A guerra de Hitler



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Introdução


"A Guerra de Hitler" não seria um nome ruim para a Segunda Guerra Mundial, pois foi ele o seu arquiteto. No entanto, o conflito foi formado por duas guerras distintas, se bem que mais ou menos simultâneas. Elas poderiam ser chamadas de "Guerra Alemã" e "Guerra Japonesa".


A Guerra Alemã durou de 1° de setembro de 1939, quando os exércitos de Hitler invadiram a Polônia, até 8 de maio de 1945, quando eles se renderam. Na verdade, ela foi uma continuação da "Guerra do Kaiser" de 1914-1918: foi a segunda tentativa alemã de alcançar suas aspirações nacionais - a hegemonia da Europa e, talvez, posteriormente do mundo.
A Guerra Japonesa durou de 7 de dezembro de 1941 (data do ataque contra Pearl Harbor - o Japão já estava em guerra com a China desde 1937) até a rendição em 15 de agosto de 1945, apesar de que a assinatura oficial tenha sido feita a 2 de setembro, no couraçado Missouri. Sua meta consistia simplesmente em estabelecer o domínio japonês no Extremo Oriente.

"Quem quer que acenda a tocha da guerra na Europa nada pode desejar senão o caos".

Adolf Hitler, 21 de maio de 1935

Hitler foi a única figura da História que concebeu e realizou uma grande revolução, da origem a seu termo, partindo do nada para chegar à criação de um grande império mundial. Possuía notável compreensão das forças com as quais se mediu. Foi um fenômeno histórico horrível, mas destacado".



Esta pesquisa é dedicada a este evento histórico, que revolucionol o Mundo!
Ela contém um relato completo de toda a história da Segunda Guerra Mundial, de várias maneiras distintas.

Sumário

Introdução 2

Dados Gerais: 4

A História Da Segunda Guerra 5

A Europa após a Primeira Guerra 5

Reação mundial ao nazismo 5

Origens do Eixo 6

E a guerra começa! 6

Domínio alemão 6

França ocupada 7

A "França Livre" de De Gaulle 7

A vez da Inglaterra 7

A "Nova Ordem" na Europa 7

Campanha da Rússia 8

Defesa de Moscou 8

Ataque a Pearl Harbor 8

"Tora, Tora, Tora" 8

A Segunda Fase da Guerra 8

Dieppe: um teste para o Dia D 9

Midway: Uma das maiores batalhas navais 9

Stalingrado: o início do fim 10

Brasil na Segunda Guerra Mundial 12

Por ar e por mar 13

Contra-ofensiva na África e Itália 13

Contra-ofensiva nos Bálcãs 13

O Dia D 13

Guerra no Pacífico 14

A agonia alemã 14

A guerra não acabou 15

O Julgamento de Nuremberg 16

Galeria 17

Aliados 17

Armas 17


Aviões 18

Embarcações 18

Tanques 19

Holocausto 19

Anexo 20

As Batalhas: 20

Campos: 20

Lista de Armas: 20

Personalidades: 21

A rendição japonesa segundo a Rádio Tóquio 22

A ocupação da Alemanha 22

A prisão dos principais chefes alemães 23

A derrota da Alemanha 23

Nagasaki 24

De Hirohito 25

O Pós-guerra em Berlim 25

14 de novembro de 1944 25

2 de maio de 1945 25

Maio de 1945 26

29 de junho de 1945 26

12 de julho de 1945 26

11 de fevereiro de 1948 26

23 de junho de 1948 26

24 de junho de 1948 27

Estatísticas 27

Conclusão 28

Bibliografia 29

Livros: 29

Sites Brasileiros: 31

Sites estrangeiros: 31

Imagens: 32


  1. Dados Gerais:



"O forte é mais forte sozinho" - Hitler


Escola Estadual São Paulo
Disciplina: História

Professor: Jair

Tema: Segunda Guerra Mundial

Série: 3º F
Alunos:


Nome:



Rivaldo Junior

3

Sheila Faccioli

6



























  1. A História Da Segunda Guerra

A maior das guerras mundiais iniciou-se em 1º de setembro de 1939, quando os alemães invadiram a Polônia, e se estendeu até 08 de maio de 1945, quando eles resolveram se render. O Tratado de Versalhes criou as condições ideais para a germinação do nacional-socialismo (nazismo) alemão e a ascensão de Hitler ao poder, em 1933, pois a Alemanha estava vedada a remilitarização, o rearmamento e a expansão, continuando assim, dividida* e humilhada, além de ter uma economia bastante danificada há poucos anos atrás.


* Pois, no Tratado de Versalhes, a Polônia dividiu a Alemanha em duas partes pelo chamado "Corredor Polonês".
O nazismo toma o poder com violência, elimina as discussões internas com métodos violentos e combate a divisão do mundo produzida pela Primeira Guerra, quando os mercados mundiais são repartidos entre França, Bélgica, Reino Unido, Holanda, Itália, Japão e Estados Unidos. Na verdade, essa guerra é uma continuação da "Guerra do Kaiser", a primeira guerra, de 1914 a 1918. Esta foi a segunda tentativa alemã de alcançar suas aspirações nacionais: a hegemonia da Europa e posteriormente, o mundo.
A política alemã não deixa dúvidas quanto aos desejos de Hitler: o carvão e o ferro da Sibéria, o petróleo da Rumânia e do Cáucaso, o trigo da Ucrânia e, especialmente, o reordenamento do mundo colonial.

    1. A Europa após a Primeira Guerra

Como no ano de 1925 as potências européias reuniram-se em Locarno para assinar o Tratado de Versalhes. A falsa paz que reinava no mundo pós-Locarno foi rompida, não pela Alemanha, mas sim no Oriente, quando o Japão invadiu a China em 1931.


Na Europa, a paz ainda era mantida precariamente pela Liga das Nações, a antiga ONU. No entanto, mesmo depois de Hitler subir ao poder como chanceler da Alemanha, em 1933, ainda havia uma tentativa da Liga de buscar soluções coletivas para a manutenção da paz, pois o poderio nazista ainda não havia se revelado. Isso até 1934.
Mas o pano de fundo dessa paz precária era bem outro. A subida de Hitler ao poder alemão estava claramente vinculada aos grandes consórcios capitalistas alemães: as grandes usinas da Krupp, uma poderosa fabricante de armas, passaram a receber importantes encomendas dentro do plano de reconstrução do exército alemão. Também a indústria química I.G. Farben recebia encomendas para a produção de gasolina e borracha, transformando-se (na época) na maior empresa química do mundo!

    1. Reação mundial ao nazismo

As potências ocidentais têm uma posição hesitante em relação ao nazismo. Pressentem o perigo representado por Hitler, mas permitem o crescimento da Alemanha nazista como forma de bloquear a União Soviética.


No ano de 1935, Hitler anunciou publicamente o que já havia sendo feito às escondidas: a Alemanha retomaria urgentemente um programa de rearmamento e recrutamento militar obrigatório. Mas nada mais os espantava: todos já esperavam a guerra.

  1. Origens do Eixo

Itália e Alemanha têm regimes políticos semelhantes, mas o que mais as aproxima é o limitado espaço territorial de que dispõem e a acirrada competição pelos mercados estrangeiros. Logo após a Primeira Guerra, algumas nações são favorecidas no plano internacional. É o caso do Reino Unido e da França, donos de vastos impérios coloniais; dos Estados Unidos, que avançam rapidamente na disputa pelo mercado mundial; e da União Soviética, rica em recursos naturais e em acelerado processo de desenvolvimento. Já Alemanha, Itália e Japão situam-se em uma área de 4 milhões de quilômetros quadrados e possuem uma população superior à do Reino Unido e Estados Unidos, somados. Assim, o Japão pretende dominar a Ásia; a Itália ocupa a Albânia e a Abissínia (Etiópia); a Alemanha militariza a Renânia, em 1936, e anexa a Áustria, em 1938.


Na Conferência de Munique, em 1938, da qual participaram a França, a Alemanha, a Itália e a Inglaterra, Hitler consegue a cessão dos Sudetos (região da Tchecoslováquia). No ano seguinte, o führer alemão cria o protetorado da Boêmia e anexa o porto lituano de Memel, no mar Báltico. Stalin percebe que as anexações alemãs caminham em direção à União Soviética e firma com Hitler o Pacto Germano-Soviético, em 1939, pelo qual anexa a Lituânia, Letônia, Estônia e parte da Polônia e Finlândia.

  1. E a guerra começa!

Em abril de 1939, Hitler exige a anexação de Dantzig (o "Corredor Polonês"), e a concessão de uma rede rodoviária e ferroviária que cruze a província polonesa da Pomerânia. A Polônia, sem condições de resistir, é invadida por tropas nazistas na madrugada do dia primeiro de setembro. O avanço era rápido: os alemães utilizavam de tropas blindadas, carros de combate e armas muito mais sofisticadas. A Luftwaffe lançava suas terríveis bombas sobre os despreparados soldados poloneses. A velocidade dos ataques alemães era surpreendente. Ainda no primeiro dia, os alemães bombardearam um campo de aviação em Lublinek, próximo a Lodz. Os poucos aviões da Polônia foram destruídos ainda em terra. Daí o nome de guerra-relâmpago (Blitzkrieg).


O Reino Unido, comprometido com a defesa da Polônia em caso de agressão, declara guerra à Alemanha. Horas depois, é seguida pela França. Até junho de 1940, quando a Itália declara guerra à França e ao Reino Unido, o conflito está restrito aos três países. A Alemanha invade e ocupa a Noruega, a Bélgica, a Holanda e a França.

  1. Domínio alemão

Nesse momento, a Alemanha nazista controla a Áustria, Tchecoslováquia, Dinamarca, Noruega e a maior parte da França. Toda a costa ocidental da Europa pertence ao 3º Reich e não resta nenhuma tropa inglesa no continente. Os ingleses, violentamente bombardeados, dia e noite, resistem aos nazistas. Na Batalha da Inglaterra, no verão de 1940, a aviação inglesa, RAF (Royal Air Force), consegue destroçar os ataques da Luftwaffe (forca aérea alemã).


Ainda em 1940, houve uma mudança no governo inglês: o primeiro-ministro era agora o conservador e combativo Winston Churchill.

    1. França ocupada

O derrotismo das classes dirigentes francesas impediram, de todos os modos, que a esquerda do país articulasse uma resistência popular armada contra os invasores nazistas. Os conservadores e derrotistas dirigentes da França preferiram curvar-se diante da Alemanha e, no dia 22 de junho de 1940, assinaram o armistício com os nazistas.


A partir daí, a França foi dividida em duas: a parte norte, incluindo Paris, era diretamente controlada pelos alemães. A parte sul, dominada pelos franceses pró-nazistas - o marechal Pétain e Pierre Laval. Logo após a divisão do país, Pétain, que tinha poderes ditatoriais no país, mudou a capital de Paris para Vichy. Essa parte da França ficou conhecida como a "França colaboracionista", ou a França de Vichy.

      1. A "França Livre" de De Gaulle

Enquanto isso, um grupo francês, sob a liderança de Charles de Gaulle (foto abaixo), retira-se para Londres e apresenta-se como governo alternativo a Vichy. O movimento, chamado "França Livre", entra em contato com as organizações de resistência aos alemães na França ocupada, a "Resistência", em busca de apoio nas colônias francesas da África.



  1. A vez da Inglaterra

A invasão da Inglaterra estava no topo dos planos de Hitler. O general Jodl, chefe do alto Comando, chegou a anunciar em alto e bom som, em julho de 1940: "A vitória final sobre a Inglaterra é agora uma questão de tempo". A operação militar alemã levou o codinome de "Operação Leão Marinho" e iniciou-se em 07 de setembro de 1940.


Antes disso, em agosto (mais precisamente, dias 13 e 14), os alemães já haviam tentado invadir a Inglaterra por ar. Mais de 1500 aviões levantaram vôo em direção à Grã-Bretanha. Os Spitfires (aviões ingleses) conseguiram derrubar grandes quantidades de bombardeiros e caças alemães.
Se não fosse a RAF, o desastre poderia ser irreparável: os radares, recém-aperfeiçoados pelos técnicos britânicos, prestaram auxílio vital à Real Air Force na destruição dos efetivos da Luftwaffe. Logo em seguida, os britânicos surpreenderam os arrogantes alemães, bombardeando a "superprotegida" Berlim.

    1. A "Nova Ordem" na Europa

A Alemanha nazista implanta sua "Nova Ordem" nos territórios ocupados, que são explorados segundo os interesses do III Reich. As tropas invasoras apoderam-se dos estoques de matéria-prima e manufaturas e reativam as indústrias paralisadas. Os povos conquistados são obrigados a realizar trabalhos forçados.



  1. Campanha da Rússia

A primeira fase da guerra termina com o ataque alemão à União Soviética, em junho de 1941. Em conseqüência, as divergências ideológicas entre capitalistas e comunistas são colocadas em segundo plano. Hitler invade a URSS porque percebe a impossibilidade de ganhar a guerra no oeste sem uma vitória no leste europeu. Nesse momento, 1 milhão de soldados alemães ocupam os Bálcãs. A Wehrmacht já domina a Romênia, Bulgária e Hungria e conquista a Iugoslávia e a Grécia. A invasão do território soviético é levada a efeito em aliança com a Finlândia, Hungria e Romênia. Com a subseqüente aliança entre a União Soviética e as potências ocidentais, produzida pelo ataque nazista, a Alemanha empenha-se numa guerra em duas frentes, para a qual não está bem preparada. A estratégia da blitzkrieg deixa de ser novidade e despontam contradições no próprio comando nazista.



    1. Defesa de Moscou

No fim de 1941, a defesa de Moscou marca uma das mais decisivas vitórias aliadas. O Exército Vermelho é obrigado a ir buscar diversos comandantes nos campos de concentração, onde estão confinados por ordem de Stalin. Indústrias são transferidas para os montes Urais e os Aliados prestam importante auxílio marítimo e aéreo às forças soviéticas.



  1. Ataque a Pearl Harbor

O ataque japonês à base norte-americana de Pearl Harbor (Havaí), às 07:45 da manhã de domingo - 07 de dezembro de 1941 - leva os Estados Unidos a declararem guerra ao Eixo e alastra o conflito para quase todo o mundo. Em junho de 1942 o Japão já ocupa a Indochina Francesa e detém a supremacia naval no Pacífico. Em seguida, toma Hong Kong, Malásia, Cingapura, Índias Orientais Holandesas, Bornéu, Filipinas, Andamãs e Birmânia. As duas facções beligerantes estão definidas: os países do Pacto Anticomintern (o Eixo) - Alemanha, Itália e Japão - contra os Aliados - Inglaterra, Estados Unidos, União Soviética e China. A China já se encontra em guerra contra o Japão desde 1931.



    1. "Tora, Tora, Tora"

Para o ataque ao porto, foi criado um código, o famoso "Tora, Tora, Tora", que em português significa "Tigre, Tigre, Tigre". Era um código enviado pelo piloto, que usando o rádio do avião, avisava a frota japonesa do sucesso do cumprimento do ataque.



  1. A Segunda Fase da Guerra

Inicia quando o conflito se torna uma guerra de desgaste. O Eixo tenta subjugar a Inglaterra, cortando suas linhas de abastecimento no Atlântico e no Mediterrâneo. As bases de Gibraltar e Malta são constantemente bombardeadas. Em 1940, a Itália fracassa na campanha da África e, na primavera de 1941, os alemães assumem o controle das operações com o Afrika Korps (blindados), comandado pelo general Rommel.Com Rommel, os ingleses sofrem duras perdas e a ameaça nazista continua sobre o canal de Suez e o Egito.


Hitler, entretanto, mais preocupado com a guerra na Europa, não dá o apoio necessário ao Afrika Korps e, em outubro de 1942, as tropas de Rommel são atacadas pelo 8º Exército Inglês, do general Montgomery, em El Alamein, no Egito. Os alemães retiram-se rumo à Tunísia e a operação consuma-se em maio de 1943, quando os norte-americanos desembarcam na região e os Afrika Korps rendem-se incondicionalmente. Cerca de 250 mil soldados alemães e italianos são aprisionados.

    1. Dieppe: um teste para o Dia D

Em abril de 1942, no norte da França, os Aliados fizeram um desembarque no porto de Dieppe. Foi um desastre, pois em pouco mais de três horas, milhares de soldados aliados morreram em uma batalha muito desparelha. Mas não foram somente tragédias: esse desembarque auxiliou os Aliados, porque eles puderam testar a resistência e as defesas dos inimigos, além de descobrirem muitas coisas, como o poder de fogo, número de soldados e resistência do Eixo.



  1. Midway: Uma das maiores batalhas navais

Nenhum dos países beligerantes (que participa da guerra) podia se dar ao luxo de perder um conjunto de ilhas que se situava justamente "na metade do caminho" para os seus respectivos territórios, e que permitiria a partir de sua posse lançar ataques às suas cidades principais.


Estados Unidos e Japão sabiam disso e, em maio de 1942, já se preparando para a luta, Yamamoto, comandante-chefe da esquadra japonesa, recebeu a diretiva em 5 de maio de 1942, ordenando a captura de Midway e certos pontos nas Aléutas. Midway estava localizada a 1.816 km a oeste, com ligeira inclinação para o norte de Pearl Harbor; nela havia uma base aérea de grande importância para ambos os países. Do lado japonês, porém, a razão principal para a complicada operação do almirante Yamamoto eram os porta-aviões americanos, que não foram destruídos no ataque a Pearl Harbor e agora tinham de ser anulados, para impossibilitar o retorno da esquadra americana ao Pacífico. Em outras palavras, a ocupação de Midway era a isca para levar o almirante Nimitz a lançar suas forças mais fracas, contra uma armada japonesa amplamente superior.
Para a realização desse sonho, foi empregado toda a marinha imperial japonesa exceto alguns navios menores. Contudo, era sem dúvida "um adversário formidável", que contava com cerca de 200 navios, que incluíam: 11 couraçados, 8 porta-aviões de esquadra, 22 cruzadores, 65 destróieres e 21 submarinos. Mais de 600 aviões faziam parte da força, dos quais 407 pertenciam aos 8 porta-aviões da esquadra imperial.
Em 4 de junho, os aviões dos porta-aviões japoneses, colocariam os aeroportos de Midway fora de combate. No entanto, os japoneses esperavam ansiosamente o momento do encontro com os porta-aviões norte-americanos, porque a principal preocupação de Yamamoto era a destruição dos porta-aviões de Nimitz, que, segundo ele acreditava, seria levado a reagir à investida à Midway lançando os porta-aviões americanos ao combate.
Isto teria sido feito, se Nimitz não soubesse através do serviço de Inteligência Americano de todas as mensagens inimigas, e sabia com isso o que esperar. Sem essa vantagem decisiva, é evidente que as forças de Nimitz não lograriam sucesso na missão de defender as ilhas Midway.
Compreendendo isto, Nimitz despachou as duas forças-tarefas: O Yorktown FT-17 (sob o comando de Fletcher); Hornet e Enterprise FT-16 (sob o comando do Contra-Almirante Spruance), para o nordeste de Midway, de modo que estariam longe do alcance do reconhecimento aéreo japonês - manobra essa que resultou na destruição de três dos oito porta-aviões japoneses, ao custo de um porta-aviões americano destruído, o Yorktown, afundado a 6 de junho por um um submarino japonês, fazendo com isso a balança do poderio naval no pacífico pender para o lado americano pela primeira vez desde Pearl Harbor.
A batalha de Midway foi uma significativa derrota para o Japão, que perdeu um total de quatro porta-aviões de esquadra, um cruzador e cerca de 322 aviões, contra um porta-aviões americano de esquadra, um destróier e cerca de 152 aviões. Não há dúvida de que a decifração dos códigos inimigos conferiu aos americanos grande vantagem, contudo, os japoneses cometeram vários erros táticos e estratégicos. Um deles foi subordinar tudo à captura de Midway, outro foi revestir o plano de ação a excessiva complexidade.
Acima de tudo, dois erros críticos do ponto de vista tático comprometeram os japoneses: o de atacar com quatro porta-aviões ao mesmo tempo, o que significava que todos estavam envolvidos em operações de pouso e ataque simultâneos, o que os impossibilitou a cobertura por longos períodos de tempo; e a decisão de avançar na direção do inimigo enquanto havia operações de rearmamento em curso, nos porta-aviões.
Os japoneses talvez não se condenaram irremediavelmente em Midway, contudo, a partir daí, as suas possibilidades de vitória se reduziram consideravelmente, o que levou o almirante Nimitz a proferir uma célebre frase: "Pearl Harbor está parcialmente vingado".

  1. Stalingrado: o início do fim

A campanha de contra-ataque soviético iniciado em Moscou se estendeu até maio de 1942. Os nazistas foram afastados de suas linhas de ataque inicial e as derrotas alemãs diante dos portões russos de Moscou tiveram repercussões importantes: a crença nas forças do socialismo aumentou, enquanto o mito da invencibilidade do exército alemão caiu por terra.


O verão de 1942 foi gasto na organização de novas investidas do exército alemão. Apesar da iniciativa do contra-ataque ter ficado com o exército soviético, a campanha resultou em fracasso. Parecia que Hitler estava recobrando o ânimo e a invencibilidade.
Como a tomada de Moscou não foi possível, Hitler concentrou seus esforços no sul da URSS, em direção ao rio Volga, com objetivos militares e econômicos.
Nessa região situava-se a cidade de Stalingrado, centro de importantes indústrias e de confluências de vias de comunicação com o sul petrolífero, que era, acima de tudo, a cidade de Stalin. Para Hitler, psicologicamente era necessário destruir essa cidade, e Stalin faria qualquer coisa para não entregar a sua cidade ao ditador nazista.
Hitler tomou a decisão em julho de 1942: capturar Stalingrado e todo o rico Cáucaso de uma só vez. Os velhos estrategistas perceberam que isso era impossível, mas Hitler mudou seu quartel-general para a Ucrânia, o ponto mais próximo da frente de batalha, e teve um ríspido diálogo com o general Halder (transcrito por William Shirer):
"Certa vez, quando foi lido para Hitler um relatório objetivo mostrando que, ainda em 1942, Stalin seria capaz de reunir de 1 milhão a 1 milhão e 200 mil soldados novos na região norte de Stalingrado e a oeste de Volga, sem contar o meio milhão de homens na região do Cáucaso, e dava provas de que a produção russa de tanques para as linhas de frente montava, por semana, aproximadamente 1.200 unidades. Hitler lançou-se sobre o homem que estava lendo e, espumando de raiva, proibiu-o de ler qualquer coisa mais sobre tais tolices".
A arrogante e louca superioridade de Hitler estava o deixando cego e surdo aos relatórios. Para ele, a Alemanha era imbatível e em pouco tempo, a União Soviética estaria derrotada e humilhada aos pés dos senhores germânicos.
Uma poderosa força de blindados dirigiu-se para Criméia e tomou Sebastopol. Seguiram imediatamente para o rio Don para cercar Stalingrado. O Alto Comando alemão pretendia tomar a cidade e, depois, reiniciar o ataque a Moscou. O VI Exército foi encarregado de tomar a cidade, sob o comando de Von Paulus. O avanço de seus tanques parecia ser irresistível. O pânico tomou conta dos soviéticos: a moral dos civis e militares era bastante baixa. Depois disso, o comando soviético, sob comando do general Zukov, recobrou a autoconfiança e se preparou para a defesa.
Embora a velocidade do avanço alemão tivesse diminuído, o cerco de apertava. Ao mesmo tempo, soldados do Exército Vermelho combatiam lado a lado com operários, muitos deles veteranos que haviam lutado naquela mesma cidade durante a guerra civil sob o comando de Joseph Vissarionovitch Dzhugashvili, o verdadeiro nome de Stalin.
Agora, a cidade já não se media em quilômetros, mas sim em centímetros e as ruas não em metros, mas em cadáveres. Para se ter uma idéia, os alemães lutavam quinze dias para tomar uma única casa, e a conquista de uma só rua custava-lhes tanto sangue quando tomar um país europeu inteiro.
No dia 19 de novembro, os alemães receberam a ordem de lançar o ataque final sobre Stalingrado. Nesse mesmo dia, Stalin determinou que se iniciasse a contra-ofensiva. Agora, o comando-geral estava nas mãos de Zukov, que despontava como um dos maiores estrategistas. Três exércitos começaram a convergir para Stalingrado: 450 tanques T-34 e mais de 2 mil canhões foram utilizados pelos soviéticos para barrar os alemães. Os reforços que von Paulus pedia pelo rádio realmente não conseguiram romper a barreira. Os primeiros a serem postos fora de combate foram os italianos, os romenos e os húngaros.
Mas, no campo de batalha, a situação se redefinia: os alemães, que estavam até aquele momento sitiando Stalingrado, passaram a ser sitiados. Stalin ordenou que não atacassem as tropas sitiadas de von Paulus, mas sim contra os exércitos que estavam fora do cerco, afastando-os para além do rio Don.
O general Zeitzel, chefe do estado-maior alemão, pediu permissão a Hitler para autorizar a rendição e salvar os aproximadamente 200.000 homens que restavam. Hitler foi incisivo e disse: "Não deixarei o Volga", ordenando pessoalmente que von Paulus resistisse. O Exército Vermelho enviou, no começo de janeiro, três oficiais com bandeiras brancas e um documento, oferecendo a rendição:
"A situação de vossas tropas é desesperada. Elas estão sofrendo fome, frio e doenças. O cruel inverno russo mal começou. Geadas, ventos frios e nevascas ainda vos esperam. Vossos soldados não se acham providos de roupas de inverno e estão vivendo em horríveis condições sanitárias...

Vossa situação é desesperada e qualquer resistência, ainda, insensata. Em vista disso, a fim de evitar um derramamento de sangue desnecessário, propomos que aceitais os seguintes termos de rendição:

- todos os prisioneiros receberão rações normais;

- tratamento médico aos doentes e feridos;

- conservação de postos e condecorações e pertences pessoais."
Hitler, tomando conhecimento dessas negociações, ordenou inflexivelmente que era proibida a rendição. Até chegou a promover von Paulus como marechal-de-campo para morrer em um posto mais elevado pela Alemanha. Às 7:45 de 1º de fevereiro, o operador de rádio do quartel-general do VI Exército enviou a última mensagem: "Os russos encontram-se à porta de nosso abrigo. Estamos destruindo nosso armamento." Não houve luta no quartel-general nos últimos instantes. Paulus e seu estado-maior resistiram até o último homem, como Hitler ordenara, os russos exigiram a rendição e o general Schmidt (chefe do estado-maior do VI Exército) aceitou-a.
Termina então, uma das maiores batalhas da segunda guerra mundial. Dos 250 mil homens restavam apenas 100 mil em péssimas condições de saúde. E, pela primeira vez, um marechal-de-campo alemão caiu prisioneiro. A batalha de Stalingrado significou o ponto mais alto da Segunda Guerra Mundial, ao mesmo tempo que significou a virada definitiva da maré. Essa batalha, juntamente com as atividades no Ocidente e na África, significou o início do fim do Reich de mil anos de Hitler e do grande capital alemão.

  1. Brasil na Segunda Guerra Mundial

Durante o Estado Novo (1937 – 1945), o governo brasileiro viveu a instalação de um regime ditatorial comandado por Getúlio Vargas. Nesse mesmo período, as grandes potências mundiais entraram em confronto na Segunda Guerra, onde observamos a cisão entre os países totalitários (Alemanha, Japão e Itália) e as nações democráticas (Estados Unidos, França e Inglaterra). Ao longo do conflito, cada um desses grupos em confronto buscou apoio político-militar de outras nações aliadas.


Com relação à Segunda Guerra Mundial, a situação do Brasil se mostrava completamente indefinida. Ao mesmo tempo em que Vargas contraía empréstimos com os Estados Unidos, comandava um governo próximo aos ditames experimentados pelo totalitarismo nazi-fascista. Dessa maneira, as autoridades norte-americanas viam com preocupação a possibilidade de o Brasil apoiar os nazistas cedendo pontos estratégicos que poderiam, por exemplo, garantir a vitória do Eixo no continente africano.
A preocupação norte-americana, em pouco tempo, proporcionou a Getúlio Vargas a liberação de um empréstimo de 20 milhões de dólares para a construção da Usina de Volta Redonda. No ano seguinte, os Estados Unidos entraram nos campos de batalha da Segunda Guerra e, com isso, pressionou politicamente para que o Brasil entrasse com suas tropas ao seu lado. Pouco tempo depois, o afundamento de navegações brasileiras por submarinos alemães gerou vários protestos contra as forças nazistas.
Dessa maneira, Getúlio Vargas declarou guerra contra os italianos e alemães, em agosto de 1942. Politicamente, o país buscava ampliar seu prestígio junto ao EUA e reforçar sua aliança política com os militares. No ano de 1943, foi organizada a Força Expedicionária Brasileira (FEB), destacamento militar que lutava na Segunda Guerra Mundial. Somente quase um ano depois as tropas começaram a ser enviadas, inclusive com o auxílio da Força Aérea Brasileira (FAB).
A principal ação militar brasileira aconteceu principalmente na organização da campanha da Itália, onde os brasileiros foram para o combate ao lado das forças estadunidenses. Nesse breve período de tempo, mais de 25 mil soldados brasileiros foram enviados para a Europa. Apesar de entrarem em conflito com forças nazistas de segunda linha, o desempenho da FEB e da FAB foi considerado satisfatório, com a perda de 943 homens.

  1. Por ar e por mar

No Ocidente, antes a abertura de frentes mais importantes, as batalhas eram sobretudo travadas pelo ar e pelo mar. Entre 41 e 42, a RAF conseguiu manter Berlim, Colônia, Hamburgo e principalmente a região do Ruhr sob constantes bombardeamentos. Entraram em ação também os famosos B-47 da Força Aérea dos Estados Unidos (USAF), conhecidos como Fortalezas Voadoras. A ação aérea americana e inglesa só foi possível porque grande parte dos efetivos da Luftwaffe estava concentrada na Rússia.


No mar, os Aliados tiveram que enfrentar uma Alemanha nazista muito bem preparada. Em especial, ficou famoso também o couraçado Bismark, o maior já construído durante a guerra. Esse navio da marinha alemã espalhou o terror no mar do Norte, em maio de 1941, afundando o mais importante navio britânico. O Bismark foi afundado depois de um ataque simultâneo da RAF e da marinha inglesa.

    1. Contra-ofensiva na África e Itália

Em julho de 1943, os Aliados desembarcam na Sicília e, em setembro, avançam até Nápoles. Mussolini é destituído ainda em julho e a Itália muda de lado. Mas, depois, com a ajuda de Hitler, Mussolini instaurou um governo no norte da Itália, pois a região sul já havia sido invadida pelas tropas norte-americanas vindas da Sicília. Tropas alemãs ocupam Roma, o centro e o norte do país, mas a ofensiva aliada toma a capital em junho de 1944 e chega ao norte de Florença em setembro. Em abril de 1945 as forças alemãs na Itália se rendem.



    1. Contra-ofensiva nos Bálcãs

O avanço soviético chega a Romênia no início maio de 44 e a liberta em setembro. A Bulgária é libertada entre setembro e outubro. Também em outubro, os exércitos guerrilheiros da Iugoslávia passam à ofensiva, com o apoio de tropas soviéticas. Na Albânia e na Grécia, os guerrilheiros realizam levantes e forçam a retirada das tropas alemãs durante o ano de 1944.



  1. O Dia D

O general Dwight Eisenhower já fizera um teste para o Dia D que foi um fracasso (Dieppe), mas agora, eles já tinham outras idéias em mente. Fizeram vários testes, dois espiões aliados chegaram a coletar areia de uma parte da praia para verificar quão sólida era para os tanques passarem. Imaginou-se também que os soldados não poderiam desembarcar pelos lados do barco, isso era totalmente fatal. Então, descobriram em New Orleans, um americano renegado chamado Andrew Jackson Higgins, que construía barcos. Ele e seus arquitetos modificaram seus barcos Eureka colocando rampas frontais, para facilitar a saída de soldados e carros dos barcos. Eles ficaram conhecidos como LCVP, ou simplesmente, barcos Higgins.


Em 6 de junho de 1944, o famoso Dia D, sob o comando do general Einsenhower, é concretizado o ataque estratégico que daria o golpe mortal nas forças nazistas que ainda resistiam na Europa. Na chamada Operação Overlord ("Supremo Senhor"), que contou com 200.000 tropas aliadas, cinqüenta e cinco mil soldados norte-americanos, britânicos e canadenses desembarcam nas praias da Normandia (noroeste da França), na maior operação aeronaval da História, envolvendo mais de 5 mil navios (estes, que viajaram mais de 10 horas para chegar à França) e mil aviões. Os americanos receberam como missão duas praias francesas, sob os codinomes de Omaha e Utah. Já os canadenses e ingleses ficaram com outras três: Sword, Gold (ingleses) e Juno (canadenses). Os combates são pesados, com numerosas baixas, até 27 de junho, quando o 1º Exército norte-americano toma o porto de Cherbourg.
Em 9 de julho forças britânicas e canadenses entram em Caen, abrindo caminho para a passagem de tanques pelas defesas alemãs. Paris é libertada em 26 de agosto, e Bruxelas em 2 de setembro. A fronteira alemã anterior ao início da guerra é cruzada pelos Aliados em Aachen em 12 de setembro. A Bélgica podia ser considerada livre do domínio nazista e p mesmo acontecia com a Holanda. Ao mesmo tempo, os Aliados lançam bombardeios aéreos pesados contra cidades industriais alemãs. No início de 1945 os soviéticos (pelo leste) e os norte-americanos e britânicos (pelo oeste) fazem uma verdadeira corrida para ver quem chega primeiro a Berlim. De todas as tropas que desembarcaram, mais de 20.000 caíram nas linhas inimigas.


  1. Guerra no Pacífico

A situação também se inverte com a vitória das tropas norte-americanas na batalha naval de Midway e em Guadalcanal, em 1942. Os Estados Unidos partem para a reconquista da Ásia. No Pacífico central, os norte-americanos conquistam as ilhas Aleutas, Gilbert, Marshall e Marianas entre maio de 1943 e março de 1944 e as Filipinas entre outubro de 1944 e fevereiro de 1945. A Birmânia (atual Mianmá) é reconquistada entre o final de 1944 e o início de 1945 por tropas britânicas, norte-americanas e chinesas. Em fevereiro de 1945 ocorre o primeiro desembarque norte-americano no Japão, na ilha de Iwo Jima.



  1. A agonia alemã

No começo de 1945, os americanos, sob comando de Eisenhower, reiniciaram a ofensiva na frente ocidental. A travessia do rio Reno tornou-se bastante difícil com a destruição das pontes; mesmo assim os Aliados avançaram e retomaram importantes regiões e cidades da Alemanha, tal como Stuttgart. Finalmente os Aliados alcançaram o rio Elba, distante 100 quilômetros ao sul de Berlim. Na Itália, a resistência alemã foi quebrada pelo aliado que a derrotou nos Alpes com a ajuda de guerrilheiros antifascistas. Em fins de abril, Mussolini tentou fugir - depois da falência da sua República de Saló -, mas na fronteira com a Suíça, foi reconhecido por um grupo de guerrilheiros que o prendeu, submetendo-o a julgamento e depois, fuzilamento.


Enquanto isso, um clima de insanidade e demência tomava conta da Alemanha nazista, que agora estava toda em Berlim. Hitler e os membros da alta cúpula meteram-se nos fortificados porões da chancelaria. Essa fortificação ficou conhecida como Bunker.
Goebbels passava a noite lendo para Hitler a passagem da Guerra dos Sete Anos, onde enfatizava o "milagre" que salvara a Prússia. Na noite, de 13 de abril de 1945, Goebbels, voltando do Ministério da Propaganda para o abrigo, recebeu a notícia da morte de Roosevelt. Ele ficou exultante e correu entre os destroços e prédios em chamas de Berlim para dar a notícia ao Führer.
No dia 28 de abril, a chancelaria foi acordada com uma notícia bombástica: o cerco de defesa de Berlim havia sido rompido em quase todos os pontos e os russos dominavam quase toda a cidade. Uma estranha atmosfera tomou conta da chancelaria. Hitler casou-se com sua amante, Eva Braun, pouco antes da queda do Reich. Em seguida, ditou seu testamento, onde constava que Goebbels passava a ser o chanceler, mas o poder militar ficava nas mãos do almirante Doenitz. O clima macabro aumentou quando chegou a notícia da morte de Mussolini e de sua amante. Hitler e Eva fizeram um pacto de morte.
No dia 30 de abril, ouviu-se um tiro vindo dos aposentos do Führer. Se suicidara com um tiro e Eva, com veneno. Os oficiais da SS enrolaram os corpos em um tapete e os levaram ao pátio, onde iniciaram a incineração dos dois com gasolina, mas os soviéticos chegaram antes da queima total dos cadáveres.
Depois da morte de Hitler, Goebbels e Bormann tentaram contatos com o Ocidente para uma gestão de paz em separado, que foram frustrados. Os soviéticos só aceitariam qualquer conversação depois da rendição incondicional. Às 5 horas da manhã do dia 02 de maio, em Reims, o general Weidling entrou em contato com as forças soviéticas e aceitou a rendição. A notícia foi transmitida pelos alto-falantes aos soldados. A população começou, cautelosamente, a deixar os porões, esgotos e redes de metrôs. Filas de famintos cidadãos de Berlim formavam-se para receber alimentos dos soldados soviéticos.

  1. A guerra não acabou

No Pacífico, a guerra prosseguia: os EUA enfrentavam um Japão totalmente resistente. Eles recorriam às mais variadas formas para deter os americanos. Uma das mais conhecidas foi a dos kamikazes. É como são chamados os aviões japoneses carregados de explosivos e dirigidos por um piloto suicida que com ele se atira sobre o alvo inimigo. Foram usados pelo Japão principalmente no final da guerra e o avião levava o nome do piloto. O nome kamikaze vem da expressão "furacão divino" e é como os japoneses chamam as duas tempestades que em 1274 e 1281 destruíram frotas de invasores mongóis, livrando o país da guerra.


Em 06 de agosto de 1945, um bombardeiro americano chamado Enola Gay soltou a primeira bomba atômica sobre Hiroshima, que desceu suavemente de pára-quedas sobre a cidade. Faltando 500 metros para atingir o solo, a bomba foi detonada, deixando mais de 100 mil mortos e 100 mil feridos. A partir de 08 de agosto, tropas soviéticas expulsam os japoneses da Manchúria e da Coréia e ocupam as ilhas Kurilas e Sakalina.
Em 09 de agosto é lançada a segunda bomba atômica, dessa vez sobre Nagasaki, com saldo de vítimas semelhante ao de Hiroshima. Milhares morreriam ainda muitos anos depois, por conseqüência das doenças incuráveis causadas pela radiação da bomba. O próprio Churchill questionou a eficácia militar das bombas. O ato americano foi considerado pela maioria da opinião pública, um ato de crime de guerra. Até a imprensa fez severas críticas ao ataque.
Depois da explosão das duas bombas, o Japão concordou com a rendição incondicional, que foi assinada no dia 02 de setembro de 1945.

Ufa, agora sim, a guerra terminou!


  1. O Julgamento de Nuremberg

Com exceção de Hitler, Goebbels e Himmler, que haviam se suicidado, os três mais altos comandantes militares foram indiciados: Doenitz, Keitel e Jodl. Ainda: Hermann Göering, o segundo homem depois de Hitler; Julius Streicher, o fanático propagandista anti-semita; Ribbentropp, o ministro de relações exteriores alemão; Albert Speer, o ministro de Armamentos e Munições, e alguns outros líderes nazistas. Dos 199 alemães indiciados, 25 são condenados à morte, 20 à prisão perpétua e 97 a penas mais curtas de prisão. São absolvidos 35.


No julgamento principal, de 1945 a 1947, os réus são os 22 principais líderes nazistas capturados. Dez deles são executados por enforcamento na madrugada de 16 de outubro de 1946; o marechal Hermann Göering consegue suicidar-se com veneno em sua cela poucas horas antes.


  1. Galeria



"O povo alemão não está à altura do que eu fiz por ele". - Hitler

    1. Aliados






Soldados Aliados marcham pela Alemanha, através da Linha de Siegfried

Ianques do 60º Regimento de Infantaria avançam por uma cidade belga sob a proteção de um tanque. 09 de setembro de 1944





Soldados russos na batalha de Stalingrado

Soldado com uma anti-aérea





Desembaqeu na Normandia - Frank Cappa, 1944

Tropas se dirigindo à praia Utah



    1. Armas






Esquema do torpedo Bangalore, usado para detonar cercas e/ou trincheiras de longa distância

Réplica de um anti-aéreo da Segunda Guerra



    1. Aviões









Um Spitfire austríaco

Um Zero, avião japonês





Aliados sobrevoando o Egito, durante as batalhas no norte da África

Um soldado chinês cuida dos aviões americanos P-40, pintados com a cara de um tubarão, o emblema dos Tigres Voadores





Um Douglas C-47 Skytrain, muito usado pelo Brasil na guerra

Dois Spitfires (aviões ingleses)



    1. Embarcações









LCVP no museu de Higgins

O Eureka, barco que deu origem aos LCVPs





USS Shaw explodindo durante o ataque japonês em Pearl Harbor

O USS Arizona afundando após os ataques japoneses em Pearl Harbor



    1. Tanques









Um dos tanques do Afrika Korps

Um tanque Sherman V





Um malhador, tanque que detonava minas com as correntes

Aliados posicionando um de seus tanques falsos (infláveis)



    1. Holocausto









Trabalhadores escravos no campo de concentração de Buchernwald, perto de Jena. Muitos morreram de desnutrição até as tropas da 80ª Divisão entraram no campo

Crianças sobreviventes dos campos de concentração



  1. Anexo



"Quem quiser viver é constrangido a matar. Martelo ou bigorna. Minha intenção é preparar o povo alemão para ser o martelo". - Hitler
      1. As Batalhas:


A batalha da França A batalha da Grã-Bretanha

A batalha da Inglaterra A batalha da Polônia

A batalha de Berlim A batalha de Bialistok

A batalha de Bir Hakim A batalha de Bulge

A batalha de Bzura A batalha de Cherburgo (Normandia)

A batalha de Collechio A batalha de Creta

A batalha de Dieppe A batalha de Dunquerque

A batalha de El Alamein A batalha de Guadalcanal

A batalha de Hurtgen A batalha de Iwo Jima

A batalha de Khalkin-Gol A batalha de Kharkov

A batalha de Kursk A batalha de Leningrado

A batalha de Market Garden A batalha de Marsa Matruh

A batalha de Massarosa A batalha de Mers Al Kabir

A batalha de Midway A batalha de Monte Cassino

A batalha de Monte Castello A batalha de Montese

A batalha de Moscou A batalha de Okinawa

A batalha de Pearl Harbor A batalha de Smolensk e Kiev

A batalha de Stalingrado A batalha de Surigao

A batalha de Taranto A batalha de Tobruk

A batalha do Atlântico A batalha do Mar de Coral

A batalha do Rio da Prata A Operação Overlord - O Dia D

      1. Campos:

Auschwitz Belzec Buchenwald

Treblinka Chelm(n)o Therezinstadt

Dachau Jasenovac Sobibor

Maidanek Ravensbrück


      1. Lista de Armas:





12.8 cm Flak 40 - Alemanha

2 cm FlaK 30 "Gebirgsflak" - Alemanha

2cm Flak 38 "Flakvierling" - Alemanha

8.8cm Flak 36 - Alemanha

AN-M8 HC Smoke Grenade - EUA

BAR M1918A2 - EUA

Brengun MK3 - Inglaterra

Browning M2HB - EUA

Carabina - EUA

Colt 45 - Government Model Series - EUA

Colt M1911A1 - EUA

DP (Degtyarev Pechotnyi) - Rússia

DSHK - URSS

FG (FallschirmjägerGewehr) 42 - Mod... - Alemanha

FG (FallschirmjägerGewehr) 42 - Mod... - Alemanha

Gewehr 43 - Alemanha

Granada Mark I (Fragmentação) - Grã-Bretanha

Granada Mark II (Fragmentação) - EUA

Lança-chamas - Alemanha

Lança-rojão - Alemanha

LeeEnfield - EUA

Luger 08 - Alemanha

M1A1 Carbine - EUA

M3A1 - Greasegun - EUA

Mauser Karabiner 1898 Kurz (Kar98k) - Alemanha

Volkssturmgewehr 1-5 - Alemanha

Walter P8 - Alemanha

Webley Mk IV - Inglaterra

Winchester M1897 Shotgun - EUA


MG34 - Alemanha

MG42 - Alemanha

Mosin-Nagant M1891/38 - Rússia

MP 38 - Alemanha

MP18 - Alemanha

MP40 - Alemanha

MP44 - Alemanha

Panzerfaust 30 - Alemanha

PIAT - Inglaterra

Pistolet Pulemet Sudaeva 1942 - Rússia

PPS-43 - URSS

PPSch-41 - URSS

Raketenpanzerbüchse 43 "Panzerschre... - Alemanha

Raketenpanzerbüchse 54 "Panzerschre... - Alemanha

Ruchnaya Granata Degtyareva 1933 - Rússia

Samozaryadnaya Vintovka Tokarev 194... - Rússia

Smith & Wesson Victory Model - EUA

Springfield M1 Garand - EUA

Springfield M1903A4 - EUA

Stengun - Reino Unido

StG (SturmGewehr) 44 - Alemanha

StG (SturmGewehr) 45 - Alemanha

Stielhandgranate 24 - Alemanha

Thompson M1 - EUA

Thompson M1921 - EUA

TT-33 - Rússia

V1 (Vergeltungswaffe 1) - Alemanha

V2 (Vergeltungswaffe 2) - Alemanha





      1. Personalidades:

Adolf Eichmann - Alemanha Adolf Hitler - Áustria

Albert Speer - Alemanha Alexander Archer Vandegrift - EUA

Alfred Jodl - Alemanha Andrew Jackson Higgins - EUA

Anne Frank - Alemanha Aribert Heim - Áustria

Aristides de Sousa Mendes - Portugal Benito Mussolini - Itália

Bernard Law Montgomery - Inglaterra Charles Andre Joseph Marie de Gaull... - França

Charles Sweeney - EUA Chester William Nimitz - Inglaterra

Chiang Kai-Shek - China Chuichi Nagumo - Japão

Clement Richard Atlee - Inglaterra Douglas MacArthur - EUA

Dwight Eisenhower - EUA Eduardo Gomes - Brasil

Efraim Zuroff - EUA Ernie Pyle - EUA

Ernst Röhm - Alemanha Erwin Johannes Eugen Rommel - Alemanha

Eva Braun - Alemanha Fortunato Câmara de Oliveira - Brasil

Franklin Roosevelt - EUA Franz Joseph Hermann Michael Maria ... - Alemanha

Fritz Hippler - Alemanha George Marshall - EUA

George Smith Patton Junior - EUA Georgy Zhukov - Rússia

Günther von Kluge - Alemanha Hans Wilhelm Langsdorff - Alemanha

Harold R L G Alexan... - Inglaterra Heinrich Himmler - Alemanha

Heinz Guderian - Alemanha Henri Joseph Fenet - França

Henri Philippe Pétain - França Herbert Lange - Alemanha

Herman Wilhelm Göering - Alemanha Hideki Tojo - Japão

Husband Kimmel - EUA Isoroku Yamamoto - Japão

James Harold Dollitle - EUA Joachim von Ribbentrop - Renânia

Joel Miranda - Brasil John Demjanjuk - Ucrânia

Josef Mengele - Alemanha Josef Stalin - Rússia

Joseph Dietrich - Alemanha Joseph Goebbels - Alemanha

Karl Doenitz - Alemanha Kirill A. Meretskov - URSS

Lafayette C. de Souza - Brasil Leni Riefenstahl - Alemanha

Lord John Gort - Inglaterra Ludwig Beck - Alemanha

Lyudmila M. Pavlichenko - Ucrânia Newton Lagares Silva - Brasil

Oskar Schindler - Tchecoslováquia Pacífico Pozzobon - Brasil

Paul Tibbets - EUA Paul von Hindenburg - Alemanha

Reinhard T. E. Heydrich - Alemanha Robert Capa - Hungria

Tadamichi Kuribayashi - Japão Tomoyuki Yamashita - Japão

Vassiliy G. Zaitsev - Rússia Vyacheslav Mikhailovich Molotov - Rússia

Walter Richard Rudolf Hess - Egito Walther von Brauchitsch - Alemanha

Werner E. F. Blomberg - Alemanha Wilhelm Keitel - Alemanha

Wilhelm Ritter von Leeb - Alemanha Winston Churchill - Inglaterra

      1. A rendição japonesa segundo a Rádio Tóquio


Dos jornais de 28 de agosto de 1945: "A Rádio Tóquio usou a palavra 'rendição' para seus ouvintes da Grande Ásia Oriental, dando uma explicação tipicamente japonesa do vocábulo, que nos últimos três mil anos é sinônimo de morte em sua terminologia militar.

"Esta foi a explicação do locutor da Rádio Tóquio: 'Quando dizemos rendição queremos dizer que as forças navais ou militares de um país beligerante cessam suas ofensivas contra o adversário, e transferem suas defesas, armas e navios de guerra para o inimigo".

"O Ministro da Guerra, General Shimomura, ao falar a seus compatriotas sobre as ações bélicas, explicou que a transição de guerra para paz provocou maior confusão na frente interna que nos campos de combate. Parece que existe - afirmou - um certo tipo de pessoas que ainda não entenderam cabalmente a situação. Em especial parece que na frente interna a confusão de interpretações é maior que nas frentes de combate.

"Shimomura repetiu as palavras de ordem do rendição que tinha enviado às tropas japonesas ao norte da China, advertindo-as que deviam aceitar o decreto imperial de rendição, mesmo que ele fosse contrário ao genuíno espírito bushido. Depois fez mais esta advertência: 'A ocupação do Japão não será de pequena duração. A nação deverá aceitar esta carga de sacrifício até à geração de nossos netos'."


      1. A ocupação da Alemanha


Depois de terminada a guerra o território da Alemanha foi dividido, de acordo com os pactos e entendimentos já existentes, em quatro zonas de ocupação. Os russas ocuparam parte da Pomerânia e Brandemburgo, Mecklemburgo, Saxônia e Turíngia (nordeste e leste da Alemanha); os ingleses passaram a controlar a região noroeste: Hamburgo, Schleswig-Holstein, Hannover, Oldemburgo, Brunswick, Vestfália e Renânia interior; os Estados Unidos ocuparam o sudoeste, ou seja: parte do Wurtemberg, Baden, Hesse, Nassau e Baviera; os franceses, por seu lado, ocuparam parte de Baden, o Sarre, o Palatinado e uma parte da Renânia.

Os distritos de Berlim, vinte ao todo, foram distribuídos da seguinte maneira: oito para os russos, seis para os americanos, quatro para os ingleses e dois para os franceses.


      1. A prisão dos principais chefes alemães


Um por um, vinte e um dos principais responsáveis pela política alemã foram sendo capturados pela justiça aliada. Todos foram processados, incluindo Martin Bormann, julgado e condenado "in absentia". Os detidos e processados foram: Karl Doenitz, Chefe de Estado sucessor de Hitler depois de 1o de moio de 1945; Hans Frank, Governador-Geral da Polônia; Wilhelm Frick, Ministro do Interior; Hans Fritzche, Ministro de Educação e Propaganda do Reich; Walther Funk, Presidente do Reichsbank; Hermann Goering, Marechal do Reich; Rudolf Hess, braço direito de Hitler até maio de 1941; Alfred Jodl, Chefe do Estado-Maior da Wehrmacht; Ernst Koltenbrunner, Ministro da Economia; Wilhelm Keitel, Chefe do OKW; Constantin von Neurath, Protetor do Reich; Franz von Papen, Embaixador alemão em Viena e Ancara; Erich Raeder, Grande Almirante do Reich; Joachim von Ribbentrop, Ministro de Assuntos Exteriores; Alfred Rosenberg, filósofo do partido nacional-socialista; Fritz Sauckel, Ministro do Trabalho; Hjalmar Schacht, ex-Presidente do Reichsbank e ex-Ministro da Economia; Baldur von Schirach, Chefe das Juventudes Hitleristas; Arthur Seyss-Inquart, Comissário do Reich; Albert Speer, Ministro dos Armamentos; e Julius Streicher, editor da revista anti-semita "Der Stürmer".

Fugiram da sentença, suicidando-se: Hermann Goering; Robert Ley, Chefe do Serviço de Trabalho; e Heinrich Himmler, Reichsführer SS. As acusações compreendiam quatro pontos: 1) Conspiração. 2) Crimes contra a paz. 3) Crimes de guerra. 4) Crimes contra a humanidade.


      1. A derrota da Alemanha


Os jornais do dia 6 de junho de 1945 publicaram a seguinte informação: "As quatro grandes potências assinaram hoje, nas vizinhanças de Berlim, o texto da seguinte declaração: As forças armadas alemães foram completamente derrotadas... Não existe governo central ou autoridade na Alemanha com capacidade para manter a ordem e administrar o país... Os governos dos Estados Unidos da América, da União das Repúblicas Socialistas Soviéticas, do Reino Unido e o governo provisório da República Francesa assumem... a suprema autoridade na Alemanha... determinarão as fronteiras da Alemanha...

... Todas as forças sob controle alemão cessarão imediatamente as hostilidades em todos os palcos da guerra... Serão totalmente desarmadas... Ficarão à disposição do comandante em chefe das forças armadas do estado aliado correspondente declarados prisioneiros de guerra, aguardando futuras decisões...

... Todas as tropas (alemães) permanecerão em suas posições atuais, á espera de instruções...

Os representantes aliados designarão destacamentos de polícia civil, armados só com armas de pequeno calibre para a manutenção da ordem...

Todos os aparelhos aéreos de qualquer tipo ou nacionalidade, na Alemanha... militares, navais ou civis ... permanecerão em terra, na água, ou a bordo dos navios, aguardando futuras instruções...

Todas as unidades navais... permanecerão em, ou se dirigirão imediatamente para os portos ou bases que lhes forem designados pelos representantes aliados. As tripulações permanecerão a bordo...

Todos... os seguintes artigos... serão mantidos intactos e em boas condições, à disposição dos representantes aliados... armas, munições, explosivos, equipamentos militares, depósitos e almoxarifados, bem como outros apetrechos de guerra... Todas as unidades navais de todos os tipos... todos os aparelhos aéreos de todos os tipos... todos os meios de transporte e comunicações... todas as instalações e estabelecimentos militares... todas as fábricas, estabelecimentos, oficinas, laboratórios...

A pedido dos representantes aliados lhes será fornecido... braços para serviço... toda informação ou antecedentes que possam ser requisitados...

As autoridades alemãs entregarão aos representantes aliados... todos os prisioneiros de guerra em seu poder neste momento...

As autoridades alemãs fornecerão... informação completa... relativa às minas, zonas minadas e outros obstáculos, Não serão destruídas removidas, escondidas, mudadas, afundadas nem danificadas as propriedades e instalações militares, navais, aéreas, marítimas, portuárias, industriais ou outras similares...

Até que fique estabelecida a fiscalização de todos os meios de comunicação pelos representantes aliados, todas as instalações de rádio, comunicações telegráficas e todos os outros meios de comunicação, com ou sem fios, estejam em terra ou na mar, cessarão de transmitir, exceto quando autorizados pelos representantes aliados.

Os principais líderes nazistas, conforme especificação feita pelos representantes aliados, e todas as pessoas que periodicamente sejam citadas ou designadas por sua hierarquia, posição ou função, pelos representantes aliados como suspeitos de ter cometido, ordenado ou consentido delitos de guerra ou ofensas análogas, serão detidos e entregues aos representantes aliados.

Os representantes aliados estacionarão forças e organismos civis em qualquer parte ou em toda a Alemanha, conforme decidam determinar.

Os representantes aliados imporão à Alemanha requisitos políticos administrativos, econômicos, financeiros, militares ou de outros tipos que derivem da completa derrota da Alemanha. Os representantes aliados, ou as pessoas ou organismos devidamente designados para agir em seu nome e com sua autorização, emitirão proclamações, ordens e instruções. a fim de que sejam publicadas para pôr em vigor e dar seguimento às outras disposições desta declaração. Todas as autoridades e povo alemães cumprirão incondicionalmente as ordens estipuladas pelos representantes aliados e obedecerão às proclamações, editais e instruções..."


      1. Nagasaki


Um correspondente americano que sobrevoou Nagasaki a 27 de agosto de 1945, dezoito dias depois do lançamento da bomba atômica, assim narrou sua experiência:

"Nagasaki estende-se desoladamente a nossos pés, dividida ao meio pelo rio que a atravessa. O que era cidade não passa de uma mancha de cor terrosa, de quatro a cinco quilômetros de largura, cheia de montões de escombros e restos de paredes. Voamos em círculo sobre a cidade para ver com detalhes a destruição causada pela bomba atômica. Em determinado lugar ainda se vê uma pequena coluna de fumaça que se eleva, mas a seu lado só se vêem ferros retorcidos. Aqui e ali ainda se vêem as paredes de alguns edifícios modernos, mas os telhados desapareceram e seu interior está queimado. A bomba parece ter arrasado completamente alguns lugares, não deixando nada de pé, enquanto que em outros lugares ainda se vêem alguns grupos de casas.

O que mais se destaca é o tom ocre que cobre tudo, indicando o calor espantoso que tudo secou, queimando o que fosse de madeira. Um par de barcos de grande tamanho jaz no fundo do rio. Procuramos descobrir em qual das margens do rio caiu a bomba, mas não é possível perceber pois a destruição foi igual nas duas margens. São poucas as casas que parecem ter-se incendiado. Os incêndios se verificaram nos distritos menos destruídos.

Nas ruas da cidade se vê muito pouca gente, enquanto que na estação vemos dois ou três trens, se bem que seja muito difícil averiguar o que trazem ou levam da cidade morta."

A experiência narrada acima foi uma das primeiras irradiadas para o exterior, pois logo no dia 27 de agosto as autoridades americanas permitiram que os correspondentes examinassem os resultados da bomba.

      1. De Hirohito


Do governo japonês, no dia 14 de agosto de 1945:

"1o - Sua Majestade o Imperador emitiu um decreto imperial sobre a aceitação pelo Japão das disposições da declaração de Potsdam.

2o - Sua Majestade o Imperador está disposto a autorizar e assegurar a assinatura, por seu governo e pelo quartel-general imperial, dos termos necessários para cumprir as disposições da declaração de Potsdam.

3o - Sua Majestade também está disposto a ordenar a todas as autoridades militares, navais e aéreas do Japão... para que cessem as operações ativas e deponham as armas..."


      1. O Pós-guerra em Berlim


Damos a seguir, em ordem cronológica, os acontecimentos que determinaram a divisão de Berlim e os episódios correlatos:

12 de setembro de 1944



"A Alemanha, limitada pelas fronteiras em vigor em 31 de dezembro de 1937, será dividida ocupacionalmente em três zonas, divididas pelas três potências, e um território especial de Berlim que passará a depender das autoridades de ocupação das três potências." (Do Protocolo de Londres do dia 12 de setembro de 1944.)
      1. 14 de novembro de 1944


"Será constituída uma autoridade de governo interaliada, que será formada por três comandantes, um para cada potência, nomeados por seus respectivos comandos supremos e cuja missão consistirá em dirigir a administração do território da Grande Berlim. Cada comandante será encarregado por ordem regulamentar das atribuições de comandante do serviço como chefe da autoridade de Governo interaliado." (Tratado de Londres de 14 de novembro de 1944.)
      1. 2 de maio de 1945


"As tropas sob o comando do Marechal Zhukov, com o apoio dos efetivos do Marechal Koniev, terminaram, depois de dura luta nas ruas, com a última resistência de Berlim... "(Da ordem do dia do Marechal Stalin, dia 2 de maio de 1945.)
      1. Maio de 1945


"Proclamada a capitulação incondicional da Alemanha... proponho que sejam dadas ordens imediatas para a reagrupação de nossas tropas em suas respectivas zonas de ocupação e para a instalação de um regime de ocupação organizado nos territórios ocupados... Estou disposto a dar ordens para que no dia 21 de junho comece a retirada das tropas americanas para sua zona de ocupação... " (De uma mensagem de Truman a Stalin).
      1. 29 de junho de 1945


"No dia 29 de junho foi realizada uma conferência em Berlim... A conferência concluiu por um acordo sobre a entrada das tropas inglesas e americanas em Berlim... As maiores dificuldades foram originadas pelo problema do enlace entre os setores americano e britânico por um lado e das zonas de ocupação americana e britânica por outro... Os Estados Unidos exigiram três ferrovias, duas rodovias e o necessário espaço aéreo. Zhukov rechaçou as exigências. A conferência concluiu com a aceitação pela União Soviética do uso da linha férrea de bitola normal Goslar-Berlim, passando por Magdeburgo, e da autopista Hannover-Magdeburgo-Berlim.. Para a circulação aérea foi fixado um corredor de 30 km de largura de Berlim a Magdeburgo e dois atalhos aéreos entre esta cidade e Frankfurt... As delegações concordaram em que todo tipo de tráfego, aéreo, rodoviário ou ferroviário, não seria submetido a nenhuma espécie de controle fronteiriço, alfandegário ou militar..."
      1. 12 de julho de 1945


"As nove horas o poder militar britânico e o americano tomam conta do controle total de seus setores de ocupação de Berlim e começam a agir em todos os terrenos de sua administração."
      1. 11 de fevereiro de 1948


"A administração soviética de Berlim excluiu os representantes ocidentais da participação numa reunião política celebrada no setor soviético e para a qual tinham sido convidados pelos alemães. Ao receber protestos por esta proibição, Sokolofski afirmou que Berlim era uma parte da zona soviética e acusou as potências ocidentais de aproveitar sua posição para fazer prevalecer seu direito de permanecer em Berlim."
      1. 23 de junho de 1948


"No dia 23 de junho foi realizada a reforma monetária soviética. Em 24 de junho fizemos do marco ocidental o meio legal de curso em Berlim. De 25 a 27 de junho, a população pôde fazer suas trocas de dinheiro. Ainda acreditávamos na possibilidade de chegar posteriormente a um acordo, e por isso autorizamos o marco oriental como forma legal de pagamento e em igualdade de condições com o marco ocidental. Quando entrou em vigor, no dia 24 de junho às seis horas, a ordem da administração soviética de suspender o tráfego com as zonas ocidentais, os três setores ocidentais de Berlim, com uma população de 2,5 milhões de pessoas, passaram a depender das reservas existentes e do abastecimento por via aérea. Foi esta uma das tentativas mais brutais da história contemporânea de utilizar a fome em massa como meio de pressão política. Nossas reservas de comestíveis davam para 36 dias e as de carvão para 45."
      1. 24 de junho de 1948


"Em rápida sucessão os russos detiveram o tráfego rodoviário e ferroviário e estenderam seu controle à navegação fluvial. Qualquer trem, automóvel ou barco que chegasse a Berlim, ou saísse da cidade, era controlado pelos postos de vigilância soviéticos... Berlim estava ,em estado de sítio."
      1. Estatísticas


PRINCIPAIS CAMPOS DE CONCENTRAÇÃO:
Auschwitz - 2 milhões foram assassinados;

Chelmo - 360.000 foram assassinados;

Treblinka - 840.000 foram assassinados;

Sobibor - 250.000 foram assassinados;

Maidanek - 200.000 foram assassinados;

Belzec - 600.000 foram assassinados.
PAÍSES QUE ENTRARAM EM GUERRA: 72 (diretamente)

MOBILIZADOS: 110 milhões (aproximadamente)

MORTOS: 50 milhões (aproximadamente)

MUTILADOS: 28 milhões (aproximadamente)

BOMBARDEIOS AÉREOS: 74.172 sobre a Inglaterra e 1.352.000 sobre o III Reich

BAIXAS GERAIS: 28.630.000 (aproximadamente)

GASTOS MILITARES: 1 trilhão e 385 bilhões de dólares (aproximadamente)

A SOLUÇÃO FINAL: Nos campos de concentração poloneses foram mortos 2.350.000, na Alemanha, mais 160.000, na Tchecoslováquia foram 233.000, na Áustria 58.000, na Hungria 180.000 e na Romênia 200.000 (entre 1941-1944)
  1. Conclusão




"O fundamento da autoridade reside na popularidade" - Hitler

A rendição do Império do Sol Nascente decretou o fim da Segunda Guerra Mundial. A luta, sem paralelos em extensão e intensidade, tinha envolvido dezenas de países. Milhões de homens tinham empunhado as armas e combatido em terra, mar e ar. Centenas de milhares de mulheres tinham envergado uniformes de todas as armas, atuando nos serviços auxiliares. Milhões de civis enfrentaram uma realidade para eles até então desconhecido: a da guerra trazida até às cidades, à retaguarda, aos campos e aldeias indefesas ou sem qualquer valor estratégico. Milhares de homens e mulheres deram suas vidas combatendo em movimentos de guerrilhas que atrapalharam, muitas vezes, os planos e movimentação dos exércitos regulares. Bombardeios aéreos maciços acrescentaram à guerra tradicional uma nota de horror, arrasando cidades abertas e matando indiscriminadamente homens, mulheres e crianças.

Jamais uma guerra fôra tão cruel e impiedosa. Jamais a luta tinha sido levada a tantas e tão distantes frentes de combate. E, finalmente, depois de seis anos de guerra, chegara a paz...


"Nós, alemães, conhecemos bem, por experiência, quanto é duro contrariar a Inglaterra". "Nenhum sacrifício será demasiado para a termos a nosso lado: renúncia a nossas colônias, ao poderio naval, à concorrência industrial. A Inglaterra é nossa aliada natural". - Hitler


  1. Bibliografia



"O Espaço Vital da Alemanha está a Leste. Só será conquistado pela guerra". - Hitler


    1. Livros:




Dia D, O: 6 de Junho de 1944 - A Batalha Culminante da Segunda Guerra Mundial
De Ambrose, Stephen
Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 2a Edição, 1998 755p

Generais de Hitler, Os
De Barnett, Correlli
Rio de Janeiro: Zahar, 1990, 511p

Grande Crônica da Segunda Guerra Mundial
Vários autores
Lisboa: Seleções do Reader’s Digest, 1982 3 volumes
Guerras do Século 20
De Heiferman, Ronald, Shermer, David e Mayer, S.L.
Rio de Janeiro: Primor, 1973 511p


História da Segunda Guerra Mundial
De Mcinnis, Edgar
Porto Alegre: Globo 1946-53 6 volumes


História Ilustrada da Segunda Guerra Mundial
Rio de Janeiro: Rennes - 129 volumes divididos em seções: Batalhas, Campanhas, Armas, Tropas, Líderes, etc.

Hitler
De Fest, Joachin C
Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 1976 1024p


Hitler’s Generals and their Battles
Chant, Christopher, Humble, Richard, Fowler, William and Shaw, Jenny
Londres: Salamander Book, 1977 243p

Memórias da Segunda Guerra Mundial
De Churchill, Winston
Edição condensada dos 6 volumes da Segunda Guerra Mundial
Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 1959 1193p

Queda da França, A
De Shirer, L William
Rio de Janeiro: Record, 1969 3 volumes
Segunda Guerra Mundial
Young, Brigadeiro Peter
São Paulo: Círculo do Livro, 1980 253p


Segunda Guerra Mundial: História Fotográfica do Grande Conflito
Herridge, Charles
São Paulo: Círculo do Livro,


Segunda Guerra Mundial, A
De Cartier, Raymond
Rio de Janeiro: Primor, 1975 2 volumes

Segunda Guerra Mundial, A
Rio de Janeiro: Codex, 1966 12 volumes

      1. Sites Brasileiros:


Cadê - Forças Armadas - Página do Cadê que contém os diversos links para as Forças Armadas Brasileiras (Colocando “Segunda Guerra Mundial” na BUSCA, tem-se o resultado da consulta para várias páginas brasileiras sobre o assunto).


Yahoo - Forças Armadas - Página do Yahoo Brasil com os links para as Forças Armadas. Obtém-se o mesmo resultado acima, na BUSCA
A Segunda Guerra Mundial - Página resumida feita por alunos do Colégio Bahiense
A Segunda Guerra Mundial - Virtual - Página bastante interessante de Fernando Frizzarin - Necessita de Plugins para ser totalmente vista, que pode ser carregado na própria Home Page
Blut und Ehre - Página dedicada ao Partido Nacional Socialista, com links para outro sites correlatos e sobre as Waffen SS
Erwin Rommel - A Raposa do Deserto - Página dedicada a Rommel
História pela Imagem - Imagens da Segunda Guerra Mundial - Página de Milton Alves Janziato
II Guerra Mundial - Fatos, fotos, mapas e links
FEB - Força Expedicionária Brasileira - Página produzida pelo Laboratório de História e Multimídia, elaborada por Terezinha de Souza e Neôdo Noronha
Luftwaffe na Segunda Guerra Mundial - Página dedicada à história da Luftwaffe
Segunda Grande Guerra - Página sobre a Segunda Guerra feita por Bruno Collier
Militar.com.br - Página não oficial especializada em Assuntos Militares com muitos links interessantes
Site Oficial do Exército Brasileiro - incluindo links para a Marinha e a Força Aérea Brasileira
Biblioteca da Escola de Comando e Estado-Maior do Exército: biblioteca@eceme.eb.mil.br
Museu Histórico do Exército: museulogia@mhex-fc.com.br e acs@mhex-fc.com.br
Biblioteca do Exército: bibliex@ism.com.br


      1. Sites estrangeiros:


Yahoo - Segunda Guerra Mundial - Página da Yahoo que dá acesso a centenas de páginas estrangeiras sobre a Segunda Guerra Mundial - Muito importante para pesquisas e leituras.


World War II - Revista americana especializada na Segunda Guerra Mundial, que pode ser assinada através da Internet.
Magweb - Página que contém mais de 16.000 artigos sobre História Militar, colhido de umas 76 revistas mundiais sobre o assunto, que tem uma seção especializada sobre a Segunda Guerra Mundial, mas necessita se tornar sócio (não é livre) para acesso a todos os artigos.
World War II Links - Página alemã, que dá acesso a muitos links interessantes em alemão e inglês
O Mundo em Guerra - Página em inglês com artigos de Versalhes até a Guerra Fria

      1. Imagens:

Www.ww2incolor.com


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Www.google.com.br
Www.yahoo.com.br



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