A pianista e compositora Eunice Katunda, nascida no dia 14 de março de 1915 na cidade do Rio de Janeiro sob o nome de Eunice do Monte Lima



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A pianista e compositora Eunice Katunda, nascida no dia 14 de março de 1915 na cidade do Rio de Janeiro sob o nome de Eunice do Monte Lima, iniciou seus estudos com Mima Oswald – filha do compositor Henrique Oswald – aos cinco anos de idade. Aos nove anos passou a estudar com Branca Bilhar, no pensionato para estudantes de música. Aos treze anos, iniciou os estudos com Oscar Guanabarino, iniciando-se como solista em concerto à frente da Orquestra Municipal de Rio de Janeiro. A partir da indicação de Guanabarino, foi estudar com Fúrio Franceschini em 1936, e teve pela primeira vez suas lições de teoria musical, como harmonia e contraponto. Nesse mesmo ano iniciou seus estudos de piano e interpretação musical com Marietta Lion. Em 1942 teve suas primeiras aulas de composição com Camargo Guarnieri e com ele estudou música brasileira e o texto nacional.
Katunda conheceu Villa-Lobos em 1944, recebendo elogios e sendo recomendada a tocar as músicas de autoria do próprio compositor e de outros brasileiros na Argentina e é reconhecida como uma das melhores intérpretes de peças de compositores brasileiros, e por ter estreado peças inéditas no exterior, fazendo vários compositores nunca tocados tornarem-se conhecidos nos Estados Unidos e Europa.
No ano de 1946, Eunice Katunda retornou para a cidade do Rio de Janeiro, pois desde 1934 vivia em São Paulo. Foi, então, nesse ano, na cidade do Rio de Janeiro, que ela conheceu o compositor alemão Hans-Joachim Koellreutter, fundador do grupo Música Viva.
Em 1948, Katunda vai à Itália participar de um concurso de regência, onde conheceu os compositores Luigi Bono e Bruno Madema, com quem idealizou um projeto de composição.
Em 1950, já de volta ao Brasil desde o ano de 1949, Eunice Katunda abandona o grupo Música Viva e parte em viagem para a Bahia em 1952.
Katunda dedicou-se a ministrar cursos de iniciação musical, regência de grupo coral e direção de programas de rádio, além de continuar compondo e apresentando-se cada vez mais durante as décadas de 1950 e 1960.
Desde sua saída do grupo Música Viva em 1950 e até o fim da década de 1960, Eunice Katunda compôs cinqüenta peças, de mais variadas formações. Da década de 1970 ao ano de 1983, compões mais vinte e duas peças.
Eunice Katunda faleceu no dia 3 de agosto de 1990, na cidade de São José dos Campos, São Paulo.
(Por Melina de Lima Peixoto em “A Obra para canto e piano de Eunice Katunda”, Dissertação de Mestrado e Parte do Capítulo I, 2008.).



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