A cozinha fora da sede



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A COZINHA FORA DA SEDE

“O Marechal Bitencourt, “Patrono da Intendência”, destacou-se como encarregado da logística na Campanha de Canudos. Organizou e sistematizou o transporte de pessoal e material, tornando efetivo e contínuo o fluxo de reabastecimento das tropas, fator essencial para o resultado final daquele conflito”.

A confecção da alimentação da tropa sempre foi uma das preocupações constantes dos Chefes responsáveis pela logística das Forças Armadas, tanto com as cozinhas fixas, no interior das Unidades, como com as cozinhas móveis de campanha, nos acampamentos e manobras. No entanto, para estas últimas, a preocupação tem sido muito maior pela dificuldade de se encontrar o modelo ideal que atenda todas as necessidades do Exército Brasileiro.

Durante a vigência do uso da doutrina militar francesa pelo Exército Brasileiro, trazida pela Missão Militar Francesa em 1919, e que foi adotada até o ano de 1940, vamos relembrar que por anos imperou no Exército, o uso da cozinha de campanha que ficou famosa e conhecida como “Maria Preta”, toda de ferro, preta, sobre reboque com rodas de carroça, normalmente tracionada por uma parelha de animais, e que tinha como combustível , a lenha. Tornou-se obsoleta e hoje em dia pode ser vista como peça de exposição em diversos museus.



(Cozinha de campanha (Maria Preta) em formatura da 2ª Bia AAAe/3ª Bda C Mec)



Após a II Guerra Mundial o EB passou a adotar para cozinha de campanha, os fogões de campanha tipo N.A. – Mod 1935, transportável, de origem Norte Americana, a gasolina. Seu uso requeria uma série de cuidados por ser perigoso, quando não usado corretamente, sua manutenção muito complexa, exigindo pessoal muito especializado, bem como a necessidade constante de inúmeras peças de reposição. Durante anos foi fabricado pela Fábrica de Curitiba, que era subordinada a Diretoria de Fabricação do Exército, tendo como principal fornecedor dos seus componentes, a Metalúrgica Castor. Para melhorar seu desempenho, vários Batalhões Logísticos (B Log) realizaram algumas modificações, tendo inclusive passado por adaptações para uso de gás GLP, o que desagradou alguns Chefes, pela necessidade de se ter que acrescentar mais um item na cadeia de suprimento, o gás. Com a extinção da Fábrica e o fechamento da Metalúrgica, a manutenção e as recuperações ficaram inviáveis, acarretando a descarga da maioria das unidades ainda existentes.

Fogões N.A. – Antes e depois de recuperados em B. Log

Na procura do sistema ideal, o Exército tem importado cozinhas que estão sendo usadas por exércitos de outros países, tais como Alemanha e Espanha e distribuindo-as a determinados Batalhões Logísticos, para uso e avaliação.



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