A grande rebeliãO



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Tratado de

alquimia Sexual

Samael Aun Weor

INTRODUÇÃO
EU AUN WEOR, o BUDA AVATARA da nova Era de Aquário, escrevi este livro para o tipo da Nova era.

Realmente a Humanidade deste século XX ainda não está preparada para entender os Mistérios do FOGO.

Este tipo de ensinamentos são totalmente avançados para esta época.

Os grandes Mistérios do SEXO somente podemos entender os bravos solados Movimento Gnóstico.

A Humanidade deste século de Peixes que está terminado, nos crucificará e nos apedrejará, porque a história sempre se repete.

O Movimento Gnóstico é formado pela vanguarda da evolução humana, e somente os Gnósticos poderão entender os grandes Mistérios do SEXO.

Um discípulo chamado David Valencia, um de nossos bravos paladinos, me contou certo dia o seguinte:

“Estando Eu viajando em Corpo Astral pelos mundos suprassensíveis, me encontrei com aquele grande Filho da LUZ, conhecido entre os Senhores do Karma como o Senhor do Tempo. Então perguntei-lhe: O que seria de meu tempo? Mais adiante, no futuro? E o Grande Mestre me respondeu, assim: — Vosso tempo é muito longo, muito longo e com muitos sofrimentos”.

“Depois de ter recebido aquela resposta fiz outra pergunta sobre o futuro do Movimento Gnóstico, e o Senhor do Tempo me respondeu que seria duro e amargo, e que teríamos que afrontar com dor muita decepções, mas que sairíamos vitoriosos”.

“Querendo confirmar algo sobre o Mestre AUN WEOR, perguntei quem era ele, e o Senhor do Tempo me explicou que poucos conheciam o Mestre AUN WEOR”.

“Quando o Senhor do Tempo falou isto, então vi em visão de Deus uma Cruz pequena, e com o olhar do Grande Ser entendi o que me aguardava”.

“E vi outra Cruz muito grande, e vi passar pela frente dessa Cruz quatro Mestres”.

“Um deles era o Mestre MORIA, do raio da Força, outro o Venerável KOUT-HUMI, do raio da Sabedoria, o outro era o Conde SAN GERMÁN, que dirige a política mundial, e o quarto era o Mestre AUN WEOR, o iniciador da nova Era de Aquário”.

“Logo o Senhor do Tempo me olhou mostrando-me como todos esses Mestres haviam sido sacrificados e crucificados pela Humanidade”.

Até aqui o relato de meu discípulo David Valencia, o bravo guerreiro do Quindio.

Quando contemplamos no mundos internos a dolorosa marcha do Movimento Gnóstico para o Sol de Aquário, apresentam-se ante nossa vista interna milhões de crianças, mulheres, anciões, jovens e homens de rostos heroicos, marchando através de grandes sacrifícios, como um desfile de mártires para o nascente Sol de AQUÁRIO...

...No centro do desfile, como procissão dolorosa, alguns heróis levavam uma bandeja e sobre ela uma cabeça coroada de espinhos, simbolizando a Força da VONTADE, e o SACRIFÍCIO.

Nossa ciência os pedantes deste século não a entendem. Nossa ciência não a entendem os “papagaios” das “gaiolas” Teosofistas, Rosacrucistas, Espiritistas, etc.

Este é um movimento totalmente diferente de tudo o que se conheceu até esta data, e a Humanidade encontra-se em estado totalmente embrionário. Portanto ainda não nos entendem.

As pessoas estão acostumadas ao estancamento, portanto não são capazes ainda de entender a vida livre em seu movimento.

Os discípulos das escolas Teosofistas, “Rojistas”, Espiritistas, etc., acreditam que sabem tudo, e nos atacam sem conhecer nossa doutrina, que é absolutamente diferente de tudo o que eles estudaram.

Mas como eles acreditam que sabem tudo... atacam. Essa é a triste realidade deste século XX, e portanto não nos estranharia que eles não entendam este Tratado de Alquimia Sexual.

O Movimento Gnóstico é um trem em marcha: uns passageiros descem em uma estação e os outros em outra.

O trem está em marcha. Ninguém o deterá, porque o movimento GNÓSTICO é o exército de AQUÁRIO.


À BATALHA!... À BATALHA!...À BATALHA!...
AUN WEOR

SUMO SUPREMO SANTUÁRIO GNÓSTICO DA SERRA NEVADA DE SANTA MARTA (COLÔMBIA).

7 de Novembro de 1953

CAPÍTULO I

OS SETE PÃES


1 – O vitorioso capataz do palácio, NU, disse: “Não como o que é abominável para mim. O abominável para mim é a imundície, o abominável para mim; que não o coma em vez dos bolos sepulcrais oferecidos aos KAS. Assim não seja destruído, nem deva pega-lo com as mãos, nem andar sobre ele com minhas sandálias” (Capítulo LV de: “O Livro dos Mortos”).

2 –Nu, vitorioso capataz do palácio e chanceler chefe, disse:

“Não coma o que é abominável para mim, o que é abominável para mim. O abominável para mim é a imundície, o abominável para mim; que não o coma no lugar dos bolos sepulcrais oferecidos aos KAS. Não coloque em meu corpo, nem deva pega-lo com as mãos, nem andar sobre ele com minhas sandálias. De que viveriam, então, na presença dos Deuses? Receba alimento do lugar em que se deposita, e viva nos sete pães que se ofereçam a Hórus, e do pão que apresenta-se a Thoth. Me diriam os Deuses: Que gênero de manjares reclamas? E responderei: “Deixe-me comer sob o sicômoro de minha senhora, a Deusa Hathor, e discorra meu tempo entre os divinos Seres que ali repousam. Dai-me poder para cuidar dos meus campos em Tattu e criar rebanhos em Annu. Deixai-me viver de pão de cevada branca amassada, e de cerveja feita de grão vermelho e assim me concedam as pessoas de meu pai e de minha mãe como guardiões a minha porta e da disposição de meus bens. Fazei-me são e forte, outorgai-me uma grande mansão e, que possa estabelecer-me onde eu quiser" (Ca”. LVI, de “O Livro dos Mortos”).

3 – Não deveis, meus irmãos, comer sujeiras oferecidas aos homens.

4 – Os KAS, são os duplos dos mortos.

5 – Todos os seres humanos são pilares do mundo soterrado.

6 – Todos os seres humanos são mortos-vivos, comendo sujeiras, teorias, escolas, etc.

7 – Tudo isto chama-se: Teosofismo, Rosacrucismo, Rojismo, Espiritismo, Martinismo, Religiões, política, Intelectualismo, Ferrielismo, Parsivalismo, etc.

8 – Alimenta-te, meu irmão, com os sete pães que são oferecidos a Hórus e come do pão que se apresenta a Thoth.

9 – Os sete pães são a sabedoria de nossas sete Serpentes.

10 – Nós temos sete Cobras, dois grupos de três, com a coroação sublime da sétima língua de Fogo, que nos une com o Uno, com a LEI, com o PAI.

11 – Estes são os sete pães que são oferecidos a Hórus, a Criança de Ouro, o EU CRISTO da Alquimia Sexual.

12 – Comamos sob o sicômoro de minha senhora, a sacerdotisa de nosso laboratório alquimista.

13 – O sicômoro são as forças sexuais que temos que transmutar em nosso laboratório alquimista.

14 – Todos os livros sagrados do mundo são elaborados com a sabedoria dos sete pães.

15 – Inclinemo-nos ante a Santa BÍBLIA, e façamos uma vênia respeitosa a “O Livro dos Mortos”, e ao “Zend-Avesta”, ao “Corão”, ao “Bhagavad-Gita” e aos Vedas.

16 – Esses são livros eternos...

17 – A sabedoria dos Profetas, é a sabedoria dos sete Pães.

18 – Comamos sob o sicômoro da esposa sacerdotisa, para elaborar a Criança de Ouro da Alquimia Sexual.

19 – Comamos do pão que se apresenta a Thoth, o pão da mente Cristo, para que nos libertemos dos quatro corpos do pecado, e entremos na sala da Maati dupla.



CAPÍTULO II

SPECULUM ALCHEMLE


1 – Os princípios de todos os metais são: o Sal, o Mercúrio, e o Enxofre.

2 – O Mercúrio sozinho, ou o Enxofre, ou o Sal sozinho, não poderiam dar origem aos metais, mas unidos dão origem a diversos metais minerais.

3 – É, pois, lógico, que nossa Pedra Filosofal deve ter inevitavelmente estes três princípios.

4 – O FOGO é o Enxofre da Alquimia; o Mercúrio é o Espírito da Alquimia; o Sal é a maestria da Alquimia.

5 – Para elaborar o Elixir Vermelho e o elixir Branco, precisamos inevitavelmente de uma substância onde o Sal, o Enxofre e o Mercúrio encontrem-se totalmente puros e perfeitos, porque a impureza e a imperfeição dos compostos voltam a se encontrar no composto.

6 – Mas, como não se pode acrescentar aos substâncias somente as extraídas deles mesmos, é lógico que nenhuma substância estranha possa nos servir, portanto dentro de nós mesmos temos que encontrar a matéria-prima da Grande Obra.

7 – Nós aperfeiçoamos essa substância segundo a arte e o Fogo Sagrado de nosso laboratório orgânico.

8 – Esta substância semissólida, semilíquida, tem um Mercúrio puro, claro, branco e vermelho, e um enxofre semelhante.

9 – Além de possuir essa substância dois tipos de sal: uma fixa e uma volátil.

10 – Esta matéria prima da Grande Obra, é o Sêmen de nossas glândulas sexuais.

11 – Com nossa ciência e mediante o FOGO, transformamos esta maravilhosa substância, para que no final da obra, seja milhões de vezes mais perfeita.

12 – Com esta maravilhosa substância elaboramos o Elixir Vermelho e o Elixir Branco.



CAPÍTULO III

O FOGO


1 – Com a matéria da Pedra bendita vamos trabalhar, com o fim de aperfeiçoar nossos corpos internos.

2 – Nas minas vemos como os elementos grosseiros vão transformando-se com o calor, até converter-se em Mercúrio.

3 – Vemos nas minas o Fogo, transformando as gorduras da terra, em enxofre.

4 – O calor, atuando sobre estes dois princípios, gera, segundo sua pureza ou impureza, todos os metais da Terra.

5 – Por meio do cozimento incessante, a Natureza produz e aperfeiçoa todos os metais de nosso planeta Terra.

6 - Rogério Bacon disse o seguinte: “Oh, loucura infinita! Quem o perguntou, quem nos obriga a querer fazer a mesma coisa com a ajuda de procedimentos raros e fantásticos?”

7 – Certamente, queridos irmãos, é muito certa aquela frase de Rogério Bacon: “Natureza contém a Natureza, Natureza alegra-se com Natureza, Natureza domina a natureza e transforma-se nas demais Naturezas”.

8 – Os anjos não são feitos com teorias dos homens, nem com Teosofismos, Rosacrucismos ou Espiritismos.

9 – Os anjos são naturais, não artificiais.

10 – Natureza contém a natureza, e em nossa natureza sexual está a pedra Bendita, com a que podemos trabalhar em nosso magistério do Fogo.

11 – É preciso cozer, cozer e recozer, e não cansar-se disso”.

12 – Os velhos alquimistas dizem: “Que vosso fogo seja tranquilo e suave, que se mantenha assim todos os dias, sempre uniforme, sem debilitar-se, senão isso causará um grande dano”.

13 – O Fogo debilita-se e até extingue-se, quando o alquimista ejacula o Sêmen.

14 – Então fracassa na Grande Obra.

15 – Nosso magistério é submetido primeiramente a um fogo suave e rápido, mas no trabalho da Grande Obra há que intensificar o fogo, grau por grau, até alcançar o fim.

CAPÍTULO IV

O FORNO E O RECIPIENTE


1 – Aristóteles disse em “Luz das Luzes”, que o Mercúrio deve ser cozido em um tríplice recipiente de vidro muito duro.

2 – O recipiente deve ser redondo, com um pequeno gargalo.

3 – Este recipiente é o membro viril. Dentro de nossos órgãos sexuais está o sêmen, que é a matéria-prima da Grande Obra.

4 – O recipiente deve ser fechado hermeticamente com uma tampa, quer dizer; há que tampar bem nossos órgãos sexuais para impedir que a matéria-prima da Grande Obra seja derramada.

5 - Nosso copo deve ser colocado dentro de outra vasilha fechada tão hermeticamente como a primeira, de tal forma, que o calor atue sobre a matéria-prima da Grande Obra, por cima, por baixo, e por todos os lados.

6 – Esta é a fórmula: Introduzir o membro viril na Vagina da mulher, sem ejacular o Sêmen.

7 – Assim pois, o Falo que é o recipiente que contém a matéria-prima da Grande Obra, fica envolvido pelas paredes da Vagina, e submetido a um calor igual por todos os lados.

8 – Agora nossos discípulos compreenderão por quê Aristóteles disse em “Luz das Luzes” que: “o Mercúrio deve ser cozido, em um tríplice recipiente de vidro muito duro”.

9 – A Natureza cozinha os metais nas minas com a ajuda do fogo, mas precisa de recipientes adequados ao cozimento.

10 – Nas minas observa-se calor sempre constante, as montanhas cheias de minas estão totalmente fechadas para que o calor não escape, porque sem o fogo não poderiam elaborar os metais da Terra.

11 – Nós devemos fazer o mesmo com o Falo e com o Útero; ambos, homem e mulher, devem se retirar sem ejacular nem uma gota de Sêmen.

12 – No princípio “que vosso fogo seja tranquilo e suave, que se mantenha assim todos os dias, sempre uniforme, sem debilitar-se, senão, isso causará grande dano”.

13 – No entanto, pouco a pouco podeis irmãos, ir intensificando o fogo.

14 – No princípio as práticas de Magia-Sexual devem ser curtas, mas mais tarde podeis ir alongando-as pouco a pouco, tornando-as cada vez mais intensas, para intensificar o fogo.

15 – Mói sete vezes, meu irmão.

16 – São sete Serpentes que tenéis que levantar sobre a vara, até que apareça o Rei coroado com a diadema vermelha.

17 – A obra é análoga à criação do Ser humano, porque “Natureza contém a natureza, Natureza domina a Natureza, e transforma-se nas demais Naturezas”.

18 – O forno de nosso laboratório são o membro viril e a Vulva, conectados sexualmente.



CAPÍTULO V

CAPÍTULO DE DIRIGIR UMA BARCA NO SUBMUNDO


1 – Nu, o vitorioso chanceler-chefe, disse:

Salve, oh tu que transportas a barca sobre as costas perversas de Apeli, outorga-me conduzir a barca e enrolar cabos em paz, em paz. Acode, acode, apressa-te, apressa-te, porque venho para ver meu Pai Osíris, Senhor da indumentária ansí, que obteve domínio com alegria cordial.

Salve, tu que assentas as cabeças e estabeleces as vértebras do pescoço, quando sais das facas. Salve, guardião da barca oculta, que sujeitas a Apep. Faz que possa levar a barca, e enrolar os cabos, e navegar.

Este país é maligno, e as estrelas se desequilibraram caindo de cara, e não encontraram ninguém que as auxiliasse a ascender de novo: sua rota é cortada pela língua de Ra. Antebu é o guia dos países. Seb constitui-se graças a seus lemes. O poder que abre o Disco. O príncipe dos seres vermelhos. Sou arrastado como o náufrago; há que minha Ju, meu irmão, venha até mim, e que eu possa zarpar para o lugar que tu conheces.

“Diga-me meu nome”, exige o bosque onde ancorei; te chamas “Senhor de ambos os países que moras em teu altar”.

“Diga-me meu nome”, exige o leme; “Pedra de Happru” te chamas.

“Diga-me meu nome”, exige o Cabo; te chamas “Cabelo com o que Anpu concluiu a obra de meu embalsamamento”.

“Diga-nos nosso nome”, exigem os Câncamos; “Pilares do mundo soterrado” os chamais.

“Diga-me meu nome” exige a Cala; te chamas “Akar”.

“Diga-me meu nome”, exige o Mástil; “Aquele que traz à grande senhora depois que se foi” te chamas.

“Diga-me meu nome”, exige a Coberta inferior; te chamas “Bandeirola de Ap-uat”.

“Diga-me meu nome”, exige a Coberta alta; “Garganta de Mestha”, te chamas.

“Diga-me meu nome”, exige a Vela; te chamas “Nut”.

“Dai-nos nossos nomes” exigem as peças de couro, “fostes feitas da pele do Touro Mnevis, queimado por Sutí”, vos chamais.

“Diga-nos nossos nomes”, exigem os remos, vos chamais “Dedos do primogênito Hórus”.

“Diga-me meu nome”, exige Márchabet, “A mão de Isis que enxuga o sangue do Olho de Hórus”, te chamas.

“Diga-nos nossos nomes”, exigem as Tábuas que compõem sua armação, vos chamais “Mesthi, Hapi, Tuamautef, Qebn-sennuf, Haqau, Thet-emana, Maa-antef e Ari-nef-tchesef”.

“Diga-me meu nome”, exige a Proa; “Aquele que está diante de seus gnomos”, te chamas.

“Diga-me meu nome”, exige o Casco, te chamas “Mert”.

“Diga-me meu nome”, exige o Leme; “Aga” te chamas, “Oh tu que brilhas na água, raio oculto” te chamas.

“Diga-me meu nome”, exige a Quilha; te chamas “Músculo de Isis, cortado por Ra com a faca para levar sangue á barca de Sektet”.

“Diga-me meu nome”, exige o Marítimo; “Viajante” te chamas.

“Diga-me meu nome”, exige o Vento com o qual nasceste, te chamas “O Vento que brota de Tem até o nariz de Jenti-Amenti”.

“Diga-me meu nome”, exige o Rio, “Se queres viajar sobre mim”: “Os que podem ser vistos” te chamas.

“Diga-me nossos nomes”, exigem as Ribeiras; vos chamais “Destruidor do Deus Au-a na casa da água”.

“Diga-me meu nome se queres caminhar sobre mim”, exige a Terra, “O nariz do Céu procedente do Deus Utu, que mora no Sejet-Aaru, de onde sai com regozijo” te chamas.

Logo se recitarão sobre eles as seguintes palavras:

Honra para vós, oh divinos seres de Kas esplêndidos, celestiais Senhores das coisas, que sempre existireis e vivereis, e cujo período duplo de número ilimitado de anos é a eternidade: a vossa presença cheguei. Concedei a minha boca manjares sepulcrais, e palavras, e que a Deusa Isis me dê pães e bolos diante o grande Deus. A este conheço, diante o qual depositais os alimentos tchefau, e chama-se Thejem; o mesmo quando parte do horizonte oriental do firmamento, como quando se dirige ao ocidente, seja seu curso o meu e seu avançar, meu avançar. Não permitais que me destruam na região Mesquet, nem que os demônios se apoderem de meus membros.

Meus bolos estarão na cidade de Pe, e na de Tepú minha cerveja, fazei, que as oferendas que os tributam me sejam dispensadas hoje. Sejam minhas oferendas trigo e cevada, me tragam vida, força e saúde: seja sair de dia o que me ofereça com a forma que me dá prazer aparecer no Sejet-Aaru (Capítulo CIV, Pág. 168: “O Livro dos Mortos”).

2 – Neste capítulo de “O Livro dos Mortos” que acabamos de transcrever, encontra-se encarcerado todo nosso trabalho de laboratório.

3 – Primeiramente a pedra é negra, porque o alquimista tem que entrar no mundo soterrado para arrancar a luz das trevas.

4 – Dentro do negro da pedra esconde-se a brancura imaculada da LUZ.

5 – Esta primeira fase da pedra pertence ao estado de putrefação.

6 – Depois a pedra avermelha-se, se liquefaz e se coagula antes da verdadeira brancura.

7 – A pedra passa por verdadeiras transformações alquimistas.

8 – Ela se escurece, ela branqueia, purifica-se, adorna de vermelho e de branco, e passa por inumeráveis transformações durante todo o processo iniciático.

9 – Há que cozer, cozer e recozer, até que apareça uma Criança de Ouro.

10 – Este é o “EU-CRISTO”.

11 – “Até que não sejais como crianças, não podereis entrar no reino dos céus”.

12 – Inumeráveis cores aparecem em nossa pedra filosofal, antes de resplandescer.

13 – “Depois da brancura, já não pode enganar-te, porque aumentando o fogo, chegarás a uma cor acinzentada”.

14 – Esta é a cinza.

15 – Este é o sal da alquimia. “O sal divide-se em sal fixo e sal volátil”.

16 – Mais tarde depois de sete destilações da vasilha, aparece o rei coroado com a diadema vermelha.

17 – Eis aqui todos os processos iniciativos que devemos realizar em nosso laboratório alquimista.

18 – “Salve, oh tu que transportas a barca sobre as perversas costas de Apepi”.

19 – Salve, oh guerreiro, que transportas a barca de tua existência sobre as perversas costa de Apepi, a Serpente tentadora do Éden.

20 – Tenéis que arrancar a luz e as trevas no mundo soterrado, para que possas chegar até teu pai Osíris, o ÍNTIMO, teu real Ser, Senhor do indumento Ansí.

21 – O alquimista tem que retirar o lombo maligno de Apepi, a Serpente tentadora do Éden.

22 – O alquimista tem que arrancar o Fogo do diabo.

23 – O alquimista tem que arrancar a brancura imaculada das trevas.

24 – Tenéis que praticar a Magia-Sexual com a mulher, para que vossa pedra negra brilhe com o fogo e se torne logo branca, imaculada e pura.

25 – Há que cozer, cozer e recozer outra vez, e não cansar-se disso.

26 – Com isso queremos dizer que há que praticar a Magia-Sexual intensamente com a mulher, para despertar o Kundalini e conseguir a união com o ÍNTIMO.

27 – O Kundalini vai subindo vértebra por vértebra, canhão por canhão, grau por grau, pouco a pouco.

28 – O Fogo Sagrado é o enxofre.

29 – A ascensão do Kundalini é lento e difícil.

30 – Quando o alquimista derrama a matéria-prima da Grande obra, o Fogo baixa mais um canhões, segundo a magnitude da falta.

31 – Nosso Senhor o Cristo, me disse:

32 – “O discípulo não deve deixar-se cair, porque o discípulo que se deixa cair, tem depois que lutar muitíssimo para recuperar o que perdeu”.

33 – Nas trevas os tenebrosos te atacam, para impedir que tu entres nas câmaras de tua Coluna Espinhal.

34 – Cada grau que tu ganhes em tua Coluna Espinhal, é uma taça que rouba dos tenebrosos do mundo soterrado.

35 – Na câmara de tua Coluna Espinhal comes sabedoria esotérica dos sete pães.

36 – Alimenta-te meu irmão, com os sete pães oferecidos a Hórus, e comei bolos sepulcrais oferecidos aos Kas.

37 – “Salve, dono do aguaceiro, varão, marinho!”

38 – Aquele que percorre a Senda Iniciática tem que viver o Drama do Calvário, tem que suportar o aguaceiro das grandes amarguras.

39 – “Salve, tu que assentas a cabeça e estabeleces as vértebras do pescoço, quando sais das facas”.

40 – Temos que levantar sete cobras sobre nossa vara, até que apareça o rei coroado com a diadema vermelha.

41 – Sete vezes temos que passar pelo degolamento de São João Batista.

42 – Conforme vão passando as sete Serpentes em ordem sucessiva a partir das vértebras do pescoço até a cabeça, vamos passando de forma cada vez mais refinada pelo degolamento de João o Batista.

43 - “Salve, tu que assentas a cabeça e estabeleces as vértebras do pescoço, quando sais das facas”.

44 – Salomé nua, ébria de luxúria e de paixão, dançando com a cabeça do Batista entre seus desavergonhados braços, diante do rei Herodes, simboliza a grande rameira humana dançando diante do mundo, com nossa cabeça terrena.

45 – O Iniciado cada vez que sabe das facas deixa para o mundo sua mente grosseira, e terrena.

46 – “Salve, tu que assentas a cabeça e estabeleces as vértebras do pescoço, quando sais das facas”.

47 – Há que cozer, cozer e recozer, e não cansar-se disso.

48 – A pedra filosofal torna-se vermelha, torna-se branca, se dissolve, brilha, cintila e resplandece no mundo soterrado.

49 – “Salve custodio da barca oculta, que oprimes a Apepi”.

50 – Faz qur possa levar a barca, e enrolar os cabos e navegar.

51 – Salve, guerreiro que vitorioso vences a tentação e lhe rouba as taças de tuas vértebras espinhais dos habitantes do mundo soterrado.

52 – Trabalhes em teu laboratório, até que consigas chegar até teu Pai Osíris.

53 – És um habitante do mundo soterrado, e deves sair das trevas para entrar no reino da Luz.

54 – Há que cozer, cozer e recozer, e não cansar-se disso.

55 – O mundo soterrado é terrível.

56 – “Este país é maligno, e desequilibraram as estrelas, caindo de cara, e não encontraram ninguém que as auxiliasse para ascender de novo”.

57 – “Sua rota é cortada pela língua de Ra”.

58 – Todos nós seres humanos somos estrelas caidas no país maligno do mundo soterrado.

59 – A rota deste país maligno é cortada pela língua de Ra, pela ânsia para a luz, pelo caminho da Iniciação, que nos conduz da morte à vida, das trevas à luz...

60 – “Antebú é o guia dos países”.

61 – Antebú é o Deus da recensão de Tebas.

62 – A Ascensão do Senhor realiza-se depois de nossa crucifixão, morte e ressurreição.

63 – “Seb constitui-se graças a seus lemes”.

64 – Quer dizer, ATMAN o Inefável constitui o reino dos Deuses graças a seus lemes, os seres inefáveis, aqueles que já saíram do mundo soterrado, que já passaram das trevas à luz, porque souberam extrair a brancura da Pedra negra, segundo arte.

65 – Esses são os príncipes dos seres vermelhos, esses são os príncipes do Fogo...

66 – Esses são os Mestres de transmutações metálicas.

67 – Faça com que minha Ju, meu irmão, venha até mim e que eu possa zarpar para o lugar que tu conheces.

68 – Quer dizer, envolve-te em tua capa brilhante, meu irmão, em tua capa translúcida, em tua capa espiritual, para que saias deste país maligno, e entres na região da Luz.

69 – Tu és Senhor das trevas e Senhor da luz.

70 – “Senhor de ambos os países, que moras em teu altar”.

71 – Tu te chamas perna de Hapiu, porque és descendente da terceira raça.

72 – Tu te chamas “Cabelo” com o que Anpu concluiu a obra de meu embalsamento.

73 – Assim te chamas e recordamos que Maria Madalena embalsamou com unguento precioso o corpo do Mestre antes de sua crucifixão.

74 – As santas mulheres embalsamaram e amortajaram o corpo de Cristo, depois de sua morte.

75 – Tenéis que ser embalsamado para a morte, meu irmão.

76 – Em cada INICIAÇÃO morre algo em nós e nasce algo em nós.

77 – Vosso corpo deve ser embalsamado para a morte, meu irmão.

78 – No submundo deveis ser amortajado, para que ressusciteis dentre os mortos.

79 – É triste dize-lo, mas vós sois pilares do mundo soterrado.

80 – Sois Akar, o Leão de duas cabeças, o Deus da Terra.

81 – Estais submetidos aos Senhores do Karma, aos Leões da Lei.

82 – Agora necessitais ser “aquele que traz à Grande Senhora depois que se foi”.

83 – Necessitais voltar ao seio da Deusa Mãe do Mundo.

84 – Tu te chamas Banderola Ap-uat, porque vais avançando pela Senda, da INICIAÇÃO obedecendo a Lei.

85 – Garganta de Mestha, porque tens cabeça de homem.

86 – Te chamas Nut, porque saístes das águas do abismo.

87 – Das profundas águas do Caos saíste.

88 – A água (Sêmen), deve transmutar-se no vinho de luz do Alquimista.

89 – Sois feito da pele do touro Mnevis, queimado por Suti.

90 – Os Deuses são filhos de Neith, a mulher.

91 – Por isso sois feito da pele do touro Mnevis.

92 – Sois dedos do primogênito Hórus, o Menino Verde, o Menino de Ouro, o EU-CRISTO que é resultado do trabalho com vossa pedra bendita.

93 – Não esqueceis meu irmão, que Isis enxuga o sangue doo olho de Hórus.

94 – Nosso EU-CRISTO é acariciado pela mão suave da bendita Deusa Mãe do Mundo.

95 – Assim nos curamos de nossas feridas.

96 – A INICIAÇÃO é o drama doloroso do Calvário.

97 – Tens cabeça de homem, descendes de uma raça divina, es uma das criaturas divinas, tens asas de águia, mas haveis ficado cativo neste mundo soterrado.

98 – Haveis somente apressado com violência pelos tenebrosos do submundo.

99 – Vês o que traz o PAI? Ele te traz a luz.

100 – Há que cozer, cozer e recozer, e não cansar-se jamais.

101 – Aquele que fez-se a si mesmo é um Mestre de transmutações metálicas.

102 – Tu estas a frente de teus Gnomos, as criatura infernais do submundo que te atacam incessantemente.

103 – Tenha muito cuidado com teu recipiente para que não escape nem sequer uma só gota da matéria-prima da Grande Obra.

104 – Tentações terríveis te assediam no mundo soterrado.

105 – Os magos negros te enviam voluptuosas tentadoras de carnes sedutoras, que te sorriem no país maligno onde as estrelas se desequilibram caindo de cara.

106 – És filho de Mert.

107 – “Aqa te chama, oh tu, que brilhas na água, raio oculto te chama”.

108 – Entre a água está o raio oculto.

109 – Entre o Sêmen relampagueia o Fogo terrível das sete Serpentes, que se revolvem aterradoramente entre relâmpagos terríveis.

110 – És uma coxa de Isis, cortado por Ra, e agora deveis voltar à Deusa Mãe, que te aguarda na sala de Maat.

111 – És um viajante do Cosmos.

112 – Avança, viajante, avança, és o vento norte que brota de Tem, és o hálito de Ra, o Pai, o ATMAN eterno.

113 – És daqueles que podem ser vistos.

114 – És um destruidor do Deus Au-t na Casa da água porque esta água ou Sêmen Cristônico de teus órgãos sexuais transforma-se em fogo.

115 – Teus dois Uraeus, tuas duas Serpentes do Sul e do Norte, brilham em tua fronte.

116 – Estas duas Serpentes são os dois cordões ganglionares por onde sobe a energia seminal até a cabeça.

117 – A água transforma-se em vinho de Luz e esse vinho sagrado sobe pelos cordões ganglionares e resplandesce entre as sobrancelhas.

118 – Os antigos reis tinham duas coroas em sua cabeça e a Serpente Sagrada entre as sobrancelhas.

119 – Estais no campo das canas, e necessitais praticar a Magia Sexual intensamente com a mulher, para fazer subir o Fogo pela cana.

120 – Estamos ante os seres divinos de Kas, esplêndidos.

121 – Necessitas comer manjares sepulcrais e palavras de Deuses para morrer.

122 – Mas comerás bolos sepulcrais oferecidos aos Kas, mas não comerás teorias, religiões, escolas, etc., porque é abominável.

123 – Comei manjares e palavras para morrer e para ressuscitar.

124 – “Ah! Tua morte já será doce, e aquele que a presenciar deverá sentir-se inteiramente feliz”.

125 – “Tua morte terá que ser o selo do juramento de nosso eterno amor”.

126 – “A morte é a coroa de todos”.

127 – “Que a Deusa Isis nos doe pães ante o Grande Deus!

128 – Que a Deusa Isis nos alimente com os sete pães oferecidos a Hórus.

129 – “Não permitais que se destruam na região de Mesquet, nem que os demônios se apoderem de seus membros”.

130 – No berço de pele renascemos como Deuses.

131 – Este é o mundo soterrado. Ali nos atacam os demônios tentadores, ali temos que realizar a Grande Obra.

132 – Por isso é que quando encontramos a negrura da pedra, devemos extrair-lhe a brancura oculta e imaculada.

133 – Quando vejais aparecer a brancura, não deveis esquecer que entre essa brancura oculta-se o vermelho que há que extrair cozinhando e cozinhando e recozinhando sem cansar-se jamais.

134 – Entre os abismos negros do submundo, os tenebrosos nos assaltam, e devemos arrancar-lhes o fogo valentemente.

135 – Mais tarde este fogo brilha na Coluna Espinhal, com uma brancura imaculada.

136 – “Depois da brancura já não pode enganar-te, porque aumentando o fogo, chegarás a uma cor acinzentada”.

137 – Essa cor acinzentada é o sal do Alquimista.

138 – O sal volátil difunde-se pelo corpo todo, e se transplanta à laringe da mulher.

139 – O sal volátil da mulher passa à laringe do homem.

140 – Assim nossa laringe torna-se hermafrodita e converte-se no órgão criador do Mestre de transmutações metálicas.

141 – O sal fixo serve de base e fundamento.

142 – Primeiro a pedra é negra, porque temos que entrar no submundo para roubar a tocha de fogo ao Bafometo.

143 – Logo é vermelha, porque arrancamos o fogo às câmaras espinhais.

144 – Logo é branca, porque brilha no candeeiro de nossa coluna espinhal com os branquíssimos esplendores do mestre de transmutações metálicas.

145 – Vem logo suas facetas alteradas conforme cozinhamos, cozinhamos e recozinhamos a matéria-prima da Grande Obra.

146 – São sete destilações, quer dizer, são sete Serpentes que temos que levantar sobre a vara, até que apareça o rei coroado com a diadema vermelha.

147 – Quer dizer, até que nos convertamos em Mestre do Mahamvantara.

148 – “Meus bolos estão na cidade de Pe, e na de Tepu minha cerveja; fazei com que as oferendas que vos tributam me sejam dispensadas hoje”.

149 – “Sejam minhas oferendas trigo e cevada e me contribuam com vida, força e saúde: que seja sair de dia o que me seja oferecido com a forma que me dê prazer aparecer no Sejed-Aaru”.

150 – Nossa verdadeira comida alquimista esta a cidade de Pe, quer dizer, no Baixo Egito, nossos órgãos sexuais.

151 – Ali estão os sete pães, ali estão nossos bolos sagrados e nossa cerveja esta na cidade em que Thot faz triunfar ao ÍNTIMO.

152 – Thot é a Mente-Cristo; o Deus Thot é o Deus da Mente-Cristo.

153 – Quando o homem liberta-se dos quatro corpos do pecado converte-se em Dragão das quatro verdades, em um BUDA.

154 – No campo das canas somos Deuses Inefáveis quando tivermos feito a Grande Obra.




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