A reforma protestante e a Contrarreforma a igreja na Idade Moderna



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A Reforma protestante e a Contrarreforma


  1. A Igreja na Idade Moderna




  1. Aspectos gerais da Idade Moderna (séc. XVI)

  • Processo de centralização política (processo heterogêneo: tensões entre reis e nobreza)

  • Constituição de relações econômicas capitalistas

→ Renascimento Comercial (séc. XIII e XIV)

→Renascimento Cultural (séc. XIII – XV)

→ Grandes Navegações (séc. XV e XVI)

→ Mercantilismo – Constituição das relações comerciais coloniais.




  1. A Igreja.

  • O envolvimento da Igreja em questões seculares (políticas):

→ disputas pelo controle do SIRG: Papa vs. Imperador (controle sobre o bispado e pelos territórios da Igreja)

  • A igreja dentro das relações mercantis:

- Gastos com as questões políticas e com obras de arte (mecenato de artistas renascentista)

  • Intensificação de práticas antigas para a acumulação de riquezas

→ Venda de Relíquias

→ Simonia – venda de cargos eclesiástico (perda de credibilidade devido a ações de membros da igreja sem vocação eclesiástica – caso de Alexandre VI – família Borgia)

→ Venda de Indulgência (derivação da doutrina das boas obras de São Tomás de Aquino)
Consequência: Crise moral da Igreja – questionamento das doutrinas e da estrutura da Igreja


  1. A reforma luterana




  1. Martinho Lutero e o início da Reforma

  • Situação política do SIRG: unidade política sem coesão interna (disputas internas entre o Imperador e parte da nobreza)

  • A questão das indulgências: 1517 – o papa Leão X começa a venda de indulgência e a emissão de certificados.

  • Martinho Lutero (1483 – 1546): Monge agostiniano que se opõe ao representante papal, João Tetzel e a venda de indulgência → Publicação das 95 teses.

  • 1520– Leão X excomunga Lutero → isso o leva a ser julgado em um tribunal laico (pela nobreza do SIRG)


As 95 teses de Martinho Lutero
“5. O papa não quer nem pode dispensar de quaisquer penas senão daquelas que impôs por decisão própria ou dos cânones.

6. O papa não tem o poder de perdoar culpa a não ser declarando ou confirmando que ela foi perdoada por Deus; ou, certamente, perdoados os casos que lhe são reservados. Se ele deixasse de observar essas limitações, a culpa permaneceria.

21. Erram, portanto, os pregadores de indulgências que afirmam que a pessoa é absolvida de toda pena e salva pelas indulgências do papa.

24. Por isso, a maior parte do povo está sendo necessariamente ludibriada por essa magnífica e indistinta promessa de absolvição da pena.

27. Pregam doutrina mundana os que dizem que, tão logo tilintar a moeda lançada na caixa, a alma sairá voando [do purgatório para o céu].

28. Certo é que, ao tilintar a moeda na caixa, pode aumentar o lucro e a cobiça; a intercessão da Igreja, porém, depende apenas da vontade de Deus.

(Martinho Lutero, 95 teses, 1517 )”


  1. As bases teológicas da reforma luterana

  • A salvação pela fé (o homem como pecador)

  • Livre interpretação da Bíblia (Lutero e a tradução da Bíblia para o alemão)

  • Supressão do clero regular, fim do celibato e negação da transubstanciação.

 

  1. A Reforma e o SIRG

  • Dieta de Worms (1521) – tribunal convocado pelo Imperar Carlos V para julgar Lutero – condenado como herege – consegue fugir com apoio de parte da nobreza do SIRG

  • As revoltas Anabatistas

- Movimento camponês surgido a partir de interpretação da obra de Lutero. (1523 – 1525)

- Características milenaristas e a luta por terras (oposição a nobreza) a partir de uma ótica religiosa.



- Principal líder: Thomas Munzer

  • Dieta de Spira (1529) – A doutrina protestante é aceita dentro do Império, mas há a proibição para que mais príncipes aderissem a reforma (Protesto dos príncipes – origem do termo protestante)

  • 1555 – Liga de Samalkade – guerra contra o Imperador – vitória dos príncipes protestantes e a Paz de Augsburgo ( Cada príncipe uma religião)




  1. A reforma calvinista

  • João Calvino (Fra) – Publicação em 1536 de Instituião da religião cristã

  • Ponto de partida para o movimento reformista calvinista.




  • Principais princípios da reforma calvinista:

- A predestinação de Deus

- A ética do trabalho

- O ascetismo


  • Perseguido dentro da França, João Calvino se refugia na Suíça. A partir daí suas idéias se expandiram por toda a parte norte da Europa

  • Relação entre o calvinismo e a formação de uma ética burguesa dentro de um mundo cada vez mais mercantilizado – consolidação da idéia do self made man




  1. A reforma Anglicana

  • Importante: A monarquia inglesa: processo incompleto de centralização política da monarquia– força da nobreza inglesa através do Parlamento Inglês

  • Henrique VIII – rei inglês casado com Catarina de Aragão (Tia de Carlos V – Imperador do SIRG e Rei da Espanha – principal figura política da época e católico)

  • A falta de herdeiros homens o leva a pedir a anulação do casamento ao Papa – pedido negado

  • 1534 – Ato de Supremacia ­– Henrique VIII rompe com a igreja católica e cria a Igreja Anglicana

  • Separa-se de Catarina de Aragão e casa-se com sua amante Ana Bolena (da qual terá uma filha – Elizabth, futura rainha da Inglaterra)


Síntese da reforma anglicana:

  • Do ponto de vista teológico a Igreja Anglicana era semelhante ao catolicismo. (A única diferença era que o rei assumia o papel de autoridade religiosa máxima

  • Questão Central: Com os atos de supremacia o rei se torna a autoridade máxima dentro da Igreja e, portanto, senhor de todas as suas posses (terras). Henrique VIII da início ao processo de venda de terras para a burguesia inglesa na tentativa de arrecadar recursos e centralizar o poder



  1. A contrarreforma católica

  • 1534 – Criação da Companhia de Jesus (Inácio de Loyola – Esp.) – formação de uma ordem religiosa que se colocava como os soldados de cristo – missão de combater a reforma e expandir o cristianismo

  • 1545 Concílio de Trento




  • Reforma interna da Igreja:

  • Condenação das indulgência;

  • instituição dos seminários;

  • Reativação do tribunal do santo ofício(A inquisição);

  • Criação do Index (primeiro livro da proibido: A bíblia de Lutero);





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