A profecia de Isaías sobre Jesus Pr. Abram de Graaf



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-A profecia de Isaías sobre Jesus-

Pr. Abram de Graaf


Palavras – chaves: Lei de Deus, Miséria, Salvação.
Domingo 2 CdH
P. 3. Como você conhece sua miséria?

R. Pela lei de Deus.
P. 4. O que a lei de Deus exige de nós?

R. Isso Cristo nos ensina num resumo, em Mateus 22, 37-40:

Amarás o Senhor, teu Deus, de todo o teu coração, de toda a tua alma e de todo o teu entendimento. Este é o grande e primeiro mandamento. O segundo, semelhante a este, é: Amarás o teu próximo como a ti mesmo. Destes dois dependem toda a lei e os profetas.


P. 5. Você pode guardar essa lei perfeitamente?

R. Não, não posso, porque por natureza sou inclinado a odiar a Deus e a meu próximo.
Texto: Mateus 4,16; Mateus 22, 37-40

Leitura: Domingo 2 CdH
Queridos irmãos em Jesus Cristo,
Há um texto na bíblia que diz:

o povo que vivia nas trevas viu uma grande luz;



sobre os que viviam na terra da sombra da morte raiou uma luz”. (Is. 9, 1-2; Mt. 4,16).
Este texto é uma profecia de Isaías sobre Jesus Cristo. Mateus usou esta profecia de Isaías para mostrar:

1) A nossa miséria,

2) A nossa salvação

Ou talvez seja melhor dizer: o nosso Salvador usou esta profecia, pois logo depois dessas palavras Mateus disse: “Daí em diante JESUS começou a pregar.

Jesus é a luz nas trevas; Jesus é a luz, que ilumina a nossa vida. Jesus é a luz que nos dá esperança; Jesus é a luz que nos mostra o caminho para o Reino de Deus. Uma luz é muito importante para uma pessoa que vive na escuridão. Imagine um pescador no alto mar, na escuridão. Ele tem nada para se orientar, só as estrelas ou só a luz do farol. A luz do farol lhe mostra o caminho para o porto seguro. Assim funciona a luz no nosso texto. Jesus é como um farol.

o povo que vivia nas trevas viu uma grande luz;



sobre os que viviam na terra da sombra da morte raiou uma luz” (Is. 9, 1-2; Mt. 4,16).
Então, irmãos, Cristo é essa luz. Cristo dá salvação. Assim começa o Novo Testamento. Assim começa o evangelho. E o nosso Catecismo começa assim também, irmãos. Com outras palavras, mas com a mesma mensagem. A primeira pergunta para nós, que viviam ou ainda vivem nas trevas, é essa: “Qual é o seu único conforto na vida e na morte?”.

A resposta fala sobre o grande luzeiro: “O meu único conforto é que não pertenço a mim mesmo, mas ao meu fiel salvador, Jesus Cristo, que, ao preço do seu próprio sangue pagou totalmente por todos os meus pecados. Isso é o meu único conforto...


um crente pode dizer isso. Um descrente não pode repetir isso. Os descrentes vivem no mesmo mundo, mas eles não conhecem, nem buscam Jesus. Eles não sentem a necessidade para fazer isso. Por que não? Porque vivem nas trevas. Eles são cegos. Eles não conhecem Cristo, nem conhecem bem a sua própria miséria. Falta conhecimento na sua vida. Isaías disse: “o povo que vivia nas trevas viu uma grande luz; Esta luz lhes mostrou o caminho para o Reino de Deus; esta luz lhes deu esperança; esta luz lhes mostrou a sua miséria. A luz chegou como Salvador. Jesus ia salvar o seu povo dos seus pecados, diz o anjo. Mas antes de salvar o povo dos seus pecados, ele devia MOSTRAR ao povo os seus pecados.
Podemos comparar isso com uma pessoa que está doente. Ela está fraca, mas não sabe ou não quer saber que está doente. Neste caso, o médico não pode fazer nada. O paciente deve primeiramente saber que ele está doente. Quando descobrir os dores, ele vai buscar um médico. E o médico vai fazer exames e os analisará e chegará com uma conclusão. Quem não quer saber nada de exames, ele nunca conhecerá o seu problema, a sua miséria; e ele nunca buscará um médico, pois não precisa dele.
Então, antes de receber ajuda, devemos saber o nosso problema, a nossa miséria. E como vamos saber a nossa miséria? O catecismo diz: “Pela lei de Deus”. A lei de Deus serve para abrir os nossos olhos e para dá-nos conhecimento sobre a nossa vida com Deus.
O homem tinha este conhecimento quando ele foi criado conforme a imagem de Deus, em santidade e justiça. O homem sabia quem era Deus e como ele devia servir a Deus. Mas depois da queda de Adão e Eva, depois do pecado original, o homem perdeu cada vez mais este conhecimento. Em Gênesis 6 lemos sobre a corrupção da humanidade. Ali está escrito (Gênesis 6,5): “O Senhor viu que a perversidade do homem tinha aumentado na terra e que toda a inclinação dos pensamentos do seu coração era sempre e somente para o mal”. Só havia uma pessoa que era justa e íntegra entre o povo daquela época. Este homem era Noé. Deus andava com Ele e ensinou a Noé como ele devia viver perante Deus.
Depois chegou o dilúvio e depois do dilúvio Deus continuou com Noé e com Sem. E da descendência de Sem, ele chamou Abrão. Deus chamou Abraão de Ur, para guardar um povo, que era dedicado a Ele. Deus chamou Abraão, enquanto a família de Abrão já estava em decadência: adorando aos ídolos. Então, Ele tirou Abraão da casa da sua família, da casa da idolatria e levou Abraão para Canaã. Abraão adorava e acreditava em Deus, e o seu filho Isaque e o seu neto Jacó também. Mas até na família de Abraão e especialmente na família de Jacó houve uma decadência. Havia inveja entre os irmãos de José; havia adultério na casa de Judá; Ruben desprezou o seu pai; outros irmãos se tornaram assassinos. A influência do povo ímpio de Canaã era forte e causou esta decadência na família de Jacó.
Mas de novo foi o Senhor que chamou seu povo de Canaã para o Egito, para salvar o seu povo e para protegê-los contra a má influência da idolatria e do diabo. Eles se mudaram para o Egito e viviam mais do que 400 anos num lugar isolado; eles guardaram os ensinos dos seus pais; eles não esqueceram o Deus de Abraão, Isaque e Jacó. Eles não o esqueceram, mas a vida espiritual estava declinando, quando saíram do Egito e quando passaram pelo deserto. Murmurações, falta de confiança, saudade da vida no Egito; falta de fé. Assim foi a vida no deserto.
Então num certo momento Deus lhes deu os seus mandamentos. Ele lhes deu a Constituição: os dez mandamentos, mas também as leis cerimoniais, que regulavam a vida com Deus e as leis civis que regulavam a vida com os seus próximos; Moisés recebeu 613 leis no monte Sinai. Dessas 613 leis => 248 são mandamentos. (igual ao número dos ossos no corpo humano); 365 são proibições (igual com ao número dos dias no ano) Havia mandamentos leves e havia mandamentos pesados; Os Judeus achavam os seguintes pecados pesados => idolatria, imoralidade, homicídio, blasfêmia, trabalhar no sábado, falso testemunho contra o seu próximo, libertar os prisioneiros.
Moisés deu estas leis ao povo de Deus, mas sabemos que depois de vários anos o povo começou a esquecer da lei e viver conforme os costumes dos povos, que viviam em redor deles. O povo esqueceu dos mandamentos do Senhor e começaram a seguir outros deuses. Por causa disso Deus os tirou da terra prometida Canaã e eles foram levados em cativeiro para Babel. A luz da lei mostrou a decadência contínua do povo de Deus.
Considerando isso, irmãos. Considerando o papel da lei no total do Antigo Testamento, nós devemos concluir que a lei funcionava para mostrar os pecados. Paulo fala sobre isso em Gálatas 3, 19. Ele se perguntou: Qual era o propósito da lei? Foi acrescentada por causa das transgressões, até que viesse o Descendente, a quem se referia a promessa. (24) Assim, a Lei foi o nosso tutor até Cristo.
Então, irmãos, a palavra de Deus nos ensina claramente que a Lei funcionava para nos mostrar as nossas transgressões, a nossa miséria, para que buscarmos a nossa salvação em Cristo Jesus. Pensando nisso, vamos entender porque Cristo pregou a lei rigorosamente.

Em Mateus 5 ouvimos Jesus falar sobre a lei. E ele diz: (Mt. 5, 17-20) “Não pensem que vim abolir a Lei ....... Pois eu lhes digo que se a justiça de vocês não for muito superior à dos fariseus e mestres da lei, de modo nenhum entrarão no Reino dos céus”. Os Fariseus e os mestres da lei eram super-homens nos olhos do povo. Super-crentes, que viviam rigorosamente conforme a lei. Mas Jesus diz, que as obras deles não eram suficientes!!! “Eu lhes digo que se a justiça de vocês não for muito superior à dos fariseus e mestres da lei, de modo nenhum entrarão no Reino dos céus!
E depois disso, Jesus começou a dar um comentário sobre a lei. E cada vez ele diz: “Vocês ouviram o que foi dito aos seus antepassados..... Mas EU lhes digo...... Jesus fala rigorosamente sobre a lei e como devemos cumprir esta lei. Ele fala rigorosamente. Ele quer nos mostrar que é impossível para um homem cumprir completamente a lei de Deus. Ouvindo o ensino de Jesus, cada pessoa tem que confessar: EU SOU UM MISERAVEL PECADOR.

Como, por exemplo, em Mateus 5,27 –falei sobre isso com as mulheres na quinta feira passada - Jesus disse: “Vocês ouviram o que foi dito: Não adulterarás. Mas EU lhes digo: Qualquer que olhar para uma mulher para desejá-la, já cometeu adultério com ela no seu coração”. Pensando nessas palavras, quem – aqui presente - pode ficar em pé? Quem está com coração puro? Ninguém, irmãos!


Jesus quer que cheguemos a essa conclusão. Ele chegou para nos salvar dos nossos pecados, mas antes disso ele veio para nos mostrar o nosso pecado. Para que descobríssemos que precisamos de um Salvador. E Ele nos mostrou que TODOS precisam do Salvador. Todos: os publicanos e outros ímpios, mas também o povo de Deus e também a elite do povo de Deus. Também os Fariseus e os mestres da lei. Também os pastores e os presbíteros. Todos, pois é, todos são pecadores.
Muitas pessoas pensam que elas conseguem viver conforme a lei de Deus. Elas pensam que conseguem cumprir uma grande parte dos mandamentos. Essa é a grande tentação na nossa vida. A pessoa se esforça para cumprir os mandamentos; ela se esforça para seguir as regras; fazendo isso ela fica soberba e cai no pecado. Quem quer viver conforme a lei de Deus, ele sempre cai num buraco. Há dois buracos perigosos, que devemos evitar.
O primeiro buraco é o FORMALISMO. Isso quer dizer que uma pessoa observa a lei só como uma regra de conduta ou como um grupo de regras morais. Tem que cumprir a Lei pela forma, para aparecer justo e uma pessoa pode fazer isso até sem coração. O Formalista não é convencido dos seus pecados e da sua miséria, quando ouve os mandamentos. Em vez disso ele está satisfeito consigo, como o Fariseu em Lucas 18, pois ele cumpriu a Lei conforme a letra e ninguém pode reclamar dele.

O segundo buraco é o LEGALISMO. Os Fariseus eram legalistas. Eles acreditavam que podiam se justificar pela lei. Para aumentar a sua justiça eles aumentaram o número dos mandamentos, aumentando várias regras humanas. Eles tiveram debates sobre as prioridades dos mandamentos comparando um com o outro. Uma das perguntas mais importantes era: qual era o maior mandamento da Lei?


Certo rabinho Simeão (250 dC) disse: Moisés recebeu 613 mandamentos no monte Sinai; Davi diminuiu os mandamentos até 11 (salmo 15, 2-5) Isaías diminuiu os mandamentos até 6 (Is. 33,15); Miquéias até 3 (Miq 6,8); Amós até 2 (Amos 5,4); Habacuque até 1 (2,4) => o justo viverá pela fé.
Os legalistas estudam a lei profundamente todos os dias, mas isso não lhes dá conhecimento da sua miséria; ao contrario: eles pensam que conseguem cumprir os mandamentos e confiam na sua própria justiça. Eles não precisam de um Salvador, que os salva dos seus pecados. Assim foi a situação na época de Jesus. E assim chegou um dos Fariseus perto de Jesus. Ele foi um especialista no conhecimento da lei. Até um especialista no meio dos Fariseus. Ele chegou com esta pergunta Qual é o maior mandamento da lei? Ele quer saber qual é a posição de Jesus; Jesus é um fanático ou um liberal?
Mas a resposta de Jesus foi diferente. Jesus mostrou ao Fariseu que ele não entendia nada da lei. A Lei não nos salva, mas nos condena. Até aquele momento o fariseu não tinha descoberto a sua miséria, pois ele não tinha descoberto a profundidade da lei. Não podemos separar os mandamentos um do outro, pensando qual é maior do que o outro. A Lei vem de Deus e Deus é amor. Deus quer nos ensinar isso: amor. Por causa disso Moisés já tinha dito (Dt. 6,5): Ouça, ó Israel, O Senhor, o nosso Deus, é o único Senhor. Amarás o Senhor teu Deus, de todo o teu coração, de toda a tua alma, e de todo o teu entendimento. Isso é o primeiro e o maior mandamento. E o segundo igual a esse: amarás o teu próximo como a ti mesmo. Este amor não é um substituto da lei, mas assim uma pessoa cumpre a lei. Cada mandamento fala sobre este amor. O segundo (amarás o teu próximo) é igual ao primeiro (amarás o Senhor teu Deus), pois é o mesmo Deus que nos deu tanto o primeiro quanto o segundo. O segundo é igual ao primeiro, pois o segundo está ligado com o primeiro. Quem mostra isso claramente é o apóstolo João em 1 João 4, 19-21: [ler!] Quem ama a Deus ama também seu irmão.
Toda a nossa vida está em baixo da lei; Podemos quebrar a lei e dividi-la em mil pedaços: uma lei aqui, um mandamento ali; aquele é mais importante do que o outro, então devemos fazer isso e podemos deixar aquilo. Assim podemos dividir a lei em mandamentos leves e pesados; e cantar sobre pecadinhos e pecadãos, mas isso é uma maneira de fugir do peso da lei.

Houve um chefe de uma tribo que entendeu isso. Um dia ele chegou perto do missionário e lhe disse: prefiro a religião dos meus ancestrais mais do que a sua religião, porque a minha religião tem mil regras e é mais fácil de cumprir do que a sua. Pois o seu Deus exige tudo. Ele exige o meu coração, a minha alma e a minha inteligência. Ele quer toda a minha vida. É mais fácil cumprir mil mandamentos do que amar a Deus com todo coração, com toda minha alma e com todo o meu entendimento.

Este chefe estava perto do Reino de Deus. Ele sentiu a sua miséria. Ele sentiu o seu problema. Ele não podia salvar a sua vida. Ele precisava de um Salvador. E não só ele, mas todos nós. Paulo escreveu em Romanos 3 que toda boca se cala, porque ninguém será declarado justo diante de Deus baseando-se na obediência à lei, pois é mediante a Lei que nos tornamos plenamente conscientes do pecado (Rom. 3,20).

Jesus conseguiu isso. Ele é a encarnação da lei de Deus. Jesus cumpriu completamente e perfeitamente a lei de Deus. Pelos seus atos e pelas suas palavras. Em toda sua vida Ele nos mostrou como devemos amar a Deus com todo o nosso coração e com toda a nossa alma e com todo o nosso entendimento. Jesus vivia assim. Ele veio para cumprir a vontade do Pai. E desde o seu nascimento a sua vida estava direcionada para isso: para cumprir a vontade do Pai: para salvar o seu povo.

O primeiro e o maior mandamento encontramos em Deut. 6,5. Ali está escrito: “Ouça, ó Israel, O Senhor, o nosso Deus, é o único Senhor. Amarás o Senhor teu Deus, de todo o teu coração, de toda a tua alma, e de todo o teu entendimento.”.

E uns versículos depois disso Deus diz: “Que todas estas palavras que hoje lhe ordeno estejam em seu coração. Ensine-as com persistência a seus filhos. Converse sobre elas quando estiver sentado em casa, quando estiver andando pelo caminho, quando se deitar e quando se levantar”. Assim o homem vai mostrar que ele ama Deus de todo o seu coração, de toda a sua alma e de todo o seu entendimento. Então, irmãos, compare isso com a vida de Jesus Cristo. Ele conversou sobre a lei de Deus em todo canto: na casa, no caminho, pela manhã até a noite.

Todos os dias ele estava ocupado mostrando e ensinando o amor de Deus, pelos seus atos e pelas suas palavras. Ele era completamente dedicado a Deus. E no mesmo momento: completamente dedicado ao próximo. Ele veio para salvar os seus próximos dos seus pecados; ele veio para curá-los das doenças; ele continuou com este amor até o final da sua vida.

Então, irmãos, posso dizer: Cristo é o nosso grande exemplo. Cristo é a nossa lei. O primeiro e o maior mandamento encontramos nele; e o segundo igual a esse encontramos de novo nele. Ele cumpriu o primeiro e o segundo mandamento. O amor de Deus se manifestou nele.



Então, seguindo Jesus Cristo; ouvindo o ensino dele, nós vamos descobrir o que falta na nossa vida. Nós vamos descobrir a falta de amor. O homem rico descobriu isso. Ele encontrou Jesus e queria saber o que ele devia fazer para herdar o reino de Deus. Ele devia viver conforme os mandamentos. Especialmente estes mandamentos, que falam sobre o nosso dever ao próximo. Ele cumpriu tudo, desde a juventude. Mas ele fez isso como formalista. Ele fez o que ele devia fazer, ele não fez nada demais. Ele fez isso com a metade do seu coração, e com a metade da sua alma; mas ele ainda devia entregar TODO O SEU CORAÇÂO. “Vá, venda os seus bens e dê o dinheiro aos pobres”, pois se a sua justiça não for muito superior à dos fariseus e mestres da lei, de modo nenhum entrará no Reino dos céus!”. O homem não conseguiu isso. E observando isso, os discípulos se perguntaram: Neste caso, quem pode ser salvo? Jesus olhou para eles e respondeu: Para o homem é impossível”. O homem não pode se salvar. Só Deus pode nos salvar. Um crente sabe disso, pois um crente tem conhecimento. Um crente conhece a sua miséria. Um crente deve saber disso. A palavra de Deus lhe ensina isso e também os sacramentos.
Digo isso de propósito, pois domingo que vem vamos celebrar a Santa Ceia. E antes de celebrar a Santa ceia, cada membro deve se examinar. E este exame tem tudo a ver com o assunto de hoje à noite. Pois o objetivo do exame é para descobrir que somos dignos para participar da Santa Ceia. Mas quem é digno?
Quem conhece o Catecismo, conhece também a resposta; Veja domingo 30! Quem pode participar da santa ceia? Quem é digno? Aquele que reconhece que é um pecador e que se sente triste por causa disso; aquele que busca a sua salvação fora de si mesmo em Cristo Jesus.
Como vamos descobrir isso? Lendo a palavra de Deus, meditando sobre este sermão, seguindo Jesus Cristo e aplicando o ensino de Cristo na sua vida. Especialmente este ensino sobre o amor. Como está com este amor, irmão/irmã? Como vivemos este mês? Vivemos como verdadeiros cristãos? Sim? Houve uma pessoa que disse: o único cristão é Cristo mesmo! Com essas palavras ele queria dizer que não conseguimos seguir perfeitamente o exemplo de Cristo. Somos pobres pecadores.
Vocês adoraram Deus com TODO o seu coração? Com TODA a sua alma? Com TODO o seu entendimento? Com TODA a sua vida? 100%? Vocês amaram a pessoa mais próxima como a ti mesmo? Não houve desentendimento? Não houve confusão? Não houve discórdia? Não houve brigas? Não houve reclamações? Não houve uma falta de atenção, um falta de ajuda? Uma falta de amor? Você era o próximo dela estes dias? Você realmente pensou na situação dela e imaginou o que você queria que fosse feito? Você conseguiu fazer o sacrifício que ela lhe pediu? Ou continuou a fazer a sua vontade?
Pensem bem nessas coisas, irmãos. E lembrem também da palavra de Tiago, que encontramos em Tiago 2, 8-10: “Se vós, contudo, observais a lei régia segundo a Escritura: Amarás o teu próximo como a ti mesmo, fazeis bem; se, todavia, fazeis acepção de pessoas, cometeis pecado, sendo argüidos pela lei como transgressores. Pois qualquer que guarda toda a lei, mas tropeça em um só ponto, se torna culpado de todos”.
Quando caímos, caímos completamente. O fruto mal caiu de uma árvore má. Uma boa árvore produz bons frutos; e uma árvore má produz frutos maus. Assim é a nossa vida. Esse é o nosso problema; a nossa miséria. Nós somos miseráveis pecadores. MAS GRAÇAS A DEUS, CRISTO ME SALVA. Ele me ama como a si mesmo. Ele é o bom Samaritano, que me viu ao lado da estrada, no esgoto. Ele sabe o que eu preciso. Preciso da remissão dos pecados. Cristo dará a todos que o buscam. Cristo dará hoje e amanhã e domingo que vem. Então se examine e coma do pão e beba do cálice e creia que o corpo e sangue de Cristo são dados para a remissão completa de todos os nossos pecados.
Cântico: Nada mereço, eu só recebi.




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