A elite do poder financeiro



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A financiarização do Estado

O domínio da classe capitalista sobre o governo americano é exercido através de representantes, ou diversas elites poderosas, extraídas diretamente da própria classe capitalista e de seus agregados, que vêm a ocupar posições estratégicas nos círculos corporativos e governamentais. O conceito de "elite do poder" foi introduzido nos anos 50 pelo sociólogo C. Wright Mills, e foi subseqüentemente desenvolvido por outros, notavelmente por G.William Domhoff, autor de Quem dirige a América? Para Domhoff, a elite do poder é o "grupo de liderança ou o braço operador da classe dirigente". [27] Na prática, a noção de uma elite geral do poder tem freqüentemente levantado a consideração de elites específicas, refletindo os vários segmentos da classe capitalista (por exemplo, o capital industrial e financeiro) e as diferentes dimensões do exercício do poder (econômico, político, militar, comunicações, etc.).

Como Paul Mason, editor de economia da BBC Newsnight, escreveu em 2009 em seu livro Meltdown:

Felizmente, ainda que seja difícil de teorizar, a elite do poder do capitalismo global de livre-mercado é notavelmente fácil de descrever. Ainda que se pareça a uma hierarquia, é de fato uma rede. No centro desta rede estão as pessoas que dirigem bancos, companhias de seguro, bancos de investimento e fundos de hedge, incluindo os que sentam nos conselhos e os que se infiltram neles nos níveis mais altos. Os homens que se encontravam no Federal Reserve de Nova Iorque no desastre de 12 de setembro de 2008 mereceriam um círculo próprio em qualquer diagrama de Venn sobre o poder moderno... Sobrepondo-se muito de perto a esta rede está a classe dirigente miltar-diplomática... Outro círculo fechado compreende aquelas companhias de energia e engenharia civil que se beneficiam da mercantilização em casa e da política externa dos EUA lá fora. [28]

O primeiro elemento na complexa descrição de Mason da elite do poder sob "o capitalismo global de livre-mercado" está relacionado à elite do poder financeiro. [29] Uma questão crítica atualmente é a extensão na qual tais elementos financeiros chegaram a dominar setores estratégicos nos EUA, refletindo a financiarização da classe capitalista – e como isso afeta a capacidade do estado de agir de acordo com as necessidades públicas. A influência dos interesses financeiros é invariavelmente maior no Departamento do Tesouro. Andrew Mellon, banqueiro e terceiro homem mais rico dos Estados Unidos durante o início do século XX, foi secretário do Tesouro de 1921 a 1932. Mais recentemente, Bill Clinton escolheu como seu primeiro secretário do Tesouro o co-presidente da Golman Sachs Robert Rubin. George W.Bush escolheu com seu terceiro secretário do Tesouro o presidente da Goldman Sachs Henry Paulson. [30]

Ao analisar a penetração da elite financeira nos corredores do poder do estado (particularmente naquelas áreas onde seus próprios interesses especiais estão envolvidos), a administração Obama merece um escrutínio especial, já que a eleição presidencial ocorreu em meados da Grande Crise Financeira, que levou ao que veio a ser conhecido como a Grande Recessão. Um salvamento do setor financeiro já estava a caminho na administração Bush, e foi expandido sob a nova administração. A escolha de funcionários para lidar com a crise financeira foi portanto de longe a maior e mais urgente questão enfrentada pela equipe de transição de Obama logo após a eleição. Foram esses funcionários os responsáveis pela gestão do TARP (o Troubled Asset Relief Program – Programa de auxílio a ativos problemáticos). Desde a eleição de Franklin Roosevelt em 1932 uma situação similar não se havia apresentado.



As escolhas feitas pela equipe de Obama a este respeito estão ilustradas na Tabela 1, que apresenta posições selecionadas relacionadas a finanças na administração, e as conexões com o setor financeiro dos indivíduos que preencheram estas posições. Os resultados mostram que os personagens selecionados para desenvolver e executar a política federal relativa às finanças foram em grande parte convocados entre os executivos dos conglomerados financeiros. A evidência indica também que existe uma forte rede com várias ligações com o Goldman Sachs e o antigo secretário do Tesouro Robert Rubin.

O feito mais notável de Rubin como secretário do Tesouro sob Clinton foi o estabelecimento de bases para a aprovação da Lei de Modernização dos Serviços Financeiros de 1999 (também conhecida como Projeto Gramm-Leach-Billey), que revogou a Lei Glass-Steagall de 1933. Rubin renunciou em maio de 1999 e foi substituído por seu suplente Lawrence Summers, atualmente consultor-chefe em economia de Obama. Todavia, em outubro de 2009, Rubin ressurgiu para ajudar a negociar o acordo final na Gramm-Leach-Billey entre a Câmara, o Senado e a administração Clinton. Poucos dias depois de ter sido fechado o acordo, ele anunciou que havia aceitado uma posição como consultor sênior (no escritório de três pessoas do Presidente) no Citigroup – um dos principais beneficiados pela revogação da Glass-Steagall. Em seu novo emprego Rubin foi agraciado com uma base salarial anual de US$ 1 milhão e bônus diferidos para 2000 e 2001 de US$ 14 milhões anuais, mais opções em 1999 e 2000 para participação de US$ 1,5 milhão em ações do Citigroup. Ele acabou por ganhar US$ 126 milhões em dinheiro e ações na década seguinte.

Summers apoiou decisivamente Rubin em sua campanha de desregulamentação financeira durante a bolha do final dos anos 90, e foi ele mesmo bem compensado em seus esforços. Ele recebeu US$ 5,2 milhões em 2008 como diretor em meio período do fundo de hedge D.E. Shaw, e US$ 2,8 milhões por palestras que fez no mesmo ano no JPMorgan Chase, Citigroup, Merrill Lynch, Goldman Sachs e outras instituições financeiras.

O secretário do Tesouro Timothy Geithner, ex chefe do Federal Reserve de Nova Iorque, é um protegido de Rubin/Summers, como vários outros na administração. (Geithner foi substituído em 2009 como presidente do Federal Reserve Bank de Nova Iorque por William Dudley, que, antes de sua seleção pela comissão de diretores do Fed de Nova Iorque – chefiado pelo antigo co-presidente de Rubin no Goldman Sachs – foi economista-chefe, associado e gerente no Goldman Sachs). Neal Wolin, até 2008 um funcionário importante no conglomerado de seguros Hartford, hoje secretário-adjunto do Tesouro sob Obama, durante a administração Clinton, supervisionou uma equipe de advogados do Tesouro responsável pela revisão da legislação que revogou a Glass-Steagall. Michael Froman, assistente substituto do presidente, era o chefe de equipe de Rubin no Tesouro, e o seguiu no Citigroup, onde tornou-se diretor gerente, subseqüentemente unindo-se à administração Obama. Ele havia conhecido Obama através de seu trabalho na Harvard Law Review, e apresentou Obama a Rubin.

As personagens da administração Obama encarregadas de política e regulação financeira incluem os principais ex-funcionários do Citigroup. Chase (agora parte do JPMorgan Chase), Goldman Sachs, Merrill Lynch (agora parte do Bank of América), Lehman Brothers, Barclays e Hartford Financial, assim como outras empresas de serviços financeiros. Desta forma, nas reuniões com a administração, os representantes dos maiores interesses financeiros frequentemente se encontram face a face com seus antigos colegas/executivos (e algumas vezes competidores). [31]

Apesar de Simon Johnson e outros terem considerado a profunda penetração das finanças na administração Obama como um "golpe", ela deveria mais propriamente ser vista como uma continuidade do padrão que prevaleceu nas administrações precedentes – ainda que exacerbadas pela financiarização em curso. As finanças são o quartel general da classe capitalista, e sua importância crescente no papel financeiro do estado reflete a financiarização global do sistema na era do capital financeiro monopolista. Hoje já não é mais o caso de as finanças, como força externa, dominarem a indústria. Ao contrário, a indústria, assombrada por condições de maturidade e estagnação, é que depende do sistema de dívida alavancada e especulação para estimular a economia. A fusão entre a indústria e as finanças está completa. Isso é refletido naturalmente no próprio estado capitalista.

A "financiarização do processo de acumulação do capital" afetou tanto a diretoria do Federal Reserve quanto o Tesouro dos Estados Unidos e as agências governamentais relacionadas (e suas contrapartes dos bancos centrais de departamentos do tesouro de outros países capitalistas importantes). O fato de o Fed estar encarregado de ser o emprestador de última instância acaba por colocá-lo na posição de socializar as perdas financeiras (e de privatizar os ganhos). Hoje se reconhece amplamente que, no confronto com uma bolha de ativos, o estado capitalista não tem escolha a não ser fazer o que pode para manter a bolha tanto tempo quanto possível, e manter os preços dos ativos subindo. Numa economia estagnada, financiarização é o nome do jogo, e um colapso financeiro é encarado como a pior eventualidade. O estouro da bolha é raramente considerado pelas autoridades financeiras, e mesmo assim nunca seriamente. O trabalho do Fed a esse respeito é então restrito a evitar que uma bolha prestes a explodir torne-se uma catástrofe, acelerando o resgate do capital especulativo sempre que existir risco de instabilidade generalizada no sistema.

As coisas ficam ainda mais complicadas pela existência da questão do "grande demais para falir". Devido a interesses financeiros, isso dá um grande incentivo para as fusões a fim de assegurar o status automático para o salvamento. Isso tanto aumenta os lucros das firmas vistas como tendo obtido o status de "grande demais para falir" (o que lhes dá "economias de escala" derivadas de sua maior garantia), quanto cria o que é chamado de "risco moral", já que é mais provável que firmas assim assumam riscos maiores. Juntamente com a tendência geral para a financiarização, o "grande demais para falir" gera condições que ameaçam sobrecarregar a função do estado como emprestador de última instância. [32]

Uma camada adicional de complexidade e incontrolabilidade é adicionada pelo que Yves Smith, fundados do influente sítio web financeiro Capitalismo Nu (Naked Capitalism), chamou de "o coração das trevas": o sistema bancário oculto, ou o buraco negro de inovações financeiras desreguladas (ou desreguláveis), o que inclui canalizações bancárias (tais como veículos de investimento estruturado), repos (acordos de recompra), credit default swaps (permuta de incumprimento creditício), etc. O sistema é tão opaco e permeado de riscos que quaisquer restrições impostas ameaçam desestabilizar todo o castelo de cartas financeiro. No máximo, são feitas tentativas para escorar os grandes bancos esperando que eles funcionem como âncoras para estabilizar o sistema. Não obstante, isso é tornado quase impossível pelo tamanho assustador do sistema bancário oculto aos quais os principais bancos estão conectados: os compromissos extra-balanços contábeis dos principais bancos comerciais dos EUA em 2007 montavam a mihões de milhões de dólares. [33]

Como se tudo isso não bastasse, há a realidade de que as finanças são hoje em dia globalizadas, com transações financeiras não mais sujeitas ao controle de uma única nação ou um grupo delas, mas cada vez mais girando ao redor do globo em velocidades record. Já em 1982, Magdoff e Sweezy argumentaram que o desenvolvimento do sistema bancário internacional e a moeda internacional significaria que as crises financeiras se desenvolveriam numa "catástrofe de reação em cadeia" em escala mundial, além da capacidade dos bancos centrais de intervir efetivamente. [34] A velocidade da luz na qual o contágio financeiro se espalha na atual crise econômica mundial pode ser vista como um indicador de quão globalizados estão o sistema financeiro e suas crises.

O lobby financeiro estadunidense, enquanto isso, não se deterá por nada para assegurar que a economia do cassino possa continuar do jeito que é atualmente, sem interferências ou mesmo as mais leves concessões. A compensação aos executivos ilustra esse ponto. Em 2000-08, a Wall Street pagou mais de US$ 185 mil milhões em bônus. Antes de se tornar secretário do Tesouro, Henry Paulson, em 2005, recebia um salário de US$ 600 mil como presidente executivo da Goldman Sachs, mais US$ 38,2 milhões em outras formas de compensação (US$ 70,3 milhões anualmente). Mesmo assim, restrições efetivas na compensação de executivos (salários, bônus, opções de compra de ações, etc), mesmo no caso das firmas que recebem salvamentos financiados pelos contribuintes, são improváveis.

Chuck Schumer, de Nova Iorque, terceiro lugar na liderança do Senado pelo Partido Democrata, e membro chave de duas comissões de finanças, recebeu a incumbência de negociar em nome do Partido Democrata, na nova legislação de reforma financeira ora sob debate no Congresso, um compromisso bipartite sobre compensações a executivos. Schumer é um forte defensor das finanças, tendo recebido US$ 1,65 milhões em doações da industria em 2009. Dezenove dos 22 membros da Comissão do Senado para os Bancos receberam doações de Wall Street em 2009. Cada um dos aptos a reeleição em 2010 estão recebendo pelo menos US$ 180 mil. Tony Podesta, o principal lobista do Bank of América, e Steve Elmendorf, o principal lobista do Golman Sachs, visitaram a Casa Branca seis vezes em 2009. A Wall Street doou US$ 14,9 milhões para a campanha de Obama, o máximo para qualquer campanha na história, sendo que só o Golman Sachs entrou com US$ 1 milhão. [35]

Vistas em conjunto, as condições precedentes sugerem que o surgimento de qualquer coisa parecida com as audiências Pujo e Pecora sobre o cartel do dinheiro é extremamente improvável hoje. Apesar da imensa comoção pública, nenhuma nova legislação importante, equivalente à Lei Glass-Steagall de 1933, é possível. Não é mais uma questão de poucos bancos baseados em Nova Iorque controlando grandes setores do capital industrial através de diretorias interligadas. A financiarização, entendida como um processo secular, surgindo como resposta à estagnação da produção, cada vez mais dirige o sistema todo. O temor freqüentemente citado de John Maynard Keynes, de que esse "empreendimento" pudesse algum dia tornar-se "uma bolha no redemoinho da especulação", é hoje uma realidade sistêmica. [36]

A única opção real aberta à humanidade nestas circunstâncias, estamos convencidos, é descartar o atual sistema, falido, e instaurar um novo, mais racional e igualitário, em seu lugar – um que tenha como objeto não a eterna perseguição da riqueza monetária, mas a satisfação das genuínas necessidades humanas.



Notas
1 Clinton citado em Bob Woodward, The Agenda (New York: Simon and Schuster, 1994), 73.
2 Henry Kaufman, The Road to Financial Reformation(Hoboken, NJ: Wiley, 2009), 153; "What's Still Wrong with Wall Street?", Time Magazine, October 29, 2009, 26.
3 "Obama Calls Wall Street Bonuses "Shameful". New York Times, January 29, 2009; Matt Taibbi, "The Great American Bubble Machine," Rolling Stone, July 13, 2009, http://rollingstone.com; Simon Johnson, "The Quiet Coup," May 2009, http://theatlantic.com.
4 Paul Angelides, "Opening Remarks," Financial Crisis Inquiry Commission, Washington, D.C., September 17, 2009.
5 Rudolf Hilferding, Finance Capital (London: Routledge e Kegan Paul, 1981), 128-29.
6 Thorstein Veblen, Absentee Ownership and Business Enterprise in Recent Times (New York: Augustus M. Kelley, 1923), 340-43.
7 Jerry W. Markham, A Financial History of the United States (Armonk, New York: M.E. Sharpe, 2002), vol. 2, 12-13; Paul M. Sweezy, "Investment Banking Revisited," Monthly Review 33, no. 10 (March 1982), 6.
8 U.S. House of Representatives, 62nd Congress, Report of the Committee Appointed Pursuant to House Resolutions 429 and 504 to Investigate the Concentration of Control of Money and Credit, February 28, 1913 (Pujo Committee), 55, 129; Markham, A Financial History, vol. 2, 47-54; Louis Brandeis, Other People's Money (New York: Frederick A. Stokes Co, 1914), 1-4.
9 Markham, A Financial History, vol. 2, 173-86. The most detailed study of the various financial interest groups in the U.S. economy conducted during the New Deal period was "Interest Groups in the American Economy" by Paul M. Sweezy, published as Appendix 13 of Part 1 of the National Resources Committee's report, The Structure of the American Economy (Washington, 1939). Later reprinted in Paul M. Sweezy, The Present as History (New York: Monthly Review Press, 1953), 158-88.
10 Paul Krugman, "Making Banking Boring," New York Times, April 9, 2009.
11 John Kenneth Galbraith, American Capitalism (Boston: Houghton Mifflin, 1953), 108.
12 V.I. Lenin, Imperialism (New York: International Publishers, 1939), 47; Veblen, Absentee Ownership, 227; Paul M. Sweezy and Harry Magdoff, The Dynamics of U.S. Capitalism (New York: Monthly Review Press, 1972), 143.
13 Partes desta secção foram adaptadas de John Bellamy Foster e Hannah Holleman, "The Financialization of the Capitalist Class: Monopoly-Finance Capital and the New Contradictory Relation of Ruling Class Power," in Henry Veltmeyer, ed., Imperialism, Crisis and Class Struggle: The Enduring Verities and Contemporary Face of Capitalism—Essays in Honour of James Petras (forthcoming, London: Brill, 2010), pp. 163-73.
14 Ver, por exemplo, Carmen M. Reinhart e Kenneth S. Rogoff, This Time is Different: Eight Centuries of Financial Folly (Princeton: Princeton University Press, 2009).
15 Uma clara indicação disso é o fato de que ganhos tão desproporcionais em lucros financeiros relativos a outros setores nao ocorreram no final da década de 20 anteriormente à Queda da Bolsa. Ver Solomon Fabricant, "Recent Corporate Profits in the United States," National Bureau of Economic Research, Bulletin 50 (April 1934), table 2.
16 Paul M. Sweezy, "More (or Less) on Globalization," Monthly Review 49, no. 4 (September 1997), 3-4; Karl Marx, Capital, vol. 3 (London: Penguin, 1981), 639.
17 Hyman Minsky, "Financial Crises and the Evolution of Capitalism," in M. Gottdiener and Nicos Kominos, Capitalist Development and Crisis Theory (London: Macmillan, 1989), 391-402; Paul M. Sweezy, "The Triumph of Financial Capital," Monthly Review 46, no. 2 (June 1994), 1-11; John Bellamy Foster and Fred Magdoff, The Great Financial Crisis (New York: Monthly Review Press, 2009), 63-76.
18 Sweezy, The Present as History, 167; Kenneth J. Stiroh and Jennifer P. Poole, "Explaining the Rising Concentration of Banking Assets in the 1990s," Federal Reserve Board of New York, Current Issues in Economics and Finance 6, no. 9 (August 2000), 2.
19 Robert E. Litan, What Should Banks Do? (Washington, D.C.: Brookings Institution, 1987), 126.
20 George G. Kaufman, "The Diminishing Role of Commercial Banking," in Lawrence H. White, ed., The Crisis in American Banking (New York: New York University Presss, 1993), 143-44.
21 Harry Magdoff and Paul M. Sweezy, The End of Prosperity (New York: Monthly Review Press, 1977), 33-53; Loretta J. Mester, "Some Thoughts on the Evolution of the Banking System and the Process of Financial Intermediation," Federal Reserve Bank of Atlanta, First and Second Quarters 2007, 67-68.
22 Henry Kaufman, The Road to Financial Reformation (Hoboken, New Jersey: John Wiley and Sons, 2009), 97-106, 234; Floyd Norris, "To Rein in Pay, Rein in Wall Street," New York Times, October 30, 2009; David Cho, "Banks 'Too Big to Fail' Have Grown Bigger," Washington Post, August 28, 2009.
23 Arthur B. Kennickell, "Ponds and Streams: Wealth and Income in the U.S., 1989 to 2007," Federal Reserve Board Working Paper, 2009-13, 2009, 55, 63; Matthew Miller and Duncan Greenburg, ed., "The Richest People in America" (2009), Forbes, September 30, 2009.
24 James Petras and Christian Davenport, "The Changing Wealth of the U.S. Ruling Class," Monthly Review 42, no. 7 (December 1990), 33-37.
25 Os dados apresentados no Gráfico 2 terminam em 2007 no início da Grande Crise Financeira. Mas não houve mudanças de qualquer tipo no número dos membros dos 400 da Forbes cuja riqueza primária está alocada em finanças e imóveis entre 2007 e 2009. Ver Matthew Miller, ed., "The Forbes 400" (filtered by industry), Forbes, September 20, 2007; Miller and Greenburg, ed., "The Richest People in America" (2009).
26 Johnson, "The Quiet Coup"; Kevin Phillips, Bad Money (New York: Viking, 2008), 67; "Executive Pay: The Bottom Line at the Top," New York Times, April 25, 2008.
27 C. Wright Mills, The Power Elite (New York: Oxford University Press, 1956); G. William Domhoff, The Powers That Be (New York: Vintage, 1978), 13. Sweezy objected to Mills's original tendency to see the corporate rich, the political elite, and the military elite as equal partners of the power elite. If used in this way, the power elite tended to take away from the clarity of the concept of a ruling capitalist class. See Paul M. Sweezy, Modern Capitalism (New York: Monthly Review Press, 1972), 92-109.
28 Paul Mason, Meltdown (London: Verso, 2009), 136-38.
29 Mason excludes other, nonfinancial elements of the corporate rich (e.g. industrial capitalists) from what he describes as the neoliberal power elite because he is himself an advocate of a non-neoliberal, "rational" capitalism, which would rely on a different power elite — one consisting of what he perceives as these excluded elements.
30 Mark Bearn, "Living the Dream," New Statesman, December 2006, http://newstatesman.com.
31 Nomi Prins, It Takes a Pillage (Hoboken, New Jersey: John Wiley and Sons, 2009), 92-95, 140-44; "The Long Demise of Glass-Steagall," Frontline, Public Broadcasting System, http://www.pbs.org/wgbh/pages/frontline/shows/wallstreet/weill/demise.html, accessed March 22, 2010; "Former Treasury Secretary Joins Leadership Triangle at Citigroup," New York Times, October 27, 1999; "Top Economic Aide Discloses Income," Washington Post, April 4, 2009; "Hedge Fund Paid Summers $5.2 Million in Past Year," Wall Street Journal, April 5, 2009; "Neal S. Wolin," WhoRunsGovernment.com. Ver também Robert Rubin, In an Uncertain World (New York: Random House, 2008), 305-11. Rubin makes a point of excluding the repeal of Glass-Steagall from his memoirs.
32 Gary H. Stern and Ron J. Feldman, Too Big to Fail (Washington, D.C.: Brookings, 2004).
33 Yves Smith, ECONned (New York: Palgrave Macmillan, 2010), 233-69; Kaufman, 105.
34 Harry Magdoff and Paul M. Sweezy, "Financial Instability: Where Will It All End?" Monthly Review 34, no. 6 (November 1982), 18-23.
35 Prins, It Takes a Pillage, 167-69; "Wall Street Money Rains on Chuck Schumer," Hedge Fund News, September 29, 2009, http://hedgeco.net; "Keys to Financial Regulation Reform in Senate," Reuters, March 15, 2010; Timothy P. Carney, "Obama's Cronies Thrive at Intersection of K and Wall," WashingtonExaminer.com, February 17, 2010.
36 John Maynard Keynes, The General Theory of Employment, Interest, and Money (London: Macmillan, 1973), 159.

[*] John Bellamy Foster ( jfoster@monthlyreview.org ): editor da Monthly Review, professor de sociologia na Universidade do Oregon e autor (com Fred Magdoff) de The Great Financial Crisis (Monthly Review Press, 2009).
[**] Hannah Holleman (
holleman@uoregon.edu ): estudante graduada em sociologia na Universidade do Oregon, coautora de "The U.S. Imperial Triangle and Military Spending" (Monthly Review, Outubro, 2008) e "The Penal State in an Age of Crisis" (Monthly Review, Junho, 2009).

O original encontra-se em http://monthlyreview.org/100501foster-holleman.php . Tradução de RMP.



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11/Mai/10

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