A arte cura



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ENSINAMENTOS SOBRE O TESOURO,

A RIQUEZA E O PODER

O MAIOR TESOURO,  



O MAIOR TE

O MAIOR TESOURO, Para o doente, a saúde; Para o faminto, o alimento;Para o sedento, a água; Para o cego, a visão; Para o mudo, o dom da voz; Para quem não sabe, poder aprender ... Rubens Saraceni

Lucas, Capítulo 12, Versículo 15, - Prestem atenção: Tenham cuidado com todo tipo de avareza, porque a verdadeira vida de uma pessoa não depende das coisas que ela tem, mesmo que sejam muitas.

Portanto, o Maior Tesouro é ser perfeito no corpo e ter à mão o que realmente precisa. O Maior Tesouro é tudo o que nos pode ser útil mas também o possa ser a tudo e a todos.

Riqueza é ser como o ar, todos usufruem dele e ele nunca acaba. Mas uma pedra preciosa não, se você dividi-la com todos, ela se acaba. Então não é um Tesouro. Uma Riqueza não é algo para ser concentrado, mas sim dividida e nunca terminar.

Aprenda com os exemplos da Natureza, dos Animais e dos Homens. A árvore lança suas sementes por todos os lugares não se importando que umas dêem boas árvores e outras não. Isto mostra que ela é sábia. A semente é lançada, mas só brotará no solo fértil. Mas se por acaso, o fraco, um dia se fortalecer, o árido se modificar, lá estará a semente.

Aprender é um Tesouro comum a tudo e a todos, mas que só os melhores aprendem. Só aprendendo os segredos ocultos da Natureza você será um sábio.

Tudo o que está à nossa disposição é um Tesouro. Tanto faz que seja o ar como o saber, são úteis a todos. Uns são naturais e outros são acessíveis, basta que o desejemos.

Um homem pode unir-se a outros e ter força para conquistar terras. Só que ele tem que tirar de alguém para ser forte. Ele não adquire, toma simplesmente. Tirou o que a outro pertencia. A Riqueza não é subtrair de ninguém, ela é natural. Você pode acumular uma grande fortuna e não é preciso toma-la, basta conquistá-la com a sua inteligência. Já o Poder não. Só é um Poder o que foi tirado dos outros.

Lucas, Capítulo 16, Versículos 10 e 11, Quem é fiel nas coisas pequenas também será nas grandes; quem é desonesto nas coisas pequenas também será nas grandes. Pois , se vocês não forem honestos com as riquezas deste mundo, quem vai confiar a vocês as riquezas verdadeiras?



ALGUMAS LEIS E ENSINAMENTOS

Ninguém colhe o que não plantou. Mas aquilo que semeou, colhe até o último grão.

Dê o alívio da cura antes da doutrina. "Primeiro curaram minhas feridas, depois saciaram minha sede e só então vieram doutrinar-me para as coisas divinas."

Se alguém chora, enxugue-lhe as lágrimas. Se ele sente dores, cure-o. Se está aflito, acalme-o, e se odeia, ame-o. Somente uma ação contrária e oposta à vivida por alguém atormentado pode tirá-lo das trevas da ignorância e encaminhá-lo à Luz Divina.

"Agarre-me que eu o ajudo a levantar-se, e o amparo até que possa caminhar ereto e com suas próprias forças"- A VERDADEIRA MÃO AMIGA.

"Olhe o que faço em nome de Deus, e caso encontre nisso algum sentido, então siga-me, porque se assim não for, de nada adiantará eu lhe falar do reino dos céus. É preciso entender que Ele existe apenas na medida em que nós o construímos com o trabalho que não visa outro objetivo que não o de criar em cada coração um raio luminoso."



ORAI E VIGIAI. Manter-me na Luz depende unicamente de mim.

Um protetor não pode ter sua missão impedida por quem quer que seja. Se o encarnado ascender, ele ascende junto; se cair, ele cai também.

Se não souber o que fazer, então nada faça, pois muito estará fazendo.

Não faça a seu semelhante aquilo que não gostaria que ele fizesse a você.

Quando nada souber, pergunte a quem possa esclarecê-lo. Se você nada sabe, nada faça. Certamente poderá fazer tudo errado, caso tente fazer algo.

Quem em suas mãos toma o que à Lei pertence, à Lei certamente irá responder com as mãos postas à palmatória.

Só use princípios da Luz, na Luz, porque nas Trevas eles são incompreensíveis, assim como são incompreensíveis à Luz, os princípios das Trevas.

Na Luz, você suportaria a dor que ela (outra pessoa) iria sofrer enquanto nas Trevas você repassaria essa dor a um terceiro, não deixando que ela se esgotasse toda em você mesmo, não tendo confiança na justa justiça da Lei Maior.

Você não sabe que os sentimentos não foram dados ao ser humano para serem comercializados?

Quem com ferro fere, com ferro será ferido.

A Lei Divina se faz por si mesma, e ampara a quem tem que ser amparado, assim como verga a quem se faz por merecer tal ação por parte dela.

Ninguém poderá derrubá-lo senão ele mesmo, ele é seu juiz e seu algoz. Enquanto agir na luz da razão, nada o destruirá, mas no dia em que afrontar a Lei, ele mesmo se destruirá.

Nas Trevas você golpeia a sua vítima e causa-lhe dor com o intuito de destruí-lo, mas na Luz você sofre os golpes que despertarão a justa justiça da Lei, que vergará até o extremo o injusto golpeador.

Quem prega amor, com amor será compensado, e quem prega o ódio, com o ódio será pregado.

O SOCORRO. Um espírito incorpora num médium e absorve seu magnetismo animal. Com a irradiação luminosa da luz branca, todos os ferimentos do corpo espiritual são curados de imediato. Cessam as dores físicas, restando tão somente as dores do mental, que são: remorso, vergonha, tristeza, angústia, etc. Daí somos encaminhados para o abrigo, e lá os mestres e mestras da Luz nos acolhem e curam essas dores mentais com suas palavras de consolo, conforto e esclarecimentos.

OS MISTÉRIOS. O mistério maior é da Origem, o menor é a ação capaz de ser feita com o maior. O dom de emitir o oráculo é o mistério menor, o maior é o porque de ter esse dom, sua origem e tudo que o compõe. O que você não domina não é seu de verdade. Quem procura os mistérios tem por obrigação ocultá-los, após o conhecimento. E quem é procurado, tem o dever de divulgá-los, de uma forma oculta ou velada.



Perdoai setenta vezes sete vezes. O resultado dessa operação não é o número 490, não é bem assim, a quantidade está mais para o resultado da operação 7 vezes 7, repetindo-se por setenta vezes, isto é, sete elevado à 70 potência, provavelmente o Mestre queria nos dizer que devemos perdoar infinitamente, como Deus nos perdoa, sempre.

Jesus, Divino Mestre, entra no meu coração e faça nele, a Tua morada. Me perdoa, me orienta, me proteja e me ampare. Eu oro em nome de Jesus.

Onde duas ou três pessoas, estiverem reunidas em meu nome, lá estarei. Mateus, 18, 20.

Enquanto encarnado, o espírito absorve o tempo todo, irradiações energéticas do lado espiritual da vida, quando desencarnado, o inverso ocorre e ele fica sujeito as irradiações energéticas do lado material.

O Corpo Plasmático do Espírito

Extraído de: As Sete Linhas da Umbanda

Psicografia de Rubens Saraceni, New Trancendentalis Editora

Adaptação dos Comentários de Pai Benedito de Aruanda, M. L.

O corpo plasmático "plasmável", permite a um espírito assumir "conscientemente" as mais variadas aparências, ou inconscientemente ser induzido a se prender numa aparência em nada parecida com a humana.

No Astral Negativo é muito comum encontrarmos espíritos devedores da Lei Maior ocultados em aparências "bestiais" de animais, como cães, cobras, morcegos, etc., ou então prisioneiros delas! O Astral Negativo, são as trevas mais densas, onde verdadeiros "reinos", há muito lá formados, acolhem espíritos de criminosos, homicidas, suicidas, infanticidas, genocidas, blasfemos, apóstatas, governantes inescrupulosos, traficantes, escravagistas, policiais assassinos, juizes ímprobos, advogados corruptores da lei, religiosos indignos, etc. ... Neste meio, impera a lei do mais forte, do mais cruel.

O reverso desse lado, é o lado positivo, onde os espíritos assumem aparências luminosas, coloridas e irradiantes, devido à vivenciação de nobres e virtuosos sentimentos religiosos, fraternais, de sapiência, etc.. Eles também podem recorrer às aparências que possuíram em outras encarnações, plasmando-as após despertá-las de suas memórias ancestrais.



Enquanto encarnado, o espírito absorve o tempo todo, irradiações energéticas do lado espiritual da vida, quando desencarnado, o inverso ocorre e ele fica sujeito as irradiações energéticas do lado material.

Antes de um ser natural adentrar no ciclo reencarnacionista, é preciso que passe por um processo preparatório conhecido como "cristalizador". Essa cristalização é realizada em câmaras cristalinas muito especiais, semelhantes a gigantescas colmeias, onde cada ser ocupará um módulo cristalino captador de energias provenientes dos planos matéria-espírito, da dimensão vegetal, ígnea, aquática, aérea, terrena, mineral e cristalina, que inundarão o interior do módulo com energias as mais diversas possíveis.

O mental do ser, ligado ao mental planetário, responsável pelo ciclo humano da evolução, é dotado de um magnetismo de padrão humano, e começa a absorver as energias oriundas de diversas dimensões. Após "processá-las" em seu interior (dentro do mental), dota seu corpo energético de um campo magnético que captará uniformemente as energias e dará início à formação do revestimento plasmático, que no espírito humano chamamos de corpo plasmático (corpo astral).

Uns o chamam com outros nomes, mas nós o chamamos assim por entendermos que esse revestimento é a cristalização de diferentes energias amalgamadas, cada uma numa certa quantidade, formando um envoltório que irá sustentar o corpo energético durante todo o ciclo reencarnacionista (corpo energético é o corpo etérico).

Esse corpo (envoltório) plasmático, sofrerá alterações, pois muitas aparências o ser terá, uma vez que numa encarnação será branco, noutra poderá ser um negro, ou um amarelo, ou um vermelho, etc.

O corpo plasmático cristalizado dentro dos módulos cristalinos tem por função isolar o corpo energético e protegê-lo, impedindo que energias não afins, penetrem ou sejam absorvidas, incorporando-se ao todo energético do ser... onde o incomodariam e o desestabilizariam (O corpo astral, em seu envoltório mais externo, constituiria a tela búdica, que protege o corpo etérico).

Esse corpo plasmático envolve todo o ser energia e o torna um ser espiritual, possibilitando-lhe, quando for encarnar, que seja reduzido ao tamanho de um feto dentro do ventre materno. À medida que o corpo carnal for crescendo, o corpo plasmático o acompanhará. Ele o estará revestindo junto à epiderme, crescendo também.

E quando o ser desencarnar, no corpo plasmático ou "espiritual" estarão impressas todas as suas características "pessoais". Nem uma ruga deixará de ser visível. Uma mancha na pele (pintas, verrugas, cicatrizes, etc.) ali, no corpo plasmático, estará presente. A aparência que o ser possuía quando encarnado, irá ostentar após o desencarne.

Esse corpo também estará apto a "expressar" todos os sentimentos do ser, e caso uma doença infecciosa tenha sido a causa do desencarne, então poderemos ver no corpo plasmático ou astral, a "causa mortis". Se a causa foi um tiro, facada ou acidente violento, nele estará visível. Se foi uma morte "natural", o corpo não apresentará lesões visíveis. Também pode ocorrer deformações nesse corpo plasmático, caso o ser seja portador de doenças psíquicas.

As doenças psíquicas canalizam as energias geradas através da vivenciação de sentimentos desequilibradores, que tanto podem atrofiar quanto deformar os "’órgãos" dos sentidos do corpo energético. E isso altera o interior dele (íntimo) e deixa visível, através do corpo plasmático, que o ser sofre de perturbações psíquicas.

Tudo é possível porque o corpo plasmático ou espiritual é a aparência "externa" do ser, assim como, é uma tela refletora do seu "interior".

No plano material, porque o corpo físico não é plasmável, um ser pode alimentar certos vícios (ódio, inveja, ambição, volúpia, etc.), e tudo estará oculto. Mas assim que desencarnar, esses sentimentos negativos "explodirão" com intensidade e o deformarão, deixando visível as suas viciações, não mais ocultáveis. O corpo plasmático ou espiritual do ser, mostra o que vibra em seu íntimo (pensamentos ou sentimentos). Até aqui, mostramos o lado negativo.

Mas quando o ser é virtuoso, o corpo plasmático ou espiritual também é tela refletora de seu íntimo, pensamentos e sentimentos. O aura do ser torna-se irradiante, luminescente e colorido, pois cada sentimento irradiado possui uma cor que o distingue de outros sentimentos virtuosos.

Nos sentimentos negativos, o aura não é irradiante mas sim concentrador, e sua cor (tonalidade) é monocromática (cinza, preto, mostarda, rubro, etc.), mostrando-se em acordo com o sentimento negativo que o ser vivencia naquele instante de sua vida.

Não vamos inventariar sentimentos ou tonalidades positivas ou negativas. Apenas desejamos deixar claro que a tela refletora, o aura, está intimamente ligada aos sentimentos (emocional) e ao mental (corpo plasmático).

A tonalidade determina se o sentimento é positivo ou negativo, e qual a sua intensidade. Já a aparência, mostra o estado em que se encontra o mental (se positivo ou negativo) e o estado do corpo energético ao qual ele reveste externa e internamente.

Esse corpo plasmático pode sofrer deformações acentuadas, mas caso o ser venha a ter suas faculdades mentais (psique) reequilibradas, ele (o corpo plasmático) também será regenerado, e deixará de ostentar o que o ser já não vivencia em seu íntimo.

É por isso que pessoas que desencarnam em idades avançadas, mas com a psique equilibrada, com pouco tempo no lado espiritual já começam a rejuvenescer sem que se apercebam. Os sentimentos que vibram as predispõe a externarem a beleza interior (nobreza, virtuosismo).

O inverso também ocorre, e acontece de pessoas jovens no plano material assumirem aparências de anciões porque sentiam-se velhas, cansadas ou incapazes de vivenciar a vida com "jovialidade".

O plasma que forma o corpo plasmático ou espiritual só é formado dentro dos módulos cristalinos, localizados nos domínios dos senhores orixás responsáveis pela evolução natural, e também pelo ciclo reencarnacionista da evolução: o estágio humano.

Todos seguimos estágios bem definidos, nos quais evoluímos e vamos incorporando qualidades e atributos que em nós, os seres espiritualizados, culminam com nosso ciclo reencarnacionista, onde nossa consciência humana será despertada em todos os sentidos (fé, amor, razão, conhecimento, etc.).

E só quando o arco-íris sagrado estiver irradiante (visível) em nossa coroa de luz, é que estaremos aptos a adentrarmos no estágio seguinte da evolução, pois aí já não seremos seres espirituais, mas sim, seres "angelicais".

A VISÃO DO FUTURO E A CONDUÇÃO DA VIDA PRESENTE

Dois pedreiros colocavam tijolo sobre tijolo, numa construção. Perguntou-se a um deles, o que ele estava fazendo. - Estou fazendo uma parede, afirmou. O segundo, quando perguntado, respondeu, cheio de orgulho: - Estou construindo uma catedral!

Apesar das tarefas serem iguais, os resultados foram completamente diferentes. Você não acha?

Esta é uma história que costumo contar a respeito da visão do nosso próprio trabalho, da dimensão nosso labor e do que estamos fazendo das nossas vidas, que diferença estamos fazendo para o país ou para o nosso planeta? Estamos trabalhando para nós mesmos ou estamos trabalhando para um país melhor, para um mundo melhor?

Um homem muito sábio seguia pela beira da praia quando divisou a uma certa distância um vulto que lhe pareceu estar dançando. A idéia de alguém dançando na praia lhe pareceu interessante e ele buscou aproximar-se. Verificou tratar-se de um jovem com uma atitude peculiar. O que lhe parecia um bailado era na verdade um conjunto de movimentos que o rapaz fazia para abaixar-se, pegar estrelas-do-mar e atirá-las de volta ao oceano. O sujeito achou a atitude curiosa e inquiriu ao rapaz: - "O que fazes?" - "Jogo estrelas de volta ao mar.." - foi a resposta dele. - "Talvez devesse ter perguntado por quê o fazes..." - continuou o homem com um ar de deboche. - "É que o sol está a pino e a maré está baixando, se não as atirar elas morrerão ressecadas" - retrucou. - "Mas que ingenuidade! Você não vê que há quilômetros e quilômetros de praias e nelas há milhares e milhares de estrelas! Sua atitude não fará diferença." O jovem abaixou-se, pegou uma estrela e cuidadosamente a atirou de volta ao mar, seguindo o seu peculiar procedimento. Em seguida voltou-se para o homem e disse: - "Para essa aí fez diferença..." - O homem ficou muito pensativo sobre o que ocorrera e naquela noite não conseguiu dormir pensando nas palavras do jovem. No dia seguinte levantou-se, vestiu suas roupas, foi até a praia e começou com o jovem a atirar estrelas no oceano.

A história tem uma reflexão importante. O que o jovem tinha de diferente era a sua opção de NÃO ser mero observador do universo, mas AGIR nele, modificá-lo de alguma forma. E concluindo, "... uma visão sem ação é um sonho. Ação sem visão é passatempo. Mas se aliamos nossas visões a nossas ações faremos diferença no universo."

Allan Kardek, em Obras póstumas, no capítulo sobre A VIDA FUTURA diz: "O homem não se preocupará com a vida futura senão quando vir nela um fim claro e positivamente definido, uma situação lógica, em correspondência com todas as suas aspirações, que resolva todas as dificuldades do presente e em que se lhe depare coisa alguma que a razão não possa admitir. Se ele se preocupa com o dia seguinte, é porque a vida do dia seguinte se liga intimamente à vida do dia anterior; uma e outra são solidárias ; ele sabe que do que fizer hoje depende a sua posição amanhã e do que fizer amanhã dependerá a sua posição no dia imediato e assim por diante. "Tal tem de ser para ele a vida futura, quando esta não se mais achar perdida nas nebulosidades das abstrações e for uma atualidade palpável complemento necessário da vida presente, uma das fases da vida geral, como os dias são fases da vida corporal. Quando vir o presente reagir sobre o futuro, pela força das coisas, e, sobretudo, quando compreender a reação do futuro sobre o presente; quando, em suma, verificar que o passado, o presente e o futuro se encadeiam por inflexível necessidade, como o ontem, o hoje e o amanhã na vida atual, então suas idéias mudarão completamente, porque ele verá na vida futura não só um fim, como também um meio; não um defeito distante, mas atual. Então, igualmente, essa crença exercerá sem dúvida, e por conseqüência toda natural, ação preponderante sobre o estado social e sobre a moralização da Humanidade. Tal o ponto de vista donde o Espiritismo nos faz considerar a vida futura."

A visão que temos do futuro é determinante para o modo como conduzimos nossas vidas. Cada uma das nossa atitudes mantém-se com ou sem coerência na medida em que tornamos claro, para nós mesmos, qual o caminho que pretendemos trilhar, com que fim desejamos seguir.



SIGA O SONHO MAS CAIA NA REAL

Hoje, alguém muito especial para mim resmungou e resmungou o quanto a vida a pressionava.

- Te contei que neste final de ano, tive que fazer opções pelas matérias na faculdade já para o próximo ano? Que tive que escolher também o trabalho que devo entregar ao final do próximo ano? Acontece que as matérias que eu realmente gostaria de fazer, bem como os professores que gostaria de ter, estão todos no período da manhã, e eu tenho que estudar à noite. Eu tive que escolher as matérias que eu gosto em segundo lugar. Eu não queria nada disso.

- O trabalho que eu estou fazendo não me agrada, pensei que mudando de chefia, a coisa ia melhorar mas está tudo ruim, parece que só piorou. Meus pais querem me obrigar a trabalhar num serviço que eu não gosto, num emprego que eu não quero. Bem que poderiam pagar a minha faculdade, assim eu poderia ficar só estudando, no horário que eu quisesse... Eles são culpados de tudo de errado que acontece comigo. Por isso eu não sou feliz.

- Quantos anos você tem, mocinha, 21, 22 anos? Seus pais podem pagar a sua faculdade?

- Não, na verdade não podem. Mas bem que poderiam...

- Você já ouviu falar na história do Ali Babá e os 40 ladrões? Ali Babá era um lenhador que cantava enquanto trabalhava:

Não foi esse o batente que eu sempre quis,

Mas parece que até já me acostumei,

Pum, pum, pum, pum,

Eta machado danado,

Não foi esse o batente que eu sempre quis,

Mas eu vivo contente e feliz,

Pum, pum.

O restante da história não interessa muito e nem vem ao caso, porque parece-me que é muito mais um problema de atitude perante a vida. Ele estava lenhador, ele não era lenhador.

Diz a sabedoria do irmão de estrada que : "Não tenho tudo o que quero, mas amo tudo o que tenho.". CAIA NA REAL. Viva o dia de hoje, perceba que cada coisa que você faz hoje, você está se preparando para o seu futuro. Se você briga com o mundo hoje, você estará cansada demais quando o seu futuro chegar e assim você não terá nem fôlego nem prazer quando alcançar a sua meta. PEGUE LEVE. Aceite mais as coisas como elas são pois elas não são a sua meta. Elas são parte do caminho para a sua meta. Harmonize-se.

Você mocinha, acha que o mundo lhe deve algo? O mundo não lhe deve nada! Pergunte-se o que você deve para o mundo.

Existe uma Lei Universal, a Lei da Reciprocidade que diz: somente no dar é que pode residir o verdadeiro receber. Em outras palavras, Ninguém colhe o que não plantou, Mas aquilo que semeou, colhe até o último grão.

O que é que você já deu para o Universo? Você já plantou algo que está na hora de colher? O que você está plantando agora?

Ainda ontem, o sr. Schürmann, aquele homem que, viajou durante dez anos, com a família pelo mundo todo, agora em outra viagem, disse numa entrevista pela Internet, a bordo do Aysso, o seu veleiro, a respeito do sonho: "É uma questão de seguir o seu sonho e buscar novas fontes de renda para sustentá-lo."

Se você tem um sonho, que é seu, verdadeiramente seu, SIGA-O, da mesma maneira como o sr. Schürmann segue o dele, e não crie pesadelos para aqueles que a cercam. Tenha portanto, a coragem de seguir o seu sonho. Siga a sua intuição, se você estiver se sentindo bem, é porque você está certa, no caminho certo. Se o seu peito apertar, começar a doer, é porque o caminho está errado. Criar desarmonias e rebuliços, significa plantar o que não vamos querer colher mais tarde.

A visão que temos do futuro é determinante para o modo como conduzimos as nossas vidas. Cada uma das nossas atitudes mantém-se com ou sem coerência, na medida em que tornamos claro, para nós mesmos, qual o caminho que pretendemos trilhar, com que fim desejamos seguir.



Pois, "... uma visão sem ação, é um sonho. Ação sem visão, é passatempo. Mas se aliarmos nossas visões às nossas ações, faremos diferença no Universo."

LIÇÃO DE HUMILDADE

Servos Inúteis - Extraído do livro "Sabedoria do Evangelho"

Prof. Carlos Torres Pastorino

Após os trabalhos de atendimento apométrico, o Dr. Lacerda sempre dizia: - SOMOS SERVOS INÚTEIS. A explicação que o autor de "Minutos de Sabedoria", fez sobre o assunto, é uma lição de humildade e me esclareceu profundamente a lição de humildade pregada pelo Dr. Lacerda, com amor, com o seu jeito carinhoso de "Apometra de Bagé" (alusão ao fato do Dr. Lacerda ser gaúcho).



"Qual de vós, tendo um servo arando ou pastoreando, lhe dirá ao vir ele do campo: vem já, reclina-te (à mesa)? Mas não lhe dirá: Prepara o que cearei e, cingindo-te, serve-me, enquanto como e bebo, e depois tu comerás e beberás . Acaso agradecerá ao servo porque cumpriu as ordens? Assim também vós, todas as vezes que tiverdes cumprido todas as ordens, dizei: somos servos inúteis, fizemos o que devíamos fazer". Lucas 17 : 7-10

O caso do servo fiel refere-se, evidentemente, a um escravo cujo tempo integral deve estar à disposição de seu senhor, já que o assalariado dispõe para si de todas as horas, antes e após o serviço contratado.

O exemplo trazido parece demonstrar uma pessoa que só possuía esse servo para todo o serviço.

Embora pareça mais "humano" que o servo fosse primeiramente comer e ter rápido repouso após a estafa do campo, o fato aqui comentado é uma lição que precisa ser interpretada como alegoria de outra realidade mais alta. Tanto assim, que em Lucas (12 : 37) dá-se até o exemplo contrário: o servo, que o senhor encontra vigilante, é servido pelas mãos de seu senhor, com alegria e gratidão.

A única explicação necessária é quanto ao servo "cingir-se". O trabalho pesado no campo era realizado pelos servos totalmente nus ou com pequena tanga, a não ser no sol escaldante do verão, quando então vestiam uma túnica larga, enfiada pelo pescoço, com um turbante à cabeça. Ao terminar o trabalho, entravam em casa, em qualquer época, com a túnica esvoaçante, que não se adaptava, porém, a serviços domésticos . Para realizá-los, ou para sair à rua (vol. 3o., pág. 80) amarravam um cordel à cintura ("cingiam-se"), para que os movimentos fossem facilitados.

Lição das mais belas.

O Senhor do Mundo. por meio de Seus discípulos graduados, os Mestres de Sabedoria, governa larga rede de Adeptos, Iniciados, Discípulos aceitos e Discípulos em provação, conscientes ou inconscientes de suas ligações; e isso em todos os setores religiosos, filosóficos, políticos, industriais, comerciais, artísticos, na medicina, na engenharia, no jornalismo, em todas as profissões, mas especialmente no magistério de todos os graus. Através dessas criaturas, são executadas as tarefas necessárias à recuperação da humanidade e do planeta, para que tudo evolua dentro dos planos do Grande Concilio.

Assim, todos os que estão conscientes das tarefas que lhes foram cometidas e das obrigações que assumiram voluntariamente, são como escravos que se venderam, para dedicar-se à obra em regime de tempo integral, dia e noite, abandonando, se necessário, família, afazeres, negócios, posses particulares, de forma a que nenhum minuto seja dedicado a outros interesses. O serviço, para quem quer que entre para a Fraternidade, tem que ser total e desinteressado, constante e contínuo, alegre e despreocupado dos frutos que nos não pertencem: todo o fruto do trabalho do escravo pertence a seu senhor, de direito e de fato. Todas as horas são absorvidas pelo trabalho assumido, não havendo desculpas para interrupções nem afrouxamentos, sob pena de desligamento automático da Fraternidade à qual espontaneamente nos filiamos, levados pelo amor altruísta de AJUDAR aos outros sem pensar em nossa personagem transitória e deficiente.

Quem não coloca a obra acima da personalidade, em TODOS os aspectos, não pode ser "discípulo". Por isso existe o "discípulo em provação", assim chamado durante o tempo em que é experimentado, para ver se realmente é desinteressado (não apenas monetariamente, mas em todos os sentidos), se é capaz de sacrificar emprego, família, comodidade, sono, alimentação, tudo, em beneficio e para servir à obra. Essa "provação" dura, em cada existência, cerca de sete anos. Findos estes se as provas não foram de fato concludentes, mais sete anos são acrescentados, numa segunda e última oportunidade, para verificar-se a possibilidade de ingressar na Escola como "discípulo aceito". As lições verdadeiras chegam-nos desde a mais remota antigüidade. O Antigo Testamento já nos ensinara que assim ocorre, narrando um fato com valor simbólico.

Observemos, inicialmente, o significado dos nomes. LABÃO quer dizer "branco, brilhante", e representa o Mestre Hierofante e Iniciador. JACOB exprime "o suplantador, ou vencedor" das provas. LIA (Le'ah) quer dizer "cansado, falta de forças". E RAQUEL (Rahhel) significa "cordeiro ou ovelha". Analisemos, agora, os fatos como se passam.

Jacob pretende Raquel (o Cordeiro era o signo daquela era, isto é, o máximo da evolução) e Labão, o Mestre, exige que ele "sirva" na escola durante sete anos. Findos os quais, não lhe dá Raquel, porque o pretendente não alcançara o grau necessário, mas, antes sente-se "cansado" (recebe Lia, em lugar de Raquel). Fica resolvido, então que "servirá" mais sete anos. E vence (é "o vencedor, o suplantador" das provas) neste segundo período, recebendo então como troféu de vitória, a Iniciação (Raquel).

Ainda hoje, essa é a técnica. A isso nos submetemos todos, consciente ou inconscientemente, nas personagens atuais. As oportunidades são-nos dadas, para demonstrar que conquistamos a humildade, ouvindo o que não nos agrada e sorrindo, sem magoar-nos; o desprendimento total, estando prontos a renunciar a tudo o que possuímos ("Vai, vende tudo o que tens, e vem, segue-me", Luc.10:21); o amor desinteressado a todos, mesmo aos seres mais antipáticos; a constância e a continuidade no trabalho, sem esmorecimentos nem vontades de largá-lo por quaisquer motivos, por mais fortes que nos pareçam; resolução férrea de superar as provas, sobretudo as que ferem nossa vaidade pessoal e nosso orgulho profissional; e renúncia absoluta a quaisquer resultados e a quaisquer conquistas de bens terrenos, sejam eles quais forem.

Aqueles que, tendo sido admitidos a uma Escola (mesmo que tenha outro nome), após esses anos de experimentação não lograram atingir o ponto evolutivo requerido, saem por seus próprios pés, alegando que não concordam com isto ou aquilo, ou que não "se dão" com esta ou aquela pessoa, ou que não se dispõem a renunciar a seu próprio "modo de ser"(pois, dizem, sou assim).

Para alguns espíritos que realmente não são aproveitáveis, dois ou três anos de experimentação bastam para se definirem; mas a outros, que poderiam e deveriam ser aproveitados como discípulos aceitos, é dada oportunidade maior de sete e mais sete; se após catorze anos de freqüência não "modificam sua mente" (metánoia) são afastados, para não impedirem o progresso espiritual da Escola.

Os discípulos aceitos, após darem tudo o que podem no trabalho diurno, quer como "agricultores", arando o terreno sáfaro da humanidade; quer como "pastores", levando ao pasto do conhecimento, à alimentação do ensino espiritual, as almas famintas e sedentas da Verdade; devem ainda, antes de relaxar-se no suspirado repouso, cingir-se a cintura e ir, durante a noite, em corpo astral ou mental, preparar a ceia e servir a seu Mestre, para que, com a aproximação propiciada pela ajuda amorosa e dedicada, aumentem cada vez mais seu conhecimento da Verdade.

Para estas tarefas, requer-se obediência cega: sacrifício pessoal do repouso; abandono a segundo plano de qualquer interesse, mesmo "justo" no mundo, se estiver fora do trabalho ordenado pelo Mestre ("não podeis servir a dois senhores, a Deus e às riquezas". Lucas 16 : 13); requer-se a superação da vontade própria pessoal, em benefício da vontade do Mestre; a energia controlada nos momentos de perigo, para que as ordens do Senhor sejam cumpridas, mesmo que isso signifique rompimento dos laços sangüíneos de parentesco ou de amizades antigas e arraigadas; a isenção de ânimo para, sem titubear, colocar os interesses da obra acima dos seus; a fortaleza de mente para não se ser afetado minimamente pelas palavras ou julgamentos alheios, pelo que os outros "possam dizer"; o equilíbrio para continuar no trabalho sem perturbação, mesmo entre as grandes perturbações, que jamais deverão desnortear a mente do discípulo.

E tudo isso, terá que ser realizado sem que a emoção (animalismo) se intrometa, para que não haja atuação de vínculos menos nobres; embora classificado de "frio" e "sem sentimentos", o discípulo tem que alimentar em si mesmo o sentimento puro e espiritual do perdão e do amor, os quais, entretanto, não podem interferir nas decisões que forem "ordem superior'', para resguardar a programação prevista no desenvolvimento do trabalho.

Se tudo isso for feito, e depois que tudo isto tenha sido feito, não merecemos nenhum agradecimento de nosso Mestre: fizemos o que tínhamos que fazer e, portanto, somos servos "inúteis".

Pode argumentar-se que, de fato, tivemos alguma utilidade no desenvolvimento do trabalho. Mas o ensino é dado para que nos convençamos da realidade: qualquer outro faria o mesmo ou melhor que nós. Nós ainda temos que agradecer a honra que nos é conferida, de poder trabalhar para tão grande Senhor! Somos "inúteis", pois apenas cumprimos ordens, mas nada acrescentamos de nosso, Em comparação grosseira, digamos que duas pessoas se apresentem a um Banco, com certa importância na mão. A primeira vai quitar um empréstimo. Apesar de ter dado lucro ao estabelecimento, é "inútil" para o real progresso do Banco e não merece agradecimentos: cumpriu sua obrigação. O segundo é depositante novo, que confia sua conta à casa de crédito: esse sim, será útil, e merece a gratidão do banqueiro. Nesse exemplo verificamos quanto somos realmente "inúteis": estamos pagando empréstimos que fizemos, e não trazendo lucros extraordinários.

Anotemos que a palavra "inútil", em grego (achreíos) talvez fosse mais bem traduzida por "não-útil".

Se profundamente, em nossos corações, tivermos essa convicção, poderemos continuar colaborando com a Grande Fraternidade, porque apagamos nosso personalismo vaidoso e estamos "à disposição" de nossos Mestres e Senhores.

Neste ponto, acrescentemos uma observação.

Passa-se exatamente o mesmo nas relações entre a personagem e a individualidade, entre o pequeno "eu" e o EU verdadeiro, entre o espirito com um nome e o Espirito, cujo nome está no Livro da Vida. Nenhum direito a agradecimentos tem a personagem por ter cumprido seu dever de colaborar na evolução do EU; nenhum repouso lhe cabe, até que seu dever tenha sido

integralmente cumprido; o regime não é de "assalariado" com tempo pré-fixado para a tarefa, mas de escravidão, com tempo integral dedicado ao Espírito. Não há férias, nem feriados, nem repouso remunerado: tudo para o Espirito, do Espírito e no Espirito.

Cumpramos nosso dever, sem buscar repouso, nem conforto, nem férias, nem divertimentos, prazeres, recompensas: a VIDA é superior à vida, o menos cede ao mais, o menor serve ao maior, a personagem só existe para que a Individualidade possa operar no planeta. Se esta é sua obrigação, deve ser cumprida à risca, com todo sacrifício. E no final de sua carreira, saibam nossos intelectos manifestar-se sinceramente: somos servos inúteis, fizemos o que devíamos fazer".

O Mundo Astral

Introdução

Torna-se importante termos idéia maior da nossa verdadeira pátria espiritual, do lugar para onde voltamos após a morte, ou ainda, para o lugar para onde vamos quando dormimos. Esses locais, criados de acordo com os erros humanos, nos atraem, como imensos magnetos, conforme a nossa vibração.

Compilamos algumas informações que descrevem esse mundo, a sua constituição, o que podemos encontrar por lá, e através disso, agirmos de maneira mais consciente na superfície da Terra, enquanto acreditamos que estamos acordados, assim também saberemos atuar de maneira acertada, imaginando se estamos agindo por nós mesmos ou o quanto estamos sendo influenciados por amigos do Astral porque, de qualquer maneira, saberemos que temos responsabilidade sobre os nossos atos, mesmo que influenciados e inconscientes.

"ORAI E VIGIAI", vivendo conscientemente.

Os Diversos Tipos de Matéria

Adaptado de "O Livro do Juízo Final", de Roselis Von Sass,

editado por Ordem do Graal na Terra, Caixa Postal 128, 06801-970 - Embu - SP

Definimos aquilo que vemos e tocamos, o próprio Planeta Terra, como, matéria grosseira.

A primeira camada que circunda estreitamente a Terra, consiste de matéria grosseira mediana. Esta camada é de dimensões reduzidas em comparação com as extensões dos mundos de matéria fina que aí se seguem. Tão logo um espírito humano deixe seu corpo terreno, após a morte, encontra-se numa camada de matéria grosseira mediana.

Os mundos de matéria fina foram divididos em diversas camadas. As camadas mais elevadas, onde se encontram as Ilhas da Ressurreição, permanecem reservadas aos espíritos humanos ligados à Luz, e nas camadas situadas mais embaixo encontram-se os submundos, também chamados planos de espera, servindo temporariamente de estada para as incontáveis almas humanas carregadas de Karma. Dos limites dos submundos de matéria fina, em direção para baixo, começa, por sua vez, uma matéria fina de espécie diferente. Surgiram as regiões dos sofrimentos, dos horrores e da decomposição. Tais regiões, devido ao errado querer dos seres humanos, afastado da Luz, tornaram-se o inferno.

Longe, além das regiões da desintegração e completamente separado delas, encontra-se o grande reino de Lúcifer. É um reino, cuja constituição vai muito além da capacidade de compreensão dos seres humanos.

O Mundo Astral

Visto de cima, o mundo astral de matéria mais fina parece um gigantesco planeta envolvendo estreitamente a Terra. Tão estreitamente que o globo terrestre, em relação ao tamanho do mundo astral, assemelha-se a um pequeno caroço envolvido por enorme fruta.

Pode ainda ser expressado de outra maneira. A Terra encontra-se tão estreitamente cingida pelo mundo astral de matéria mais fina, que não se percebe onde um termina e o outro começa. Todo aquele que deixa a Terra ou aquele que para ela se dirige, a fim de se encarnar, tem que atravessar esse mundo astral que envolve a Terra como um segundo planeta. Representa uma espécie de estação de passagem, e simultaneamente um lugar de estada, para todas as almas humanas encarnadas na Terra, que durante o sono se desligam de seus corpos terrenos.

Do ponto de vista paisagístico o mundo astral é semelhante à Terra. Existem montanhas, mares, rios, lagos, e também cidades e aldeias, bem como navios, automóveis, aviões, etc... Nem podia ser de outra maneira, pois a Terra de matéria grosseira é apenas uma cópia dos mundos de matéria mais fina que já existiam anteriormente.

As delimitações entre a Terra e esse mundo de matéria mais fina, que a envolve, não podem ser estabelecidas, uma vez que na realidade não há limites. Para melhor compreensão, citemos um exemplo: uma senhora já meio adormecida, ouve vozes. Ao mesmo tempo, percebe que no mesmo quarto, perto de si, se encontram ainda mais outras pessoas.

Aquela senhora não sabe que ela verá essas pessoas tão logo esteja completamente adormecida e sua alma possa se desprender. Tampouco pressente que está ligada a essas pessoas por fios do destino.

Portanto, essa senhora ouviu vozes no mesmo quarto onde adormeceu. Isso é perfeitamente natural, pois no mesmo lugar onde se encontra a sua morada terrena, encontra-se também uma outra casa de espécie fino-material pertencente ao mundo de matéria mais fina que envolve a Terra. Como sabemos pela Mensagem do Graal, não há uma separação entre o Aquém e Além. O ser humano chama Além, tudo aquilo que não pode ver e que se encontra fora de sua capacidade visual.

Não deixa de ser extraordinariamente difícil descrever, mesmo de maneira aproximada, para que os leitores possam ter uma impressão correta, as condições desse ambiente mais fino da Terra e que está tão estreitamente ligado à humanidade.

Preliminarmente vamos observar a vida de um médico que escolheu esta profissão baseando-se exclusivamente em motivos intelectuais, não obstante, segundo o querer intuitivo de sua alma, desejasse ser fazendeiro, comerciante, ator, aviador, artesão ou ter qualquer outra profissão. Durante a noite, sua alma, ao desligar-se do corpo terreno, procurará no mundo de matéria fina, atividades que com toda a certeza estarão em absoluto contraste com a profissão de médico.

Já outras pessoas, por exemplo, que teriam preferido estudar medicina, mas que não tiveram condições materiais de o fazer, tratando-se de criaturas humanas boas, no seu querer, influenciado pelo espírito, encontrará realização no fino mundo astral. Terão a oportunidade de aprender a arte de curar e simultaneamente auxiliar outras almas humanas.

Não obstante tratar-se, no segundo exemplo, de pessoas relativamente boas, evidencia-se, por outro lado, que faltou a essas criaturas a indispensável energia para criar para si as possibilidades de estudo. Portanto, também aqui se demonstra a discrepância existente entre a vontade intuitiva do espírito e da alma, e a vontade do raciocínio que se encontra preso à Terra. É uma discordância que acarreta insegurança e descontentamento!

Especialmente trágicas manifestam-se as condições desarmoniosas na vida conjugal, pois a maioria dos casamentos são uniões que foram concluídas por considerações do raciocínio. A essas considerações do raciocínio pertence também a embriaguez dos sentidos, chamada "amor", na qual a atração física mútua representa um grande papel. Tais uniões matrimoniais são trágicas por não terem sido contraídas por amor puro, faltando-lhes conseqüentemente a ligação espiritual que une ambos os contraentes de um matrimônio. Suas almas são estranhas uma a outra. Não se conhecem, quando à noite, durante o sono de seus corpos físicos, se encontram no mundo astral.

Cada qual trilha seus próprios caminhos. Sentem-se atraídos para as almas humanas que correspondem mais a sua essência intima do que aquela do seu cônjuge terreno. Procurarão e encontrarão outros companheiros. Cada um pode facilmente imaginar que tal "vida dupla", não contribui para a harmonia e o fortalecimento do casamento contraído na Terra. Pelo contrário! Disso resultam conflitos imprevisíveis que são devidos, essencialmente, ao fato de os casamentos terem sido contraídos sob bases falsas. Decepções, infidelidades e indiferenças constituirão o séquito invisível de cada união errada.

Sexualidade

Mencionaremos ainda aqui, que nos mundos de matéria fina não existe a sexualidade. Esta pertence à matéria grosseira. É ligada somente aos corpos físicos. Nos mundos de consistência mais fina, portanto também no mundo astral que circunda a Terra, os espíritos e conseqüentemente também as almas, podem sentir intuitivamente apenas o puro e legítimo amor, que aliás é proporcionado somente àquelas que ainda possuem uma ligação com a Luz, pois o amor é uma dádiva da Luz!

O corpo feminino de matéria grosseira, que devia irradiar graça e transmitir puro amor espiritual, serve hoje unicamente como objeto de exibição e chamariz excitador dos impulsos e instintos mais baixos. A moda aparentemente inócua das calças apertadas, das saias curtas, dos biquínis etc. ... que encontrou uma divulgação tão ampla no mundo feminino ... tem, no mundo astral, conseqüências trágicas. Nenhuma mulher pode imaginara que maus tratos está exposta no mundo astral, durante o sono noturno, se acompanhar uma moda que somente tem a finalidade de concentrar todos os olhares no corpo feminino.

As almas femininas ao se separarem de seus corpos grosso-materiais, durante o sono - fato que sempre ocorre - encontram-se completamente nuas no mundo astral, de acordo com seu "mais íntimo desejo".

Fora da matéria grosseira não há mais barreiras do raciocínio! O ser humano tem de mostrar-se como é! Cada ser feminino que acompanha prazerosamente toda a moda indecente, tem de apresentar-se nu no mundo astral, pois é seu desejo mais íntimo expor o mais que pode de seus atrativos! No ambiente mais fino da Terra todos os desejos se concretizam imediatamente...

É difícil descrever o que se passa no mundo astral, quando legiões de criaturas humanas femininas se apresentam nuas. Geralmente são perseguidas pelas ruas por um bando de homens, como caça livre e, quando alcançadas, são maltratadas de tal forma que mal pode ser descrito ...

Na Terra, de acordo com o instinto sexual terrenal, o corpo feminino nu atua de modo estimulante sobre os sentidos. Em todos os mundos mais finos, isto é, fora da matéria grosseira, dá-se o contrário, pois um instinto sexual como o apresentado na Terra, ali não existe! As relações amorosas ali são diferentes. Conseqüentemente, um corpo nu não tem efeito atrativo, mas sim, repelente. Apenas desperta instintos de brutalidade e violência entre os bandos de homens... com chicotes, pedras, espinhos e sujeiras são perseguidas as criaturas nuas, em fuga ... Tais bandos de homens manifestam-se assim como possessos, no entanto, apesar de sua crueldade, eles são na realidade apenas figuras cômicas, pois na Terra, quando em seus corpos carnais, apoiam as modas femininas imorais, já que elas vêm ao encontro de seus desejos mais ocultos...

Mesmo as meninas em idade infantil são vestidas hoje de tal modo que desde pequenas atraem para si inúmeros olhares e desejos do mundo masculino...

A fim de que não haja erros, mencionaremos aqui que as almas femininas nuas, acima referidas, não se tratam de seres humanos destacadamente maus. Geralmente são criaturas superficiais e indolentes de espírito, que tudo acompanham para não serem consideradas de maneira alguma fora da moda ...

As legiões de mulheres e moças cuja missão terrenal consiste em atiçar a sensualidade de qualquer modo, como por exemplo os assim chamados "símbolos sexuais", dos filmes e teatros, bem como as inúmeras intérpretes de "strip tease" etc., não são perseguidas nem caçadas durante o seu sono terreno. Elas são evitadas por todos! As terríveis doenças de pele, que desfiguram as almas humanas dessa espécie, afugentam a todos... E são os efeitos dessa doença anímica que impele para o suicídio tantos dos tão invejados "símbolos sexuais" na Terra ...

Vícios e Pendores

Outros grupos não menos trágicos são aqueles constituídos pelos habituais jogadores, beberrões, fumantes, etc. ... Cada um que traz em si qualquer vício, quando a alma se desliga do corpo terreno durante o sono, é imediatamente recebida por inúmeras outras almas entregues ao mesmo vício. Fica à mercê dessas almas, pois são sempre muitas. Elas arrastam-no de um grupo para outro e sempre para aqueles que tem o mesmo pendor ou vício. As mesmas almas, que se aglomeram em sua volta durante o sono, também não o deixam sossegado durante o dia. Penduram-se nele e, literalmente falando, e estimulam continuamente o desejo ou a ânsia de entregar-se ao vício ou pendor, a fim de que também elas possam desfrutá-lo. Só quando o respectivo ser humano terreno abandonar o seu pendor é que os do Além também o abandonam. Não mais encontrando apoio nas proximidades do viciado, são então obrigados a procurar uma outra vítima.

Mistificações

No mundo astral que circunda a Terra vêem-se também, por toda a parte, igrejas, edifícios similares e barracões que estão sempre superlotados de massas humanas. É um contínuo vaivém e entre eles muitos estão orando, cantando, chorando ou gritando. Jesus, Maria, vários santos, papas e até antigos profetas, constituem a força de atração desses lugares. Todos eles, inclusive Jesus, são representados por almas humanas, possuidoras de aptidões artísticas e teatrais. Atrás desses atores espreitam espíritos das trevas. Tão logo um dos atores não mais preencha a sua incumbência de imitação a contento deles, é derrubado do pedestal onde se encontra e imediatamente outro ocupa o lugar vazio. Todas essas imitações são péssimas. Causa estranheza, aliás, que nenhuma das muitas criaturas humanas reconheça a fraude.

Aqui na Terra, os médiuns dos círculos espíritas sempre afirmam que o próprio Jesus fala para eles ... na realidade, esses médiuns enganados avistam apenas impostores que imitam todas as figuras que a humanidade deseja ver e ouvir.

Também nos barracões que podem ser vistos por toda a parte encontram-se sobre pedestais algo cambaleantes, os inúmeros falsos profetas que do mesmo modo que na Terra, prometem proporcionar às almas atacadas por doenças, auxílios para todas as suas vicissitudes. Também esses não passam de impostores. As almas humanas que procuram e esperam auxílio deles, contêm, todas elas, apenas espíritos adormecidos. Espíritos alertas nunca esperariam poder ficar livres dos múltiplos males, mediante a simples colocação das mãos dos médiuns, orações curadoras e outras práticas mais... sem que antes eles próprios se modifiquem. Pessoas que solicitam auxílio dessa natureza, vistas de um plano superior, são consideradas como mendigas.

Além dessas compactas massas humanas que se aglomeram como rebanhos, vê-se ainda uma quantidade de grupos menores, empenhados em disputas e odiosos conflitos que em seus corpos de matéria grosseira tinham que ser reprimidos.

Todo o mal se efetiva de modo muito mais intenso no imediato ambiente mais fino da Terra. Com isso, porém, não deve ser esquecido que esses acontecimentos descritos dizem respeito às almas humanas que ainda se encontram encarnadas em corpos terrenos, participando dessas vivências apenas durante o sono. Somente depois da morte terrena é que se tornará trágico para essas almas humanas com seus espíritos adormecidos.

Os Centros de Ensino

Finalizando, devemos voltar ainda mais uma vez às regiões da paz já mencionadas anteriormente, que sobressaem em luminosas beleza, do ambiente lúgubre de matéria fina que envolve a Terra. Essas regiões da paz são na realidade regiões de proteção que foram separadas da parte restante do mundo astral, isto é, que tinham de ser separadas, por obstáculos naturais como rios caudalosos, vulcões, montanhas, vales profundos e pântanos, desde que muitos milhões de almas humanas se tornaram instrumentos servis de espíritos renegados, transformando assim o mundo outrora maravilhoso de matéria fina, num lugar de pânico e horror. As fronteiras naturais de proteção adaptam-se perfeitamente às formações topográficas da região correspondente. As passagens que conduzem às regiões da paz através dessas fronteiras, são difíceis de se encontrar e são muito bem guardadas. Foram protegidas a partir do momento em que hordas malévolas de almas femininas e masculinas, depravadas e doentes, penetraram nos salões da arte, turvando a atmosfera com seus fétidos miasmas de decomposição.

Atrás da linha fronteiriça abre-se um mundo de saber e de beleza. Ali se encontram escolas que dizem respeito à ciência espiritual, às artes, à arte de curar, ao artesanato, à ciência especial dos reflexos visuais (ciência que aqui na Terra encontra sua expressão no campo da arte e da técnica fotográfica), escolas onde são mostrados o saber e a estrutura da Criação, assim como a composição da matéria.

Um lugar de acentuado relevo ocupa o filme, e isso em todas as regiões da paz. É um importante meio do sistema de ensino. O saber referente à estrutura da Criação, bem como à cooperação dos vários entes da natureza, é retransmitido somente por filmes. Igualmente, acontecimentos que ocorreram em planos superiores, bem como filmes de amor. Nesses filmes de amor trata-se sempre de duas criaturas humanas que em várias encarnações sucessivas foram reunidas pelos guias espirituais sempre de novo e por tanto tempo, até que uma delas se sobrecarregou tão pesadamente de carma, ficando assim impossibilitada de um novo encontro. Todos os filmes, qualquer que seja a sua natureza, são sempre instrutivos e fascinantes.

Os filmes do mundo astral não são produzidos por meios técnicos, e também sua apresentação não se faz em recintos escuros. A técnica também é uma dádiva do Criador a Sua criatura. Todas as conquistas técnicas ficam, porém, presas à matéria e dependem do raciocínio, igualmente preso à matéria. Os automóveis, aviões, etc ... que se observam no mundo astral são apenas modelos à maneira de maquetes. Nunca poderiam ser construídos nos mundos de matéria fina.

Infelizmente não é possível descrever nem a mínima parte das atividades nas regiões astrais de proteção. Em meio a maravilhosas paisagens com límpidos lagos, córregos e riachos, com sussurrantes florestas e com a indescritível pujança de flores, encontram-se os centros de ensino. Nas florestas amadurecem muitas e variadas espécies de frutas, que os corpos das almas necessitam como alimento.

Somente pouquíssimas almas de criaturas humanas terrenas visitam essas regiões da paz durante o sono. A maior parte desde há muito perdeu essa graça por si própria. Os corpos de suas almas estão cobertos por terríveis estigmas de doenças. Doenças que se originaram do ódio, da inveja, da desconfiança, mentira, ciúme, falta de vergonha e por toda sorte de vícios.

Encontram-se hoje nas regiões de proteção muitos espíritos humanos em preparo para uma atuação na Terra, isto é, uma atuação após o Juízo.

Também existem muitos outros que já estão ligados a crianças encarnadas na Terra, esperando até que as almas e os corpos dessas crianças tenham adquirido a indispensável madureza, para que se possa realizar a ligação espiritual. Uma vez feito isso, os espíritos e as almas podem visitar essas regiões da paz apenas à noite, durante o sono, pois o dia pertence às atividades terrenas.

Depois do Juízo na Terra, não haverá mais no mundo astral regiões de proteção separadas, porque também esse mundo estará liberto de todos os espíritos maus. E então o ambiente de matéria fina que envolve o planeta terrestre será novamente chamado, como no início dos tempos - O Mundo da Almas de Cristal - pois as almas refletirão novamente a luz de seus espíritos límpidos.

Bolsões Astrais

Adaptado de "ELE" (Meu Amigo Espiritual) ou "O ENCAPUZADO"

de Luiz Carlos Carneiro, LAKE - Livraria Allan Kardec Editora

Em desdobramento consciente, o autor é levado por um amigo espiritual, a conhecer algumas regiões no Astral, para aprender e relatar. Compilamos alguns trechos que descrevem locais que atraem espíritos que vibrem na mesma sintonia, são alertas e advertências que nos ajudam a meditar na sagrado conselho "Orai e Vigiai" do nosso Divino Mestre.

Percorríamos um deserto de solo pedregoso, avermelhado e poeirento ... Vestes coladas ao corpo por abundante transpiração ... Nem uma vegetação, por pequenina que fosse. Não havia nada, a não ser pedra e poeira. ... surgindo detrás de enorme pedregulho, uma figura humana. Despido, estava completamente coberto daquela poeira nojenta o horrendo ser, apresentando o corpo retalhado por enormes cortes, dos quais abundantemente, o sangue escorria. Nas mãos sustinha as vísceras abdominais expostas. Olhos gazeados, denotando enorme medo, voltava a cabeça, voltava a cabeça em todas as direções ... A criatura era uma chaga ambulante. Vês aquele homem? Pois saibas que corre sem rumo certo por este deserto, há mais de dois séculos... Suicidou-se. Atirou-se de um penhasco, agora, corre sofrendo as dores, sentindo-se cair no vácuo, segurando as próprias vísceras, temendo os urubus que voejam sobre si.

Vislumbrando ao longe, vários pontos que se moviam mansamente de um para outro lado. Estranhos seres, humanos, mas tal qual gado humano. Usavam as mãos e os joelhos como patas, na postura normal a qualquer quadrúpede. Estavam inteiramente nus, mugiam como bois e comiam cascalhos, fazendo escorrer pelos cantos da boca o pó misturado com a saliva. "O Vale dos Recalcitrantes" - São criaturas que, tendo várias encarnações, persistiram no erro, nada fazendo de aproveitável. Acomodaram-se tanto, que já não dão a menor atenção à sua forma. Estão tão integrados nesta vida, que oferecem drástica resistência ao grupo de espíritos que, periodicamente, os vem buscar. Foram assassinos, ladrões, escroques da pior espécie. Estão vivendo, agora, aqui, como viveram outrora, colhendo, também o que plantaram.

Na Clareira das Insaciáveis. De início percorremos terreno de plantas rasteiras, cujo porte ia aumentando à proporção que avançávamos, tornando a mata espessa de enormes e copadas árvores. De repente, estaquei espantado ao ouvir vozes em algazarra, num murmúrio crescente. Ao desembocarmos em uma clareira de algumas centenas de metros, quedei transido de horror ao deparar com as mais deprimentes cenas que meus olhos já viram - várias, desnudas todas elas, jovens, velhas e até meninas, entregavam-se à prática desenfreada do sexo, umas com as outras, fazendo tudo quanto se possa imaginar em matéria de sexo. - São mulheres infelizes que quando encarnadas, viviam apenas para o sexo, entregando-se aos prazeres mais absurdos, foram surpreendidas pela morte na prática desses abusos, razão pela qual ainda se entregam prazeirosas, aloucadas pelo desejo. Pensam estar tendo contato com homens, outras são lésbicas, outras praticam o libidinismo ou masturbação desenfreada. Todas foram surpreendidas pelo desencarne, e como em suas cabeças outros pensamentos não tinham senão sexo, continuam tal como se vivas estivessem. No reencarne, após tratamento especializado, no Astral, podem retornar, muitas vezes, com defeitos nos órgãos gênito-urinários, ou doenças crônicas nos mesmos órgãos, incapacidade de procriação, etc.

Subimos a encosta de uma cratera e, mesmo antes de atingir sua borda, eu já ouvia gemidos e gritos lancinantes. Entre os gritos, distinguia gargalhadas e impropérios, xingamentos e horríveis palavras de baixo calão. Criaturas humanas pendentes de cordas atadas a grotescas forcas, a balouçar, lugubremente, ao sabor da brisa. Suas fisionomias eram horrendas - olhos desmesuradamente abertos, rostos contraídos, línguas penduradas quase um palmo fora da boca. Vi, num horror crescente, um grupo de figuras também grotescas, cabeludas, rotas e imundas, a dançar ao redor dos enforcados, e vez por outra dar puxões nas cordas que os prendiam, fazendo-os oscilarem quais enormes pêndulos. E gargalhavam gesticulando com os punhos cerrados em direção aos enforcados, soltando tremendos palavrões. - O homem não tem o direito de atentar contra a própria vida. Se o faz, é por pensar livrar-se das responsabilidades que os avassalam, imaginando encontrar na morte o descanso, a fuga. E o que conseguem, afinal? Nada mais, nada menos que o prolongamento da agonia que sentiram ao por termo à vida. Agonia esta, que pode estender por séculos e séculos. Os que os rodeiam, são inimigos espirituais. Foram adversários em algumas encarnações e, agora, vingam-se como querem, aumentando, conseqüentemente, o sofrimento desses infelizes.

Uma cidade, ali estavam as casas, os hotéis, cabarés, cinemas, prostíbulos. - Em suas ruas, automóveis trafegavam em louca disparada, sem no entanto suas rodas tocarem o solo. Grupos nas esquinas cantavam ao som de um violão, gargalhando, de vez em quando. Às portas dos prostíbulos, onde a música ecoava, nos mais diversos ritmos, ajuntamentos formavam-se. Risadas. Barulhos de vidros quebrados, cheiro acre de álcool. Num prostíbulo, no salão apinhado de gente, estacamos junto a uma mesa. Duas mulheres e dois homens estavam bebendo, rindo elas sob as carícias dos seus companheiros, em suas partes mais íntimas. Sobrepondo o plano encarnado a este: Uma mesa, dois homens e duas mulheres. Coladas a eles, em pé, mas curvados sobre seus corpos, aquelas mesmas entidades. - Os sentados, são encarnados. Estão inteiramente dominados por estes, que são seus obsessores. São usados como cobaias, fazem tudo quanto estas mentes desencarnadas os obrigam. Assim, transmitem os prazeres para eles.

Em outra região do Umbral, casinhas toscas amontoavam-se sobre uma montanha, separadas por estreitíssimas veredas, a exemplo das favelas do Rio de Janeiro, só que essas eram de barro batido, inclusive os telhados. No alto da elevação, passamos a distinguir uma enorme construção toda de pedra, assemelhando-se a um castelo dos tempos medievais. Pairava, acima dela, enorme nuvem parda a revolver-se, sem, entretanto, deixar a posição. Partindo do sinistro prédio, gritos horrendos, como se alguém estivesse sendo torturado. Profundo fosso o circundava, na entrada, porém, a ponte levadiça estava baixada. Montando guarda, dois homens de má catadura mantinham-se vigilantes. Eram horrendos - bastante altos, barrigudos, cabelos pastosos e desgrenhados, vestiam, apenas, calças grosseiras ligadas à pele, imundíssimas.

Lá dentro, ressoavam os pavorosos clamores, agora, intercalados por gargalhadas estridentes. Todo o ar parecia impregnado de substância asfixiante. Atrás de uma pesada porta, um quarto de enormes proporções, no centro do qual uma cama estilo antigo, alta, acortinada, servia de palco a uma cena de amor - uma rapariga despida, servia de pasto a um homem (animal seria o termo apropriado), horrível, grandalhão, cabeludo como um símio. Era um espetáculo selvagem, cruento. Enquanto a possuía, esbofeteava-lhe o rosto, parando, quando em vez, para retirar uma vareta de ferro de ponta incandescente de um fogareiro situado ao lado da cama e, com ela, queimar-lhe os mamilos. Quando isso ocorria, a jovem deixava escapar os gritos que se escutavam. O monstro gargalhava ante os seus estertores.

Esta moça era dada a participar das maiores bacanais. Vivia exclusivamente para o sexo, tudo fazendo para render culto ao prazer. Desencarnou em meio a tais práticas e veio ter ao umbral. Como era reincidente, veio procurando desfrutar de novas modalidades de satisfações, encontrando-as, embora não como esperasse, pois que caiu nas mãos de um sádico. Pensava ela já ter passado por tudo quanto se relacionasse com o sexo. Agora, vê que se enganou e sofre as conseqüências deste engano.

Mais um relato doloroso: Após o violento desencarne, senti, então, como se fosse violentamente atirado em um escuro poço. Caia, rodopiando sempre, sem nunca chegar ao fundo. Tentei gritar, mas não conseguia articular nenhum som. Mãos invisíveis, frias e pegajosas tentavam agarrar-me ao longo da minha descida em meio a total escuridão.

Aos meus ouvidos, gritos e uivos horrendos, soavam, acompanhados de imprecações, além do contato viscoso a multiplicar-se em meu corpo. Dedos gelados e aderentes tentavam apertar meu pescoço, e eu me encolhia todo, apavorado, transido de medo. Ao cabo de um tempo que me pareceu uma eternidade, a descida parou, abrupta e senti o solo, se assim posso denominar o lodaçal que encobria-me os pés, atingindo quase os tornozelos. Era lama, lama gosmenta e terrivelmente fétida.

Braços estendidos para a frente, pensando evitar possível obstáculo, comecei a caminhar. O chapinhar de meus passos naquela massa nauseante provocavam um barulho ensurdecedor e no meio dele destacava-se um grito alucinante a cada passada elevando-se do charco. Em certos trechos, mãos seguravam-me as pernas, levando-me a sacudi-las, apavorado, para, em seguida, ver-me preso por outras, até que dezenas delas detiveram-me, tornando-se baldos meus esforços para livrar-me de tais garras. Perdi, então, o equilíbrio, mergulhando no lamaçal. Que mau cheiro insuportável! Vomitei, tal o meu enjôo. Recrudesceram mais intensamente os uivos e gritos aterrorizantes.

Completamente aloucado, levantei-me e comecei a correr. Corri, afundando-me mais e mais naquela lama podre. Depois de muito tempo, cansado, comecei a chorar. Sentei-me no pântano e com a cabeça entre as mãos, solucei, amargamente. Gargalhadas estouravam por toda parte...

Ali permanecem em escuridão. Não se vêem um ao outro, chafurdados na lama grosseira e podre que atapeta o chão. Gritam correm alucinados, como se apenas a um dia ou poucas horas ali estivessem, em vez de séculos inteiros. Vez por outra, um deles é retirado e submetido a torturas, ocasião em que brigam entre si a fim de disputar o lugar, pois que tem ânsia de ar puro, de claridade. E, mesmo sabendo que vão sofrer ingentes suplícios, disputam esse "privilégio". Ficam aí até que se arrependam de suas faltas, e roguem uma oportunidade, a qual, imediatamente, lhe é dada, Deus a todos ouve, o que atesta a sua suprema bondade.

O REDUTO ROMANO

Adaptado de "Zana no Reduto Romano"

de Luiz Carlos Carneiro, LAKE - Livraria Allan Kardec Editora

Galopamos em velocidade, por algum tempo, até alcançarmos uma estrada pavimentada com pedra irregulares. Devemos estar chegando - imaginei. Realmente, em uma curva, vislumbrei a cidade. Deus! Ali estava uma cidade romana. Templos, estádios e, na periferia construções menores. Tudo branco.

Adentramos a cidade. O trânsito era intenso. Homens e mulheres trajando-se como na Roma Antiga. Mercadores com seus cestos, ou tabuados repletos de frutas, hortaliças, peixes e, por aí assim.

Em primeiro lugar, devo dizer que o chefe desta clã, que se intitula filho de Calígula, proporcionalmente lembra o imperador da Roma Antiga. Ele copia em tudo os desmandos daquele. Além da orgia desenfreada, alimenta uma mente perversa. É por demais inteligente. Efetivamente, viveu, certa vez, na época de Calígula. Foi mesmo, um de seus oficiais e responsável pelo cumprimento irrestrito de suas ordens. Ordens terríveis que conduziram criaturas a sofrimentos superlativos, ceifando vidas a tantos. Quando desencarnou, praticamente sem amigos, quiçá parentes que lhe dessem a mão, e arraigado à vida carnal, juntou companheiros do tempo na carne e fundou esta colônia.

A mente do homem não sucumbe com o físico que ele animou. Ela gera energia que, manipulada pelo poder da vontade, cria a seu bel-prazer, materializando o que queira. Tudo aqui é oriundo do pensamento coletivo daqueles que verdadeiramente viveram naquele tempo. As mentes agregaram-se, criando o que se presencia. Sob a égide do mais inteligente, aquele que se arvora líder. A mesma coisa, ocorre quando um pirata, em seu galeão, seja nos séculos terrenos, XIV a XVII, perece em uma batalha. Arraigado à vivência ao veleiro, mesmo tendo seu veículo carnal sepultado no oceano, continua tripulante daquele barco. Ele cria a chamada "forma-pensamento". É isso que alguns videntes, vez por outra, registram em noites tempestuosas ou não, navegando.

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