A história da Disciplina “inglez” no Ensino Secundário Brasileiro



Baixar 42,95 Kb.
Encontro18.08.2017
Tamanho42,95 Kb.

A HISTÓRIA DA PRÁTICA DA LÍNGUA INGLESA

NO SECUNDÁRIO BRASILEIRO:

Um resgate histórico e moral
Ricardo Westphalen de Queiroz Jucá

Universidade Tuiuti do Paraná

westeacher@hotmail.com


Palavras-chave: Prática de ensino - Colégio Pedro II - Inglês – Programas de Ensino


RESUMO
O objetivo desta pesquisa, é resgatar na história da Disciplina “INGLEZ” no ensino secundário brasileiro, período de 1850-1930, a prática através do método usado até aquele momento, as razões de sua criação, inserção e permanência nos currículos oficiais baseados no Imperial Collegio de Pedro II. Para que possamos comparar e analisar se tal prática deveria ser retomada na atualidade, compreenderemos assim, as razões da atual desvalorização que a Língua Inglesa vem sofrendo, no ensino regular, justificando a sua possível exclusão do currículo regular.

A pratica do método em questão foi lentamente excluída dos Programas de Ensino a partir de 1931, quando se insere uma nova metodologia em oposição ao método anterior, e aparentemente, seria um advento para o ensino de línguas vivas daquele momento, mas ao analisarmos tal prática e trazemos para atualidade, surge o questionamento sobre a real , já que o método anterior proporcionava aquisição de vocabulário, habilidade nas interpretações de texto, juntamente com as regras gramaticais.


INTRODUÇÃO

O estudo presente, tomará por base o ensino no Imperial Collegio de Pedro II (Rio de Janeiro), tendo-se em vista que o referido Colégio era considerado modelo para outros estabelecimentos secundários do país. (HAIDAR, 1972). Para tanto, pretendemos analisar os motivos de sua inserção no plano de estudos da referida instituição, bem como sua permanência e as alterações de conteúdo e metodológicas pelas quais passou no decorrer no tempo.

Este estudo documental, ainda em andamento, tem como fonte principal os Programas de Ensino adotados no referido Colégio no período em pauta. Serão analisados alguns dos Programas de Ensino adotados no Colégio, e algumas das reformas curriculares efetuadas, no período. Muito embora a maioria dos programas tenha sido desenvolvida para o Colégio Pedro II, pode-se afirmar que representam, em certa medida, os programas do ensino secundário oficial.

O INGLES NA ATUALIDADE:

Novas disciplinas estão sendo inseridas, ou re-inseridas ao currículo escolar como Filosofia, Espanhol, Ensino Religioso (RESOLUÇÃO, 2006) e outras ainda estão por vir como Música. E como as disciplinas são inseridas ou excluídas dos currículos escolares de acordo com as necessidades da sociedade. (Chervel 1990)1 Então, perguntamos qual ou quais disciplinas serão reduzidas ou excluídas do currículo, a fim de suprir a necessidade da sociedade, numa carga horária de apenas 5 ou 6 aulas diárias na grade escolar? Será que apontamos para uma provável exclusão da disciplina Língua Inglesa do currículo escolar? Levando-se em consideração que a Língua Francesa foi decretada no Brasil em 1809 por Dom João VI (MENESES, 2002) e incluída no currículo secundário brasileiro em 1838 (VECHIA e LORENZ, 1998), mas iniciou o seu declínio (aparentemente improvável até aquele momento), na década de 1970.

Por isso, para melhor compreendermos uma disciplina escolar, é imprescindível buscarmos a sua historicidade, em outras palavras, investigarmos as razões de sua criação, sua inserção, a sua permanência e/ ou exclusão em um currículo escolar. Entendendo-se o currículo escolar como seleção dos conteúdos considerados válidos por uma sociedade, as disciplinas que compõe fazem parte de uma cultura desta sociedade, pois,
O nascimento e a instauração de uma nova disciplina levaram alguns decênios por vezes séculos.[...]Pois a disciplina ainda que pareça imune por todos os lados; não é uma massa amorfa e inerte. Vê-se de repente florescerem os “novos” métodos, que dão testemunho de uma insatisfação, e dos quais o sucesso é também o questionamento, ao menos parcial, da tradução. (CHERVEL, 1990).
. Assim, a compreensão do processo de transformação de determinado saber em disciplina escolar só é possível se analisado o contexto sócio-político, cultural e educacional no qual este processo se deu. Temos que buscar as “raízes” deste processo, mesmo que elas estejam em outros contextos, distantes no tempo e no espaço.

UM BOM COMEÇO: ‘Inglez’ no Brasil

Logo que, Dom João VI chegou ao Brasil, promoveu inúmeras melhorias no campo cultural como a criação da Biblioteca Nacional, do Teatro Nacional, do Jardim Botânico, da Escola Superior de Medicina e Engenharia e posteriormente Direito. As iniciativas tomadas no campo cultural e educacional beneficiavam principalmente a elite burguesa brasileira. Pela necessidade de manter acordos comerciais, o Príncipe Regente, determina a criação de Aulas Régias das chamadas das chamadas línguas “vivas”. 2A criação de uma Cadeira de Língua Inglesa e outra de Língua Francesa, ocorreu em 1809 pelo Decretado de 14/07/1809 que tinha o seguinte teor:


E sendo outrossim tão geral, e notoriamente conhecida a necessidade, e utilidade das línguas franceza e ingleza, como aquellas que entre as línguas vivas teem o mais distinto logar, é de muito grande utilidade ao estado, para argumento, e prosperidade da instrucção publica, que se crêe nesta capital uma cadeira de língua franceza, e outra de ingleza. A língua franceza sendo a mais difundida e, por assim dizer, universal, a criação de uma cadeira desta língua é muito necessária para o desenvolvimento e prosperidade da instrucção pública. (DORIA, E, 1937)).
E em 9 de setembro de 1809, Dom João VI, nomeava o padre irlandês John Joyce como o primeiro “professor” oficial da Corte:
Era necessário criar nesta capital uma cadeira de lingua ingleza, porque pela sua difusão e riqueza e o número de assuntos escritos nesta língua, a mesma convinha ao incremento e à prosperidade da instrucção pública. (idem, 1937).
A instrução pública passou a ser, então, o reflexo da instabilidade política, da carência de recursos nas províncias e de suas especificidades. (VECHIA, 2005). E conforme Haidar (1972), baseado e fundamentado nos padrões europeus o Estado cria então em 1837 o primeiro colégio público para o ensino secundário totalmente subsidiado pelo Estado: o Imperial Collegio Pedro II.

Pelo Decreto de 2 de dezembro de 1837, a Assembléia legislativa aprovou o projeto de fundação do Collegio de Pedro II que foi organizado com base nos estatutos dos liceus franceses. E em 19 de novembro de 1838, decreta-se a abertura do Imperial Collegio de Pedro II, e no mesmo documento consta a LINGUA INGLEZA como disciplina inserida no Programa de Ensino.



A PRÁTICA DA LÍNGUA INGLESA NO IMPERIAL COLLEGIO DE PEDRO II
O primeiro Plano de Estudos do Collegio foi estabelecido pelo Regulamento de no.8 de 31 de janeiro de 1838 e nele já constava a disciplina Língua Ingleza com duas lições na 4ª e 4ª Aulas e com uma lição na 3ª Aula. Então convém convidar o leitor a esta viagem didática – metodológica através dos Programas de Ensino, que para Ariclê Vechia e Karl Lorenz (1998) de um modo geral contém informações sobre os itens de conteúdo das matérias e sua organização nas séries, podendo ou não conter o número de lições atribuídas a cada tópico e a carga horária semanal. Em muitos dos programas aparecem também referências a autores e livros textos utilizados.

Os documentos correspondem às reformas curriculares efetuadas entre 1841 e 1931, apesar de sua primeira publicação ter se dado apenas em 1850, mas reflete os conteúdos estudados anteriormente. Assim como as reformas de ensino efetuadas na década nesta década refletiram debates em vários países como Alemanha, Bélgica, Suíça e França para adequar seus sistemas educacionais às exigências da economia e expansão. Como em 1851 o projeto de Couto Ferraz que autorizava o governo a reformar o ensino primário e Secundário no Município da Corte. Nos Programas de Ensino entre 1850 por exemplo o ensino da língua inglesa aparece juntamente com os da línguas francesa e alemã, indicados a serem lecionados da mesma forma.

O programa indica que deveria ser ensinado através do método Grammar Translation3, (Selecta de Blair e Historia Romana de Goldsmith). Observa-se que do 7º ao 2º anno, Inglez era lecionado, já não incluído no 1º anno. Por outro lado, ao Alemão já era atribuído itens gramaticais ao seu ensino. As línguas “vivas” possuíam todas, carga horária de uma ou duas horas semanais cada. Na reforma de 1854 foram incluídas algumas medidas propostas pelo professor do Pedro II, Justiniano da Rocha, referente ao ensino particular primário e secundário entre duas classes:
Consideravam-se estudos de 1ª classe os do 1º ao 4 ano do curso, 2ª classe os do 5º ao 7º ano. No ensino de línguas vivas da 1ª classe estava comprehendida a conversação nas mesmas línguas entre professor e discípulos. E para auxílio dos estudos, mormemente dos pensionistas de 1ª e 2ª classe, haviam sido creados seis logares de repetidores. Um para Grego e Allemao, um para Francez e Inglez, um para Mathematica, um para Philosophia e Rethorica, um para Latim e um para Sciencias naturaes com encargos de preparador e conservador. (DORIA, E. 1937)
Um novo decreto (n.1556, de 1855) compatibilizava o ensino secundário ao técnico, assim dividiu o ensino secundário em dois ciclos em um esquema 4+3 (anos) reflexo de duas reformas efetudas na França (1847 de Salvandy e1852 de Fourtoul). No Programa de 1856 temos Inglez igualmente do 2º ao 7º anno, chamando a atenção para a aparição do 1º livro didático para sala de aula (Grammatica Ingleza).

No Programa de 1858, já pós-reforma realizada em 1857 onde se abandonou o esquema 4+3 e instituíam-se dois cursos: um geral de 7 anos de duração que levava a obtenção do grau de Bacharel em Letras além de preparar os alunos ao ingresso nos cursos superiores. E um curso especial de 5 anos destinado aos interessados em ingressar nos cursos técnicos. Aqui temos a permanência do Inglez apenas nos mesmos anos já citados, chamando a atenção para a ênfase da prática de conversação para o Francez e mesmo para o Alemão, mas não para o Inglez, permanecendo no método de tradução. Influenciado pelo movimento Francês que rejeitava o papel das ciências na escola secundária (VECHIA, 2002), em 1862 temos um novo decreto que supre o curso especial e adota um curso único de 7 aos de duração que conferia ao aluno o título de Bacharel e o encaminhava aos estudos superiores (aqui o Pedro II é internato e externato) o Inglez somente aparecerá do 3º ao 5º ano, onde aparecem os primeiros livros focados em explicação e exercícios de gramática, como Murray - Spelling Book e Clifton – Guia de Conversação. Assim como os primeiros materiais específicos para a prática da leitura.

As reformas efetuada de 1870, 1876, 1878 e 1881, alteraram aspectos diversos do sistema de ensino secundário em relação a organização administrativa do Collegio, ao sistema de avaliação e exames e aos planos de estudos No programa de 1877 e 1878 temos leve ênfase na prática oral do Francez, já o Inglez aparecerá apenas no 5º anno juntamente com a 1ª aparição de materiais específicos para a Leitura e Gramática, assim como a divisão para o material para os Exames, como The Vicar of Wakefield – Goldsmith e Robinson Crusoe – Defoe. Outro fato interessante é a aparição do 1º autor brasileiro indicada pelo Programa: Grammatica Ingleza – Bacharel Filippe da Motta de Azevedo Correa. Além das 1as regras de lexicologia e sintaxe, versão de prosadores e poetas clássicos portugueses e ingleses. E em 1882 notamos um aumento gradativo de regras gramaticais e a aparição do 1º dicionário bilíngüe: Diccionario Inglez – Portuguez e Portuguez – Inglez de Lacerda:
Exercícios methódicos de pronúncia, themas muito variados, leitura, versão e analyse de trechos escolhidos de prosadores inglezes fáceis, exercícios de conversação. [...] Sua sintaxe comparada com a portuguesa e a origem e desenvolvimento da língua ingleza. (VECHIA & LORENZ, 1998).


DE INGLEZ para INGLÊS
O Colégio Pedro II, a partir de 1889 sofre inúmeras mudanças após a crise institucional através da perda de seu patrono (D.PEDRO II), mudança de nome para Ginásio Nacional, nova reforma de ensino e grande influência do Positivismo de Comte onde a lógica e as ciências eram o maior foco. Não podemos até o momento atribuir que esta influência também tenha sido responsável pelo aumento considerável nos conteúdos das Línguas a partir do Programa, mas vale a reflexão ao analisarmos os Programas de 1892, 1893 e 1895 o conteúdo:
Theoria e pratica de phonologia ingleza, conjugação dos tempos simples dos auxiliares to have e to be, tempos simples do verbo fraco. Estudo elementar do pronome, do substantivo e do adjectivo e suas variações morphológicas. Verbos defectivos, tempos compostos do verbo fraco, conjugação do indicativo, imperativo e infinitivo. Os verbos mais communs, principaes preposições e seu emprego. Estudo demorado do verbo, verbos irregulares e fortemente grupaddos conforme as diversas formações do pretérito e particípio perfeito. (VECHIA & LORENZ, 1998)
Dividido também em assuntos para a Leitura e Escrita: Pequena Grammatica, Benzabat; além do 1ª lição sobre o Alfabeto: Pronúncia e Escrita. Já em 1898 observamos a 1ª tentativa metodológica em aproximar o ensino metódico para o cotidiano em:

Lições seriadas, abraçando em phrases connexas a vida diária.

The Graduated English Reader, J.Hewitt. (VECHIA & LORENZ, 1998)

A partir de 1911 passa a se chamar Colégio Pedro II, e entre os programas de 1912, 1915 e 1926 temos o 1º Guia de Conversação de Sadler, aulas 3 horas de duração, onde:


Uma aula da semana será dedicada à tradução de um trecho de inglez para o portuguez de um livro indicado. Em outra aula, os alumnos farão versão de portuguez. Na terceira aula da semana, estudar-se-á grammatica. E a constante ênfase na conversação do Francez, onde se orientava ao professor já lecioná-la em Francez; por outro lado ao Inglez ainda cabia o método tradiional. (VECHIA & LORENZ, 1998).
Mas ao analisarmos os Programas de 1929, 1931, e outros posteriores, observamos as 1ª tentativas em lecionar INGLES, usando apenas a língua estrangeira, e as chamadas Composições semanais. Iniciava-se a mudança metodológica para o Direct Method 4ou Método Direto (1931), onde aproximar o aprendizado do aluno ao seu cotidiano era “aparentemente” mais lógico:

O alumno será obrigado a fazer mensalmente pelo menos um exercício de composição em inglez. [...] E uma aula semanal reservada para a conversação não sendo permitido o uso da língua vernácula.

[...]Exercícios para a formação vocabulário, relativos aos ambiente próprio do alumno. (a família, a casa, a escola, a cidade e etc...). O ensino será exclusivamente pragmático, devendo o professor dirigir-se sempre em inglez aos alumnos e obrigando-os a responder na mesma língua. (VECHIA & LORENZ, 1998)

Neste período os Estados Unidos começam uma onda bem arquitetada de aproximar e “agradar” os países da América Latina no intuito de novos aliados na campanha da 2ª Guerra e posteriormente da Guerra Fria. Parcerias, acordos comerciais e empréstimos; até mesmo figuras carismáticas como Carmem Miranda e o personagem Zé Carioca criado por Walt Disney, foram extremamente explorados nesta manobra de “aproximação” ou “identificação” com da língua Inglesa com o povo brasileiro, incentivando assim o ensino em grande escala, inclusive previsto também na legislação vigente e aconselhável, novos formatos metodológicos usados nas recém escolas de línguas por aqui chegadas: Centro Cultural Brasil Estados Unidos e a atual Cultura Inglesa; já eram sugeridos nos Planos de Estudo como o emprego do multiple approach, onde recursos diversos como canto, recitação, cinema, teatro, rádio, audição de discos, leituras suplementares, correspondência, jogos de vocabulário poderiam e deveriam ser utilizados em sala.

Incluía-se também um vasto conhecimento em História da Literatura Inglesa trabalhados de forma textual e em exercícios de conversação. Sugeria-se para evitar a tradução, ao professor utilizar objetos, gravuras, gesticulações, expressão fisionômica, analogia, definição e comparação cada lição deveria ser iniciada oralmente antes da leitura do texto. Era também desaconselhável a memorização de listas de vocábulos os quais deveriam ser apresentados de forma contextual, e o emprego da tradução e da versão era apenas aconselhável excepcionalmente. A gramática ainda ensinada de maneira sistematizada, inclusive comparando-a com a gramática do português na parte relativa a sintaxe. Estes novos programas apresentam inovações como fixação numérica do vocabulário básico que o aluno deveria adquirir cerca de duas mil palavras; a seleção desse vocabulário baseada na sua utilidade e frequência de acordo com os recentes trabalhos sobre o assunto (Thorndike, Horn, Palmer, West e Francett). E

A aquisição metódica de vocabulário passivo por meio de leitura suplementar intensiva, supressão do estudo de história da literatura inglesa e a inclusão no programa da 2ª série do 2º ciclo de assuntos científicos para a aquisição de terminologia técnica. A aliança do Brasil aos Estados Unidos fez fortalecer ainda mais o ensino do Inglês, além de influenciar nos costumes e até mesmo no cotidiano da própria língua portuguesa que começava a receber suas primeiras influências do estrangeirismo; era também uma manobra estratégica de enfraquecer qualquer influência alemã ou da língua estrangeira não aliada aqui no Brasil através dos imigrantes.



CONSIDERAÇÕES E REFLEXÕES
A prática do ensino desta disciplina completará 200 anos no Brasil, desde sua inserção; nas últimas décadas esta disciplina tem perdido seu valor no ensino regular devido a vários fatores como turmas numerosas, desniveladas, professores não capacitados, métodos ultrapassados ou que não condizem com tal realidade. Novas disciplinas estão sendo criadas ou voltando para o currículo, por isso investigamos na história de INGLÊS e quem sabe assim possamos compreender seus objetivos e melhor ainda, lutarmos para que a disciplina INGLÊS não receba a sua “aparente noticiada” exclusão do Programa de Ensino Regular.
O nascimento e a instauração de uma nova disciplina levaram alguns decênios por vezes séculos.[...]Pois a disciplina ainda que pareça imune por todos os lados; não é uma massa amorfa e inerte. Vê-se de repente florescerem os “novos” métodos, que dão testemunho de uma insatisfação, e dos quais o sucesso é também o questionamento, ao menos parcial, da tradução. (CHERVEL, 1990).

Torna-se extremamente urgente e pertinente compreendermos que “que não se renova a prática nem se faz avançar a teoria, sem um intenso debate acadêmico (MOREIRA, 1996, p. 15). Para que isso ocorra, é necessário um amplo e realista diálogo sobre todo o movimento que acerca o INGLES enquanto disciplina, e assim, proporcionar uma retomada da identidade desta disciplina e de sua prática, outrora tão importante, atualmente tão desgastada



REFERÊNCIAS

BASTOS, G. A educação secundária. São Paulo: Ed. Nacional, 1969.


CHERVEL, A. A história das disciplinas escolares: reflexões sobre um campo de pesquisa. In: Teoria e Educação. 2. ed. Porto Alegre: Pannonica, 1990. p. 177-229.

DORIA, E. Memória do Colégio Pedro II (Centenário): 1837 – 1937. Rio de Janeiro. NUDOM – CPII, 1937.


HAIDAR, M.L.M. O ensino secundário no império brasileiro. São Paulo. EDUSP, 1972.
LORENZ.K.M. O ensino de Ciências e o Imperial Collegio de Pedro II: 1838-1889. In. VECHIA.A.; CAVAZOTTI.M.A. A Escola Secundária: Modelos e Planos Brasil, Séculos XIX e XX, São Paulo, Anna Blume, 2003)
MOREIRA, A. F. B. O campo do currículo no Brasil: uma análise bibliográfica. Rio de Janeiro: Mimeo, 1996.
OLIVEIRA, E.L. A historiografia brasileira da literatura inglesa: uma história do ensino de inglês no Brasil: 1809 - 1851. 1999. 193 f. Dissertação (Mestrado em Teoria Literária) – Universidade de Campinas, Campinas, SP, 1999.
VECHIA, A. O ensino secundário no século XIX: instruindo as elites, In: STEPHANOU.M.BASTOS.M.H. Histórias e Memórias da educação no Brasil: V.II-Sec.xix. Petrópolis, Vozes:2005
VECHIA, A; LORENZ, K. Programa de ensino da escola secundária brasileira:1850 –

1951. Curitiba. Ed. Do Autor, 1998.




1 Citação retirada do artigo: A história das disciplinas escolares: reflexões sobre um campo de pesquisa. In: Teoria e Educação. 2. ed. Porto Alegre: Pannonica, 1990. p. 177-229.

2 Vivas, pois eram consideradas úteis à civilização naquele momento, e em oposição às línguas ‘mortas’ não mais comumente utilizadas (Latim e Grego).

3 Método originário na Europa (século XVIII) puramente focado em traduções de diversas leituras (literatura, poermas e sonetos).

4 Método originário na França em 1902, como opositor ao método tradicional (Grammar-Translation) das gramáticas no ensino de línguas.






©livred.info 2017
enviar mensagem

    Página principal