A comissão Organizadora do IX encontro da Família Gialdi



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IX Encontro da Família Gialdi

 

 



Comunicado

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A Comissão Organizadora do IX Encontro da Família Gialdi - a ser realizado em Maravilha (SC) - esteve mais uma vez reunida (dia 04/10/2010) e definiu mais uns detalhes, contidos na Ata n° 13:

 

Cronologia e paisagem

 

* 19/03/2011 (sábado), a partir de 13h, recepção e alojamento

A acolhida será feita na Assommar (Associação dos Motoristas de Maravilha), a 920 metros do Trevo da BR-282, no Acesso ou Avenida Maravilha: junto ao Parque de Exposições (Tomatão) - e nesse mesmo local:



19h – Celebração litúrgica (tendo após a auto-apresentação, por família)

20h – Apresentação de vídeo sobre Maravilha e ilustrações (fotos) do  Memorial da Família Gialdi

21h – Jantar festivo (com continuidade da festa ad libitum)

        - Ali haverá a definição do próximo encontro

 

* 20/03/2011 (domingo), reencontro e almoço familiar oferecido pelos organizadores, na “Casa Paterna” (Tercila), a dois quilômetros da cidade, seguindo pela SC-492

 

Concluída esta programação será dada Bênção de Boa Viagem (não tendo hora e dia para a saída)



Reservem essa data. Mais recados serão enviados. Próxima reunião dos organizadores: 5/12/2010 (20h, na casa do Francisco)

 

"I GIALDI bisogna tegnerli di cont, se nò i se finisse" (Natalina Gialdi Schenatto).  Por isso, veja de comunicar ao maior número possível.

__________________________________

 

Maravilha (SC), 10/10/10 (10h10min10s).



 

- Comissão Organizadora

Texto do livro "Memorial da família GIALDI"‏

A Roberto Giovanni ZANIOLO





Da:

Francisco Gialdi (f.gialdi@mhnet.com.br)

Inviato:

lunedì 15 novembre 2010 10.56.30

A:

Roberto Giovanni ZANIOLO (amissi-mondo-veneto@hotmail.it)


 

Dopo leder tante belle parole, como queste "che alegría Francisco" e "som pena tornà da messa", me gà tocà lassar altre robe (oggi le festivo in Brasile: República) par conoscerse.



Risposte:

1) Sono professore (ensino médio e superior) e scritore di stória. Professore giubilato (ma nò vecchio). Adesso continuo co la ricerca di storia de Maravilha e del "Memorial da Família Gialdi" (sei libri pubblicati) e l'aiuto a la chiesa. L'ultimo libro pubblicato, dicembre/2009: "Câmara Municipal de Maravilha: 50 anos de História". La prima edizione del "Memorial da Família Gialdi" l'anexo par veder se te cati i Gialdi ne la Reggio nell Emilia (Rolo, Regiolo), Gonzaga e Milano que i gavemo catà fora. Altri: Gialdi del vino, de le músique... Vedemo se i vien catar i GIALDI del Brasile (de stesso tronco). Son stato in Italia tre volte.

2) Anche questiono la tu stória...

3) José Saramago: nel mio anniversario (ma nò piu vecchio) i figli me gè presenteà com "A viagem do elefante" de questo autor. 

4) Testo originale del libro "Memorial da Família Gialdi" (anexo), quantunque sensa l'ilustrazione e fotografie de cada persona, conforme consta nel original. La seconda edizione le stata ampliata. Vedere 3.3 Descendência de Fioravente Gialdi (La esssere Francisco e famiglia). Nel capitolo III i GIALDI catai fora nel Italia. Giuteme a cercare altri e dighe que i venha nel IX Encontro da Família GIALDI, que in Maravilha, Santa Catarina, Brasil. El convito te lo mando dopo, avendo l'indirizzo eletronico de qualcuno GIALDI italiani.

Maravilha (SC), 15/11/2010.

 

Francisco Gialdi



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Texto do livro

 

 



S U M Á R I O

 

 



Apresentação (1ª edição) ...

 

Introdução ...



 

Capítulo I - Gialdi na Itália de Ontem ...

 

1 O Brasão da Família Gialdi ...



1.1 Simbologia heráldica do Brasão...

2 Título de nobreza parmense concedido a Genesio Gialdi ...

2.1 O título de nobreza concedido a Genesio Gialdi, em 13.07.1677...

3 Em Guastalla: placa em homenagem ao herói Antonio Gialdi ...

4 Rolo: berço da Família Gialdi ...

4.1 Esquemas feitos pela escrivã Mara Bellesia...

 


Capítulo II - Gialdi no Brasil ...

 

1 Domenico Gialdi ...  



1.1 Maria ...

1.2 Costante-Giuseppe ...     

2 A segunda geração ...          

2.1 Christina Maria ...           

2.2 Fortunato Luiz ...

2.3 Orlando João ...

2.4 Rosina ...            

2.5 Fioravante ...

2.6 Vitória Isabel ...  

2.7 Judita ...  

2.8 Natalina ...          

2.9 Armelindo ...      

2.10 Natalina ...        

3 A terceira geração...

3.1 Descendência de Fortunato Luiz Gialdi ...

3.1.1 Zelmiro ...

3.1.2 Amélia ...

3.1.3 Olga ...

3.1.4 Terezinha ...

3.1.5 Carmelina ...

3.1.6 Isolda ...

3.1.7 Anita ...

3.1.8 Leonilda ...

3.2 Descendência de Orlando João Gialdi ...

3.2.1 Dorvalino ...

3.2.2 Darcy ...

3.2.3 Antônio ...

3.2.4 Bepina ...

3.2.5 Orila Maria ...

3.3 Descendência de Fioravante Gialdi ...

3.3.1 Tercila Natalina ...

3.3.2 Valdemiro Paulo ...

3.3.3 Silvestre ...

3.3.4 Francisco ...

3.3.5 Vilma Joana ..

3.4 Descendência de Armelindo Gialdi ...

3.4.1 Irene Maria . .

3.4.2 Danilo Antônio ...

3.4.3 Mirna Lurdes ...

3.4.4 Marilene Ana ...

4 A quarta geração ...

4.1 Descendência de Zelmiro Gialdi ...

4.1.1 Jair Antônio ...

4.1.2 Marli Ana ...

4.1.3 Odite Carmen ...

4.1.4 Édi ...

4.1.5 Odete ...

4.1.6 Elton Paulo ...

4.2 Descendência de Dorvalino Gialdi ...

4.2.1 Luiz Cezar ...

4.2.2 Ney Leonardo ...

4.2.3 Maria Angélica ...

4.3 Descendência de Darcy Gialdi ...

4.3.1 César Darcy ...

4.3.2 Sara Nely ...

4.3.3 Paulo Ricardo ...

4.3.4 Clary Anastácia ...

4.3.5 Lia Terezinha ...

4.3.6 Valquíria Lilly ...

4.3.7 João Batista ...

4.4 Descendência de Francisco Gialdi ...

4.4.1 Fabiane ...

4.4.2 Éden Marcos ...

4.4.3 Fábio Leandro ...

4.4.4 Caroline ...

4.5 Descendência de Danilo Antônio Gialdi ...

4.5.1 Diane Sabrine ...

4.5.2 Eduardo Danilo ...

5 A quinta geração ...

5.1 Descendência de Jair Antônio Gialdi ...

5.1.1 Viníssius ...

5.1.2 Carmila Noele ...

5.2 Descendência de Luiz Cezar Gialdi ...

5.2.1 Cezar Júnior ...

5.3 Descendência de Ney Leonardo Gialdi ...

5.3.1 Diego Leonardo ...

 

Capítulo III - Gialdi na Itália Hoje ...

 

1 Contatos iniciais ...



2 Darcy e Francisco com viagem programada ...

2.1 A viagem ...

2.2 Albero Genealogico della Famiglia Gialdi ...

 

EPÍLOGO

 

ANEXOS

 

Anexo A – Fotografias históricas...



 

Anexo B – Estatuto Social do Memorial da Família Gialdi...

 

Anexo C – Síntese das atas iniciais...



 

Anexo D – Outros Gialdi localizados no Brasil...

 

Anexo E – Dados estatísticos...



 

 

 



   

 

A P R E S E N T A Ç Ã O



(1ª edição)

 

 



"I GIALDI bisogna tegnerli di cont, se no i se finisse." (Natalina Schenatto Gialdi, em Bento Gonçalves, no 1° encontro da Família Gialdi, em 24.04.1994, referindo-se à pequena família Gialdi).

A humanidade formou hábitos, arraigou costumes e estabeleceu teorias que, despercebidamente, perenizamos. Entre eles o grande valor atribuído à "raridade", máxime no que concerne à vida e, dentro dela, ao homem. Assim: toda a flor rara tem seu valor multiplicado; todo pássaro inco­mum é valiosíssimo; todo animal invulgar é de valor incalculável.

Ainda que esteja em desuso esta atribuição às pessoas, pois não existe "sangue azul", procuramos, através desta obra - escrita e ilus­trada - buscar em nossa "raridade" (sem priorizar a riqueza material) a origem migratória da "Velha" Itália, mais a difícil conservação deste sobrenome no Sul do Brasil; assim como incutir nela, como "raridade" só o bem feito (quando há tanta iniqüidade por ali) e, embora sejam poucos, o valor é grande, pois o dever de cada um é cumprido honrosamente.

No dialeto italiano o substantivo e adjetivo masculino gialdi (plu­ral de gialdo) significa amarelos. Ainda que a palavra correta seja giallo, dele colheremos símbolos riquíssimos. Mas, sintetizando, basta dizer que é a cor do ouro ...

Vê-se os GIALDI bastante longe do poder econômico e do domínio polí­tico, mas, próximos das virtudes cristãs que dignificam a pessoa  huma­na e a sociabiliza mais, dentro da impressionante variedade de culturas.

 

Maravilha (SC), 17 de outubro de 1994, com adendos em 1999.



Francisco Gialdi, professor e historiador

 

                                                     



INTRODUÇÃO

 

 



Esta História que se comporá de três partes distintas contém um do­cumentário pesquisado na Província de Reggio Nell'Emilia, contatos com membros da família Gialdi que lá vivem e, principalmente, os filhos, ne­tos, bisnetos, trinetos e tataranetos do Costante-Giuseppe, no Brasil. A ilustração será vasta. Estão também incluídos adendos, como o Estatuto Social do Memorial da Família Gialdi; uma síntese das atas das primeiras quatro reuniões e assembléias; e, outros Gialdi localizados no Brasil.

Um descendente de italianos que esteve pescando numa lagoa do lito­ral gaúcho, ao retornar, disse aos amigos: "L'Italia mal e mal se la ve­de nell'altra banda del mare." E, deve ter abanado, com uma vontade lou­ca de ver a pátria de seu pai. Hoje, naquela maravilhosa terra pode-se pisar e, com aquela extraordinária gente falar (por escrito ou oralmen­te), sem enigmas, tirando-a do infinito e do incrível.

Acreditamos que será uma ponte no tempo (entre o passado e o presen­te) e no espaço (entre os diversos países e continentes) onde viveram e vivem membros dessa família.

Muitos novos nomes de pessoas e localidades estarão em nosso inte­lecto, enriquecendo-o. Isto também é cultura. E que cultura! São as pegadas da memória. Jamais caia no olvidamento esse detalhe: as similitudes encontradas e apontadas en­tre os membros dessa família, fazem o coração bater com mais intensidade sempre que lemos, escrevemos ou nos deparamos com algum que tenha esse sobrenome. Não somente nas fisionomias há semelhanças, mas também no mo­dus vivendi. Não há chave para a porta, quando o que bate ou toca a cam­painha se identifica: Gialdi. Faz mais de um século que o Domenico - o tronco da nossa árvore genealógica - saiu da Itália. Agora, procurando os de lá e encontrando-os, ainda são identificadas semelhanças físicas e nos costumes, salientando-se a sociabilidade. Buona gente.

 

 

 



 

 

 



CAPÍTULO I

 

GIALDI NA ITÁLIA DE ONTEM



 

 

 



Olhando para a distante Itália (naquele tempo assim julgavam), na segunda metade do século 19, lá encontramos - particularmente no Norte ­- uma sociedade em transformação, mas com muitos séculos de história. Além dos efeitos da Revolução Industrial e Demográfica, e da conseqüente ur­banização, nos depararemos com um intenso fluxo migratório, em especial "a la Merica par catar la cuccagna", fazendo com que ingressemos na His­tória da Itália, especialmente na região Norte, sabendo que sem a memó­ria haveria uma névoa de fatos.

Ali habitavam homens trabalhadores e inteligentes. Encontravam saída, mesmo quando os caminhos eram íngremes. O alicerce era a religião, a família e os bons costumes ("far polito"). Mas não se divorciavam também do civismo e da vida política e econômica. Trabalhar não consistia em castigo divino, e sim - com o trabalho - se alcançava a honra no sentido pleno. O maná caiu só uma vez, no deserto. O preguiçoso era mal visto.

No entanto, a vida - particularmente dos agricultores - era difícil. Além de já serem minifúndios as suas propriedades agrícolas, convém ter presente que o número de filhos - cumprindo na íntegra versículo 28, ca­pítulo I do livro do Gênesis que contém o imperativo divino "multiplicai-vos e povoai a terra" -, comumente passava de uma dezena. E, então, onde e co­mo herdar propriedades imobiliárias para eles quando casassem? Mas não era só a precarieda­de da situação agrícola que fez com que muitos colonos mudassem suas idéias e seus destinos. Havia a campanha brasileira para o alistamento de camponeses europeus. O "chamarisco" era muito grande, através dos agentes de propaganda que ofereciam as melhores esperanças para os de­sesperados. Todos os países europeus conheceram o fenômeno da emigração, a maior parte para o Brasil, Argentina e Estados Unidos. O governo bra­sileiro, com o objetivo de ocupar o território e "produzir", apresentava aos interessados grandes vantagens, "cuccagna". Por isso, as terras de­viam ser habitadas e cultivadas: o "uti possidetis" ou usucapião inter­nacional. Além da superpopulação da Itália e do convite do além-mar, in­clua-se: a ambição de possuir terra; a instabilidade política da penín­sula com o nacionalismo que levou à unificação pela força; e a crise econômica provocada pela concorrência de produtos estrangeiros. A nova classe consolidada, agora dona das riquezas - a burguesia, com o capita­lismo industrial - financiava a luta dos monarcas. "Quà noantri stemo ben, parchè semo sul nostro", escreveu aos seus um colono que recebeu sua gleba de terra, embora as promessas do governo brasileiro de então nunca fossem integralmente cumpridas.

A colonização italiana no Brasil começou oficialmente em 1875, atra­vés de um acordo de imigração dos governos brasileiro e italiano com a finalidade de ocupar a região da serra do Rio Grande do Sul com traba­lhadores livres. O programa estendeu-se até o início da I Guerra Mundial (1914). Houve também o interesse dos imigrantes por São Paulo, como mão-de-obra para o café, o cacau e a cana-de-açúcar.

A decisão de partir para a América implicava no abandono definitivo da pátria, pois retornar seria difícil, pela distância e pela pobreza em que se encontravam. Diante da oferta dos agenciadores, aceitavam o risco de partir, entregando-se nas mãos desses e de Deus. Os momentos que an­tecediam a decisão de pôr-se a caminho e o fato da partida "em massa", revestiram-se de dramaticidade, sendo contadas muitas histórias, em pro­sa e verso, e até musicadas. Falavam o italiano, mas veio o desafio de aprender a falar o idioma português e a novos usos e costumes, pois aqui formou­-se uma impressionante variedade de culturas.

Ao emigrar, vendiam ou deixavam para os demais familiares os seus bens. Reuniam o que podiam transportar, em caixas de madeira (baule), uma com roupas e outra para instrumentos e ferramentas, seguindo viagem em direção ao porto de Gênova, ou Veneza, ou Nápoles. Ali ficavam aguar­dando, até meses, em condições precárias, para conseguir passagem gra­tuita para a América. Os que pagassem ao menos uma parte da passagem, viajavam com um pouco mais de conforto; enquanto os pobres que não po­diam pagar, eram jogados nos porões dos navios, sem higiene, tratados como animais, ocorrendo muitas epidemias que dizima­vam as lotações. Aliás, eram superlotações, pois havia navios que carregavam 2/3 a mais do que a sua capacidade. Por isso, a travessia do Atlântico marcou profundamente os imigrantes. Eles contavam para os fi­lhos e netos a dor e o medo do oceano. Muito terror nas tempestades, pois os navios eram de pouca segurança. Daí: fazer o sinal da cruz e re­zar pra santa Bárbara. “Quanta paura!” Muitos não mais visitaram a Itália por isso. Quanto às mortes, na viagem, a maioria das famílias chorava o desaparecimento de algum mem­bro que foi jogado ao mar e devorado pelos peixes. Havia até os que es­condiam o defunto, enrolando-o em panos, na esperança de aportar e, então, enterrar dignamente o ente querido. Mas, quando começava a cheirar, os responsáveis eram até punidos por isso.

De Veneza, Gênova ou Nápoles os emigrantes viajavam para o Rio de Janeiro (então capital do Brasil), levando 30 a 45 dias; e dali - a maioria - para São Paulo ou Rio Grande do Sul. Nesse último Estado, eram recebidos no porto de Rio Grande e, de lá, enviados a Porto Alegre, le­vando mais 10 ou 12 dias. Recebidos por um Agente Oficial de Coloniza­ção, encarregado de fiscalizar e conferir todos os imigrantes, bem como suas bagagens, eram depois encaminhados às Colônias já demarcadas na En­costa Superior do Nordeste daquele Estado. Após quase dois meses de pe­ripécias, de privações, de mal-estar, de dramas, chegavam à terra quase prome­tida. Ao desembarcar, não encontravam o esperado, mas traziam junto a mais sublime das capacidades humanas: a de criar.

É ao Norte da península Itálica, onde estavam os ducados de Parma, Toscana, Módena e no reino Lombardo-Veneziano (a unificação aconteceu em 1870, com a conquista de Roma), que se depara com pessoas identifi­cando-se, por escrito ou oralmente, com o sobrenome GIALDI. As origens estão num país de muitos milênios de civilização. O porquê (origem) des­se sobrenome não foi encontrado.

Foi a partir de 1881 que alguns GIALDI migraram para o Brasil. Aqui é dado vulto a um:   DOMENICO que embarcou no porto de Gênova, em 1885. Não desembarcou no porto de Santos, como os demais GIALDI que vieram pa­ra o Brasil; mas, seguiu para o Rio Grande do Sul.

Ele não foi apenas herói; ele foi um mártir do sistema colonizador. Passou muitas provações e privações, herdando, junto com o legado gené­tico, suas vicissitudes, positivando-as e transformando-as em virtude. E as estamos vivendo com honra. Ao escrevermos ou pronunciarmos o nome próprio GIALDI, o sangue aquece e circula com mais intensidade, pois são "tutti cristiani" e "buona gente".

Domenico (Domingos) deixou Reggiolo, na atual Reggio Nell'Emilia, Norte da Itália, com dois filhos: Maria, com 9 anos e o Costante-Giuseppe com 6. E a mãe das crianças? - A mãe, Cristina Gualdi, que nasceu em Fabrico em 03.11.1852, falecera em 03.02.1880. Encontra-se na anagrafe (registro civil) de Rolo, que ele, viúvo, casou-se então com Delfina Galeazzi um ano e cinco meses depois: 10.07.1881. Contudo, não foi descoberto se  esta segunda mulher o acompanhou para o Brasil. Seu novo endere­ço: o extremo-Sul do Brasil, onde "ghe salami picai su par le piante" e ele querendo "catar la cuccagna". Sua história será contada adiante.

 

 



1 O Brasão da Família Gialdi

 

Foi fornecido pelo Instituto Heráldico Americano, de Itapecerica da Serra (SP), em 10.07.1996, sendo que se encontra no livro Enciclopedia Storico Nobiliare Italiana, escrita por Vittorio Spreti. O original foi fotocopiado e se encontra a seguir, com o documentário,  no item 5.



O título de nobreza foi concedido a Genesio Gialdi e a seus descen­dentes (homens e mulheres) pelo Duque de Parma, em 13.07.1677, por ser "cidadão de Parma muito rico e honrado, vinculado a homens nobres, e de­votíssimo para com nossa família". No centro do Brasão está o símbolo maior da família Gialdi: "un gallo d'oro".

Junto com o Brasão, esculpido em madeira de lei pelo Instituto He­ráldico Americano (6 exemplares adquiridos), foi fornecido um Certifica­do contendo a explicação heráldica, assinado pelo presidente Patricio Lagos Lillo e pela secretária Elisa Keiko Abe.

 

1.1  Simbologia heráldica do Brasão



 

2 Título de nobreza parmense concedido a Genesio Gialdi

 

No dia 20.10.1998, constando da agenda da viagem à Itália, feita pe­los GIALDI Darcy e Francisco, em Parma foi visitado o Arquivo Histórico do Palazzo Comunale e o Arquivo do Estado, no Palazzo Ducale. Ali foi feita a pesquisa e encontrado no Livro de Assentamentos, volume 37, pá­gina 501, o título de nobreza (e o conseqüente Brasão) concedido a Gene­sio Gialdi, em 13.07.1677. Está escrito em latim. E, claro, manualmente.



Esse privilégio pode ter sido por merecimento, pois a justificativa para a concessão do mesmo, toma uma página inteira do grande livro.

Não sendo permitido fotocopiar, foram autorizadas fotografias, das quais foi selecionada uma para ser ampliada. Houve tentativa para a ver­são para o idioma português, sem lograr êxito. O documento fac-simile encon­tra-se na ilustração fotográfica a seguir.

 

2.1 O título de nobreza concedido a Genesio Gialdi em 13.07.1677



 

3 Em Guastalla: placa em homenagem ao herói Antonio Gialdi

 

A cidade de Guastalla fica ao Norte da Província de Reggio Nell'Emi­lia. É um centro microrregional no vale do rio Pó.



Ali, na parede externa da comune, está uma grande placa que contém o nome - dentre outros heróis locais - de Antonio Gialdi, com os seguintes dizeres (aqui com tradução ad literam do texto): "Reinado de Vittorio Ema­nuele II. O Município Guastallense quer ter aqui recordados para sempre seus generosos filhos Edmundo Brunetti, Giacomo Manfredini, Pietro Mac­ca, Antonio Tosi, Domenico Saccani, Antonio Gialdi (negrito dos auto­res), Valeriano Bertasi, Giuseppe Bolli, voluntários e caídos na guerra: o primeiro em Roma, em 1849; os demais na Lombardia, em 1859, quando a Itália, sofrendo de muita longa servidão, reivindicou com ânimo os seus direitos, a sua liberdade e as suas glórias. Aos pósteros a memória hon­rosa e o exemplo profícuo.”

Uma funcionária da comune ficou com o endereço para o envio poste­rior de dados pessoais do herói Antonio Gialdi que, até a publicação deste livro, não haviam chegado. Uma foto ilustra a citada homenagem.

 

* Nas fotos: Darcy e Francisco indicando a placa que homenageia Antonio Gialdi



 

4 Rolo: berço da Família Gialdi



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