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L I T U R G I A E V I D A

Solenidade da Epifania do Senhor


NO A





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PROPOSTAS PARA
A CELEBRAÇÃO DA LITURGIA



  1. Poder-se-á acender uma vela junto à Imagem de Nossa Senhora.




  1. A Epifania é uma das principais solenidades do ano litúrgico, rica de ressonâncias populares, de interpelações ecuménicas e de urgência missionária. No Menino nascido de Maria, celebramos a manifestação d'Aquele que é o Filho de Deus, o Messias esperado pelos Judeus e a Luz de todos os povos. As antífonas do cântico evangélico quer de Laudes quer de Vésperas II referem as "três maravilhas" que adornam este dia e fazem dele "Epifania": a adoração dos Magos, o baptismo de Cristo e as bodas de Caná.




  1. Uma mesa com a Bíblia aberta e o Menino colocado em cima; em frente Dele os Magos.




  1. Cartaz: “Vimos a Sua estrela e viemos adorar o Senhor”.




  1. Proposta para o Acto Penitencial:

Para preparar esta Festa à Luz, peçamos perdão pelas vezes em que fomos escuridão.

1.Senhor, que brilhastes no mundo como um astro de luz; Senhor tende piedade de nós.

2. Cristo, que recebestes a adoração dos Magos; Cristo, tende piedade de nós.

3. Senhor, que viestes para salvar todos os povos; Senhor, tende piedade de nós.




  1. Sugerimos o uso do incenso em toda a Eucaristia.




  1. Durante o canto do Glória e a proclamação da Oração Colecta, o sacerdote poderá estar rodeado de crianças com velas acesas.




  1. Leitores: 1ª leitura: Repare-se na estrutura binária das frases, baseadas num certo paralelismo sintético e rítmico. Daí se colhe uma preciosa indicação para a forma de ler. Evite-se deixar cair a voz nos pontos finais das frases.

2ª leitura: A divisão do texto não apresenta dificuldade de maior. Importa controlar a respiração e aplicá-la a algumas frases mais longas, evitando a tentação de correr e de atrapalhar o texto. Sugerimos cesuras em: favor, Cristo, passadas, homens, profetas, judeus, corpo, Jesus, Evangelho.


  1. Depois do Evangelho ou da oração depois da comunhão, proclamar o Anúncio Solene do Dia de Páscoa (Missal Romano, pág. 1382).




  1. Proclamar a Bênção Solene própria do dia (Missal Romano, pág. 555).




  1. À saída, podem distribuir-se a todos estrelinhas com frases do Evangelho. São frases que podem servir para nos orientar na vida. Nesse caso, o celebrante dirá uma palavra de explicação.




  1. Seria muito agradável que no fim da celebração, no Adro da Igreja, um grupo de pessoas cantasse alguma melodia popular dos Reis, fazendo, assim, uma agradável surpresa aos presentes.




  1. Sugestão de cânticos: Entrada: É chegado o Senhor, F. Santos, BML 34, 15; Levantai vossas cabeças, F. Santos, BML 34, 11; Comunhão: Nós vimos a sua estrela, F. Santos, BML 49, 14 = NCT 77.


REFLEXÕES BÍBLICO-PASTORAIS


  1. Pastoralmente, neste dia não deveremos esquecer de anunciar depois da proclamação do evangelho, como nos propõe o Missal, todas as festas do Ano Litúrgico, como expressão de que Natal, Páscoa e Pentecostes formam uma unidade. Assim, a encarnação é o ponto de partida da redenção, porque consiste na transformação do homem velho em homem novo. A celebração deste domingo é um outro aspecto da encarnação, porque os seus efeitos têm uma dimensão universal. A Oração Colecta desta Solenidade dá-nos as duas ideias fundamentais a realçar: 1ª guiados por uma estrela Deus revela-se aos pagãos; 2ª o pedido de sermos também guiados à contemplação da glória divina.




  1. Deus revela-se aos pagãos. Perante esta realidade, no evangelho, encontramos três posturas distintas. A primeira é a atitude de Herodes, imagem de um tirano, de um poderoso injusto e egoísta que não tem escrúpulo em fazer uma carnificina quando suspeita de algo contra ele. Com medo de perder o poder, procura eliminar quem lhe pode tirar o poder. São Mateus escreveu o seu evangelho para cristãos que tinham conhecido as três gerações da família de Herodes e este nome soava-lhes a terror como o nome de Nero para os cristãos de Roma. A segunda é a atitude dos príncipes dos sacerdotes e dos escribas do povo. Eles conheciam a profecia que anunciava este acontecimento, mas não procuram como os Magos, estão como que cegos, a luz da fé não ilumina a sua inteligência; eles esperavam um Messias poderoso (não o entendiam na pobreza); eles não viram a estrela como também toda a cidade de Jerusalém. A terceira é a atitude dos Magos que são a imagem de todos os homens e mulheres que procuram a fé. Na realidade que os rodeiam, procuram o sentido que explique as suas vidas. Apesar de virem de longe, não quer dizer que tenham valores diferentes das nossas tradições. A fé trespassa o local geográfico e abre-se ao universo. Deus também lhes fala através de sinais (neste caso por uma estrela), para que procurem o sentido das suas vidas. Os Magos são a expressão de todos aqueles que têm o coração aberto para acreditar e confiar, dispostos a fazer caminho que pode ser muito longo, sendo necessário, por vezes, vencer vários obstáculos. Quantos se questionam ao ver a luz de homens e mulheres que seguindo Jesus Cristo, longe de todo o sinal de poder, estão próximas dos outros, amando e servindo. O sinal e a luz de Jesus Cristo é para todo o mundo, é universal.




  1. Os protagonistas do evangelho deste domingo são os Magos, mas o centro e o objectivo é Jesus: Deus Encarnado, o Messias que hoje é visitado pelos magos. Diz o evangelho que “prostrando-se diante d’ Ele, adoraram-No”, oferecendo-lhe ouro como rei, incenso como Deus e mirra como homem. Os Magos têm a única atitude cristã perante Jesus: adorar Cristo como verdadeiro Deus e verdadeiro homem. Adora-se Deus, devido à sua infinita grandeza. Cada acto litúrgico tem este sentido, apesar de nele reconhecermos a nossa fraqueza e limitação diante de Deus que nos criou. Por isso, somos convidados a imitar os Magos: reconhecer em Jesus a sua grandeza, expressa nas manifestações do seu mistério, desde o nascimento, da sua vida privada em Nazaré e depois na sua vida pública, no sofrimento, na morte, ressurreição e ascensão à glória.




  1. Como os Magos, teremos de aprender a ver a estrela, ou seja, Deus, em todos os lugares: ver na natureza as marcas da sua presença, porque Ele a criou e a colocou ao serviço da humanidade. Para adorar a Deus, temos também de ter em conta todos aqueles acontecimentos que nos põem à prova e nos tentam a “fugir” de Deus, como aconteceu com os Magos que não se iludiram com o desejo “hipócrita” do rei Herodes. Há que deixar bem claro que Deus tem de ser sempre o primeiro, Aquele que tem a primazia, Aquele por quem procuramos, pondo-nos a caminho ao seu encontro. Encontrando-O, como aconteceu aos Magos, Deus torna-se próximo de nós, como um menino nos braços de sua mãe. Também a atitude dos Magos nos diz que a adoração deve expressar um sentimento interior, através de um gesto corporal: a adoração não é um acto intelectual, mas supõe toda a vida, a cabeça, o corpo, o coração. Finalmente, a adoração torna-se mais profunda à medida que o conhecimento de Deus vai progredindo. A adoração é um conhecimento amoroso que fará crescer o desejo de servir o Senhor até à adoração plena e definitiva.

SDPL Viseu



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