A maçonaria à luz do Cristianismo



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A Maçonaria

 

1 – Definição:

Segundo o dicionário Maçom, Maçonaria é um sistema sacramental que, como todo sacramento, tem um aspecto externo e visível, consistente de seu cerimonial, doutrina e símbolos, e outro aspecto interno, mental e espiritual, oculto sob as cerimônias, doutrinas e símbolos, e acessível só ao maçom que haja aprendido a usar a imaginação espiritual e seja capaz de apreciar a realidade celada pelo símbolo externo. (Wilmshurst The Meaninq of Masonry).
Histórico:

A Maçonaria surgiu em meados do século XVII, no momento em que as associações de pedreiros livres da Inglaterra deixavam de ser simples associações profissionais para admitir como membros honorários elementos da nobreza e do clero angicano, dentre outros profissionais liberais. A palavra maçom vem do francês e etimologicamente significa “pedreiro” ( o que trabalha com pedras). Em 1717 foi fundada a Grande Loja de Londres, pelo reverendo anglicano James Anderson e pelo Jean Théophile Desaguliers. Seus princípios básico no inicio foram: tolerância religiosa; fé no progresso da humanidade; fé em Deus; certo racionalismo, que excluía as formas exteriores da religião organizada (como a igreja); aversão ao sacerdócio oficial, á fé em milagres, etc. Essa organização social dos pedreiros livres, logo deu origem a aproximadamente 1.700 lojas ou oficinas de reunião da maçonaria. Em 1.730, os ingleses introduziram as lojas nos EUA, onde está concentrado o maior número de maçons do mundo. Originalmente tratava-se de uma irmandade de maçons ingleses fundada no século XII. No século XVI espalhou-se para o continente europeu, associando-se ao deísmo nos países católicos romanos. Na Grã-Bretanha e no EUA de hoje, cosntituem uma sociedade semi-secreta que matem certos símbolos místicos e cerimoniais. Seus membros tomaram o compromisso de acreditar em Deus como o Grande Arquiteto do Universo, simbolizado por um olho.


A Origem da Maçonaria  

Também chamada Franco-maçonaria, por seus adeptos auto-classificada como uma “sociedade fechada”, tem sido entendida por muitos leigos como uma sociedade “secreta”. O fato é que ela está presente, em nossos dias, em todos os países ocidentais e até em alguns países do Oriente, agrupando, hoje, mais de onze milhões de membros em todo o mundo. Operam nos Estados Unidos 15.300 lojas (loja é o nome dado ao local reservado aos rituais maçônicos) e mais de 33.700 em todo o mundo.

A influência deles nos EUA sempre foi muito grande. Catorze presidentes americanos foram maçons, destacando-se George Washington, James Monroe, Andrew Jackson, James Garfield, Howard Taft, Franklin Delano Roosevelt, Harry Truman e Gerald Ford, entre outros.

Há muitos anos se têm questionado a respeito da real origem da maçonaria, entretanto nenhum fato na história caracteriza precisamente a ascendência desta entidade associativa. Pouco se sabe a respeito da origem e fundadores da Maçonaria.

Porém, o que não faltam são “contos de fadas” acerca desse assunto. Vários personagens da Antigüidade são destacados como verdadeiros heróis neste meio.

Tubalcaim é citado como o primeiro maçom. Descendente de Caim, filho de Lamec com Seba, este homem que é dito pai dos que trabalham com cobre e ferro, viu em seu pai o exemplo de um homem homicida e polígamo (Gn. 4:22-24).

A lista segue com Ninrode, grande caçador diante do Senhor, esta figura é considerada fundador da Babilônia e arquiteto da Torre de Babel (Gn.10:8,9; 11:1-9). Isso com certeza aproxima os ideais da Torre de Babel a Maçonaria.

Segundo  William Bramley, em” The Gods of riv”,   “No antigo Egito, aos engenheiros, projetistas, e maçons que trabalhavam nos grandes projetos arquitetônicos era concedido um estatuto especial. Eram organizados em  corporações (ou associações) de elite…



Foram encontradas, pelo arqueólogo Petrie, provas da existência dessas corporações especiais, durante as suas expedições ao deserto do Líbano em 1888 e 1889. Nas ruínas de uma cidade construída por volta de 300 a.C., a expedição do dr. Petrie descobriu diversos registros em papiro. Uma parte descrevia uma corporação que mantinha reuniões secretas por volta de 2000 a.C.. A corporação reunia-se para discutir o nº. de horas de trabalho, salários e regulamentos do trabalho diário. Reunia-se num local de culto e providenciava apoio a viúvas, órfãos e trabalhadores em dificuldades. Os deveres organizacionais descritos nos papiros são extremamente semelhantes aqueles atribuídos ao ‘Vigilante’ e ‘Venerável’ num ramo moderno da…. Maçonaria.

Entretanto, o mais reverenciado de todos os “patriarcas” é Hiram Abif.  Veja mais detalhes sobre este personagem no tópico relativo ao Templo de Salomão.

Todavia, a história mais recente nos dá conta de que a Maçonaria, com este nome, teve origem nas associações profissionais dos pedreiros-livres da Inglaterra, na Idade Média. Esses pedreiros-livres (Free-Masons) eram arquitetos e construtores de igrejas, suntuosos palácios e prédios civis, que se uniram para preservar seu especializado ofício e defender sua classe profissional.

Esta informação encontra respaldo em BERTELOOT 2 (1949)  apud OLYINIK 6 (1997) , que ratifica que “a maçonaria descende das corporações medievais influenciadas pelos antigos mestres construtores de igrejas”.

ASLAN 1 (1974)  apud OLIYNIK 6 (1997)  afirma que alguns autores, entretanto, associam a Franco-Maçonaria a outras fraternidades iniciáticas sem considerar a época onde esta adquiriu seu caráter iniciático, comparando suas similaridades a esta última, não representando assim, fidedignamente, seu início.

É importante ressaltar também que as antigas Corporações da idade média apresentavam caráter materialista enquanto a atual maçonaria volta-se para preceitos filosóficos e morais, não devendo ser comparada a estas (OLIYNIK 6 (1997) ).

Determinadas correntes de pensamento admitem que a maçonaria teve diversas influências, se consolidando anos mais tarde. Alguns fatos associados permitem conduzir que suas raízes também puderam ter influências no antigo Egito...

 

2.1 – A Maçonaria e o Egito Antigo

Entre algumas passagens, a Bíblia relata que grande parte do conhecimento de Moisés era oriundo da cultura Egípcia e, por sua vez, este foi transmitido através do tempo até a era de Salomão e Davi. Segundo LEADBEATER 4 (1993), as cerimônias na maçonaria atual apresentam algumas semelhanças com as antigas cerimônias egípcias, tais como: a presença de dois guardas armados com facas que guardavam a entrada do templo, na estrutura do templo como a existência de duas colunas na entrada do templo, que simbolizavam uma passagem para o plano espiritual e outras mais. 

 

2.2 – Referências aos deuses Thoth e Enoch

 

 

De acordo com uma velha tradição maçônica, o Deus egípcio Thoth ‘teve grande participação na preservação do conhecimento do ofício maçônico e na sua transmissão á humanidade após as grandes cheias…’



David Stevenson, The Origins of Freemasonry

            “…O autor de um estudo acadêmico bem fundamentado [The Origins of Freemasonry]… chegou ao ponto de dizer que, no início, os Maçons consideravam Thoth como o seu patrono.”

“…O Livro de Enoch foi sempre de grande significado para a Maçonaria, e… certos rituais anteriores à época de Bruce (1730-1794) identificavam Enoch com Thoth, o Deus egípcio da Sabedoria.” Na Royal Masonic Cyclopaedia há uma entrada referindo que ‘Enoch é o inventor da escrita’, ‘que ensinava aos homens a arte da construção’ e que, antes das cheias, ele ‘temia que os verdadeiros segredos se perdessem – para o prevenir este escondeu o Grande Segredo, gravado numa pedra de pórfiro e enterrado nas entranhas da Terra’.”

- Graham Hancock, The Sign and the Seal.

 

 



2.3 - As Cruzadas

Um grande número de Europeus devotos começaram a se dirigir à Terra Santa ao serem informados do sucesso das cruzadas, muitos dos cruzados originais tinham regressado com as suas riquezas saqueadas para a Europa. Assim restaram poucos soldados  para defender os novos residentes e os peregrinos.

Por vários anos os Turcos Sarracenos realizaram investidas no Novo Reino tentando restituir suas terras. Eles realizavam contínuos ataques às habitações Cristãs. Os peregrinos que viajavam por terra contornando a Costa até Jerusalém eram alvos fáceis.

Em 1118, um grupo de Cavaleiros, dentre os quais: Godefory de Saint-Omer e Hugues de Payns, sob a proteção do abade de Clairvaux, intentando proteger os peregrinos dos ataques Sarracenos ofereciam os seus humildes serviços ao rei de Jerusalém: Balduino I. Eles devotaram-se a policiar as rotas usadas pelos peregrinos. Balduino agradecido com os seus esforços, lhes ofereceu a mesquita de Al-Aqsa (hoje conhecida como “Mesquita de Omar”), local onde anteriormente acredita-se ter sido instalado o Templo de Salomão.

Após algum tempo que se instalaram nas ruínas do Templo de Salomão, diz a lenda que os Templários (“Cavaleiros do Templo”) teriam encontrado os túneis secretos que levavam aos tesouros da oculta biblioteca de Salomão, surgindo assim a Ordem dos Pobres Cavaleiros de Cristo ou Templários. O Magnífico Tesouro encontrado era o Conhecimento.

O Papa Honório II em 1.128 aprovou a Ordem Templária, fazendo com que esta se dissemina-se por toda Europa. Estes acumularam riquezas. No final do século XIII, os Templários formavam na França uma das partes mais ricas e independentes da Nobreza feudal.

Os Templários até então, prestavam contas somente ao Papa Clemente V, entretanto este concedeu essa condição para Filipe IV. Em 13 de Outubro de 1307, agentes do rei Filipe acusaram e prenderam muitos integrantes da ordem Templária, incluindo alguns líderes. Mas quando os agentes entraram na  sede dos Templários em Paris, não encontraram nada que os desabonassem.

  

2.4 - O Feudalismo

OLIYNIK 6 (1997)  afirma que com o crescimento do Feudalismo o poder começou a se centralizar nos grandes proprietários de terras, conseqüentemente fora criado um sistema hierárquico-hereditário de suserania (Suserano: que possui um feudo, do qual outros dependem) e vassalagem, onde o vassalo (subserviente) prestava obrigações  ao grande Senhor de  terras, que lhe provia o sustento. Estes menos favorecidos eram classificados nas seguintes categorias:

1. moradores e seareiros

2. vilões

3. servos

4. escravos

Esta hierarquia social enfraqueceu-se por volta do ano de 1300 com o início da queda do Feudalismo Europeu. Este último perdurou até em meados de 1500, quando já se encontrava quase que totalmente erradicado, época na qual o trabalho começou a se tornar escasso.

No período de ascendência do feudalismo predominavam nas cidades as corporações formadas por mercadores e as dos artífices, como também período de aparecimento de profissionais aperfeiçoados em corte de pedras (free masons). Com o advento destas instituições, as cidades obtiveram maior autonomia (OLIYNIK6 (1997) ).

As Guildas reuniam pessoas com o mesmo ideal, e possuíam também interesse social e religioso. Eram adotados certos rituais de apresentação ao comer e beber. Elas findaram em meados do século XVI (OLIYNIK 6 (1997) ).

A partir daí, começaram a aparecer as principais associações de Operários. As primeiras confrarias leigas surgem no século XI. A maioria das corporações começaram a se formar em decorrência das antigas comunas   no século XII e a franco maçonaria no século XIII

 

2.5 - O Templo de Salomão

No intento de construir a Cidade Sagrada em homenagem ao Grande Arquiteto do Universo, MASIL 5 (1986) ; CAMINO 3 afirma que o rei Salomão recebeu o auxílio de Hiram, o melhor arquiteto e fundidor de metais do rei de Tiro.

Com a finalidade de executar corretamente seu trabalho, Hiram empregou muitos homens, recebendo cada qual, hierarquicamente, uma classificação segundo suas  habilidades. Estes eram denominados: de Aprendizes, Companheiros e Mestres. Por sua vez, estes almejavam a elevação de sua posição, pois o salário de cada um era referente a posição que ocupara no momento. Segundo LEADBEATER 4 (1993) , o Templo de Salomão fora construído segundo os princípios Maçônicos, embora nesta época este termo ainda não fosse utilizado.



À medida que o candidato passa pelos rituais aprende que na construção do Templo do Rei Salomão, em Jerusalém, os pedreiros especializados eram divididos em dois grupos: Aprendizes e Companheiros; que estes eram presididos por três Grão-Mestres ( o Rei Salomão, Hiram, rei de Tyre, e Hiram Abiff) que partilhavam segredos apenas por ele conhecidos; que estes segredos se perderam com o assassinato de Hiram Abiff - em resultado da sua recusa em os divulgar - e que determinados segredos foram adotados em sua substituição ‘até que o tempo ou circunstância restituísse os originais’ (daqui vem a referência à Palavra Perdida - Loumac ). A importância deste conhecimento justifica-se pelo fato de comprovar a existência da Maçonaria no tempo de Salomão, mantendo-se um sistema inalterado desde então. O ritual, contudo, como o candidato em breve comprovará, não representa a verdade literal ou histórica, mas é, na verdade, uma alegoria dramatizada, pela qual são transmitidos os princípios e costumes do Ofício.

John Hamill, The Craft, A History of English Freemasonry

 

 

3. – UMA LENDA QUE EMBASOU UM RITUAL CERCADO DE MISTÉRIOS



 

Os francos-maçons tiveram sua lenda secreta; é a de Hiram.

Quando Salomão mandou construir o templo, confiou seus planos a um arquiteto chamado Hiram. Este arquiteto, para por ordem nos trabalhos, dividiu os trabalhadores segundo sua habilidade e como era grande o número deles, a fim de rivao-los, quer para riva-los segundo seu mérito, quer para rivao-Ios segundo seu trabalho, ele deu a cada categoria de aprendizes, de companheiros e aos mestres palavras de passe e senhas particulares...

Três companheiras quiseram usurpar a posição de mestres, sem o devido merecimento; puseram-se de emboscada nas três portas principais do templo, e quando Hiram se apresentou para sair, um dos companheiros pediu-lhe a palavra de ordem dos mestres, ameaçando-o com sua régua.

Hiram lhe respondeu: “Não foi assim que recebi a palavra que me pedis.” O companheiro furioso bateu em Hiram com sua régua fazendo-lhe uma primeira ferida.

Hiram correu a uma outra porta, onde encontrou o segundo companheiro; mesma pergunta, a mesma resposta, e esta vez Hiram foi ferido com um esquadro, dizem outros com uma alavanca. Na terceira porta estava o terceiro assassino que abateu o mestre com uma machadinha.

Estes três companheiros esconderam em seguida o cadáver sob um montão de escombros, e plantaram sobre este túmulo improvisado um ramo de acácia, fugindo depois como Caim após a morte de Abel.

Salomão, porém, não vendo regressar seu arquiteto, despachou nove mestres para riva-lo; o ramo de acácia lhes revelou o cadáver, eles o tiraram de sob os escombros e como lá havia ficado bastante tempo, eles exclamaram, levantando-o: Mach Benach o que significa: a carne solta-se dos ossos.

A Hiram foram prestadas as últimas honras, mandando depois Salomão 27 mestres à cata dos assassinos.

O primeiro foi surpreendido numa caverna: perto dele ardia uma lâmpada, corria um regato a seus pés e para sua defesa achava-se a seu lado um punhal. O mestre que penetrou na caverna e reconheceu o assassino, tomou o punhal e feriu-o gritando: Nekun! palavra que quer dizer vingança; sua cabeça foi levada a Salomão que estremeceu ao vê-la e disse ao que tinha assassinado: “Desgraçado, não sabias tu que eu me reservava o direito de punir?”

Então todos os mestres se ajoelharam e pediram perdão para aquele cujo zelo o levara tão longe.

O segundo assassino foi traído por um homem que lhe dera asilo; ele se escondera num rochedo perto de um espinheiro ardente, sobre o qual brilhava um arco-íris; ao seu lado achava-se deitado um cão cuja vigilância os mestres enganaram; pegaram o criminoso, amarraram-no e o conduziram-no a Jerusalém onde sofreu o último suplício.

O terceiro foi morto por um leão que foi preciso vencer para apoderar-se do cadáver; outras versões dizem que ele se defendeu a machadadas contra os mestres que chegaram enfim a riva-lo e o levaram a Salomão que lhe fez expiar seu crime.

Tal é a primeira lenda; eis agora a explicação, onde podemos perceber, claramente, a utilização da mesma nos rituais maçônicos:

Salomão é a personificação da ciência e da sabedoria supremas.

O templo é a realização e a figura do reino hierárquico da verdade e da razão sobre a terra.

Hiram é o homem que chegou ao domínio pela ciência e pela sabedoria. Ele governa pela justiça e pela ordem, dando a cada um segundo suas obras.

Cada grau da ordem possui uma palavra que lhe exprime a inteligência. Não há senão uma palavra para Hiram, mas esta palavra pronuncia-se de três maneiras diferentes.

De um modo para os aprendizes, e pronunciada por eles significa natureza e explica-se pelo trabalho.

De outro modo pelos companheiros e entre eles significa pensamento explicando-se pelo estudo.

De outro modo para os mestres e em sua boca significa verdade, palavra que se explica pela sabedoria. Esta palavra é a que serve para designar Deus, cujo verdadeiro nome é indizível e incomunicável.

Assim há três graus na hierarquia como há três portas no templo. Há três raios na luz. Há três forças na natureza.

Estas forças são figuradas pela régua que une, a alavanca que levanta e a machadinha que firma.

A rebelião dos instintos brutais, contra a aristocracia hierática da sabedoria, arma-se sucessivamente destas três forças que ela desvia da harmonia.

Há três rebeldes típicos: O rebelde à natureza; o rebelde à ciência; o rebelde à verdade.

Eles eram figurados no inferno dos antigos pelas três cabeças de Cérbero.

Eles são figurados na Bíblia por Coié, Dathan e Abiron.

Na lenda maçônica, eles são designados por nomes que variam segundo as ritos.

O primeiro que se chama ordinariamente Abiran ou assassino de Hirain, fere o grão-mestre com a régua. É a história do justo que se mata, em nome da lei, pelas paixões humanas.

O Segundo, chamado Mephiboseth, do nome de um pretendente ridículo e enfermo à realeza de Davi, fere Hiram com a alavanca ou a esquadria.

É assim que a alavanca popular ou a esquadria de uma louca igualdade toma-se o instrumento da tirania entre as mãos da multidão e atenta, mais infelizmente ainda do que a régua, à realeza da sabedoria e da virtude.

O terceiro enfim acaba com Hiram com a machadinha, como fazem os instintos brutais quando querem fazer a ordem em nome da violência e do medo, abafando a inteligência.

O ramo de acácia sobre o túmulo de Hiram é como a cruz sobre nossos altares. É o sinal da ciência que sobrevém à ciência; é o raio verde que anuncia uma outra primavera.

Quando os homens perturbam assim a ordem da natureza, a Providência intervém para rivaoce-la, como Salomão para vingar a morte de Hiram.

Aquele que assassinou com a régua, morre pelo punhal.

Aquele que feriu com a alavanca ou a esquadria, morrerá sob o machado da lei. É a sentença eterna dos regicidas.

 Aquele que triunfou pela machadinha, cairá vítima da força de que abusou e será estrangulado pelo leão.

O assassino pela régua é denunciado pela lâmpada mesma que o esclarece e pela fonte onde bebe, isto é, a ele será aplicada a pena de talião.

O assassino pela alavanca será surpreendido quando sua vigilância for deficiente como um cão adormecido e será entregue por seus cúmplices; porque a anarquia é a mãe da traição.

O leão que devora o assassino pela machadinha, é uma das formas da esfinge de Édipo. E aquele que vencer o leão merecerá suceder a Hiram na sua dignidade.

“O cadáver putrefatu” de Hiram mostra que as formas mudam, mas que o espírito fica. A fonte de água que corre perto do primeiro facínora lembra o dilúvio que puniu os crimes contra a natureza. O espinheiro ardente e o arco-íris que fazem descobrir o segundo assassino, representam a luz e a vida, denunciando os atentados contra o pensamento.

Enfim o leão vencido representa o triunfo do espírito sobre a matéria e a submissão definitiva da força à inteligência.

Desde o começo do trabalho do espírito para edificar o templo da unidade, Hiram foi morto muitas vezes e ressuscita sempre. É Adonis morto pelo javali; é Osíris assassinado por Tífon. É Pitágoras proscrito, é Orfeu despedaçado pelas bacantes, é Moisés abandonado nas cavernas do Monte Neba, é Jesus morto por Caifás, Judas e Pilatos.

Os verdadeiros maçons são, pois, os que persistem em querer construir. o templo, segundo o plano iÍe Hirain.

Tal é a grande e principal lenda da maçonaria; as outras são menos belas e menos profundas,

Ao longo de nossa pesquisa, encontramos referências muito interessantes sobre a ligação da Maçonaria com o Templo de Salomão e o já mencionado personagem HIRAM, as quais listamos abaixo:

A lenda do Mestre Construtor [Hiram Abiff] é a grande alegoria maçônica. Na realidade, a sua história figurativa é baseada numa personalidade das Sagradas Escrituras, mas os seus antecedentes históricos são de acontecimentos e não da essência; o significado reside na alegoria e não em qualquer fato histórico que possa estar por detrás.”

 A.E. Waite, New Encyclopedia of Freemasonry 



”Para o construtor iniciado, o nome Hiram Abiff significa ‘Meu Pai, o Espírito Universal, uno em essência, três em aparência.’ Ainda que o Mestre assassinado seja o estereotipo do Mártir Cósmico – O Espírito crucificado do Bem, o Deus moribundo – cujo Mistério é celebrado por todo o mundo.”

Os esforços levados a cabo para descobrir a origem da lenda de Hiram demonstram que, apesar da forma relativamente moderna de representação da lenda, os seus princípios fundamentais remontam a uma longínqua Antiguidade. É habitualmente reconhecido pelos estudiosos maçônicos que a história do martirizado Hiram é baseada em antigos rituais egípcios do deus riva, cuja morte e ressurreição retratam a morte espiritual do Homem e sua regeneração através da iniciação nos Mistérios. Hiram é também identificado com Hermes através da inscrição na Placa de Esmeralda.”


- Manly P. Hall, Masonic, Hermetic, Quabbalistic & Rosicrucian Symbolical Philosophy 

 

Knight e Lomas avançam a teoria de que Hiram Abif era, na realidade, Sequenere ri II, o verdadeiro rei egípcio que viveu em Thebas, cerca de 640 kilómetros a sul de Hyksos, capital de Avaris, perto dos limites do reino de Hyksos. Sequenere era o “novo rei do egito, que não conhecia José”, que foi vizir por volta de 1570 A.C. Apophis, especula-se, quereria conhecer os rituais secretos de Horus, que permitiam ao faraós transformarem-se em riva na morte e viver eternamente como uma estrela. Apophis enviou homens a seu soldo para extrair a informação de Sequenere, mas ele mais facilmente morreria com violentas pancadas na cabeça antes de contar alguma coisa; na verdade, foi o que aconteceu. 



A identificação de Hiram Abif como sendo Sequenere baseia-se no crânio da múmia, o qual parece ter sido esmagado por três golpes aguçados, como os que foram deferidos em Hiram Abif. E quanto aos assassinos descritos no folclore rivao como Judeus? Knight e Lomas sugerem que estes serão dois dos irmãos expatriados de José, Simeon e Levi, auxiliados por um jovem padre de Thebast. Como prova, Knight e Lomas apontam a múmia encontrada ao lado da de Sequenere. O corpo não embalsamado pertencia a um jovem que morreu com os riva genitais cortados, e com um estertor de agonia no rosto. Teria ele sido enterrado vivo como castigo pelo seu crime?

Os rituais maçônicos referem Hiram Abif como o ‘Filho da Viúva’... na lenda egípcia, o primeiro Horus foi concebido após a morte de seu pai, pelo que a mãe já era viúva mesmo antes da concepção. Parece lógico que, todos os que, daí em diante, se tornaram Horus, i.e., os reis do Egipto, se apelidaram de ‘Filho da Viúva’”

- Christopher Knight & Robert Lomas, The Hiram Key: Pharaohs, Freemasons and the Discovery of the Secret Scrolls of Jesus.

 

 



4 - O QUE VEM A SER A MAÇONARIA?

2.1. Muito se tem questionado, entre os curiosos, afinal, o que é a Maçonaria. Todavia, ao certo pouco se pode inferir, uma vez que se trata de uma sociedade formada entre homens – mulheres não podem participar, pois não são aceitas como aprendizes ou membros – e estes, ao ingressarem em alguma loja maçônica, proferem um juramento secreto de jamais revelarem os chamados “segredos” daquela entidade.

            Garimpando informações nas fontes disponíveis, conseguimos reunir alguns dados, os quais passamos a expor neste trabalho.

 

4.1 - O QUE É A MAÇONARIA – NA VISÃO DOS MAÇONS

A Maçonaria, Ordem Universal, é constituída por homens de todas as raças e nacionalidades, acolhidos por iniciação e congregados em Lojas, nas quais, auxiliados por símbolos e alegorias, estudam e trabalham para o aperfeiçoamento da Sociedade Humana.

Trata-se de uma associação voluntária de homens livres, cuja origem se perde na Idade Média, se considerarmos as suas origens Operativas ou de Ofício. Modernamente, fundada em 24 de junho de 1717, com o advento da Grande Loja de Londres.

É fundada no Amor Fraternal e na esperança de que, com amor a Deus, à pátria, à família e ao próximo, com tolerância e sabedoria, constante e livre investigação da Verdade, com a evolução do conhecimento humano pela filosofia, ciências e artes, sob a tríade da Liberdade, Igualdade e Fraternidade e dentro dos Princípios da Moral, da Razão e da Justiça, o mundo alcance a felicidade geral e a paz universal.

É tida por seus adeptos como “o mais belo sistema de conduta moral, que pretende fazer com que o Iniciado seja capaz de vencer suas paixões, dominar seus vícios, as ambições, o ódio, os desejos de vingança, e tudo que oprime a alma do homem, tornando-se exemplo de fraternidade, de igualdade, de liberdade absoluta de pensamento e de tolerância”.

Assim, a Maçonaria é uma instituição essencialmente filosófica, filantrópica, educativa e progressista.

É Filosófica porque em seus atos e cerimônias ela trata da essência, propriedades e efeitos das causas naturais. Investiga as leis da natureza e relaciona as primeiras bases da moral e da ética pura.

É filantrópica porque não esta constituída para obter lucro pessoal de nenhuma classe, senão, pelo contrário, suas arrecadações e seus recursos se destinam ao bem estar do gênero humano, sem distinção de nacionalidade, sexo, religião ou raça. Procura conseguir a felicidade dos homens por meio da elevação espiritual e pela tranqüilidade da consciência.

É progressista porque partindo do princípio da imortalidade e da crença em um princípio criador regular e infinito, não se aferra a dogmas, prevenções ou superstições. E não põe nenhum obstáculo ao esforço dos seres humanos na busca da verdade, nem reconhece outro limite nessa busca senão a da razão com base na ciência.

O tema da Maçonaria é: Ciência – Justiça – Trabalho.

Ciência, para esclarecer os espíritos e riva-los; Justiça, para equilibrar e enaltecer as relações humanas; Trabalho por meio do qual os homens se dignificam e se tornam independentes economicamente. Em uma palavra, a Maçonaria trabalha para o melhoramento intelectual, moral e social da humanidade.

 

4.2 - EXISTEM SEGREDOS NA MAÇONARIA?

A Maçonaria é uma sociedade secreta, como a maior parte das pessoas assim entende?

Bem, eles respondem que NÃO, pela simples razão de que sua existência é amplamente conhecida. As autoridades de vários países lhe concedem personalidade jurídica. Seus fins são amplamente difundidos em dicionários, enciclopédias, livros de histórias, etc.

Então, qual o mito criado que eles possuem um “segredo” que levam até ao túmulo?

Segundo os maçons. o único segredo que existe e não se conhece senão por meio de ingresso na instituição são os meios para se reconhecer os maçons entre si, em qualquer parte do mundo e o modo de interpretar seus símbolos e os ensinamentos neles contidos.

 

4.3. - A MAÇONARIA E OS LANDMARKS

Os Landmarks são regras de conduta que existem a longo tempo (sem podermos precisar quando), quer seja sob a forma de lei escrita ou não, e que são imutáveis e que todo maçom é obrigado a manter intactas. O grande escritor norte americano Albert G. Mackey compilou vinte e cinco Landmarks, tidos como aceitos e que as Grandes Lojas acolheram.

Abaixo, listamos alguns desses Landmarks que conseguimos encontrar ao longo de nossa pesquisa:

       Só são admitidos à Maçonaria os homens que acreditam num Ser Supremo e na imortalidade da alma.

       Nenhum Maçom deve revelar segredos de um Irmão que possam riva-lo de sua vida e propriedade.

       O Estado deve ser laico. Aqui está, talvez, a grande divergência do Irã e de qualquer Nação em que a aliança entre a Igreja e o Estado seja constitucional ou o que o valha. Todavia, inexiste proibição a que um iraniano (ou ser humano de qualquer nacionalidade ou credo) ingresse na Maçonaria.

       Um Irmão viajante em visita deve receber auxílio material imediato, emprego por dois meses e se indicará a próxima Loja para onde irá.

       O Maçom jamais manterá qualquer tipo de contato sexual ilícito com a mulher, a mãe, a filha ou a irmã de outro homem. (Uma forma universal de cavalheirismo particularmente importante numa situação estressante como a de homens em fuga...)

       O Maçom deve manter um elevado padrão de dignidade, honradez e moralidade.

       É interditado fazer proselitismo de qualquer religião em detrimento de outra numa Loja aberta.

       É indispensável a existência no Altar, de um Livro da Lei, o Livro que conforme a crença, se supõe conter a verdade revelada pelo GADU. Não cuidando a maçonaria de intervir na peculiaridade da fé religiosa de seus membros. Exige, por isso, este Landmark que, um Livro da Lei seja parte indispensável dos utensílios de uma loja”

Com relação a este último Landmark, podemos perguntar: “Por que o Livro da lei?”.

E a resposta dos maçons:

 “Porque nele encontramos os preceitos religiosos. É a palavra escrita, é o “Verbo”, a representação simbólica da Sua Presença entre nós. A designação de Livro da Lei deve ser entendida como o “Livro da Lei Sagrada”, logo, ele pode mudar de acordo com a religião dos próprios obreiros, já que para ser maçom há a necessidade de se acreditar em um ente supremo, criador de todas as coisas. Definitivamente, o maçom não pode ser ateu”.

 

Ora, o Livro da Lei pode ser:



a) O Livro dos Mortos – para os egípcios.

b) A Bíblia para os Católicos

c) Vedas – para os hindus

d) O Torah para os judeus

e) O Alcorão para os Muçulmanos

            Isto significa que, uma vez que eles não fazem distinção de religião, pois aceitam qualquer pessoa desde que não seja ateu, qual, então, o livro que colocam em seus altares, como sendo “O Livro da Lei”?

            Resposta: em todas as fontes pesquisadas, verificamos que se utilizam da Bíblia que contém 73 livros,ou seja, a Bíblia chamada de “Católica”, a qual inclui os livros apócrifos.

 

4.4 - A MAÇONARIA E A RELIGIÃO

A princípio negam que a maçonaria seja uma religião. Mas na Enciclopédia Revisada da Franco-Maçonaria, de Albert G. Mackey diz: “A Maçonaria pode ser corretamente chamada de instituição religiosa”.

        A tendência de toda verdadeira Maçonaria é com a religião... Veja os antigos Landmarks (doutrinas), suas sublimes cerimônias, seus profundos símbolos ou alegorias, tudo focalizando verdadeiros ensinos religiosos e quem pode negar que a Maçonaria é uma instituição eminentemente religiosa?”

        Quando são feitas as reuniões maçônicas, a loja, que é onde se reúnem, passa a ser chamada oficina. Isso para manter o simbolismo do ideal maçom, que é a construção de uma sociedade onde haja fraternidade, igualdade e liberdade. Como maçons (pedreiros, lavradores de pedras) acreditam que serão os arquitetos e construtores desse grande projeto. Nas oficinas as reuniões são marcadas por: orações na abertura e no encerramento; as lojas ou templos são consagrados; segundo o Dicionário citado acima, “na Maçonaria, o tratamento entre os seus adeptos é o de “irmão”.

 

4.5 - A MAÇONARIA E A BÍBLIA

 

        Os maçons honram a Bíblia como a Palavra de Deus, recomendando aos maçons que a estudem regularmente. A maçonaria ensina que as três grandes luzes são: a luz da Bíblia, a luz do esquadro e a luz do compasso. O compasso simboliza o espírito e o esquadro a matéria.



      Todavia, a verdade é que eles crêem na Bíblia apenas como símbolo da vontade de Deus e não como fonte de ensinamento divino.

        Segundo o ex-mestre maçom, hoje Pastor evangélico, Antonio Jean, “a formação dos maçons é baseada em 2 Samuel 7.13: “Este edificará uma casa ao meu nome, e eu estabelecerei para sempre o trono do seu reino”.

 

4.6 - A MAÇONARIA E DEUS

Segundo o Dicionário da Maçonaria, os maçons procuram identificar seu deus pelo nome de G.A.D.U., “nome pelo qual na maçonaria se designa Alá, Logos, Osíris, Brahma, etc., dos diferentes povos, já que ali se considera o Universo como uma Loja ou Oficina em sua máxima perfeição”.

De fato, a Maçonaria proclama, desde a sua origem, a existência de um Princípio Criador, ao qual, em respeito a todas as religiões, denomina Grande Arquiteto do Universo – GADU - que é o princípio e causa de todas as coisas

 

4.7 - A MAÇONARIA E SEUS OBJETIVOS

Segundo fontes maçônicas, os objetivos perseguidos pela Maçonaria são: ajudar os homens a reforçarem o seu caráter, melhorar sua bagagem moral e espiritual e aumentar seus horizontes culturais. O objetivo da Maçonaria é preparar o ser humano de forma a que este reconstrua, através da mudança e mortalidade que possui agora, um corpo fisicamente perfeito e também imortal. O plano é a construção deste corpo imortal, chamado pelos maçons modernos de Templo do Rei Salomão, a partir de material do corpo físico, chamado de ruínas do Templo do Rei Salomão.

Como se depreende, a maçonaria considera o nosso corpo não o templo do Espírito Santo, mas o “Templo do rei Salomão”. Observe o conteúdo de uma oração maçônica:



"E, UMA VEZ QUE O PECADO DESTRUIU EM NÓS O PRIMEIRO TEMPLO DE PUREZA E INOCÊNCIA, POSSA A GRAÇA DIVINA GUIAR-NOS E ASSISTIR-NOS NA CONSTRUÇÃO DE UM SEGUNDO TEMPLO DE REFORMA, EM QUE A SUA GLÓRIA SEJA MAIOR QUE A DO SEU ANTECESSOR". (oração maçônica)

 

Perguntamos a um maçom se A Maçonaria é religiosa? A resposta foi: “Sim, é religiosa, porque reconhece a existência de um único princípio criador, regulador, absoluto, supremo e infinito ao qual se dá o nome de GRANDE ARQUITETO DO UNIVERSO, porque é uma entidade espiritualista em contraposição ao predomínio do materialismo. Estes fatores que são essenciais e indispensáveis para a interpretação verdadeiramente religiosa do UNIVERSO, formam a base de sustentação e as grandes diretrizes de toda ideologia e atividade maçônica.



Nova pergunta: A Maçonaria é uma religião? A resposta: Não. A Maçonaria não é uma religião. É uma sociedade que tem por objetivo unir os homens entre si. União recíproca, no sentido mais amplo e elevado do termo. E esse seu esforço de união dos homens, admite em seu seio as pessoas de todos os credos religiosos sem nenhuma distinção.

Para ser Maçom é necessário renunciar a religião a qual se pertence ? resposta: “Não, porque a Maçonaria abriga em seu seio homens de qualquer religião, desde que acreditem em um só Criador, o Grande Arquiteto do Universo, que é Deus. Geralmente existe essa crença entre os católicos, mas, ilustres prelados tem pertencido à Ordem Maçônica; entre outros, o Cura Hidalgo, Paladino da Liberdade Mexicana; o Padre Calvo, fundador da Maçonaria na América Central; o Arcebispo da Venezuela, Don Ramon Ignácio Mendez, Padre Diogo Antônio Feijó; Cônegos Luiz Vieira, José da Silva de Oliveira Rolin, da Inconfidência Mineira, Frei Miguelino, Frei Caneca e muitos outros.

 

4.8 – A PARTICIPAÇÃO DA MAÇONARIA NA HISTÓRIA MUNDIAL

A participação histórica da Maçonaria no cenário dos últimos séculos é um fator muito interessante. Embora sempre de maneira bastante discreta, atuando firmemente nos bastidores, esta sociedade exerceu grande influência em vários acontecimentos.

A presença maçônica é vista na Revolução Francesa. Os ‘’ideais" da Maçonaria foram lema adotados neste episódio, mostrando que haviam interesses ocultos por detrás da revolução.

De todos os movimentos libertários, foi na Revolução Francesa - cujo lema, "Liberdade, Igualdade e Fraternidade" é claramente extraído do lema maçônico - que a maçonaria teve uma participação mais forte.Mas tal revolução resultou no massacre de milhares de pessoas e na anulação do conceito de religião, quando a França "aboliu" a existência de Deus e entronizou em seu lugar uma prostituta como a deusa "Razão"; passando à perseguição dos religiosos e à destruição de todos exemplares das Escrituras Sagradas, o que resultou em caos e trevas morais.

Após três anos e meio, a situação política e social da França chegou a um estágio de degradação tal que os franceses se viram obrigados a permitir novamente as práticas religiosas abolidas.  



"Liberdade, Igualdade e Fraternidade" também estiveram em foco no processo de Independência dos Estados Unidos da América. Ali pelo menos quatorze presidentes maçons governaram! Franklin Roosevelt, Harry Truman, Lyndon Johnson, Gerald Ford, Ronald Reagan e George Bush são apenas alguns exemplos de maçons que chagaram ao topo da pirâmide.  

Outras sociedades fechadas tiveram seu berço na Maçonaria. O fundador da Máfia, Giuseppi Mazzini (1805-1872), foi uma grande figura entre os maçons do século 19. Da sociedade formada na Silícia , cujo nome era Oblonica (que quer dizer: "Conto com um punhal"), surge um grupo de elite: A Máfia. Este nome é um acrônimo para Mazzinni autorizza turti, incendi, avvelenamenti - Mazzinni autoriza roubo, incêndio e envenenamento.

Do outro lado do oceano, na mesma época, o chamado "Irmão Gêmeo" do italiano, Albert Pike (1809-1891), dirigia o espetáculo nos Estados Unidos. Militar como Mazzinni, Pike era general do lado dos confederados, apesar de ser "Ianque", nascido em Boston. .

Na história brasileira, a Maçonaria também deixou sua marca. Destacamos alguns vultos históricos brasileiros que foram maçons: O próprio Imperador D. Pedro I, José Bonifácio, Gonçalves Ledo, Luís Alves de Lima e Silva (Duque de Caxias), Sua colaboração também se estendeu até a República, pois o Marechal Deodoro também fazia parte da organização. Outros brasileiros ilustres constam da relação: Floriano Peixoto, Prudente de Morais, Rodrigues Alves, Nilo Peçanha, Hermes da Fonseca, Wenceslau Braz, Washington Luiz, Rui Barbosa, Campos Sales, o Senador Vergueiro e atualmente temos como maior exemplo o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, além de muitos outros.

 Para se ter uma idéia, um mês após proclamar a Independência, Dom Pedro I foi aclamado Grão-Mestre geral da maçonaria no Brasil. O Marechal Deodoro da Fonseca ocupava o cargo de Grão-Mestre Geral da Maçonaria no Brasil quando proclamou a República.

 

No detalhe, símbolos maçônicos no trono de D. Pedro I,   quando era Grão-Mestre.



 

Na Inconfidência Mineira, temos o jovem Tiradentes, maçon iniciado na casa de Silva Alvarenga. Observamos as marcas na própria bandeira do estado, que estampa um triângulo maçônico com dizeres "Libertas quae seras tamem".

Foi sob inspiração maçônica que a revolução republicana de 1817, em Pernambuco, teve início. Esse movimento fez D. João VI decretar a proibição da Maçonaria.

As principais obras da Maçonaria no Brasil, por eles citadas com muito orgulho, foram, nada mais nada menos, do que: A Independência, a Abolição e a República. Isto para citar somente os três maiores feitos da nossa história, em que maçons tomaram parte ativa.

Outros homens ilustres, europeus, que foram Maçons: Filósofos como Voltaire, Goethe e Lessing; Músicos como Beethoven, Haydn e Mozart; Militares como Frederico o Grande, Napoleão e Garibaldi; Poetas como Byron, Lamartine e Hugo; Escritores como Castellar, Mazzini e Espling.

Também na América houve participação ativa de maçons.  Os libertadores da América foram todos maçons. Washington nos Estados Unidos; Miranda o Padre da Liberdade sul-americana; San Martin e O’Higgins, na Argentina; Bolívar no Norte da América do Sul; Marti em Cuba; Benito Juarez no México.

A maçonaria está bem estabelecida através de sua simbologia, também, em Portugal:

As Folhas-de-Acácia, Símbolo Maçônico Internacional (SMI), surgem a enfeitar o Brasão de Portugal desde a Instauração da República, quando a utilização deste na oficialização de documentos, dinheiro e repartições de Estado;

Vemos um Compasso (SMI) no logotipo da Ordem dos Engenheiros; Um Mocho no logotipo da Universidade de Coimbra; Folhas-de-Acácia, Livro-Aberto (SMI), Lamparina (SMI) e Mocho no logotipo da Ordem dos Advogados de Portugal; Folhas-de-Acácia na Confederação dos Agricultores de Portugal; Livro-Aberto e Águia olhando p/ nossa esquerda (símbolo imperialista e militarista) no logotipo da Universidade de Aveiro; Círculo com ponto-ao-centro (SMI) no logotipo do Jornal "O Independente"...

            A maçonaria também se faz presente, com seus símbolos, até no FUNDO MONETÁRIO INTERNACIONAL, com as discretas Folhas-de-Acácia no logotipo do FMI.

Igualmente, na nota de um dólar americano, na garra da águia do Selo Oficial dos EUA, no prédio do Pentágono e até no logotipo da Organização das Nações Unidas (ONU)!

 

5 - A Maçonaria e a Sociedade

Parece rígida em seus princípios, mas declara-se absolutamente tolerante com todas as pessoas, ensinando aos iniciados que é mister respeitar a opinião de todos, ainda que difiram de suas próprias, desafiando a todos à mais sincera Tolerância. A Ordem não visa em hipótese alguma lucro ou benefício, pessoal ou coletivo.

A Maçonaria não impõe limites à investigação da verdade e, para garantir essa liberdade, exige de todos a maior tolerância. Suas únicas exigências são que o candidato possua um espírito filantrópico e o firme propósito de tratar sempre de ir à busca da perfeição.

É uma sociedade fraternal, que admite a todo homem livre e de bons costumes, sem distinção de raça religião, ideário político ou posição social. Assim, segundo eles mesmos afirmam, a Maçonaria é acessível aos homens de todas as raças, classes e crenças, quer religiosas quer políticas, excetuando as que privem o homem da liberdade de consciência, da manifestação do pensamento, restrinjam os direitos e a dignidade da pessoa humana e exijam submissão incondicional.

Todavia, conforme Cristopher Knight & Robert Lomas, The Hiram Key: Pharaohs, Freemasons and the Discovery of the Secret Scrolls of Jesus:

 "Ainda que esta regra não seja já rigorosamente aplicada, a Maçonaria requere que os candidatos a maçom possuam mente sã e sejam fisicamente aptos; é suposto que qualquer deficiência seja suficiente para impossibilitar a admissão." Esta regra é similar a um dos requisitos essenciais para admissão à Yahad, ou "Grupo da União", como descrito em várias das Escrituras do Mar Morto”.

 

A Maçonaria exige de seus membros, respeito às leis do país em que cada Maçom vive e trabalha. Os princípios Maçônicos não podem entrar em conflito com os deveres que como cidadãos têm os Maçons. Na realidade estes princípios tendem a reforçar o cumprimento de suas responsabilidades públicas e privadas:.


A Ordem induz seus membros a uma profunda e sincera reforma de si mesmos, ao contrário de ideologias que pretendem transformar a sociedade, com uma sincera esperança de que, o progresso individual contribuirá, necessariamente, para a posterior melhora e progresso da Humanidade. E é por isso que os Maçons jamais participarão de conspirações contra o poder legítimo, escolhido pelos povos.

Para um Maçom as suas obrigações como cidadão e pai de uma família, devem, necessariamente, prevalecer sobre qualquer outra obrigação, e, portanto, não dará nenhuma proteção a quem agir desonestamente ou contra os princípios morais e legais da sociedade.

Nas suas Lojas são expressamente proibidos o proselitismo religioso e político, garantindo assim a mais absoluta liberdade de consciência, o que lhe permite permanecer progressista, sobrevivendo às mais diversas doutrinas e sistemas do mundo. Curioso é perceber que sempre onde faltou a Liberdade, onde grassou a ignorância, foi aí que a Maçonaria foi mais contundentemente perseguida, tendo sido inclusive associada aos judeus durante o período de intenso anti-semitismo da Europa Ocidental, nos primeiro e segundo quartos do século passado.

A Maçonaria além de combater a ignorância em todas as suas modalidades, constitui-se numa escola, impondo-se o seguinte programa:

                      a) obedecer às leis democráticas do País;

                      b) viver segundo os ditames da honra;

                      c) praticar justiça;

                      d) amar o próximo;

e) trabalhar pelo progresso do homem;

A Maçonaria proíbe discussão político-partidária e religioso-sectária em seus templos. A par dessa definição, a Maçonaria proclama, também,  os seguintes princípios:

a) Amar a Deus, a Pátria, a Família e a Humanidade;

b) Praticar a beneficência, de modo discreto, sem humilhar;

c) Praticar a solidariedade maçônica, nas causas justas, fortalecendo os laços de fraternidade;

d) Defender os direitos e as garantias individuais;

e) Considerar o trabalho lícito e digno como dever do homem;

f) Exigir de seus membros boa reputação moral, cívica, social e familiar, pugnando pelo aperfeiçoamento dos costumes;

g) Exigir tolerância para com toda forma de manifestação de consciência, de religião ou de filosofia, cujos objetivos sejam os de conquistar a verdade, a moral, a paz e o bem social;

h) Lutar pelo princípio da equidade, dando a cada um o que for justo, de acordo com sua capacidade, obras e méritos;

i) Combater o fanatismo, as paixões, o obscurantismo e os vícios.

Conforme Harold W. Percival, em Masonry and Its Symbols in the Light of "Thinking and Destiny", “Os ensinamentos maçônicos orientam seus membros a se dedicar à felicidade de seus semelhantes, não só porque a razão e a moral lhes impõem tal obrigação, mas também porque esse sentimento de solidariedade os faz irmãos”.

 

6 - A Maçonaria e a sua Organização

Desde a fundação da Grande Loja de Londres, em 24 de junho de 1717, as Lojas Maçônicas têm-se organizado em Obediências, sejam elas Grandes Lojas ou Grandes Orientes.

Os Maçons estão reunidos em Lojas, que se reúnem regularmente uma vez por semana, geralmente. Na proporção em que vão se aprofundando nos conhecimentos maçons, vão galgando graus dentro da Ordem. São os seguintes os graus (segundo o Rito Escocês):

Loja Azul ou Graus simbólicos: 1- Aprendiz, 2- Companheiro, 3- Mestre.
Graus Capitulares: 4- Mestre Secreto, 5- Mestre Perfeito, 6- Secretário Íntimo, 7- Chefe e Juiz, 8- Superintendente do Edifício, 9- Mestre Eleito dos Nove, 10- Ilustre Eleito dos Quinze, 11- Sublime Mestre Eleito, 12- Grande Mestre Arquiteto, 13- Mestre do Arco Real de Salomão, 14- Grande Eleito Maçom, 15- Cavaleiro do Grande Oriente ou da Espada, 14- Príncipe de Jerusalém, 15- Cavaleiro do Leste e Oeste, 16- Cavaleiro da Ordem Rosa Cruz.

Graus Filosóficos: 19- Grande Pontífice, 20- Grande Ad-Vitam, 21- Patriarca Noachita ou Prussiano, 22- Cavaleiro do Machado Real (Príncipe do Líbano), 23- Chefe do Tabernáculo, 24- Príncipe do Tabernáculo, 25- Cavaleiro da Serpente de Bronze, 26- Príncipe da Misericórdia, 27- Comandante do Templo, 28-Cavaleiro do Sol ou Príncipe Adepto, 29- Cavaleiro de Santo André, 30- Cavaleiro Kadosh.
Graus Superiores: 31- Inspetor Inquisidor, 32- Mestre do Segredo Real e 33- Grande Soberano Inspetor Real.

Em regra as Grandes Lojas recebem reconhecimento da Grande Loja Unida da Inglaterra, que se arroga o direito de guardiã da ortodoxia maçônica, de evidente cunho teísta, enquanto que os Grandes Orientes, são reconhecidos pelo Grande Oriente da França, fiel ainda à constituição de Anderson de 1723, com evidente influência iluminista, e caracterizado por uma profunda tolerância.

Porém esta regra não é universal, até porque não existe uma autoridade internacional que confira regularidade Maçônica.

           

 

6.1 - SÍMBOLOS E RITUAIS UTILIZADOS

Dentro dos rituais maçônicos predominam os símbolos ocultistas. A numerologia está intimamente ligada à geometria que, por força da profissão dos antigos francos-maçons (pedreiros-livres) era utilizada na construção de catedrais, palácios e outros prédios. Na base dessa numerologia esotérica estão, por exemplo, os números 3, 5 e 9 como pontos de partida para a construção de figuras geométricas como o triângulo e o pentágono.  

O ritual maçônico é a vestimenta de sua doutrina. Ele não é fácil de se definir, pois varia de jurisdição e rito. Passando por uma evolução constante, não se prendeu apenas a um, mas a muitos rituais.

As reuniões, ou capítulos, constituem-se em ima abertura com cânticos. Declara-se então postos e funções dos oficiais, os quais são honrosamente apresentados. São lidas as minutas, membros doentes são mencionados e se há algum a ser iniciado, assim se faz. Isso leva em média duas horas, sendo seguida de uma hora social. Estes rituais tem um claro intuito de aliciar mais membros. O que passar disso é secundário.

    Dentro dos rituais secretos dessa sociedade ocultista há ainda senhas e sinais que só os iniciados têm conhecimento. São frases, sinais e posturas que, para uma pessoa de fora, nada representam, mas que um maçom identifica prontamente. Um desses sinais ou senhas da Maçonaria é expresso com a mão aberta, espalmada para frente com os cinco dedos estendidos.  

            Abaixo, apresentamos alguns dos símbolos importantes para a Maçonaria, descritos entusiasticamente, conforme podemos observar, por um maçon:


O Delta Luminoso: o olho que tudo vê. Representa a presença de Deus, demonstrando a sua onisciência. Como se observa, trata-se de um triângulo com um olho no centro.


 Pentagrama ou Estrela de cinco pontas: sendo a Estrela do Oriente ou a Estrela Iniciação, é a que simbolizou o nascimento de JESUS. É o símbolo do Homem Perfeito, da Humanidade plena entre Pai e Filho; o homem em seus cinco aspectos: físico, emocional, mental, intuitivo e espiritual. Totalmente realizado e uno com o Grande Arquiteto do Universo. Representação de um homem de pé com as pernas abertas e os braços esticados: indica o ser humano e a sua necessidade de ascensão. É o homem de braços abertos, mas sem virilidade, porque dominou as paixões e emoções. As Estrelas representam as lágrimas da beleza da Criação. Olhemos para cima, para o céu e encontraremos a nossa estrela guia. Na Maçonaria e nos seus Templos, a abóbada celeste está adornada de estrelas. A Estrela é o emblema do gênio Flamejante que levam às grandes coisas com a sua influência. É o emblema da paz, do bom acolhimento e da amizade fraternal.
 Acácia: a planta símbolo por excelência da Maçonaria; representa a segurança, a clareza, e também a inocência ou pureza. A Acácia foi tida na antiguidade, entre os hebreus, como árvore sagrada e daí sua conservação como símbolo maçônico. Os antigos costumavam simbolizar a virtude e outras qualidades da alma com diversas plantas. A Acácia é inicialmente um símbolo da verdadeira Iniciação para uma nova vida, a ressurreição para uma vida futura.
 Avental: símbolo do trabalho maçônico; branco, e de pele, para os Aprendizes e Companheiros; branco orlado de vermelho, para os Mestres.

            Destacamos, aqui, a importância do avental. Em cada grau alcançado pelo maçon, de acordo com o grau conquistado, muda não só o avental, como também passa a usar outros adereços, inclusive, o que desperta a atenção, chegam até a usar coroas, como vermos abaixo.Como ilustração, vamos descrever, a seguir, apenas os trajes dos graus 1 e 33:

 

 Grau 1 - Aprendiz - Avental de pele branca com a abeta (ou babadouro) levantada. Simbolicamente, o aprendiz é representado em mangas de camisa e com esta aberta no peito, numa alusão ao seu traje durante as provas de iniciação, em que se deve apresentar com peito nu, o joelho descoberto e o pé esquerdo descalço.



 

Grau 33 - Soberano Grande Inspetor Geral - Avental branco, orlado de folho vermelho, tendo bordada no meio uma águia bicéfala de ouro, coroada e sobreposta por cinco bandeiras; na abeta borda-se uma cruz teutônica a vermelho e ouro. Banda de moirée branca, posta a tiracolo, da direita para a esquerda; tem bordados, a ouro e vermelho, a águia bicéfala coroada, um triângulo radiante tendo no centro o número "33" e duas bandeiras cruzadas e sobrepostas por uma coroa; franja de ouro. Cinta de moirée branco, franjada de ouro, com uma cruz teutônica a vermelho e ouro no centro. Ao pescoço, fita estreita branca, tendo pendente a jóia, que é uma águia bicéfala preta coroada, com bico, unhas e espada nas garras a ouro. Usa-se em alternativa, para ocasiões solenes, uma túnica vermelha orlada de ouro, banda e cinta como as anteriormente descritas, e manto brando orlado e bordado de ouro, com uma cruz teutônica vermelha. Na cabeça coroa aberta. Nos rituais modernos, para além de se omitir o traje de cerimônia, suprime-se o avental.

 

 Cruz Teutônica: insígnia usada por determinados graus na maçonaria.


 Águia bicéfala de ouro, coroada, tendo sobre a coroa o triângulo com o nr. 33 dentro – insígnia usada pelo maçon de grau 33.

  

 Colunas: símbolos dos limites do mundo criado, da vida e da morte, do elemento masculino e do elemento feminino, do ativo e do passivo.


 Compasso: símbolo do espírito, do pensamento nas diversas formas de raciocínio, e também do relativo (círculo) dependente do ponto inicial (absoluto). Traça círculos e abrindo e fechando, delimita espaços. Representa o senso da medida das coisas. Significa a justiça. Os círculos traçados com o compasso representam as lojas.
 O nº 9: é o princípio da Luz Divina, Criadora, que ilumina todo pensamento, todo desejo e toda obra, exprime externamente a Obra de Deus que mora em cada homem, para descansar depois de concluir sua Obra. O homem novenário que pelo triplo do ternário, é a união do absoluto com o relativo, do abstrato com o concreto. O número nove, no simbolismo maçônico, desempenha um papel variado e importante com significados aplicados na sua forma ritualística. O número 9, é o número dos Iniciados e dos Profetas.

 Delta: triângulo luminoso, símbolo da força expandindo-se; distingue o Rito Escocês.


 Esquadro: resulta da união da linha vertical com a linha horizontal, é o símbolo da retidão e também da ação do Homem sobre a matéria e da ação do Homem sobre si mesmo.

A retidão, limitada por duas linhas: uma horizontal, que representa a trajetória a percorrer na Terra, ou seja, o determinismo, o destino; e outra vertical, o caminho para cima, dirigindo-se ao cosmo, ao universo, ao infinito, a Deus.

Também simboliza a carne, o corpo físico. Significa que devemos regular a nossa conduta e as nossas ações pela linha e pela régua maçônica, pelo temor de Deus, a quem temos de prestar contas das nossas ações, palavras e pensamentos.

Emite a idéia inflexível da imparcialidade e precisão de caráter. Simboliza a moralidade.


 Malhete: pequeno martelo, emblema da vontade ativa, do trabalho e da força material; instrumento de direção, poder e autoridade.
 Pavimento em mosaico: chão em xadrez de quadrados pretos e brancos, com que devem ser revestidos os templos; símbolo da diversidade do globo e das raças, unidas pela Maçonaria; símbolo também da oposição dos contrários, bem e mal, espírito e corpo, luz e trevas.

 Pedra bruta: símbolo das imperfeições do espírito que o maçon deve procurar corrigir; e também, da liberdade total do Aprendiz e do maçon em geral.



Ainda que existam verdadeiros pedreiros que são maçons, a Maçonaria não ensina a arte de trabalhar a pedra. No seu lugar, utiliza o método 'operativo' dos maçons medievais como alegoria de desenvolvimento moral. Ainda assim, alguns dos símbolos maçônicos mais não são que as comuns ferramentas dos maçons medievais: o esquadro, o compasso, o malhete, etc., tendo cada um deste um significado simbólico na Maçonaria. A título de exemplo, é dito que os maçons se devem encontrar no nível, significando que todos os maçons são Irmãos, independentemente da sua posição social, riqueza ou ofício, tanto na Loja, como no mundo em geral. Para outras ferramentas existe também um significado semelhante.

Andrew Fabbro, Freemasonry FAQ - version 1.2

 A letra G: é a sétima letra do nosso alfabeto e que sabiamente, os Maçons apresentam grandes questionamentos, e que através de estudos, apresentamos um resumo dos diversos significados: Gravitação - É a força primordial que rege o movimento e o equilíbrio da matéria; Geometria ou a Quinta Ciência - É fundamento da ciência positiva, simbolizando a ciência dos cálculos, aplicada à extensão, à divisão de terras, de onde surge a noção da parte que nelas a nós compete, na grande partilha da humanidade e dos direitos da terra cultivada; Geração - É a vida perpetuando a série dos seres. Força Criadora que se acha no centro de todo ser e de todas as coisas; Gênio - É a inteligência humana a brilhar com seu mais vivo fulgor; Gnose - É o mais amplo conhecimento moral, o impulso que leva o homem a aprender sempre mais e que é o principal fator do progresso.

Glória - a Deus; Grandeza - O homem, a maior e mais perfeita Obra da Criação; Gomel - Uma palavra hebraica, entende-se os deveres do homem para com Deus e os seus semelhantes. Concluiremos, sintetizando que, a letra G é, realmente, o grande segredo maçônico, segredo tão secreto e misterioso, que nem mesmo os mais cultos e sábios Maçons conseguem decifrá-lo.



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