A revolta da vacina e a reforma urbana do rio de janeiro



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A REVOLTA DA VACINA

E A REFORMA URBANA DO RIO DE JANEIRO

Impossibilitados de participar diretamente das decisões políticas e sendo as escolhas eleitorais controladas pelos grupos oligárquicos, setores da população, em vários momentos, expressaram sua discórdia em relação ao grupo dirigente e às elites econômicas mediante movimentos reivindicatórios ou de protesto.

O Rio de Janeiro era a capital da República, além de ser importante cidade portuária e canal de comércio com outros países. Sua população estava próxima de um milhão de habitantes no início do século XX, não havendo nenhuma outra cidade desse porte no país. Grande parte dessa população era formada por ex-escravos que viviam em casarões decadentes na região central da cidade próxima ao porto, que haviam sido reformados para abrigar muitas famílias. As condições de higiene eram precárias, não havendo infraestrutura suficiente para abrigar a população que se avoluma cada vez mais.

Distantes dos valores da elite europeizada, essa população era considerada uma ameaça à ordem. Por isso, foram proibidos na cidade os jogos de capoeira, as danças ligadas a ritmos relacionados a tradições africanas e até mesmo a feitiçaria. Vale lembrar que, nesse período, o samba era considerado um ritmo musical ligado a essa população pobre e, por isso, na visão da elite, tratava-se de uma música inferior. Quando surgiu o rádio em 1922, eram tocadas somente canções eruditas europeias, não havendo espaço para sambistas.

Preocupado com a imagem internacional que a capital brasileira ofereceria aos investidores e visitantes estrangeiros e com as condições sanitárias da cidade, sempre atingida por epidemias de dengue, tuberculose, tifo, mas especialmente de febre amarela e varíola, o governo republicano decidiu realizar uma reforma na capital em três frentes: modernização do porto, reforma urbana e saneamento. Além disso, foram realizadas campanhas contra as doenças que acometiam constantemente a população urbana.

O médico sanitarista



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