A palavra Ecologia foi sugerida ofici-almente pelo natu-ralista alemão Er-nest Haeckel, em 1866, em sua obra Generelle Mor-phologie der Orga-nismen



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Curso Técnico em Meio Ambiente ECOLOGIA GERAL Módulo básico





O termo Ecologia foi sugerido oficialmente pelo naturalista alemão Ernest Haeckel, em 1866, em sua obra Generelle Morphologie der Organismen (“Morfologia geral dos organismos”). Em sua concepção, a palavra significava “estudo da casa”, pois era oriunda dos radicais gregos óikos (casa) e lógos (estudo). A versão atual pode ser definida como “o estudo das interações que os seres vivos desempenham em seu próprio ambiente”.

As populações são conjuntos de indivíduos (organismos) da mesma espécie que ocorrem juntos em uma mesma área geográfica (ex: manada de elefantes, cardume de sardinhas etc.); as comunidades (ou biocenoses) são conjuntos de populações que vivem juntas em uma mesma área (ex: várias espécies de algas e peixes em um aquário).




  1. METODOLOGIA DE ESTUDO

Esta é uma apostila com resumos dos principais assuntos relacionados à ecologia. Os resumos a seguir foram divididos em itens para facilitar o estudo. Ao final desta apostila o leitor encontrará uma bibliografia de consulta. A coluna do lado esquerdo, em itálico, contém notas explicatórias de palavras-chave encontradas no texto.


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  1. INTRODUÇÃO

A palavra ecologia virou moda. Desde que se iniciaram os primeiros estudos mais sérios sobre os problemas ambientais no Brasil, na década de 80 aproximadamente, uma onda de “padrões ecológicos” tomou conta da mídia, do discurso político e acompanhou de perto a emergência de ONGs ambientais, como o Green Peace, por exemplo. Grupos de defesa da Amazônia, da Mata Atlântica e do peixe-boi somaram-se à uma crescente expansão da visão de que “o planeta está em seu último estágio de desenvolvimento. Se medidas mitigadoras não forem tomadas com urgência, um colapso global tomará conta da Terra”. A preocupação cada vez maior em salvar o planeta trouxe à tona uma disciplina que já foi relegada à segunda classe por muitos cientistas. Mais do que nunca, é tempo de se refletir sobre o papel dos ecossistemas, da ação humana em seu próprio meio e das maneiras de se reverter — se é que isso seja possível — os estragos que o homem vem cometendo contra os seres vivos e contra si próprio. É com esta visão filosófica em mente que pretendemos comentar os principais aspectos desta ciência que redescobre valores e põe em cheque seu fundador — a espécie Homo sapiens: ele mesmo, o homem.


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  1. OS ECOSSISTEMAS

O ecossistema é, com certeza, o ponto de partida de todos os estudos ecológicos. Antes, porém, de definirmos esta palavra-chave da ecologia, vejamos como os seres vivos estão organizados, do ponto de vista estrutural:


molécula  célula  tecido  órgão  sistema  organismo  população  comunidade  ecossistema
Como podemos observar, o ecossistema é o modo de organização dos seres vivos mais complexo que existe. Ele depende de organizações mais simples, como as comunidades e as populações. Portanto, em uma definição geral, podemos dizer que o ecossistema é o conjunto de comunidades que vivem em uma mesma área geográfica, sofrendo a influência dos fatores ambientais e, concomitantemente, interferindo sobre eles também. Assim, consideramos um aquário um exemplo de ecossistema, pois nele há comunidades de seres vivos que sofrem a influência de fatores ambientais (luz, temperatura, umidade, pressão, salinidade etc.), ao mesmo tempo em que também interferem sobre estes mesmos fatores.

Os ecossistemas são estruturados tendo como base os fatores bióticos e os fatores abióticos. O primeiro grupo inclui todos os seres vivos do ecossistema, ou seja, as populações e comunidades; o segundo grupo inclui todos os fatores não vivos do ecossistema, ou seja, os fatores físicos ou químicos (tais como luz, temperatura, umidade, salinidade, pressão, concentração de gás carbônico, ventos, nutrientes, pH etc.). O conjunto dos fatores abióticos constitui um biótopo.




O fluxo de energia é entendido como a transferência da energia vital de um organismo para o nível alimentar acima dele. Por exemplo, é óbvio que um leão, ao se alimentar de uma zebra, obteve menos energia da grama do que a própria zebra, que se alimentou do vegetal diretamente. Assim, quanto mais distante estiver o nível trófico de um consumidor, menor será a quantidade de energia do produtor nesse animal.





  1. FLUXO DE ENERGIA NOS ECOSSISTEMAS

Em um ecossistema, a energia flui constantemente. Há uma reciclagem de nutrientes, essencial para a manutenção da vida, e uma seqüência alimentar da qual depende a manutenção de todo o componente biótico.

Os seres vivos podem ser divididos em dois grandes grupos, em relação à forma como obtém seu alimento:
SERES AUTÓTROFOS (fabricam seu próprio alimento)

SERES HETERÓTROFOS (obtém alimento externamente)


Como exemplos do primeiro grupo encontramos todos os vegetais e outros microrganismos capazes de realizarem a fotossíntese e a quimiossíntese [processos através dos quais compostos orgânicos são sintetizados]. Os seres autótrofos são chamados, também, de produtores.

O segundo grupo de organismos inclui, por exemplo, o homem, todos os animais, os fungos e os protistas não fotossintetizantes. Estes seres, por não terem a capacidade de sintetizar seu próprio alimento, devem obrigatoriamente obter energia a partir dos produtores ou de outros heterótrofos. Por isso, são chamados de consumidores.





Os consumidores podem ser de vários níveis: os primários ou herbívoros, que se alimentam somente de produtores; os secundários ou carnívoros de primeira ordem, que se alimentam de herbívoros; os terciários e quaternários, carnívoros de segunda e terceira ordens, que se alimentam de outros carnívoros.

O termo nível trófico é sinônimo de nível alimentar. Os produtores são o primeiro nível trófico, os herbívoros são o segundo nível trófico e assim por diante.

Habitat: local de um ecossistema em que um determinado organismo vive. É, portanto, seu “endereço”.

Nicho ecológico: função do organismo no ecossistema. É, portanto, sua “profissão”.

Princípio de Gause: é também chamado de princípio de exclusão competitiva, já que organismos de espécies diferentes eliminam outros de mesmo nicho ecológico .


Lei de Liebig (1840): também chamada de “lei do mínimo”, dizia que, por exemplo, o boro é um elemento




Há um grupo especial de organismos que devolvem os nutrientes para o solo, restabelecendo o ciclo natural do ecossistema. Esses organismos, representados principalmente pelas bactérias e pelos fungos, são denominados decompositores. São essenciais em qualquer ecossistema, pois deles depende toda a degradação da matéria orgânica morta e a reciclagem dos nutrientes presentes nos organismos mortos.

Basicamente, temos:


 produtores: são alimento para os consumidores

 consumidores: são alimento para outros consumidores

 decompositores: decompõem a matéria morta, reciclando nutrientes
A essa seqüência de “quem se alimenta de quem” chamamos de cadeia alimentar. Veja o exemplo a seguir, de uma cadeia alimentar terrestre:
grama  gafanhoto  sapo  cobra  gavião
A grama representa o primeiro nível trófico (produtores); o gafanhoto, o segundo nível trófico (consumidor primário ou herbívoro); o sapo, o terceiro nível trófico (consumidor secundário ou carnívoro); a cobra, o quarto nível trófico (consumidor terciário ou carnívoro de segunda ordem); e o gavião, o quinto nível trófico (consumidor quaternário ou de terceira ordem). Todos estes organismos são, posteriormente, alimento para os decompositores, que ocupam, portanto, o sexto nível trófico nessa cadeia.

Se, à cadeia supramencionada, incluíssemos uma coruja, um besouro, uma aranha, um rato e uma jaguatirica, teríamos a confluência de várias seqüências de alimento. Por exemplo, o besouro e o gafanhoto se alimentam da grama, e são comidos pelo sapo, pela aranha e pelo camundongo; este último, por sua vez, é comido tanto pela cobra, quanto pela coruja, pelo gavião e pela jaguatirica; a cobra pode ser comida pelo gavião e pela coruja, e esta pode ser comida pelo gavião. Neste caso, em que temos a intersecção de várias cadeias alimentares, a denominação ecológica é rede alimentar ou teia alimentar. As teias alimentares são, portanto, a estrutura fisiológica de todo e qualquer ecossistema.




  1. HABITAT E NICHO ECOLÓGICO

São termos bastante empregados quando se fala de qualquer ecossistema. Já vimos que as populações e as comunidades estabelecem relações entre si dentro de uma área geográfica. Assim, o local de vida dos organismos é o seu habitat, e a função desempenhada pelos mesmos nesse habitat é o nicho ecológico. Vejamos o exemplo abaixo:


habitat: campos e cerrados do Brasil

VEADO-CAMPEIRO

nicho ecológico: consumidor 2º (carnívoro)
Pelo princípio de Gause, quando duas populações de espécies diferentes ocupam o mesmo habitat e têm o mesmo nicho, uma delas é eliminada por competição. Por isso, se colocássemos, no mesmo habitat, leões e tigres, uma das populações levaria a outra à morte, por causa da competição por alimento.


  1. FATOR LIMITANTE

É um conceito bastante amplo. Originariamente, o fator limitante foi uma extensão conceitual da lei do mínimo de Liebig. Chama-se fator limitante a qualquer fator ecológico quando estiver ausente ou reduzido abaixo de um mínimo crítico, ou então se estiver excedendo o nível máximo tolerável.



químico importante para as plantas, porém presente em quantidades muito reduzidas; sua ausência, entretanto, paralisa o crescimento vegetal.
Gimnospermas: vegetais superiores com flores e sementes, porém sem frutos. São os pinheiros, as sequóias, os ciprestes e as cicas.

Pirâmides de números. Ex: em um campo, 5000 pés de capim alimentam 300 gafanhotos, que serão comidos por 2 aves.

Pirâmides de biomassa. Ex: em um campo de 1 km2, obteve-se a contagem de 400 kg de capim; a biomassa do capim é de400 g/m2.

Pirâmides de energia.

Ex :em um campo, 1 m2 de vegetação apresenta 15 kcal/m2/dia.

A evapotranspiração é o resultado da evaporação da água líquida (salgada e doce) junto à transpiração efetuada pelos seres vivos; a precipitação é, primariamente, representada pelas chuvas, mas inclui a neve e o granizo, em menor escala.
CO2 atm = gás carbônico atmosférico.

A fórmula geral CxHyOx representa, por exemplo, moléculas como a glicose (C6H12O6) e o formaldeído (CH2O)n. Portanto, y = 2x.
Organismos aeróbios são os que têm a respiração baseada no oxigênio; há organismos anaeróbios, como a bactéria causadora do tétano (clostrídio).

Moléculas importantes:

NH3 = amônia

NH4+ =íon amônio

NO3 -- = nitrato

NO2-- = nitrito
Bactérias desnitrificantes: são aquelas que transformam a amônia em nitrogênio
N2 atm = nitrogênio atmosférico

Nas sociedades, há uma divisão de tarefas, como ocorre com as formigas, abelhas e cupins; nas colônias, há divisão de tarefas, porém os organismos acham-se anatomi-camente unidos entre si, como é o caso dos corais e das caravelas;




Em outras palavras, o fator limitante condiciona as possibilidades de sucesso de um organismo em suas tentativas de invasão do meio; ou, então, em condições menos severas, afeta o metabolismo geral do organismo, embora este possa efetivamente subsistir ao meio. Por exemplo, a salinidade é um fator limitante para o desenvolvimento de espécies animais que vivem em regiões estuarinas (de água salobra). Espécies que normalmente toleram uma concentração de 9 a 27 g/L de NaCl podem morrer quando a concentração sobe a mais de 40 g/L (mar), ou então ter seu metabolismo alterado quando a concentração é inferior a 4 g/L (rio). Analogamente, a temperatura é um fator limitante para a floração de várias espécies de gimnospermas. Em certos pinheiros, temperaturas abaixo de 0ºC favorecem a floração, enquanto temperaturas acima dos 35ºC retardam a floração, tornando-a, também, mais fraca.
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  1. PIRÂMIDES ECOLÓGICAS

As transferências de matéria e de energia nos ecossistemas são freqüentemente representadas de forma gráfica, mostrando as relações entre os diferentes níveis tróficos em termos de quantidade. Como há perda de matéria e de energia em cada nível trófico, as representações adquirem a forma de pirâmide. A seguir, os principais tipos de pirâmides utilizadas em ecologia:

 As pirâmides de números indicam o número de indivíduos em cada nível trófico

 As pirâmides de biomassa indicam a quantidade de matéria orgânica por unidade/área

 As pirâmides de energia consideram a biomassa acumulada por unidade de tempo
Enquanto as duas primeiras pirâmides admitem situações invertidas, a última nunca pode ser invertida, pois considera o fator tempo.

8. CICLOS BIOGEOQUÍMICOS
São ciclos que representam a troca de materiais entre os componentes bióticos e abióticos da biosfera. Os quatro elementos químicos que compõem toda a matéria viva são o carbono, o oxigênio, o nitrogênio e o hidrogênio. O primeiro e o último não têm existência livre na atmosfera; portanto, analisaremos quatro ciclos biogeoquímicos, a saber:
Ciclo da água (H2O)

É um dos ciclos mais simples. A nível prático, a evapotranspiração e a precipitação são equivalentes, a nível quantitativo, no mundo todo. A seqüência de eventos no ciclo da água é:


precipitação  rios, lençóis freáticos, oceanos, lagos etc.  evapotranspiração  precipitação
Ciclo do gás carbônico (CO2 atm)

É, também, o ciclo do carbono (C). O CO2 é encontrado na atmosfera e nas águas superficiais salgadas e doces na proporção aproximada de 0,03%. O CO2 é retirado do meio pelos produtores, os quais liberam O2; o carbono presente na molécula será utilizado para a síntese de carboidratos (CxHyOx). A seqüência de eventos no ciclo é:

CO2 atm fotossíntese  respiração animal/vegetal, queima fóssil, decomposição  CO2 atm
Ciclo do oxigênio (O2)

O O2 participa de várias moléculas orgânicas, além da água e do gás carbônico. É a molécula responsável pela respiração nas células dos organismos aeróbios. Participa, também, da formação da molécula de ozônio (O3), através da reação O2 + Olivre  O3.

Seu ciclo interpenetra-se no ciclo do CO2, já que o O2 é produzido pela fotossíntese.
respiração animal/vegetal  CO2 atm  fotossíntese  O2  respiração animal/vegetal
Ciclo do nitrogênio (N2)

Na atmosfera, o N2 é o gás mais abundante (ca. de 79% em volume). Este elemento participa, também, da composição de inúmeras proteínas e de ácidos nucléicos. Apesar disso, não é aproveitado diretamente pelos seres vivos, à exceção de alguns microrganismos; portanto, para ser utilizado pela maioria dos seres vivos, o N2 deverá ser fixado e posteriormente nitrificado, processo realizado por bactérias, cianobactérias e por fungos. É o ciclo mais complexo, e o que apresenta maior participação de microrganismos, como as bactérias dos gêneros Nitrosomonas e Nitrobacter, além de bactérias desnitrificantes. Vamos ao ciclo:


N2 atm  biofixação (N2 para NH3)  NH3 para NO2  NO2 para NO3  absorção pelas plantas 

morte de plantas e animais  NH3  bactérias desnitrificantes (NH3 para N2 atm)

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9. RELAÇÕES ENTRE OS SERES VIVOS
Os seres vivos mantém entre si relações, dentro das comunidades onde vivem, que podem oferecer-lhes benefício ou trazer-lhes prejuízos. No primeiro caso, temos as relações ditas harmônicas ou positivas; no segundo, as desarmônicas ou negativas.

Essas relações podem ocorrer dentro da mesma espécie ou entre espécies diferentes. Assim, temos, no primeiro caso, as relações intraespecíficas, e, no segundo caso, as relações interespecíficas. Há combinações de relações harmônicas inter e intraespecíficas, e, analogamente, há combinações de relações desarmônicas inter e intraespecíficas.

A tabela abaixo traz a seguinte simbologia: + significa lucro (ou ganho), portanto, benefício; — significa perda, portanto, prejuízo; 0 significa neutralidade, portanto, não há ganho nem prejuízo. A explicação das relações é colocada sucintamente na coluna ao lado.


a competição faz com que os mais fortes ga-nhem a batalha; no canibalismo, organis-mos da mesma espécie comem seus semelhan-tes; no amensalismo, espécies eliminam outras (fungos antibió-ticos); na sinfilia, uma espécie escraviza a ou-tra, como formigas e pulgões; no predatis-mo, há a morte da presa pelo predador; o parasitismo pode ser interno ou externo (lombrigas e piolhos); no mutualismo, as es-pécies vivem em uma relação muito íntima, como no caso dos lí-quens; os comensais alimentam-se da comi-da de outros animais, como a rêmora e o tu-barão; na protocoope-ração, os organismos

podem viver sozinhos,

porém preferem a uni-ão, como o eremita e as anêmonas; no inquili-

nismo, como entre o peixe-agulha e o pepi-no-do-mar, uma espé-cie vive no interior da outra; o epifitismo é uma relação em que um vegetal vive sobre o outro, como as orquí-deas e as bromélias; e a forésia é uma relação em que um organismo veicula outro, como no caso de mosquitos ve-tores de doenças (como o Anopheles).



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RELAÇÕES HARMÕNICAS DESARMÔNICAS

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Intraespecíficas sociedades (+) competição (+ / —)

colônias (+) canibalismo (+ / —)


Interespecíficas mutualismo (+ / +) amensalismo (+ / —)

comensalismo (+ / 0) sinfilia ou esclavagismo (+ / 0)

protocooperação (+ / +) predatismo (+ / —)

inquilinismo (+ / 0) parasitismo (+ / —)

epifitismo (+ / 0) competição (+ / —)

forésia (+ / 0)

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Note que há um número maior de relações interespecíficas, e entre elas, as harmônicas. Segundo as teorias mais aceitas atualmente, a justificativa para que haja mais relações harmônicas interespecíficas que quaisquer outras relações baseia-se no fato de que os organismos vivos, evolutivamente, buscam alternativas que visem a uma maior economia de energia na obtenção de alimento. Esse fato é facilmente compreendido quando se analisam as vias de acesso de alimento nas relações interespecíficas harmônicas.

O termo simbiose, criado por De Bary em 1879, designa toda e qualquer associação permanente entre indivíduos de espécies diferentes que, normalmente, exerce influência recíproca no metabolismo.


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10. MIMETISMO E CAMUFLAGEM
São estratégias desenvolvidas pelos seres vivos para “enganar” o predador (no caso da presa), ou, analogamente, para “enganar” a presa (no caso do predador).

Embora alguns autores afirmem que os dois termos sejam praticamente sinônimos, podemos defini-los da maneira abaixo:


camuflagem: quando um organismo assemelha-se a outro organismo ou a um ser bruto, de maneira a ficar imperceptível no meio, pelo menos quando não está em movimento (ex: borboleta-folha, bicho-pau, camaleão, peixe-pedra etc.)

mimetismo: quando animais não venenosos ou não peçonhentos, porém palatáveis, imitam outros, venenosos ou peçonhentos, ou mesmo impalatáveis (borboletas vice-rei imitando a coloração da borboleta monarca, coral-verdadeira e falsa-coral etc.)



Verifica-se, na bactéria Bacillus coli, que se divide a cada 20 minu-tos, que, se nada hou-vesse para impedir seu crescimento, em 36 horas a superfície da Terra estaria recober-ta por uma camada contínua desse orga-nismo, a partir de um único indivíduo.

Taxa de natalidade: velocidade com que no-vos indivíduos são adi-cionados à população; Taxa de mortalidade: velocidade com que in-divíduos são elimina-dos da população. Nas duas taxas o fator TEMPO é importante.
Certas espécies ani-mais apresentam mi-grações em função das estações do ano.


Um exemplo de contro-le biológico é o empre-go de larvas de vespas que predam besouros que atacam várias es-pécies vegetais. As lar-vas reduzem a quanti-dade de besouros, pro-tegendo a lavoura.


Comunidade clímax: comunidade estável, que atingiu um desen-volvimento máximo. A Floresta Amazônica e a savana africana são e-xemplos de comunida-des clímax.
Estudos recentes de-monstram que as su-cessões primárias le-vam mais tempo que as secundárias. Em dunas, por exemplo, a comuni-dade clímax é atingida entre 700 e 1000 anos; já em uma área desma-tada, a sucessão secun-dária pode levar a uma comunidade clímax em

cerca de 100 anos.

A palavra plâncton é utilizada para designar organismos que vivem em suspensão na água. Os produtores formam o fitoplâncton, e os consumidores, o zoo-plâncton.

Um exemplo do fator altitude é observado, por exemplo, no Monte Kenya. Embora esteja na região equatorial, seu cume está perma-nentemente coberto de neve, pois sua altitude máxima tem temperatu-ras abaixo de zero.

A taiga também é cha-mada de floresta de co-níferas, pois estas gim-nospermas são as ca-racterísticas dessa for-mação fitogeográfica.

A floresta temperada é, por vezes, também cha-mada de floresta tem-perada decídua, pois as folhas das árvores ge-ralmente caem nas es-tações frias (outono e inverno). Analogamen-te, a floresta tropical é também chamada de floresta sempre verde, pois as folhas não caem nas estações mais frias.
Os campos são classifi-cados em:

estepes: campos onde predominam gramíneas

(pradarias e pampas)

savanas: campos com gramíneas, árvores e arbustos (savanas da África e cerrado brasi-leiro).


edáfico: relativo aos solos
Junto aos manguezais, é muito comum encon-trarmos outra forma-ção, a das restingas.


Temperatura: diminui com a profundidade, porém nas águas pro-fundas a temperatura é constante e em torno de 2,5ºC; salinidade: mais de 75% dos íons dissol-vidos na água do mar correspondem a cloro (Cl-) e sódio (Na+), e a concentração média dos sais é de 3,5% (35 partes por mil); cor-rentes: resultam da ação dos ventos, da ro-tação da Terra e das diferenças de densida-de da água; penetração da luz: distingue duas regiões oceânicas, a eufótica (rica em luz) e a afótica (sem luz); nu-trientes minerais: o mar é pobre em nu-trientes minerais, por-tanto os organismos tendem a ficar próxi-mos das regiões de cos-ta e de foz de rio, onde a concentração de mi-nerais é maior.

A região límnica cor-responde à zona onde há luz; na região pro-funda do lago não há fotossíntese.

Estima-se que 100 es-pécies desapareçam a cada 24 horas, na Amazônia; a atmosfera mundial recebe cerca de 400 milhões de to-neladas de resíduos tóxicos; mais de 10 mi-lhões de hectares de florestas são atingidos pela chuva ácida; só na Europa e nos EUA, mais de 90 bilhões de toneladas de resíduos são despejadas sobre a Terra, a cada ano; nos Andes e nos pampas, mais de 60 milhões de hectares são perdidos a cada ano para a erosão e desertificação.



Vale a pena lembrar, também, da estratégia da coloração de advertência.




  1. ECOLOGIA DE POPULAÇÕES

O tamanho das populações deve manter-se mais ou menos constante, ao longo do tempo, nos ecossistemas em equilíbrio. Alterações no tamanho de uma população podem determinar alterações em outras populações que com ela coexistem. Vejamos, portanto, os fatores que regulam o tamanho das populações.


Potencial biótico

Corresponde à capacidade potencial para aumentar seu número de indivíduos em condições ideais, isto é, sem que nada haja para impedir esse aumento. Assim, está diretamente ligado à capacidade reprodutiva. Quanto maior e mais evoluído for o organismo, menor será seu potencial biótico ( o potencial biótico de um elefante é muito menor que o potencial biótico de uma bactéria ou de um fungo, por exemplo).


Resistência ambiental

Conjunto de fatores que mantém os níveis populacionais estáveis. A resistência ambiental opõe-se ao potencial biótico, reduzindo a quantidade de organismos, mantendo-os em equilíbrio.


Densidade populacional

É a relação entre o número de indivíduos de uma população em uma determinada área ou volume. Assim, a densidade pode ser expressa através da relação matemática:


d = N (d = densidade; N = nº indiv. pop.; A = área ou volume)

A
Índice de crescimento

É a relação entre a taxa de natalidade e a taxa de mortalidade de uma população. Pode ser expressa da seguinte forma:
IC = TN (IC= índice de crescimento; TN = taxa de natalidade; TM = taxa

TM de mortalidade)


Dispersão (migração)

Mecanismos que compreende dois fenômenos: o da taxa de imigração e o da taxa de emigração. O primeiro caso equivale ao número de indivíduos que entram em uma população; o segundo, ao número de indivíduos que saem de uma população.


Distribuição etária

Corresponde à proporção de indivíduos em diferentes faixas de idade ou períodos de vida, em uma população.


Fatores reguladores do tamanho da população

São fatores já estudados, que diminuem ou aumentam o tamanho das populações. Podem ser fatores bióticos ou abióticos. Entre os abióticos de maior importância, temos o clima, a luminosidade e a salinidade; entre os bióticos, podemos citar a competição intra e interespecífica, a predação e o parasitismo. Um tipo especial de controle populacional é o controle biológico, prática empregada atualmente para controlar, sem a utilização de agrotóxicos ou outros produtos químicos que teriam um impacto ambiental grande, populações de pragas na lavoura, por exemplo.



12. SUCESSÃO ECOLÓGICA
Nenhum tipo de ecossistema surgiu pronto. Seqüências de eventos e de colonização de espaços foram, aos poucos, dando condições para que os ecossistemas fossem, paulatinamente, sendo formados. Essa seqüências de estágios, ou sucessão de comunidades, é o que chamamos de sucessão ecológica.

Quando um local desabitado e inóspito surge, como a ilha de Sutsey, na costa da Islândia, por exemplo, microrganismos como as cianobactérias, bactérias e líquens começam a colonizar o local, criando as primeiras comunidades. Esses organismos são chamados de organismos pioneiros ou espécies colonizadoras. Após o estabelecimento dos organismos pioneiros, outras comunidades vão se estabelecendo, sucessivamente, até que um ecossistema, com todas as suas teias alimentares, surja, levando o mesmo a ser considerado uma comunidade clímax.


Sucessão primária

Ocorre quando o início da colonização dá-se em regiões anteriormente não habitadas, como uma rocha nua, por exemplo.


Sucessão secundária

Ocorre quando o desenvolvimento de uma comunidade inicia-se em uma área anteriormente ocupada por outras comunidades bem estabelecidas, como terras de cultura abandonadas, campinas aradas e florestas recém-derrubadas.

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13. BIOMAS TERRESTRES E AQUÁTICOS
Chamam-se biomas às comunidades clímax, estáveis e bem desenvolvidas, com organismos perfeitamente adaptados às condições ecológicas de uma certa região. Geralmente, os biomas terrestres são identificados por suas plantas mais abundantes. Daí a denominação comum de formações fitogeográficas. Já os biomas aquáticos são identificados pela organização do plâncton (tanto o zooplâncton quando o fitoplâncton).

Principais biomas terrestes

São eles a tundra, a taiga, a floresta temperada, a floresta tropical, os campos (estepes, savanas e cerrados) e os desertos. Note que a relação latitude/altitude é de extrema importância para o estabelecimento dos padrões de biomas. A cada 200 m de altitude a temperatura é reduzida em 1ºC, com alterações consideráveis no regime das chuvas. Assim, a mesma seqüência de biomas encontrada na direção sul-norte (do México ao Canadá), ou seja, floresta tropical—floresta temperada—tundra—gelo, pode ser encontrada em um dos picos da cordilheira andina no Equador, da base da montanha ao seu cume. A tabela a seguir mostra as características dos biomas supramencionados.
BIOMA LOCALIZAÇÃO TEMPERATURA CARACTERÍSTICAS

tundra hemisfério norte, máxima  10ºC clima seco e muito frio,

entre 60º e 80ºN vegetação rasteira, com

poucos animais


taiga hemisfério norte, entre –20ºC e 15ºC solos rasos, com predo-

abaixo de 60ºN minância de coníferas


BIOMA LOCALIZAÇÃO TEMPERATURA CARACTERÍSTICAS

floresta principalmente Euro- entre –5ºC e 30ºC quatro estações do ano

temperada pa e Estados Unidos bem definidas, com pre-

e regiões de clima cipitação atmosférica u-

temperado niforme e vegetação

bem diversificada
floresta ao norte e ao sul do entre 21ºC e 32ºC vegetação abundante,

tropical Equador, cobrindo sempre verde, com uma

grande parte das diversidade animal tam-

Américas Central e do bém muito grande e rica

Sul, Ásia e África
campos regiões tropicais e entre 5ºC e 45ºC formações abertas, plu-

temperadas viosidade baixa, com se-

cas, e vegetação pobre,

geralmente rasteira


desertos próximo à latitude entre –2ºC e 55ºC baixa pluviosidade e bai-

30º (N e S) (noite / dia) xa umidade atmosférica,

plantas xeromórficas, a-

nimais com urina con-

centrada

Fitogeografia do Brasil

Por dispor de um território extenso, a fitogeografia nacional é bastante diversificada e adaptada às alterações climáticas e edáficas. Resumidamente, podemos citar:

HILÉIA AMAZÔNICA (FLORESTA AMAZÕNICA)

MATA ATLÂNTICA (MATA DE ENCOSTA ATLÂNTICA)

MATA DE ARAUCÁRIA (MATA DE PINHEIRO-DO-PARANÁ)

MATA DOS COCAIS

CAATINGA


CAMPOS CERRADOS

PANTANAL MATO-GROSSENSE

MANGUEZAIS

PAMPAS
Regiões faunísticas da Terra

Também chamadas de regiões zoogeográficas, são locais de distribuição de animais, sobre a crosta terrestre. Essa classificação foi inicialmente feita baseando-se em determinados mamíferos, considerados típicos regionais; posteriormente, outros animais ajudaram os zoogeógrafos a classificar essas regiões. São elas:

REGIÃO PALEÁRTICA (Europa, Ásia oriental e Oriente Médio)

REGIÃO ORIENTAL (Índia, sul da Ásia e Filipinas)

REGIÃO AUSTRALIANA (Austrália, Nova Zelândia e Oceania)

REGIÃO ETIÓPICA (África e península arábica)

REGIÃO NEÁRTICA (América do Norte, Groenlândia, norte do México)

REGIÃO TROPICAL (sul do México, Américas Central e do Sul)

Biomas aquáticos


Os biomas aquáticos cobrem, basicamente, as áreas cobertas por oceanos, rios e lagos. Como veremos, os fatores abióticos mais importantes, principalmente para os biomas oceânicos, são temperatura, salinidade, correntes marítimas, penetração de luz e nutrientes minerais.

Os organismos marinhos podem ser classificados em plâncton (os que vivem em suspensão na água, sendo divididos em zooplâncton e fitoplâncton), nécton (os que conseguem se locomover livremente pela água) e bênton (os que vivem presos ao fundo ou que se arrastam pelo assoalho marinho). Como exemplo do primeiro grupo temos as algas, os microcrustáceos e as larvas de vários peixes e outros animais. No segundo grupo encontramos os peixes, os moluscos como as lulas e os polvos e os mamíferos aquáticos como baleias, golfinhos, focas etc. No último grupo encontramos as algas, ostras, cracas, corais, caranguejos, siris, estrelas-do-mar etc.
Biomas marinhos

Os oceanos possuem uma intrincada rede de relações, dependentes da organização espacial presente na coluna d’água. Podemos, então, classificar os oceanos, quanto à profundidade:


ZONA INTERTIDAL (ENTRE-MARÉS)  região que sofre influência das marés

ZONA NERÍTICA  região situada sobre a plataforma continental (até 200 m)

ZONA OCEÂNICA (BATIAL)  região após a plataforma continental (até 2000 m)

ZONA ABISSAL  região entre 2000 e 5000 m (água uniformemente fria)

ZONA HADAL  região no fundo dos oceanos, entre 5000 e 11000 m
A zona a mar aberto também é chamada de zona pelágica, em oposição à zona nerítica, que fica próxima à costa. Somente as duas primeiras regiões supramencionadas ficam na região eufótica; as demais, por não terem luminosidade, ficam na região afótica.
Biomas de água doce

Os biomas de água doce podem ser classificados em dois grupos:


ECOSSISTEMAS LÊNTICOS  correspondem às águas paradas (lagos, lagoas e poças). Os corpos d’água têm as seguintes zonas: litorânea, límnica e profunda

ECOSSISTEMAS LÓTICOS  correspondem às águas em movimento (rios e cascatas). Nos rios de movimentação lenta, os habitantes são semelhantes aos dos lagos.

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  1. SINERGIA AMBIENTAL

O termo sinergia ambiental, ou sinergismo ambiental, significa o equilíbrio (= harmonia) entre os fatores bióticos e abióticos de um ecossistema. Esse equilíbrio, que há muito vem sendo desafiado, encara atualmente uma das piores crises. A quebra nesse sinergismo parece ser cada vez mais ameaçadora.

Os principais problemas mundiais que afetam esse sinergismo são:
EXPLOSÃO DEMOGRÁFICA

EXTINÇÃO DA VIDA ANIMAL

DEVASTAÇÃO DAS RESERVAS FLORESTAIS

POLUIÇÃO ATMOSFÉRICA

DESTRUIÇÃO DA CAMADA DE OZÔNIO

CHUVA ÁCIDA

DERRAMAMENTO DE ÓLEO NOS OCEANOS

DESPEJO DE DEJETOS (ESGOTOS)

EROSÃO E DESERTIFICAÇÃO

INTRODUÇÃO DE ESPÉCIES NOVAS

INVERSÃO TÉRMICA

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  1. FUTURO DA ECOLOGIA

Não se sabe quais serão os rumos que a ecologia terá no futuro, embora aquele ditado, antigo porém real, ajuste-se perfeitamente à situação atual: “tudo o que é plantado no presente será colhido no futuro”. Na virada do terceiro milênio e do 21º século da era cristã, a biosfera vê à sua frente ameaças nunca antes calculadas. É duro aceitar os fatos, mas o planeta deste milênio é a Terra das desgraças, da falta de água, dos desequilíbrios climáticos, da explosão demográfica, da falta de comida, da miséria e da disseminação das pragas. É uma dura realidade, que o homem atual terá de enfrentar, caso queira reverter um quadro terrível, que ele mesmo criou: a espécie humana foi a única espécie que não deu certo no planeta.





  1. BIBLIOGRAFIA

BARNES, Robert D., VILLEE, Claude A. & WALKER, Warren F., Jr. Zoologia Geral. Rio de Janeiro: Editora Guanabara, 6ª ed., 1988.

DAJOZ, Roger. Ecologia geral. São Paulo: Editora Vozes e Editora da Universidade de São Paulo (EDUSP), 1972.

Dicionário de ciências físicas e biológicas (1º e 2º graus). Lisboa e São Paulo: Editora Meca Ltda, s.d.

FUTUYMA, Douglas J. Biologia Evolutiva. Ribeirão Preto: Sociedade Brasileira de Genética, 1992.

LOPES, Sônia. Bio. São Paulo: Editora Saraiva. Volume 3, 1997.

RAVEN, Peter H., EVERT, Ray F. & CURTIS, Helena. Biologia vegetal. Rio de Janeiro: Editora Guanabara Dois, 1978.

SOARES, José Luís. Dicionário etimológico e circunstanciado de biologia. São Paulo: Editora Scipione, 1993.

WATANABE, Shigeo (ed.). Glossário de ecologia. São Paulo: Academia de Ciências do Estado de São Paulo, Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico, Fundação de Amparo à Pesquisa no Estado de São Paulo, Publicação ACIESP nº 57, 1987.












  1. TEXTOS VARIADOS SOBRE ASSUNTOS ECOLÓGICOS

Os textos abaixo foram extraídos de arquivos de emails, de páginas da Internet e de outras publicações (jornais e revistas, principalmente). Destinam-se ao leitor que quiser dispor de uma bibliografia extra de consulta. Nas seções a seguir, a formatação da página será diferenciada, pois não serão fornecidas notas explicativas à margem esquerda, tal como foi feito com o texto didático. Os textos não sofreram nenhum tipo de verificação ortográfica ou de qualquer outra ordem; portanto, fica o autor desta apostila livre de quaisquer responsabilidades quanto ao teor dos mesmos e de problemas lingüísticos.







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