Jesus tornou o moto próprio da igreja apostólica. Em nome de Jesus todos os sentidos seriam submetidos. Inclusive o batismo. Nada passaria sem ser pelo nome de Jesus.
Os que com freqüência admitem o batismo realizado em “nome de Jesus” não aceitam a fórmula batismal mateana da GC dita por Jesus antes de Sua ascensão de que o batismo é em nome “do Pai, e do Filho, e do Espírito”. É bom lembrar que essa declaração é da própria boca de Jesus como autoridade que é em virtude da cruz.
Devem estabelecer uma diferença que contraste a linha de pensamento do evangelho de Mateus onde unicamente ali é declarada a fórmula batismal cristã de modo inequívoco. Por isso, os defensores desse ponto de vista negam a doutrina da Trindade declarando-a pagã e politeísta em seu conceito. E outros, mais afoitos, chegam a negar as atividades intradivinas e interrelacionais dos seres celestiais indicando ao Espírito um papel secundário em suas atividades salvadoras e missionais a ponto de não admitir a pessoalidade natural dEle. Mesmo a pessoalidade de Jesus que hoje ninguém de certo modo vai negá-la mas houve tempo que negavam a pessoalidade de Jesus como uma aparência e por causa disso o docetismo existiu.

O FORMA DO BATISMO PRÉ-CRISTÃO


A palavra “batismo”, de origem grega, bapto-baptizo significa em primeiro lugar “imergir”, afundar, afogar, simultaneamente assume o sentido de purificar, destruir e lavar. No grego e no latim o termo aparece em duas formas: em grego, báptismos-báptisma; emlatim, baptimus-baptisma. Na verdade as duas formas não são equivalentes. No texto grego do NT, báptismos não é jamais usado para designar o batismo cristão; mas para indicar as abluções e purificações judaicas (Mc 7:4; Hb 9:10). Até mesmo o texto de Hebreus 6:2 onde se diz que não é mais o tempo para se ensinar “a doutrina sobre os batismos” possivelmente se tratasse da relação entre as purificações judaicas e o batismo cristão. Em contra-partida o termo baptisma é usado unicamente para significar o batismo cristão. Já os termos latinos essa diferença é imperceptível e nem relevante (Goeedert, Th do batismo, 8).
O batismo remotamente era tido como rito de purificação com abluções era a pré-história do batismo cristão. Isto era percebido em seitas na Índia, no Oriente médio e além de seitas judaicas do judaísmo tardio que praticam ritos de ablução. A presença de água nesses ritos em forma de banhos e abluções rituais ela simboliza essa purificação que na prática representou morte e vida que ao mesmo tempo regenera e vivifica. Este sentido religioso da água na vida dos não-cristãos mesmo não sendo judeu era significativa pois atestava o renascimento e o perdão de seus pecados. Tertuliano considerou isso (De Baptisma, 5:1; Goedert, 9).
No AT as purificações feitas com água representavam a pureza interior r exterior. O impuro e o sagrado se transmitem pelo contato é pois normal usar a água para purificar-se do contato. Veja Lv 11:31-32. As pessoas impuras precisam de água para limpar-se e realizar o poder de Deus ilustrando a nova realidade 2Rs 5:14; a purificação dos sacerdotes Ex 40:12.. No contexto religioso dos hebreus se desenvolve uma teologia da “purificação e da água” (Ez 36:23-28). Entre os judeus havia o rito da purificação da impureza legal e o da impureza cerimonial nisto estavam compreendidos momentos particulares de grande significação: o batismo de prosélitos, o batismo das seitas, e o batismo de João Batista (Goedert, 10).

Purificações Legais


Segundo a tradição rabínica existiam as abluções parciais - mãos e pés - ou banhos ou lavagem de vestes, prescritas para readquirir a pureza necessária seja para viver em paz com os membros da comunidade e realizar os atos de culto previstos como orações e sacrifícios. Tais ritos tem a finalidade de integrar os judeus a nova condição como nação privilegiada por Deus.”Sede santos porque sou santo” Lv 11:44, 19:2; 21:8. Por isso à lei da pureza segue imediatamente a lei da santidade Lv 17:26. São dois aspectos de uma mesma realidade divina.

Leia-se Is 1:15-17 e Ez 36:23-27


Tradição rabínica

As purificações por águia ocupam papel importante nas tradições rabínicas especialmente percebe-se entre s as discussões de jesus e os fariseus (Mt 15:1-2; Mc 7:1-5). Os tratados da Mishná revelam essas purificações com detalhes: “Lavam-se as mãos para comer qualquer alimentoprofano; mas para os alimentos que os sacerdotes comem para os dízimos e os alimentos sagrados , deve-se tomar o banho. Nn que se refere às águas da purificaçào, se as mãos se tornam impuras, todo o corpo é impuro”( Goedert, 11).


O Batismo dos Prosélitos

“Prosélito é aquele que agrega, que se aproxima”Istoindica especialmente o estrangeiro, o não-judeu que vem morar em Israel e se agrega pela observância de suas leis civis e religiosas. A essa idéia desenvolveu-se a necessidade de os não-judeus por serem considerados impuros cerimonialmente e devem ser purificados pelas águas e isto é chamada de “batismo de prosélitos”.Segundo os rabinos três ritos eram importantes na iniciação dos prosélitos: a circuncisão, o banho-passagem do Mar Vermelho e os sacrifícios, assim deveria ocorrer com os prosélitos. O banho deixa de ser apenas um rito de purificação para ser uma cerimônia para iniciação no Povo de Deus no mesmo plano da circuncisão como sinal de participação da Aliança e o sacrifício do Sinai


Uma verdadeira evolução sofreu a circuncisão, primeiro como rito de iniciação ao matrimônio (Ex 4:25); integração ao clã (Gn 34:14); participação na Aliança (Gn 17:11); de ingresso no povo escolhido (Ex 12:44). Na literatura profética a circuncisão assume dimensão espiritual (veja Jr 4:4;6:10), consistindo na procura de Deus e na fidelidade interior.
Em Lc 1:29; 2:21,a circuncisão é realizada após 8 dias do nascimento símbolo de introdução ao povo eleito e atribuída a Abraão pelo código sacerdotal (Gn 17:9-14) tornando-se assim sinal de pertença à posteridade de Abraão. Paulo contemporâneo de Lucas atribui à circuncisão temporalidade para ser substituído pelo batismo, algo material que não pode conferir justiça. Passa-se agora a circuncisão em Cristo conferida pelo batismo (Gl 6:15;Cl 3:11; 2:11 “nele fostes circuncidado com uma circuncisão não feita por mão do homem, tendo-vos despojado innteiramente do corpo carnal, enfim, pela circuncisão em Cristo”. Em filipenses Paulo afirma que a circuncisão é feita no coração pelo Espírito Santo.

O batismo de Qumrã


Existia uma gigantesca construção onde abrigavao mais insteressante grupo radical de judeus chamado de Essênios de origem Hasidim eram judeus piedosos que rejeitavam a helenização. Tinhamuma rigorosa vida sdcétics no celibato, e forte espiritualidade. Possuiam até um calendário difrente dos sacerdotes. Eram chamados de “filhos da Aliança” e denominavam de comuniade dos filhos da Aliança. . O rito batismal do Qum rã põe em evidência o rito da purificação dimensionando a limpeza

O batismo por certo teve suas fontes legitimadas no judaísmo pós-exílio, precisamente no ministério de João Batista, o último dos profetas judaicos segundo a linha do profetismo hebreu. É chamado de “embrião judaico do batismo cristão” Seu costume de mergulhar as pessoas em água corrente do Jordão marcaria profundamente a forma de iniciação adotada posteriormente pela igreja cristã (Rodrigo, Desconhecido galileu, 119). Na verdade, o ministério batismal de JB lançou as raizes de um novo movimento mais ousado que determinava conquistar o mundo inteiro com a pregação do evangelho com a marca do batismo como a iniciação em umma nova realidade salvadora e escatológica. Por isso, o batismo é passo definido para reunir a nova comunidade de salvos.


Liturgicamente é compatível com o exercício batismal apostólico devido o mergulhar em água seja em um rio ou tanque batismal presente nas mais antigas igrejas do cristianismo. Jesus mesmo não batizava (Jo 4:2) contudo, parece-nos que como conseqüência de muitos seguidores de João no movimento do Nazareno, o próprio Jesus resolveu adotar este gesto simbólico, como rito de iniciação embora seus discípulos batizassem posteriormente na Igreja de Cristo (Rodrigo, Desconhecido galileu, 119).
É bom lembrar que o batismo de João é chamado o do arrependimento mas não envolvia prosélitos judeus. Eram pessoas das mais variadas classes sociais da Judéia e da Galiléia. De longe e de perto que iam ao Jordão para seerem batizados. Mas diferençava do posterior exercício batismal realizado pela igreja. O novo sentido do rito é morrer e ressuscitar com Cristo. Não apenas arrependimento mas seguir e obedecer uma pessoa nova - Jesus Cristo.

O Batismo nos Sinóticos


1.1. O batismo de João Batista
Da importância dada ao batismo de João Batista, pelos Evangelhos sinóticos (Mat. 3:1-12; Mar. 1:2-8; Lc. 3:1-20), se deduz, sem dúvida, o elo orgânico que o relaciona á pregação e à missão de Jesus Mc. 1:1-5). Esta constatação não é significativa apenas em termos de história, mas particularmente no contexto teológico-salvífico. De fato, a missão e o batismo de João Batista não são, primeiramente, fruto de uma iniciativa própria, mas sim ato de obediência a uma ordem divina. João é chamado a executar esta missão (Luc. 1:13-17), ele reúne o povo no deserto (Mat. 3:1) e prega um batismo de penitência (Mat. 1:4). Trata-se, pois, da origem próxima do batismo cristão.
Alguns estudiosos chegam á conclusão de que João Batista tenha pertencido ou, ao menos, mantido contato com os essênio, membros da comunidade de Qumrã. Já vimos a importância que os membros dessa comunidade atribuem aos ritos de purificacao. Existe, porém, uma diferença substancial entre os ritos essênicos e o batismo de João. Este, ao contrário do batismo dos essênios, não pode ser renovado, dado o caráter escatológico de sua mensagem. João Batista insiste na conversão absoluta e total como preparacao dos tempos messiânico. O batismo de João se caracteriza, ainda, pela pessoa mesma de Joao, inteiramente consciente da missão profética de que deve preparar diretamente a vinda do Messias prometido, que levará esse mesmo povo escolhido à perfeita Aliança com Deus.
Hans Küng não hesita em acentuar a originalidade do batismo de João, quando afirma: “Não existe sequer uma analogia entre o batismo de João e as outras purificações dos judeus...” Para o teólogo suico, ainda neo esta provada a vinculacao de João Batista à comunidade de Qumrã. E continua: “Além disso, os membros de tal seita administravam o batismo a si próprios, não uma, mas repetidas vezes” (H. Küng, A Igreja, vol. I, Morais Editora, Lisboa, 1969, p. 295).
O batismo de João também se distingue daquele dos prosélitos, principalmente porque exige um comportamento moral novo, como expressão de penitência pela conversão do coracao (Mc. 1:4; Lc 3:3). Para J. J. Von Allmen, no entanto, o batismo do precursor não passa de simples aplicacão do batismo dos prosélitos aos próprios judeus.
Uma vez ressaltada a originalidade do batismo de João Batista, cabe resumir suas principais características.

Primeiramente, tem caráter provisório; por ser batismo em água, deverá ser substituído pelo batismo no Espírito e no fogo Mat. 3:11; Lc. 3:16), que inaugura o mundo novo. O Messias , portanto, lhe dará novo sentido, embora permaneça a materialidade da água. A oposição não ocorre entre água e Espírito, mas entre batizante e batizante, missão e missão, afirma Hamann. É iminente a vinda do Messias, que torna a missão, de João Batista e o seu batismo, provisórios.


O caráter provisório do batismo de João prenuncia a dimensão escatológica da futura missão do Messias, cuja ação é considerada pelos profetas como uma nova criação (Ex 18:31; 36,25-27; Is 32,15;444,3; Zc 12,10; Jl 3,1-2). O profeta Joel até mesmo a concebe como um retorno ao Éden (Jl 4,18-21). Atualmente, a maioria dos exegetas rejeita a equivalência entre as palavras fogo e espírito. Tal imagem é usado na linguagem escatológicas para indicar a obra de Cristo, que purifica e transforma, por sua acao redentora. De fato, o próprio Cristo compara sua morte com um batismo (mc 10,38; Lc 12,47-50). Segundo outros autores, porém, a expressão “no fogo do Espírito”, porque nos Atos dos Apóstolos o fogo é imagem que indica a forca do Espírito.
O batismo de João é ainda um ato coletivo. Trata-se de rito de iniciação no povo messiânico, inclusive para os filhos de Abraão, e aberto a homens e mulheres, de qualquer idade, aos fariseus, pagãos e pecadores. Esse universalismo messiânico encontra-se de modo explícito em Lc 3,12-14. De fato, conforme Lucas, o batismo de Jesus deu-se depois que todo o povo foi batizado (Lc 3,22).

1.2. O batismo de Jesus por João


É acontecimento de suma importância, tanto para a catequese primitiva, quanto para a teologia patrística, como se pode deduzir das várias referencias nos Atos dos Apóstolos (1,5-22; 11,16; 10,37; 13,24-25; 18,25; 19,3-4). Também os sinóticos o descrevem (Mc 1,0-11; Mt 3,13-17; Lc 3,21-22). O Evangelho de João faz, igualmente, alusão a seu respeito, quando apresenta o Batismo como a principal testemunha da missão do Senhor (Jo 1, 32-34). Os sinóticos coincidem na dimensão fundamental do acontecimento: a teofania do Jordão significa a proximidade entre o céu e a terra.
Precisamos, pois, descobrir as intenções de Jesus, ao se submeter ao batismo, e as da Igreja primitiva ao narrar com tão grande interesse o fato. Dentre as várias dimensões teológicas do batismo de Jesus, se evidencia imediatamente a solidariedade com os homens. Mateus afirma que ele não tem necessidade do batismo (Mt 3,14ss), mas o recebe para cumprir toda a justiça, isto é, para assumir o seu mistério de filho e de Servidor de Deus, cumprindo inteiramente a vontade do Pai (Mc 1:10ss; Is 42:1): o batismo é sinal de morte para a remissão dos pecados. Por isso, João o designa como Cordeiro de Deus (Jo 1:29-34), aquele que se solidariza totalmente com o seu povo (Lc 3:21).
A imagem do Servo de Iaheweh começa a ser esboçada no batismo do Jordão, adquire nova dimensão na paixão e se torna perfeita na ressurreição. O batismo de Jesus no Jordão anuncia e prepara seu batismo na cruz (Lc 12,50; Mc 10,38), situando, desse modo, sua vida pública entre dois batismos. Pelo batismo, Jesus é consagrado não só como Messias, mas também como Servo de Iahweh preconizado por Isaías (42,1). Descendo ao Jordão, Jesus manifesta a sua vontade de aceitar a condição de Servo Sofredor. Ao subir para Jerusalém e ser entregue nas mãos dos sacerdotes e líderes ciumentos da nação Ele permite que se cumpra Seu inglório destino com a perspectiva de salvar cada ser humano que crente “for batizado será salvo”

(Mc 16:15-16).


Cullmann, por sua vez, vê no batismo de Jesus uma alusão ao Calvário: “Na paixão se cumprirá, portanto, o que agora no batismo a solidariedade com o pecado do mundo havia apenas significado: é necessário que ele cumpra a “justiça” salvífica de Deus, que preside o plano da salvação. A missão de Jesus é a cruz: tudo o que fizer deve ser visto à luz da cruz, porque é por ela orientado que Ele chega ao cume. No início de sua vida pública, Jesus é dessa missão que o manifesta, na unidade do plano redentor, como o Servo Sofredor destinado a subir á cruz para completar toda a justiça. A cruz é a realização daquilo que é prefigurado e antecipado pelo batismo” ( O. Cullmann, Le baptême des enfants et la doctrine3 du baptême, Paris-Neuchâtel, 1948, p. 15).
O início solene da ação messiânico de Jesus constitui uma segunda dimensão teológica do batismo do Jordão. O batismo de Jesus é o início de sua ação libertadora; por isso, a comunidade primitiva o interpreta à luz da ressurreição. A descida do Espírito sobre Jesus significa uma investidura que faz eco ,as profecias (Is 11,2; 42,1; 61,1) e é, ao mesmo tempo, anuncio do pentecostes que inaugurará o batismo no Espírito para a Igreja e para todos os que nela entrarem (Ef 5,25: Tt 3,5).
Estamos, pois, diante de uma entronização messiânico. Há intervenção celeste: os céus se abrem, ouve-se uma voz, o Espírito desce... Os sinais exteriores significam realidade que jamais podem ser traduzidas adequadamente aa saber o contato do Pai com o filho e a forca do Espírito Santo, expresso pelas palavras: “Tu és o meu filho amado, em ti me comprazo”(Mt 1,11). A cena constitui, pois, uma consagração pública e solene da sua missão profética, sacerdotal e real. O Atos dos Apóstolos, por sua vez, concebem o batismo como unção: “Vós sabeis o que sucedeu por toda a judéia, a copela Galiléia, depois do batismo de João: como Deus ungiu com o Espírito e com poder a Jesus de Nazaré” (At 10,37-38).
O batismo de Jesus no Jordão significa, portanto, a designação oficial como Profeta, sacerdote e Servo. É “tipo”da confirmação crista, assim como a intervenção do Espírito Santo, na Encarnação do batismo cristão. Jesus recebe o Espírito em plenitude, a fim de cumprir toda a sua missão. No batismo de Jesus, temos mais a teologia da confirmação do que do batismo.
O batismo de Jesus, no Jordão, expressa, ainda, a plenitude do Espírito Santo. A

presença do Espírito sobre Jesus determina a inaugurarão dos tempos messiânico. Assim se estabelece não só a continuidade entre a Antigo e o Novo Testamento, mas também a superioridade deste sobre aquele. Na verdade, os antigos homens de Deus eram animados pelo Espírito de Deus, como por uma forca superior a eles. Em Jesus, existe uma naturalidade do seu “estar no Espírito”. Ele está repleto do Espírito. Trata-se de ação sobre todo o universo: restaurar e aperfeiçoar a primeira criação. É a recapitulação de que fala Santo Irineu. De fato, o simbolismo da pomba que paira sobre o Jordão recorda o Espírito que pairava sobre o caos primitivo (Gn 1,20, conforme ensinam os Santos Padres. Partindo desse contexto0, entendemos porque Lucas insere, logo após a narração do batismo de Jesus, a genealogia, que vai até Davi e Abraão, e para além deles, até Adão e Deus (Lc 3,23-38).


Por último, o batismo de Jesus constitui a instituição teológica do batismo cristão. Hilário de Poitiers afirma:”O batismo do Jordão tem a finalidade de nos fazer entender, a partir do que acontece com Cristo, que também sobre nós, após a purificação da água, paira o Espírito Santo para nos conferir a unção da glória, celeste, e que também nós nos tornamos, pela Palavra do Pai, filhos adotivos de Deus. Assim ocorre que, pelos próprios acontecimentos verificados em Cristo, a realidade antecipa a imagem do próprio sacramento previsto para nós (PL 9,927).
Em outros termos, o batismo é, ao mesmo tempo, imagem e realidade, sinal que contém e que produz o que significa. É imagem da morte e ressurreição de Cristo e a atualiza em cada batizado. O batismo é, pois, uma passagem, uma criação.
Ao ser batizado no rio Jordão, Jesus santifica as águas. Para os sinóticos, o batismo cristão é uma atualização da teofania batismal de Jesus, compreendida à luz da cruz e da ressurreição. A Sagrada Escritura identifica o “ser batizado” com o “beber o cálice” (Mt 10,38-39). O reconhecimento de Jesus como filho de Deus anuncia a filiação adotiva dos que crêem, participação na filiação de Cristo e, conseqüentemente, no dom do Espírito (Gl 4,6).
De fato, toda a Tradição vê no batismo de Jesus o momento em que, pelo contato com a humanidade dele, é comunicada, à água, a forca santificadora, que opera no sacramento do batismo. Constitui, pois, o momento da instituição do batismo que seja celebrado somente depois da ressurreição de Jesus, uma vez que a maioria dos exegetas é de opinião que o batismo que os discípulos celebram por ordem de Jesus, antes de João Batista ser preso, não é ainda o batismo cristão, mas um batismo semelhante ao de João, porque o Espírito Santo não tinha sido ainda derramado. A bênção do Espírito só cerca os discípulos quando Jesus sopra neles o Espírito para efetivar com autoridade inclusive do Espírito (Jo 20:21-22) na missão do envio. Com a descida do Espírito Santo no Pentecostes, ali há a plenitude do Espírito e o próprio batismo segue alterado com a presença poderosa do Espírito sob a autoridade não apenas do nome de Jesus, mas do nome do Pai e do nome do Espírito.
O Batismo de João e o Batismo de Jesus
Na literatura joanina as coisas mudam. O batismo de João não é encarado como um batismo para o arrependimento mas um batismo profético, apocalíptico. Além de relacionar o batismo de JB com a missão essencial do Messias - regeneração da humanidade no Espírito. Essa missão relaciona-se com a função expiatória do Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo. (Jo 1:30). Reúne portanto numa mesma realidade o Servo de que fala Isaías, aquele que carrega os pecados dos homens e se oferece como Cordeiro para o sacrifício e o rito do Cordeiro pascal que simboliza a redenção de Israel (Jo 19:36; Ap 5:6).
Distinções entre um e outro são bem claras.
(1) o batismo de JB é para o arrependimento e remissão de pecados (Mc 1:5; Lc 3:13) mas justifica seu batismo como em água sem identificar como batismo do Espírito num futuro próximo que será outorgado por aquele que há de vir.
(2) a realidade do batismo de Jesus é indicada pelo fato de que o batismo no Espírito se fundamenta na transformação que Seu Espírito realizará naqueles que se banharem nas águas batismais donde o batismo cristão procede. Isto é, o Batismo cristão além copiar os elementos distintos do batismo de JB acrescenta o Espírito como agente transformador no novo crente.
(3) JB fala do batismo do Espírito mas declara que será dado por aquele que é mais poderoso do que ele (Mc 1:7; Lc 3:16), que deve vir para purificar o seu campo (Mt 3:11-12; Lc 3:17). Que este seja o Messias em concreto Jesus pessoalmente, se deduz do fato que, do messias , Cristo se fala pela primeira vez exatamente em relação ao batoismo que João está dando no Jordão (Lc 3:15-16; Jo 1:19-51). João afirma que batiza apenas em água porque não é o Messias e ao reconhecer em Jesus aquele que batiza no Espírito equivale declará-lo o Eleito de Deus o que equivale dizer nas Escrituras ao Messias.(Is 42:1). Os próprios discípulos asseveram isto (Jo 1: 34-51). Lucas revela essa superioridade do batismo de Jesus ao de JB (Lc 3:21-22). Somente na pessoa de Jesus acontece a inauguração da nova economia do Espírito. Mateus mostra esta superioridade através do diálogo mantido entre os dois (Mt 3:123-17). O batiasmo de João não é suficiente para fazer alguém chegar ao reino do Messias e participar dos dons messiaânico do Espírito. (At 19:1-6).
(3) o batismo de JB ainda revelaria Aquele que deveria vir. (Jo 1:30-31). Conserva o valor e as características do profetismo do AT. É um batismo que anuncia mas não leva a cabo a remissào dos pecados diretamente senão qquando exprime a vontade de crer no evangelho (Mc 1:14-15; Lc 3:18). JB sabe que só o eleito de Deus é capaz batizar no Espírito e também pode tirar o pecado do mundo JB nos introduz na revelação do batismo que Jesus instituirá como plenitude da aliança de Deus com seu povo, num rito que não provém dos homens como o seu, mas do Espírito de Deus. O batismo de JB pertence a ordem da esperança enquanto o de Jesus a nova ordem messiânica uma outra realidade.
(4) enfim Cristo que rejeita as obluções purificativas dos judeus aceita e promove o batismo de JB. Alguma coisa deve ser aceita pela fé (Mt 21;25; Lc 24;4-5; Mc 11:30-31). Que Jesus está entre aqueles que aceitam o batismo de JB é evidente por permitir que seja o último a ser batizado. E com aquele tipo de batismo por imersão.

Assim procedendo parece que JB lembra Ezequiel 36:25-27

ATOS DOS APÓSTOLOS E O BATISMO CRISTÃO

O batismo na comunidade de Atoa se encontra num impasse porque de certo modo está vinculada a sinagoga e ao Templo, enquanto a corrente paulina busca romper definitivamente com o ambiente judaico. Portanto devemos investigar e analisar a doutrina do batismo da comunidade primitiva.


Nos Atos dos apóstolos o batismo significa incorporação à comunidade dos redimidos por Cristo. Pelo rito do batismo Deus congrega os homens como irmãos em Cristo convocando novos membros ,a comunidade eclesial, para fazer dela um novo Israel herdeiro de todas as promessas divinas (At 2;41-47; 5:14;11:24). A comunidade se considera o “resto eleito de israel” chamado à plena posse dos bens messiânicos. Batismo e comunidade estão intimamente ligados na comunidade primitiva.
Batismo e conversão a Cristo
O batismo está ligado a conversão das pessoas. Isto Não era visto no batismo de João. Metanoia é a palavra-chave (At 2: 38; 3:19;5:31;17:30; 26:20). Consiste numa total mudança de vida no confronto coma mensagem de Jesus. A fé é essencial e fundamental para a aceitação da mensagem dos apóstolos, testemunhas qualificadas de Cristo, por isso como veremos o batismo se denomina “batismo em nome de Jesus” ( At 2:38; 8:16).
A PRESENÇA DO ESPÍRITO EM ATOS
O batismo cristão é realizado pelos apóstolos traz o sinal do Espírito ou melhor sem o Espírito não há batismo cristão. Espírito que atua no coração dos fiéis mas também causa e meio desse dom, estando assim o batismo em estreita relação com a presença do Espírito (At 2:38; 10:44;9:17-18; 19:1-2). Pentecostes realiza as promessas messiânicas e inaugura o batismo do dom do Espírito. O batismo em nome de Jesus confere o dom do Espírito, ou seja o Espírito de Jesus. O Espírito é dado ora diretamente pelo batismo da água ora pela imposição das mãos e da oração. Fatos como a conversão de Cornélio (At 10:44); de Lídia (At 16:15), o do guarda da prisão (at 16::31-34) e do chefe da sinagoga (At 18:8), demonstram dois particulares importantes: em primeiro lugar a Deus não está circunscrito ao batismo propriamente dito que Ele mesmo instituiu; segundo o dom do Espírito não está vinculado ao batismo em água pode muti bem precede-lo , como o caso de Cornélio, como segui-lo como foi o caso dos samaritanos.

Não exisstem dois batismos: o de água e o do Espírito. Trata-se de dois momentos de um mesmo batismo que podem não coincidir. Os samaritanos recebem o batismo de Filipe e depois o do Espírito por Pedro e João vindos de Jerusalém. Não se trata de dois batismos mas revelar a integração dos samaritanos a comunidade de Jerusalém e então as autoridades comissionadas por jesus como Pedro e João é que podem conferir o batismo do Espírito em sua plenitude.


O Batismo em Nome de Jesus
O batismo em nome de Jesus significa a inserção em Cristo que vem trazer a salvação e que realiza a obra enviando o Espírito Ranto no dia do Pentecostes. As expressões batizar em Nome de jesus”ou “batizar em ome do Senhopr Jesus”não são consideradas fórmulas batismais mas tem por objetivo especificar de que batismo see pretende falar, uma vez que vários existem. Além disso, a referidaa expressãso define a originalidade espiritual e messiânica do batismo cristão. De fato, o batismo cristào significa mais do que simples aceitação de Cristo, busca uma vital comunhão vital e uama desão na fé da qual o rito batismal é sinal. Estar revestido de Cristo solidarizar-se com ele e seu destino. Aí se percebe o caráter cristológico do rito batismal.
Em nome de Jesus é o aspecto universal do batismo cristão. Pois Cristo é presença viva na comunidade, o vértice da história profética , o centro do mundo e o seu desenvolvimento. Ele é autorr da vida para todos os homens. Crer em jesus é acolher sua mensagem universal. Todos os que crêm e aderem a Cristo registra-se por meio de um ato público e litúrgico. Por isso, na comunidade apostólica o ato público do batismo é realizado em nome de Jesus (At 2:38; 10:48; 19:5; 22:16; 1Co 1:13-15; 6:11; Gl 3:27; Rm 6:3).
Eusébio de Cezaréia um dos pais da Igreja chegou a deduzir que a expressão em nome de Jesus tenha sido uma fórmula reduzida da de Mt 28:19. De qualquer forma a expressão “em nome de Jesus” está perfeitamente sintonizada com a expressão “em nome de” da versão trinitariana de Mt 28:19 conhecida como a Grande Comissão. Ela é tanto cristológica como a forma reduzida uma vez que fora dita pela boca de Cristo e ele ocupa o lugar central na declaração mateana. Lucas revela o caráter universal do cristianismo e sua perspectiva pneumatológica. O dom do Espírito torna-se vinculado ao batismo sem haver dúvida, negar um é negar outro. Por isso, a versão trinitária é redundante ao dizer “em nome do Pai, do Filho e do Espírito” (Mt 28:19).
O batismo confere o Espírito. Todo batizado é, pois, portador do Espírito. Além da Sagrada Escritura a reflexão da Igreja Primitiva faz referência à ação do Espírito, tanto nos textos das profissões de fé como nas formas litúrgicas. A presença de Jesus Cristo no Espírito Santo é sempre ativa , enquanto Cristo atua através daquele Espírito que tudo realiza (Goedert, 59).
Conclusões e Implicações
Materialmente o batismo tem sua origem nas abluções do povo judeu e no rito da circuncisão seu conteúdo e npo entanto o dom do espírito é algo completamentee novo. O efeito prinmcipal do batismo que pressupõe a fé como preparação , consiste no ingresso na Igreja o povo messiâico. O batismo forma a igreja e a Igreja o celebra. Não há em nenhum lugar das escritutras do NT indício da possibilidade de se tornar membro da igreja sem passar pelo batismo, Outros efeitos do batismo é o dom do Espírito e o perdão dos pecados.
A CRISTOLOGIA COMO CLÍMAX DO BATISMO CRISTÃO
O USO DO NOME DE JESUS NO BATISMO CRISTÃO
O USO DA FÓRMULA MATEANA NO BATISMO CRISTÃO
O MODO DE BATIZAR EM NOME DO PAI, DO FILHO E DO ESPÍRITO
O BATISMO POR IMERSÃO
O ADVENTISMO E O BATISMO POR IMERSÃO
CONCLUSÃO E IMPLICAÇÕES
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______________. De volta a palavra original. S/d ou editora.

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