A atuaçÃo do nutricionista no centro de atençÃo psicossocial álcool e drogas: relato de experiência



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A ATUAÇÃO DO NUTRICIONISTA NO CENTRO DE ATENÇÃO PSICOSSOCIAL ÁLCOOL E DROGAS: RELATO DE EXPERIÊNCIA

Roberta Arruda de Oliveira1

Sabrina Cricia Barroso de Sousa1

Jessyca Dayane Cavalcante Moreira1

Virgínia M de O Guerra2

Sherida da Silva Neves2

1 – Graduanda em Nutrição. Universidade de Fortaleza (UNIFOR), Fortaleza (CE), Brasil

2 – Docente de Nutrição Universidade de Fortaleza (UNIFOR), Fortaleza (CE), Brasil - Mestre em Nutrição e Saúde pela Universidade Estadual do Ceara (UECE)

Universidade de Fortaleza (UNIFOR) - Av. Washington Soares, 1321 - Edson Queiroz, Fortaleza - CE, 60811-905; Telefone: (85) 3477-3000

Roberta Arruda de Oliveira – roberta.oliveiraaa@hotmail.com

Introdução

O Centro de Atenção Psicossocial (CAPS) ou Núcleo de Atenção Psicossocial é um serviço de saúde aberto e comunitário do Sistema Único de Saúde (SUS). Trata-se de um lugar de referência e tratamento para pessoas que sofrem com transtornos mentais, psicoses, neuroses graves e demais quadros, cuja severidade e/ou persistência justifiquem sua permanência num dispositivo de cuidado intensivo, comunitário, personalizado e promotor de vida. O objetivo dos CAPS é oferecer atendimento à população de seu território, realizando o acompanhamento clínico e a reinserção social dos usuários pelo acesso ao trabalho, lazer, exercício dos direitos civis e fortalecimento dos laços familiares e comunitários. É um serviço de atendimento de saúde mental criado para ser substitutivo às internações em hospitais psiquiátricos(BRASIL, 2004).

O CAPS é um serviço ambulatorial de nível secundário de atenção que possui uma equipe de profissionais de nível médio e superior (BRASIL, 2002). Todo o trabalho desenvolvido no CAPS deverá ser realizado em um “meio terapêutico”, isto é, tanto as sessões individuais ou grupais como a convivência no serviço têm finalidade terapêutica. Isso é obtido através da construção permanente de um ambiente facilitador, estruturado e acolhedor, abrangendo várias modalidades de tratamento (BRASIL, 2004).

O CAPS Álcool e drogas (CAPSad) deve conter estratégias de prevenção ao abuso de drogas utilizandocombinação dos seguintes elementos: fornecimento de informações sobre os danos do álcool e outras drogas, alternativas para lazer e atividades livres de drogas; devem também facilitar a identificação de problemas pessoais e o acesso ao suporte para tais problemas. Devem buscar principalmente o fortalecimento de vínculos afetivos, o estreitamento de laços sociais e a melhora da autoestima das pessoas(BRASIL, 2004).

O uso frequente de substâncias psicoativas pode comprometer o estado nutricional dos usuários, uma vez que repercute na ingestão de alimentos e água, assim como no metabolismo, peso e comportamento alimentar. As deficiências nutricionais são comuns, normalmente causadas pelo aumento das necessidades de nutrientes para desintoxicar ou metabolizar a droga, pela inativação de vitaminas e coenzimas necessárias para a metabolização de energia, pelos danos no epitélio intestinal e fígado e pelo aumento da perda de nutrientes com a diurese e diarreia decorrentes do consumo de substâncias psicoativas (KACHANI, A.T.; KOTAIT, 2011a).

O nutricionista é o profissional da saúde que deve atua de forma efetiva sobre os determinantes dos agravos e dos distúrbios alimentares e nutricionais que acometem a população local, contribuindo, assim, para a segurança alimentar e nutricional da população atendida (BRASIL, 2005).



Período de Realização, Objeto da Intervenção, Objetivos

A experiência relatada neste trabalho se deu no ano de 2012. Nesse período, houve a implantação do serviço de nutrição num CAPSad III da cidade de Fortaleza. O objetivo desse trabalho é relatar a experiência de atuação do nutricionista noCAPSad.



Resultados

Inicialmente, deve-se considerar que o profissional nutricionista não está contemplado na portaria do Ministério da Saúde número 336, de 2002, que regulamenta o funcionamento dos Centros de Atenção Psicossocial e prevê uma equipe de profissionais para a assistência. O Conselho Federal de nutricionistas, em sua resolução 380/2005, que regulamenta a prática profissional, também não cita o trabalho nos CAPS (BRASIL, 2002; BRASIL, 2005). Além disso, como era de se esperar, na formação do nutricionista não contempla sua possível atuação nesses ambientes. Desta forma, pautar a atuação profissional nesses locais, sem a orientação das leis que a regulamentam, apenas algumas fontes da literatura científica, é um grande desafio. Alguns trabalhos foram concebidos no âmbito dos CAPS geral, porém, nos CAPSad, os relatos ainda são bem incipientes (LENA, 2016;FRICHENBRUDER KENGERISKIet al, 2014; SILVA, 2014).

A incorporação desse novo profissional à equipe demonstrou uma grande visão da gestão municipal sobre a importância da segurança alimentar e nutricional no trabalho com o público atendido nesses locais. O trabalho do nutricionista estava em constante construção junto aos outros profissionais. Foi possível perceber que a interdisciplinaridade era a alma do CAPS, pois todas as atividades eram pensadas e estruturadas em equipe, todos com o mesmo objetivo: garantir que o paciente seja beneficiado.

O diagnóstico da realidade vivenciada no local foi possível graças ao envolvimento do nutricionista com os outros profissionais em seus grupos terapêuticos, nas rodas da equipe e no acompanhamento das refeições servidas.A partir dele, foi realizada a elaboração e condução do projeto terapêutico da Nutrição que comtemplou as atividades descritas adiante.

Toda intervenção nutricional tem como objetivo principal a proteção e a promoção de uma vida mais saudável, conduzindo ao bem-estar geral do indivíduo. O trabalho relacionado a pacientes psiquiátricos tem como base aquele desenvolvido no tratamento de transtornos alimentares e pode ser definido como um processo que envolve o monitoramento do estado nutricional do paciente e o tratamento no qual o nutricionista e a equipe multidisciplinar trabalham juntos para modificar comportamentos ligados à alimentação e ao peso do paciente (MARTINS, 2002; ALVARENGA, 2004; KACHANI, A.T.; KOTAIT, 2011b).A intervenção do nutricionista seguiu três linhas: o acompanhamento do preparo das refeições, o atendimento individual e as atividades em grupo terapêutico.

O preparo das refeições sofria muitas limitações impostas pela carência de recursos, de utensílios e equipamentos para o armazenamento dos gêneros, e pessoal qualificado, outro profissional não contemplado na regulamentação do CAPS é o cozinheiro ou auxiliar de cozinha. Houve a necessidade de organizar desde o recebimento até a distribuição dos alimentos, implementando as boas práticas na manipulação de alimentos. Com a deficiência de estrutura física e equipamentos, esse trabalho não pode ser executado a contento, mas, os controles passaram a existir, e as solicitações de aquisição de materiais e reparos foram encaminhadas à prefeitura.

Em relação aos atendimentos individuais, era realizada a avaliação nutricionalque,na saúde mental, deve considerar alguns desafios. Talvez o maior deles esteja relacionado ao fatode que cada indivíduo tem suas particularidades devido a adicção,que devem ser consideradas no momento da avaliação.Para todos, a avaliação nutricional era detalhada e incluía os quatro parâmetros:anamnese alimentar, exame físico, exames bioquímicos e antropometria.
A dependência de álcool e drogas induz a uma desnutrição importante do paciente, visto que o álcool possui “calorias vazias” que substituem o consumo alimentar adequado (KACHANI e KOTAIT, 2011b).Por outro lado, amaioria dos medicamentos utilizados no tratamentocostuma levar a um aumento de peso, que podeser um fator de risco para comorbidades clínicas,tais como hipertensão, diabetes mellitus tipo 2,dislipidemias, doenças cardiovasculares, entreoutras, além da diminuição da qualidade de vida e da autoestima (MALHI et al, 2001; ARONNE, 2003). O medodo ganho de peso pode prejudicar a adesão e aumentaro risco de recaídas (ARONNE, 2003). Dessa forma, avaliaro padrão alimentar, ou seja, a frequência dasrefeições, suas características, a presença ou nãode compulsões alimentares, funcionamento intestinal e jejuns prolongados,entre outros, é importante, mas o comportamentoalimentar é fundamental. Conhecer a relação coma comida pode trazer informações importantes sobreo paciente, uma vez que o ato de comer é umsintoma que une muito bem os afetos e suas representações (BRASILIANO, 2009).

Para o atendimento individual eram indicados aqueles pacientes encaminhados por outrosprofissionais, aqueles que buscavam em livre demanda e por busca ativa. Após o primeiro momento, era elaborado o plano de acompanhamento, que podia incluir consultas semanais, quinzenais ou mensais, com as metas estabelecidas. A maioria dos pacientes que buscavam o serviço eram do grupo de controle de tabagismo. Os pacientes com desse grupo apresentavam grande medo de ganhar peso. Os pacientes que eram dependentes de álcool e outras drogas, em sua maioria, apresentavam baixo peso. Ambos os grupos de pacientes geralmente possuíam alguma carência nutricional e um hábito alimentar extremamente desregrado, sem horários para realizar as refeições e com monotonia alimentar.

Para a abordagem individual do paciente, o foco principal era o comportamento. Para tanto, o tratamento seguia a linha da terapia cognitivo-comportamental, uma vez que esclarece e ajuda na compreensão dos fatores emocionais/sociais relacionados à alimentação. Assim, o nutricionista ajudava o paciente a entender suas necessidades nutricionais e realizar escolhas alimentares apropriadas, aumentando a variedade na dieta e restabelecendo comportamentos alimentares adequados. Conforme recomenda a literatura, trabalhava-se a solução dos problemas apresentados com o emprego de técnicas de modificação comportamental, incentivando propostas de soluções para as situações de risco nutricional(KACHANI e KOTAIT, 2011b).

As atividades em grupo objetivam resgatar individualidades, descobrir potencialidades,desenvolver habilidades específicas e prover suporte de tratamento como a socialização do paciente e melhora do vínculo afetivo comprofissionais e outros participantes da oficina (LOROZA, 2011). Visam tambémproporcionar a exteriorização de sentimentos (angústias, medos e inseguranças),incentivar a criatividade, o desenvolvimento doautocontrole, auto percepção e melhorar da autoestima(RODRIGUES; BOOG, 2006).A abordagem nos encontros grupais seguia duas linhas: a percepção e significação da comida e a laborterapia.


A comida tem significados na cultura, religião, política, status, memórias afetivas, família, questões de gênero e relacionamentos. Pode também gerar lembranças e sentimentos negativos. Essas funções da comida são tão importantes quanto às funções nutricionais, por isso, o papel do nutricionista de atingir esses aspectos (ALVARENGA et al, 2015). Com a visão de potencializar as relações interpessoais com os colegas e familiares, eram realizadas dinâmicas que permitissem a percepção do outro, de si mesmo e a significação da comida. Uma das experiências mais marcantes, foi o relato de um paciente, que após conseguir se perceber novamente como parte da sua família, devido às lembranças geradas em um desses momentos, concluiu uma construçãoem sua casa, que havia abandonado há tempos.
Outra dinâmica frequentemente utilizada foi a da oficina culinária, já que a mesma, além de ser um recurso para a laborterapia (princípio do tratamento), possibilita a abordagem dos hábitos alimentares dos internos e de temas afins. A oficina culinária surge, em educação nutricional, como uma estratégia efetiva de promoção da saúde a partir do desenvolvimento de habilidades pessoais, pelo estímulo à autonomia e atitude protagonista dos participantes (CASTRO et al. 2007; SILVA et al, 2014). As oficinas dentro da temática da educação nutricional e a abordagem em laborterapia podem contribuir para desenvolver os conhecimentos ou as aptidõesresultantes desse processo, contribuindo para a reinserção do indivíduono meio social e proporcionando as condições para que ele possa tomar decisões pararesolução de problemas mediante fatos percebidos (RODRIGUES e BOOG, 2006).

A dinâmica da oficina consistia em fornecer algumas receitas aos pacientes, que deveriam se organizar e, coletivamente, elaborar as preparações sob orientação do nutricionista. As receitas trabalhadas nas oficinas culinárias eram selecionadas de forma a melhorar o consumo de nutrientes específicos entre os eles (como, por exemplo, fibras, minerais, proteínas, etc.) e estimular o consumo de alimentos de adequado valor nutricional e comumente de baixa aceitabilidade e o aproveitamento integral dos alimentos disponíveis. Nessas oficinas gastronômicas os pacientes desenvolviam o trabalho em equipe e era possível resgatar o prazer por atividades que foram abandonadas durante o processo de adoecimento ou mesmo o estímulo por conhecer novas possibilidades de ocupar a mente e o tempo, como cozinhar.



Conclusões e/ou Recomendações.

O trabalho em equipe da saúde mental é motivador e fundamental para que o nutricionista possa conhecer o funcionamento do CAPS e propor atividades com base em suas competências profissionais. A participação desse profissional no serviço possibilitou melhor qualidade das refeições preparadas, assim como, um direcionamento voltadoà segurança alimentar e nutricional e às mudanças de comportamento alimentar nas atividades realizadas, já que o público atendido é extremamente vulnerável nesses aspectos. Uma importante limitação para a realização das oficinas, era a disponibilidade dos alimentos. Muitas vezes, os próprios pacientes precisavam levar os alimentos que seriam utilizados, devido a carência de recursos. A colaboração de empresas e outros órgãos da prefeitura na implementação dessas atividades poderiam ser úteis na execução dessas atividades. Além disso, o projeto de uma horta comunitária cultivada pelos pacientes no local seria de grande valia como terapia laboral e para fornecer alguns alimentos para as atividades em grupo. A inclusão das atribuições do nutricionista no CAPS na legislação profissional e na formação acadêmica possibilitariam um importante suporte para os profissionais que desejem atuar na saúde mental.



Referências

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