A segunda guerra mundial



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A SEGUNDA GUERRA MUNDIAL
o descontentamento do povo alemão após a derro­ta na Primeira Guerra Mundial tomou forma e vulto com a ação dos nazistas, que empreenderam um movimento para anular as imposições feitas em Versalhes.

Para isso, a conquista do poder político seria o primei­ro passo, e o segundo, no plano externo, seria a tomada de novos territórios, o chamado espaço vital.

Os nazistas afirmavam que era preciso anexar e inte­grar as comunidades alemãs dispersas na Europa (Áustria, Sudetos e Dantzig) e conquistar a Polônia e a URSS (sobre­tudo a Ucrânia, pertencente aos russos), consideradas re­giões vitais para o povo e o desenvolvimento alemão.
A expansão alemã e o início da guerra

Dando início ao processo de expansão, em 1938 os alemães anexaram a Áustria e, em seguida, reivindicaram a integração das minorias germânicas habitantes dos Sudetos (na antiga Tchecoslováquia), conseguida na Con­ferência de Munique, em setembro de 1938.

Em 20 de agosto de 1939, os governos alemão e soviético assinaram um pacto de não-agressão que previa a anexação de territórios poloneses pela Alemanha e pela URSS e garantia a Hitler a possibilidade de invadir a Polô­nia sem ameaça de intervenção soviética. Assim, em 1 Q de setembro de 1939, a Alemanha invadiu a Polônia e a dominou após três semanas.

A guerra na Europa e no mundo

O governo inglês, aliado ao da Polônia, declarou guerra à Alemanha. A França, aliada da Inglaterra, fez o mesmo.

As tropas alemãs registraram muitas vitórias no começo do conflito. Seus generais tinham desenvolvido a técnica da Blitzkrieg (guerra-relâmpago), que consistia em ataques fulminantes. O exército alemão possuía tro­pas bem treinadas e armamentos modernos. Com esses meios, os nazistas ocuparam rapidamente a Bélgica, a Holanda, a Noruega, a Dinamarca e boa parte da França. Em 1940, a Itália entrou na guerra, consolidando o já existente Eixo Roma-Berlim. Algum tempo depois, o Japão se aliaria a esse bloco.

No fim de 1940, a Alemanha já dominava a Europa, e a Inglaterra era o único país a continuar na resistência. Em agosto desse ano, o governo alemão tinha feito ataques aéreos em massa contra esse país. No entanto, a aviação inglesa, auxiliada por radares, conseguiu resistir, o que levou a Alemanha a abandonar a idéia de invadir a Ingla­terra e optar pelo bloqueio naval e a guerra submarina.

Em 1941, a guerra, que era européia, transformou-se em mundial: a invasão da União Soviética pela Alemanha e o ataque japonês, em dezembro, à base americana de Pearl Harbor, no Havaí, envolveram outros países no con­flito. Com esse ataque, o Japão realizou diversas conquis­tas na região do oceano Pacífico. Em contrapartida, colo­cou os Estados Unidos na guerra. Assim, a Alemanha, aliada do Japão, declarou guerra a esse país. Naquele momento, porém, o mais importante para Hitler era a conquista do leste da Europa.
A invasão da União Soviética

No dia 22 de junho de 1941, rompendo o pacto de não ­agressão assinado em 1939 por Hitler e Stalin, o exército nazista, com uma força de cerca de 4 milhões de homens, 3 300 tanques e 5 mil aviões, iniciou a invasão à URSS.

Atacado de surpresa, o exército soviético não conse­guiu impedir o avanço das tropas nazistas, que, em menos de um mês, já haviam percorrido 750 quilômetros em direção ao interior do país, aproximando-se cada vez mais da capital, Moscou. De julho a setembro de 1941, os nazistas avançaram ainda mais. Ao atingirem a perife­ria de Moscou, as tropas alemãs haviam tomado conside­rável parcela do território soviético. Ao sul, toda a Ucrâ­nia e sua capital, Kiev, haviam sido ocupadas. Ao norte, Leningrado estava cercada. No entanto, Moscou, apesar do ataque massivo dos alemães, resistia com tanques e aviões do exército soviético.

Outro fator bem aproveitado pelos russos foi o seu inverno. Sem uniformes apropriados, dezenas de milha­res de alemães morreram de frio e os equipamentos mili­tares perdiam a eficiência. Percebendo essa fragilidade do inimigo, as tropas soviéticas recuavam para regiões frias.

Enquanto Moscou resistia, Hitler ampliou o ataque a Stalingrado (hoje Volgogrado), importante centro indus­trial e com vias de acesso fácil aos pólos produtores de petróleo, região, portanto, estratégica para os alemães.

Stalin determinou, então, que três exércitos com 450 tanques e mais de 2 mil canhões se dirigissem àquela cida­de. Com isso, os alemães, que estavam sitiando Stalingra­do, acabaram cercados pelos soviéticos. Diante da derro­ta iminente, os nazistas se renderam. Essa batalha, uma das maiores da História, marcou o início da derrota alemã, pondo fim à idéia de invencibilidade de seu exército.

A história militar da Segunda Guerra Mundial pode ser dividida em duas partes: a primeira, até 1942, marca­da pela expansão vitoriosa das potências do Eixo Roma-Berlim- Tóquio, e a segunda, a partir de 1942, marcada pela contra-ofensiva dos Aliados. Nesse ano, as batalhas de Stalingrado, na URSS, de EI Alamein, no Egito, e de Midway, no Pacífico, foram fundamentais no processo de vitória dos Aliados.
A rendição da Itália, da Alemanha e do Japão

Depois da batalha de EI Alamein, no Egito, e de con­trolarem o norte da África, os Aliados invadiram a Sicília em julho de 1943 e, em seguida, desembarcaram no sul da Itália, cujo governo assinou rendição incondicional em 8 de setembro do mesmo ano.

A derrota alemã, no entanto, foi mais complicada. No dia 6 de junho de 1944, que ficou conhecido como Dia D, os Aliados desembarcaram na Normandia (norte da Fran­ça) com 2 milhões de homens, 4 mil navios e 10 mil aviões.

A Alemanha, derrotada na frente oriental pelos so­viéticos, que tinham recuperado grande parte do territó­rio ocupado pelos alemães, tentava agora, na frente oci­dental, conter o avanço dos Aliados. Estes apelaram a Stalin para que reiniciasse a ofensiva contra os alemães, objetivando dividir as forças alemãs, para enfraquecê-las.

Nos meses seguintes a Alemanha viu, em duas frentes de batalha, os inimigos avançarem sobre seu território. No dia 30 de abril de 1945, Hitler, derrotado, suicidou-se junto com sua mulher, Eva Braun, e, no dia 8 de maio, o coman­do do exército alemão rendeu-se incondicionalmente.

No caso dos japoneses, em 6 de agosto de 1945 os norte-americanos lançaram uma bomba atômica sobre a cidade de Hiroxima, causando a morte de cerca de 100 mil pessoas, ferindo outras 100 mil e destruindo 60% das casas e prédios da cidade. No dia 9 foi a vez de Nagasaki. Diante disso, o Japão capitulou e assinou sua rendição.

Estas bombas serviram, também, para mostrar à União Soviética o poderio bélico norte-americano. Embo­ra aliados na guerra, EUA e URSS constituíam pólos polí­ticos opostos.

Essa oposição entre os dois países - um capitalista e o outro socialista - seria a marca dos anos posteriores à guer­ra. Após o conflito, esses países despontaram como as úni­cas grandes potências políticas, econômicas e militares em torno das quais o restante dos países do mundo se aliou num clima de guerra velada que foi chamado de guerra fria. O alto potencial bélico das duas potências as impedia de entrar em confronto direto. A guerra fria durou até a déca­da de 1980, quando a URSS começou a se desintegrar.

Os custos materiais da Segunda Guerra Mundial foram espantosos: o território europeu ficou arrasado. Além disso, o número de vítimas foi sem precedentes: durante o confli­to, morreram, aproximadamente, 46 milhões de pessoas.
O holocausto

Uma das ideologias do nazismo era o anti-se­mitismo, ou seja, o racismo contra os judeus. Além da idéia da suposta superioridade ariana, eles foram cul­pados, por Hitler, pela derrota alemã na Primeira Guer­ra Mundial. A caça aos judeus se tornou, portanto, uma política de Estado.

Calcula-se que, durante o nazismo, quase 6 milhões de judeus europeus foram exterminados em campos de concentração. Para que isso ocorresse em tal escala, foi montada uma verdadeira estrutura de extermínio que contou com a colaboração de diferen­tes setores da sociedade alemã, e não apenas de "um punhado de loucos",

O holocausto, como esse extermínio ficou co­nhecido, foi um dos maiores genocídios já cometidos na história recente.


ATIVIDADES

1- Descreva os passos de Hitler na expansão do território alemão, desde a anexação da Áustria até a invasão da Polônia, e diga qual a conseqüência disso.

2- O que foi a Batalha de Stalingrado e qual sua importância no contex­to da Segunda Guerra Mundial?



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