A arte cura



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Quando eu aponto o dedo para alguém, procuro sempre olhar para a minha mão e vejo que tenho três dedos sempre voltados para mim. Assim sempre acho melhor parar e morder a ponta da língua e pensar de novo antes de apontar o dedo e completar a besteira.

Em Lucas, Capítulo 6, Versículos 37 e 38, está dito que: Não julguem os outros, e Deus não julgará vocês. Não condenem os outros e Deus não condenará vocês. Perdoem os outros, e Deus perdoará vocês. Dêem aos outros, e Deus dará a vocês. E assim vocês receberão muito, muito mesmo. Tudo o que puderem carregar ele vai pôr nas mãos de vocês. A mesma medida que usarem para os outros Deus usará para vocês.

Em Tiago, Capítulo 4, Versículos 11 e 12, diz: Meus irmãos, não falem mal uns dos outros. Quem fala mal do seu irmão ou o julga esta falando mal da Lei e julgando-a Pois se você julga a Lei, então já não é uma pessoa que obedece à Lei, mas alguém que a julga. Deus é o único que faz as leis e o único juiz.. Só ele pode salvar ou destruir. Quem você pensa que é, para julgar o seu irmão em Cristo?

Novamente Tiago nos ensina no Capítulo 3, Versículos 5 a 10: É isto o que acontece com a língua: mesmo pequena, ela se gaba de grandes coisas.



Vejam como uma grande floresta pode ser incendiada por uma pequena chama! Ela é um mundo de maldade, ocupa lugar nos nossos corpos e espalha o mal em todo nosso ser. Com o fogo que vem do próprio inferno, ela põe toda a nossa vida em chamas. O ser humano é capaz de dominar todas as criaturas e tem dominado os animais selvagens, os pássaros, os animais que se arrastam pelo chão e os peixes. Mas ninguém ainda foi capaz de dominar a língua. Ela é má, cheia de veneno mortal, e ninguém a pode controlar. Usamos a língua tanto para agradecer ao Senhor e Pai como para amaldiçoar as pessoas que foram criadas parecidas com Deus. Da mesma boca saem palavras tanto de agradecimento como de maldição. Meus irmãos, isso não deve ser assim.

PERDOAI AS NOSSAS OFENSAS

... ASSIM COM NÓS PERDOAMOS OS NOSSOS DEVEDORES,

...

ASSIM COM NÓS PERDOAMOS OS NOSSOS DEVEDORES,



Algumas vezes, pode lhe ocorrer vagamente que sem querer, você magoou alguém. Não adianta correr, ir à igreja ou ao templo, rezar ao pé do altar, pedir perdão a Deus, confessar ao padre. O melhor a fazer é ir até aquela pessoa e pedir o seu perdão e reconciliar-se assim não restarão mágoas para trás. Assim diz em Mateus, Capítulo 5, Versículos 23 e 24, Portanto, se você for ao altar para dar a sua oferta a Deus e se lembrar ali de que o seu irmão tem alguma queixa contra você, deixe a oferta diante do altar e vá logo fazer as pazes com o seu irmão. Depois volte e dê a oferta a Deus. Por oferta, podemos entender desde uma oração, um jejum até um sacrifício e por queixa, o ódio, a acusação, a dívida.

Em Mateus, Capítulo 7, Versículo 12, temos: Façam aos outros o que querem que eles façam a vocês: este é o sentido da Lei de Moisés e dos ensinamentos dos profetas.

Nós somos, os nossos mais rigorosos juizes, o remorso pelo que fizemos de errado, por termos infringido a Harmonia Universal nos conduz à auto-punição que enfim nos devolverá a Harmonia. É como se mergulhássemos num lago de águas tranqüilas, quebramos a harmonia, as águas ondulariam por todo o lago, quanto mais nos mexemos para sair da água, mais desarmonia e caos nós criamos ao nosso redor.

Assim estamos atuando erradamente em duas leis cósmicas, a Lei da Ação e a Lei da Reação também chamada de Justiça Divina



APRENDER A PEDIR

Outra história que costumo contar: Deus é tão bom, mas tão bom com a gente, que a tudo o que pedimos Ele diz SIM, Deus sempre diz SIM, e para a nossa ignorância, acabamos por pedir de maneira errada. Em João, Capítulo 14, Versículos 13 e 14, Jesus diz aos discípulos: E farei tudo o que vocês pedirem em meu nome para que o Filho mostre a glória do Pai. Eu farei qualquer coisa que vocês me pedirem em meu nome.

Quando nós pedimos PACIÊNCIA para agüentarmos determinada situação, Deus nos dá. Aí reside o problema. Como é que Ele vai saber se o tanto de PACIÊNCIA que Ele nos deu foi na medida do que nós pedimos? A maneira d’Ele saber é testando. Lá vem um teste, e a situação piora mais um pouco. Será que já é foi suficiente? E nós com a nossa estupidez, pedimos por mais PACIÊNCIA. De novo, Deus nos concede mais um pouco, e lá vem outro teste... Até que um dia, encontrei um escrito anônimo que dizia mais ou menos assim: Que Deus me conceda a coragem para mudar o que pode ser mudado, a compreensão para aceitar aquilo que não pode ser mudado e a sabedoria para distinguir uma coisa da outra. A palavra chave é: SABEDORIA. Talvez seja isso que devemos pedir a Deus, a sabedoria, e com ela virá tudo o mais, a paciência na medida exata, a coragem, a força, a persistência, a compreensão, o entendimento, e tudo o mais que precisarmos para alcançarmos a nossa realização, fazer aquilo que é a razão da nossa existência.

ORAÇÃO

Um dia me ensinaram uma oração tão simples e tão singela mas de significado tão profundo que eu gostaria de compartilhar com vocês: Jesus, eu Te quero no meu coração, entre e faça nele a Tua morada. Eu oro no Teu nome, Jesus. Digam essas palavras com muito amor, e recebam Jesus no local mais precioso da sua alma. E complementando digam: Jesus, divino mestre, perdoa os meus erros, me ampare, me oriente, me encaminhe.



Graças a Deus.

A Lição do Cristal

O cristal é um elemento da natureza. Nós, seres humanos precisamos nos ligar aos elementos naturais. Assim como nós somos diferentes uns dos outros, os cristais também são diferentes entre si, tem propriedades, energias, vibrações diferentes.

Nós não escolhemos os cristais, eles nos escolhem, sabem das nossas necessidades, daquilo que estamos precisando naquele momento. Querem portanto ficar próximos a nós e querem nos passar o que ele tem de mais precioso que é a sua energia, da mesma forma passamos as nossas energias para o cristal. Isso torna essa relação bastante pessoal. Não deixe outra pessoa tocá-lo.

Se um dia você sentir vontade de entrega-lo a alguém, entregue-o com muito carinho pois então o cristal já cumpriu a sua função com você e a outra pessoa tem necessidade da ajuda do seu cristal.

Eis a lição do cristal, mostra-nos o desapego que devemos ter com as coisas materiais, até mesmo com os sentimentos. O apego, é um sentimento que no Mundo Astral, se mostra como fios cinzentos e magnéticos que nos prendem a pessoas e objetos. Devemos transforma-los em laços rosados de amor, pois quem ama, liberta.

O cristal nos ama, pois ele nos escolheu, nos deu o que tinha de melhor, recebeu muito também, mas um dia cumpriu o que tinha de cumprir e agora deve seguir o seu caminho.

Tudo o que possuímos nos é ou foi emprestado. O nosso próprio corpo um dia nos foi emprestado, devemos cuidá-lo com muito carinho e um dia quando o dono vier buscá-lo devemos prestar contas e devolve-lo com o mesmo amor e gratidão com que nos foi emprestado.

Transcrevo a seguir, palavras de Jamiro dos Santos Filho e um conto de Malba Tahan que nos conta uma história fascinante, que reforça ainda mais a necessidade de restituirmos a Deus o que momentaneamente nos pertencia.:



As Jóias

O drama da existência humana, possui duas fases distintas que é necessário aceitarmos, para que, ao depararmos o momento, estejamos preparados e não derrapemos no desespero, que nos levará a estados comprometedores.

Essas duas fases correspondem a nossa chegada à carne e a partida, ou retorno ao plano espiritual.

... que apenas alternamos a nossa "morada na casa do Pai" até que estejamos purificados; que enfim, fomos criados com o objetivo de alcançarmos a Felicidade total, não tem motivos de se rebelar contra a vontade do Pai, quando nos leva filhos, irmãos, pais, que são verdadeiras jóias em nosso poder.

"O rabi Meir se ausentara de casa para pregar a Santa Lei a seus discípulos, e durante a sua ausência, hospedara em sua casa o luto e a desesperação. Dois de seus filhos haviam morrido quase de repente, e sua mulher petrificada pela dor, contemplava aqueles dois corpos, buscando neles, em vão, algum indício de vida. O respeito à vontade divina deram à mísera mulher uma grande força de alma. À noite voltou a casa o rabi, e apenas transposta a soleira indagou da sua esposa um tanto perturbado: E os filhos?

- Terão ido à escola, respondeu a mulher com voz trêmula e sumida, fitando o céu, evitando o olhar do marido.

- Como tardam hoje os nossos filhos. É certo que não sabes mesmo de nada, oh! esposa minha?

- Preciso de um conselho seu, disse a mulher.

- O que é?

- Ontem um amigo nosso me procurou e deixou sob minha guarda algumas jóias. Vem ele agora reclamá-las. Ai de mim! Não contava que viesse tão cedo. Devo restituí-las?

- Oh! Minha esposa! Essa dúvida é pecaminosa!

- Mas já me afizera tanto àquelas jóias!

- Não te pertenciam.

- Mas eu queria-lhes tanto bem ...

- Oh! Mulher - exclamou atônito o marido, que começava a pensar com temor nalguma coisa estranha e terrível. Que dúvidas! Que pensamentos! Sonegar um depósito, que coisa sagrada!

- É isso mesmo - balbuciava, chorosa a mulher. - Preciso muito do teu auxílio para fazer essa dolorosa restituição. Vem ver as jóias depositadas. E as suas mãos geladas tomaram das mãos do atônito marido e conduziram-no à câmara nupcial, ergueram as franjas do lençol fúnebre - aqui estão as jóias. Reclamou-as Deus.

Diante daquela visão o pobre pai prorrompeu em pranto, e exclamou golpeado pela Dor. - Oh! filhos meus, filhos de minha alma, doçura da minha vida, luz dos meus olhos, oh! meus filhos!

- Esposo meu. Não disseste, há pouco, que é forçoso restituir o depósito quando o reclama o seu dono legítimo?

- Com os olhos marejados de lágrimas, o sábio fitou a esposa cheio de admiração e de inevitável ternura.

- Oh! meu Deus - suspirou - posso balbuciar alguma queixa contra a Tua Vontade?

E os dois infelizes prostraram-se a um só tempo, e por entre lágrimas repetiram as santas palavras de Jó:

- "Deus deu, Deus tirou. Bendito seja o Seu Santo Nome. " "

Jó, Capítulo 1, Versículo 21: Aí, disse assim: - Nasci nu, sem nada, e sem nada vou morrer. O Deus Eterno deu, O Deus Eterno tirou; Louvado seja o Seu Nome.

ORAÇÃO

Eu não sou o meu corpo físico,

Eu não sou os desejos que o afetam,

Eu sou a mente;

Eu sou a Divina Chama,

Dentro do meu coração,

Eterna, Antiga, Sem Começo

E sem Fim!

Mais radiante do que o Sol,

Mais puro do que a Neve,

Mais sutil do que o Éter,

É o Espírito - o Eu,

O Ser dentro do meu coração!

EU sou esse Ser: esse Ser sou EU!


Mensagem aos Jovens Pais
Quando os meus filhos eram pequenos, mesmo quando bebês, eu costumava sentar-me ao lado do berçinho e enquanto eles dormiam, eu conversava com o espírito deles dizendo-lhes o quanto eu os queria bem e que eu desejava que eles fossem honestos, verdadeiros, bons, carinhosos, estudiosos, amorosos, trabalhadores, esforçados, inteligentes, e assim ia alinhando uma série de virtudes que considero importantes para o ser humano. Fazia uma oração e saia do quarto.

Com o tempo, vim a saber que a explicação dos psiquiatras diz que quando eu agia dessa forma estava conversando com o subconsciente da criança e que portanto essas mensagens ficavam gravadas e iam sendo desenroladas ao longo da vida daquele ser.

Conforme eles cresciam e passaram a entender, eu lia historias para eles, livros apropriados para a idade em que se encontravam, fazíamos a oração em conjunto e depois eu saia do quarto para que dormissem. Mais tarde, eu voltava e continuava a conversar com os espíritos das crianças.

Tenho 2 filhos gêmeos com 18 anos e uma princesa com 21 anos. São e sempre foram seres humanos normais nem acima, nem abaixo dos demais. Apenas receberam o que era necessário. O que era necessário para se prepararem para a vida e neste momento acredito que já estão assim preparados.

Meus filhos são escoteiros, recebendo os maiores reconhecimentos do movimento para cada idade, os símbolos Lis de Ouro e Escoteiro da Pátria, minha filha recebeu Cordão Vermelho e Branco e Escoteiro da Pátria. Na escola sempre fecharam notas sem necessidade de prestarem exames. Os três falam e escrevem inglês e espanhol, além do português, os meninos agora estudam francês. A minha princesa já estudou essa língua, agora faz faculdade de jornalismo. Trabalha e paga o seu estudo, sendo muito dedicada.

Quando um espírito se prepara para reencarnar, a sua bagagem anterior, tais como pensamentos, conhecimentos e emoções, são empacotados e embrulhados (de modo figurativo) e enviados para o seu futuro. Aquele espírito recebe um cérebro novinho, apagado como se fosse um livro em branco. Os pais e aqueles que cercam essa nova vida começam a escrever naquele livro, a partir da concepção daquela nova vida.

Até os sete anos de idade, aproximadamente, os pais tem a responsabilidade de escrever naquele livro uma série de concepções sobre esse novo relacionamento familiar e a relação da criança com o mundo, conceitos são incutidos e talhado o caráter da criança, enfim, a formação que os pais podem dar para esse ser.

A partir daí, aqueles pacotes (você se lembra?) que foram enviados para o futuro da criança começam a chegar, e inconscientemente aquele espírito começa a confrontar os conhecimentos que ele recebeu nesta encarnação com aqueles que estavam contidos naqueles pacotes. Eu costumo denominar estas fases de apocalipses individuais, épocas de transformação, de mudanças. Desta maneira, os pacotes aparecem aproximadamente a cada sete anos com alguma variação provocando aquelas revoluções internas na cabecinha das pessoas fazendo que elas ajam de modo até incoerente com elas mesmas.

Casos típicos costumam acontecer na época da adolescência, onde aparecem revoltas sem sentido. Eu costumo dizer que são as fases de abertura dos pacotes apocalípticos, épocas de confronto das novas com as velhas informações. Como esses confrontos são a nível espiritual, passam-se no inconsciente e manifestam-se como se fossem uma revolução.

Essas fases podem ser boas amargas ou amenas mas sempre são fases de confrontos e dilemas para cada um.

A grande responsabilidade dos pais esta ligada ao que se incute na formação da criança. Um momento de muita satisfação que tive recentemente foi quando meus filhos pediram a minha permissão para viajar para o Canadá. Com 17 anos, me explicaram que haviam se preparado para essa viagem, como nessa época eu estava passando por uma fase financeira apertada, expliquei que não poderiam contar com a minha ajuda. A resposta foi que tinham economizado as mesadinhas durante bastante tempo e que só precisavam da autorização. Prepararam o roteiro, reservaram acomodações em albergues da juventude e "bed & breakfast" que são hotéis tipo cama e café da manhã, com acomodações boas e baratas. Fizeram reservas de passagens e ainda foram a teatros, jogos e museus, durante 23 dias, um programa que muito adulto não faria. Isso me mostrou o quanto são independentes e amadurecidos.

DICAS PARA OS PAIS MELHORAREM SEUS RELACIONAMENTOS COM SEUS FILHOS
Dr. Içami Tiba
psiquiatra, psicodramatista, palestrante e autor de 8 livros.
Dê menos ordens e conselhos aos filhos e mesmo que não concorde de início, escute-os até o fim.

Em vez de querer sempre ensiná-los, aprenda com seus filhos. Seja um bom aluno aprendendo com ele a lidar com o vídeo, computador, micro ondas, em vez de pedir (ordenar) o que você mesmo pode fazer.

Em vez de se preocupar em levar seus filhos às festas, procure pegá-los com os seus (deles) amigos e entregue-os nas respectivas casas. Aproveite para conversar com todos sobre a festa. Os comentários que eles fazem da festa você não ouviria se pegasse somente o seu filho, porque este dorme no caminho de casa. Você sabe como ele vai para a festa, mas sabe como ele volta?

Em vez de obrigá-los a dormir cedo, acorde-os bem mais cedo.

Conheça bem os amigos dos seus filhos antes de declará-los "más companhias". Não se deixe guiar somente pelas aparências. Os jovens são muito preconceituosos contra quem tem preconceitos.

Quando você manda um filho calar a boca enquanto você fala, provavelmente ele também fecha os ouvidos.

Dê prêmios ao filho que realmente merece sem se sentir culpado de não dar a quem não merece, mesmo que sejam irmãos. Assim como o melhor tempero da comida é a fome, o que valoriza o presente é o merecimento.

Se a televisão é mais importante que uma cotidiana conversa, provavelmente qualquer droga pode ser mais interessante que a família...

Se o seu filho está inconvivível, é bom raptá-lo (sem amigos) para viver com ele uma semana inteirinha. A pesada convivência dos primeiros dias pode ser transformada em gostosas descobertas mútuas. Em vez de impor o que ele deve fazer, tente combinar o que seria melhor para ele, ouvindo as suas sugestões.

Seja um interessante protagonista e não mero figurante para o seu filho. Jogar "papo fora" com seu filho que é o que ele mais faz com seus amigos é preferível aos "diálogos operativos". Estes interessam mais aos pais que aos filhos que nada mais respondem que lacônicos: sim, não, mais ou menos, etc.

É impossível para os pais serem somente amigos dos filhos. Quem se responsabiliza por eles? Se filhos aprontarem com os amigos como aprontam com seus pais, em pouco tempo serão abandonados. Mãe nunca abandona os filhos. Errar é humano, persistir no erro é ... estar envolvida.

Mesmo que seu filho não tenha feito o que você pediu, não deixe de valorizar o que ele fez. Constantes críticas podem gerar complexos. Descubra e estimule algo no seu filho que ele possa se orgulhar.

O prazer é o recreio do dever, mas é o dever que sustenta o prazer. Não há dever que só sacrifique, nem prazer que sempre dure. Se o pai teima em ser o dever, resta ao filho ser o prazer.

Em vez de se vangloriar do "seu tempo quando tinha a idade dele", aproveite as vantagens da globalização e/ou da informatização que seu filho tanto entende. Troque experiências com ele.

Um ótimo relacionamento efetivo se faz na mútua sensação de pertencer, preservando-se o respeito e a individualidade de cada um.

Um filho precisa mais de um pai humano e participante, que se abra nas suas dificuldades e inclusive solicite sua ajuda, que um pai perfeito, um dita-regras que nunca precisa dos filhos para nada.
Retrospectiva
Na época que escrevi este documento, coloquei no papel, alguns pensamentos que costumava contar, sobre a responsabilidade dos pais na formação dos filhos e os conflitos que todos nós temos, de tempo em tempo, e que representam sob o ponto de vista evolutivo e espiritual, no meu entender, a explicação para os fatos que se nos apresentam, vida afora.

Hoje, tenho percebido que tem muito a ver, com a preparação que os pais devem ter, no trato com as crianças que estão nascendo nesta época. Como pais, devemos agir com muito amor e responsabilidade consciente.

O trabalho que pode ser feito com o Arte-Cura, trata as crianças a nível astral, antes da sua encarnação. Toda a compreensão, entendimento sobre a nova oportunidade de reencarne, a prevenção de problemas físicos, muito poderá ser feito, antes da formação do MOB, Modelo Organizador Biológico, no corpo astral desse ser que se prepara para um novo nascimento.

A "proposta reencarnatória" deste ser que se prepara, tem duas possibilidades, em um encarne pela dor ou um encarne pelo amor, ambos trazem ensinamentos que precisamos aprender, mas no meu entender se eles puderem ter a compreensão adequada, antes ainda de elaborarem a proposta encarnatória, imagino que a escolha seria de uma encarnação pelo amor, que lhes daria oportunidade de redenção dos seus problemas passados. No trabalho do Arte-Cura, podemos conscientiza-los antes da elaboração da sua proposta encarnatória.

Transcrevo a seguir alguns trechos de um livro que vem a ilustrar amorosamente, com depoimentos de diversos espíritos que foram deficientes mentais em sua última encarnação, com explicações de Antônio Carlos.

Extraído de DEFICIENTE MENTAL, POR QUE FUI UM?

Psicografado por Vera Lúcia Marinzeck de Carvalho, Petit Editora.
Adolpho, nasceu deficiente mental, viveu 18 anos na matéria, tinha pavor de médicos, desencarnou com a mente infantil. Depois de dois anos em recuperação no hospital no Astral, alcançou entendimento necessário para poder recordar. Na encarnação anterior fora médico e junto com outros dois, estiveram na guerra, na linha de frente em muitas batalhas. Tinham de cuidar tanto dos compatriotas como dos inimigos que estavam levando a melhor. Os três resolveram eliminar os feridos inimigos de modo cruel. Num bombardeio, desencarnaram.

O Dr. Frank, encarnado em um novo corpo, tornara-se médico e foi encontrado num acampamento da Cruz Vermelha, dedicando a sua vida aos pacientes pobres e miseráveis vítimas de guerra. – Cada um reage aos erros de forma diferente. Ele enfrentou os deles sabiamente. Desencarnou, sofreu, arrependeu-se, mas não deixou o remorso ser destrutivo. Fixou por meta que: muito errou, muito tinha que amar. Quis reparar seus erros e aí está, reparando-os ...

Adolpho deixou que o remorso fosse mais forte, sofreu e continuou a fazer sofrer, porque seus familiares padeceram com ele. Só viu o sofrimento como solução.

O terceiro, Dr. Ralf, ainda não despertou para nem para um, nem para outro. Sofreu no Umbral, foi socorrido e quis reencarnar. Arrependeu-se, mas não teve remorso destrutivo e nem despertou para uma reparação. É uma pessoa infeliz por não aceitar o que a vida lhe oferece, o que ele é no momento, seu espírito queria continuar tendo a importância que julgava ter no passado. Embora não tenha o corpo sem deficiências físicas ou mentais, ele não é sadio. Sua insatisfação lhe traz muitas doenças.

O grande exemplo nesta narrativa é a atitude do Dr. Frank. Consciente de seus erros, quis repará-los, e que grande oportunidade teve ele. Coube a ele trabalhar, não deixar para depois, para amanhã; faz. Realmente muitos planos são esquecidos na ilusão da matéria. Cabe ao leitor pensar, analisar e fazer algo, multiplicar o talento que recebeu de Deus e não fazer como o servo preguiçoso que desencarnou como encarnou, nada fez de útil a si mesmo e nem ao próximo. E você, meu amigo, não estará deixando passar esse grande ensejo em vão? E oportunidade de aprender, fazer o bem, todos temos. Basta aproveitar!

Outros relatos no livro nos ensinam a sermos gratos, profundamente gratos, ao Pai que não nos condena e que nos dá, por misericórdia, a reencarnação a todos nós, seus filhos.

Portanto, ao trabalharmos com as crianças, as desencarnadas, no trabalho do Arte-Cura, o que estaremos fazendo por esses pequeninos seres, é ajudá-los a poder definir o tipo de encarnação que poderão assumir, na próxima encarnação. Tanto como, com os bons ensinamentos que podemos passar aos encarnados, nossos filhos, estaremos cumprindo somente a função a que nos propusemos no papel de pais, de maneira consciente, é o mínimo que podemos fazer por nós e por nossos filhos.
PORÉM...
Psicografia de Rosana Aparecida de Oliveira em 11/07/98
Hoje sou bebê,

porém sou espírito também, este corpo limita meu saber,

porém estou assim, para aprender, tenho sonhos, projetos e deduções,

porém estou impossibilitado da manifestação, tenho medo, muitas vezes me assusto,
Deu-me Deus, o esquecimento para auxiliar os VULTOS (espíritos),

sinto-me , às vezes, esquisito, tenho um corpo pequeno, mas meu espírito é um gigante.

há dois seres importantes que me ajudam a entender toda esta confusão,

quando estou acordado, tratam-me como tem que ser,

quando adormeço, nos encontramos num jardim florido, aí meu corpo é gigante e nos tratamos como amigos muito amados.

A estes dois seres, chamarei no mundo físico, mamãe e papai, antes, seus nomes eram Rosa e João,

meus amigos muito amados, que estão sempre no meu coração.

Alguma coisa me diz que hoje estou feliz e aliviado, mas outras coisas me mostram que já houve muitas tempestades.

Agradeço hoje a Deus, pela chuva fina que cai, ela vem com um brilho mágico, trazendo calma e tranqüilidade,

para que eu possa ser um BEBÊ, e tudo de novo aprender.

Hoje sou IAGO! (Espírito em desdobramento de sono, em manifestação)
Nota: Eem atendimento, no dia seguinte, Iago aprendeu a lidar com os VULTOS (espíritos) que procuram o seu auxílio, aprendeu a transmitir a energia amorosa do seu coração para os amigos necessitados, assim, desde aquele momento, passará a realizar uma das suas tarefas nesta encarnação.
Outro livro que recomendo: O Livro das Virtudes para Crianças, organizado por William J. Bennett, Lis Gráfica e Editora
Alem do: Histórias que Jesus Contou, Psicografado por Francisco Cândido Xavier, Editora Lake

OS TRÊS AMIGOS DO HOMEM

Extraído de "Lendas do Céu e da Terra" de Malba Tahan

" Era uma vez um homem que tinha três amigos. A todos dedicava grande interesse e não os esquecia um só momento.

Um dia o homem foi chamado a comparecer ao Tribunal, perante o grande Juiz. Assustado, na incerteza do que poderia acontecer, procurou o primeiro amigo e pediu-lhe auxilio.

- Nada posso fazer em teu favor - respondeu o primeiro amigo. Pagarei, apenas, as despesas da tua viagem!

O homem recorreu ao segundo amigo. Este lhe disse: - Tenho muito medo desse Juiz que vai decidir sobre o teu destino. Só posso levar-te, meu caro, até a porta do Tribunal.

Diante do embaraço em que se achava, apelou o homem para o último amigo que lhe restava. O terceiro amigo atendeu, sem hesitar, ao pedido do homem: acompanhou-o até a presença do Juiz e esforçou-se, com dedicação e carinho, pela sua absolvição.

Sabe quais são os três amigos do homem:

O primeiro é o Dinheiro; o segundo, a Família e o terceiro, as Boas Ações.

Quando o homem morre e é levado ao tribunal de Deus, o Dinheiro não o acompanha, apenas pode custear-lhe um enterro mais ou menos pomposo; a Família, compungida, vai levá-lo até o cemitério, passando a esquecer-lhe a memória desde o retorno. As Boas Ações, contudo, é que vão com ele ao Supremo Juiz e falam alto em seu favor..."

Quando me despedi do corpo do meu pai, contei esta historia aos presentes, lembrei-me da sua dedicação e paciência, da sua atenção e carinho com todos que o rodeavam, , da sua humildade e compreensão, da bondade que emanava da sua alma. Lembrei que ele tinha o terceiro amigo, as suas boas ações, em abundância. Durante a sua última batalha (que durou 4 meses), ainda me ensinou mais uma lição: nunca se queixou de dores, nunca se lamentou. E o seu coração me disse: "Deus não nos dá uma cruz maior do que podemos carregar".

Recebi a benção, de atendê-lo durante trabalhos apométricos, conversamos e nos abraçamos, ao final, agradecemos um ao outro, a oportunidade de termos sido filho e pai, nesta encarnação.

Graças a Deus.

SOMOS SERVOS DA LUZ OU DAS TREVAS?

No outro dia, estive trocando idéias sobre se somos servos da Luz ou servos das Trevas. Como é que sabemos, mesmo, lá dentro de nós, para onde vamos quando estamos dormindo, se não temos plena consciência do lugar para onde vamos! E o nosso companheiro de batalhas ao nosso lado, a qual banda pertence?

Quando estamos encarnados, torna-se difícil entender se estamos de um lado , de outro ou de nenhum lado, em cima do muro. Estamos todos caminhando lado a lado, disputando dia a dia, não uns contra os outros, mas disputando conosco mesmos. Eu estou disputando comigo mesmo, tentando definir de qual lado eu estou. É uma tarefa muito difícil pois os obstáculos surgem no cotidiano, a todos os momentos, todos os dias.

As situações surgem, a ocasião faz o ladrão, dizem. São armadilhas que nos pregam, são testes aos quais somos submetidos, em todos os momentos. E lá está, quando menos esperamos.

Como encarnados, somos desatentos, acreditamos que todos os pensamentos que vêm à nossa mente são nossos. Grande erro! Boa parte deles podem ser, na verdade, sugestões externas, provindos de espíritos que nos acompanham. – Dos dois lados! Abaixo os maus pensamentos. Dê atenção somente às boas sugestões.

O espírito, quando desencarnado, não muda,: se foi bom, continuará bom e seguirá para esferas mais elevadas. Se foi ruim, continuará ruim, com um agravante: ficará na crosta do planeta ou irá para o Umbral, ou para as trevas. Ele agora terá mais tempo para exercer a sua tendência.



ORAI E VIGIAI!

Dizem os mentores, que nos locais onde nos reunimos para trabalhos espirituais, metade são de um lado, metade são do outro. Quando sai um das trevas, entra outro. Quando entra um da luz, acaba entrando outro das trevas. Assim, o equilíbrio se mantém. Os da Luz são provados, os das Trevas são provados. Então todos nós estamos sendo provados. Acredito que eles fazem referência às nossas tendências mais profundas, aquelas que nem nós mesmos fazemos questão de examinar.

Vai ser difícil mesmo é para quem fica em cima do muro. Nenhum dos lados vai querer ficar com estes. Mas fica difícil definirmos se nós estamos em cima do muro.

Em Mateus, Capítulo 22, Versículos 28 a 32, Jesus contou a parábola dos dois filhos, um era malcriado e respondão mas depois entendia, voltava atrás, e fazia como o pai havia pedido, com a maior boa vontade. O outro, era bonzinho, educado, respondia direitinho ao pai, só que não fazia nada conforme havia dito que faria.

No mundo em que vivemos, nem sempre a coisa aparece tão nítida assim, pois acontecem devagarinho, passo a passo. De repente, o filho que se fazia de bonzinho, começa a fingir que faz como o pai desejava. Arruma intriga com um, prega peças num outro, magoa um terceiro, desmancha o serviço de um quarto, a um quinto dá ordens erradas, e por aí afora. Às vezes, ele apronta, só uma de cada vez, dá um tempo, apronta outra. E por aí vai.

Isso já me cansei de ver em centro espírita. Um médium trabalha bem mas quando outro vai ajudá-lo, maltrata e magoa o ajudante. Se esse segundo é de boa índole, sofre em silêncio a humilhação e faz conforme deseja o primeiro. Quando chega em casa, sente uma dor no peito e chora. Pensa em largar tudo. Talvez o ideal fosse que ele bronqueasse logo de cara, assim as coisas se acertariam sem demora. Mas provas são provas. Por quais delas estamos passando?

Tem o outro que dirige trabalhos, incorpora espíritos de cura, orienta pessoas, lê o evangelho, mas quando dorme, apenas põe a cabeça no travesseiro, o seu corpo astral sai todo lépido para mais uma noitada na casa de massagem, senão para lugar pior. Acorda cansado, nem se recorda do que fez.

Outra ainda, por inveja, ciúme ou sei lá o que, dirige palavras ásperas à vidente que conta o que se passava com o paciente. A vidente engole em seco e a partir daí deixa de esclarecer a todos os participantes. E assim por diante.

Nós vivemos em um mundo de ilusões, quem somos nós realmente? O que acontece conosco quando estamos libertos do corpo físico? Aí sim, no Astral, somos quem realmente somos, com todos os nossos defeitos e qualidades. Com certeza, ajudará bastante se quando formos dormir, orarmos e pedirmos que sejamos levados a lugares de estudos ou de auxílio, para que finalmente sejamos afastados dos males, vícios e más companhias.

Quando voltamos a vestir de novo o corpo carnal e acordamos, voltamos anestesiados, nos esquecemos da nossa verdadeira personalidade e vivemos um papel, uma ilusão. E nem sabemos mais de qual lado do muro nós estamos. Talvez estejamos todos em cima do muro.

Qual a resposta para tudo isso? Se, quando nós estivermos despertos no mundo físico, lutarmos contra os nossos sentimentos mesquinhos como a intriga, o orgulho, a inveja, a crítica mordaz, o ciúme e tantos outros vícios de postura, estaremos sim trabalhando na nossa reforma íntima. Não só parecendo bonzinhos mas sendo realmente bonzinhos, obedecendo ao Pai, ou ainda, sendo menos agressivos como o primeiro filho, da historia acima, mas ainda assim, em obediência.

Pois então, se nós, estamos todos trabalhando para a Luz, de um jeito ou de outro, vamos tentar, ao menos, harmonizar aquilo que somos, tanto dormindo como acordados. É necessário ser vigilante, fazer o bem, coisas construtivas, pois a Lei de Causa e Efeitos é clara: Se você fizer o bem, receberá coisas boas. Colheremos aquilo que semearmos.

Jesus ainda nos deixou os dois maiores mandamentos: Amar a Deus sobre todas as coisas e ao próximo como a nós mesmos.

E que a Paz do Senhor esteja sempre conosco.



Assédio Sexual

O título dessa dissertação aparenta ser chamativo demais, mas o que eu gostaria de focar mesmo é o efeito provocado pelas formas de pensamento e principalmente na firmeza que deve ter o ser humano, perante o mundo atual.

Ainda temos lapsos de invigilância principalmente no concerne ao conceito expresso no ORAI E VIGIAI, às vezes eu fico pensando se esta advertência não deveria ter sido VIGIAI E ORAI. O que acontece é que na nossa invigilância, abrimos brechas nas nossas defesas naturais e aí deixamos espaço para a invasão de obsessões que poderão ter origem interna (nossa mesmo) ou externa, sob a forma de espíritos ou formas-pensamento.

Existe uma lei cósmica que diz que: SEMELHANTE ATRAI SEMELHANTE.



"...o intercâmbio do pensamento é movimento livre no Universo. Desencarnados e encarnados, em todos os setores de atividades terrestre, vivem na mais ampla permuta de idéias. Cada mente é um verdadeiro mundo de emissão e recepção e cada qual atrai os que se lhe assemelham".

(André Luiz/F.C.Xavier. Missionários da Luz. Cap. 5, Pág.57)

Diante das citações acima, ressaltamos a responsabilidade que nos compete, a fim de que edificados no amor ao próximo e sintonizados com as lições de Jesus, possamos exercer uma maior vigilância em torno dos nossos pensamentos, pensando e agindo sempre no bem, lembrando com Kardec no Evangelho Segundo o Espiritismo, Capítulo VIII, N.º 7 que, "... naquele que nem sequer concebe a idéia do mal, já há progresso realizado; naquele a quem essa idéia acode, mas que a repele, há progresso em vias de realizar-se; naquele, finalmente, que pensa no mal e nesse pensamento se compraz, o mal ainda existe na plenitude de sua força...".

Numa noite dessas, acordei com a seguinte pergunta na cabeça: - O que é "nhãnhá" ? Lembrei-me do sonho que havia acabado de me despertar: Ainda bem que eu me recordo somente vagamente do que me acontece durante os sonhos, portanto os detalhes me escapam, dificilmente reconheço as pessoas que encontro no astral, recordo-me somente que havia uma mulher, que me convidava carinhosamente: Vem, vamos "nhãnhá". Perguntei: "Nhãnhá"? – O que é isso? E acordei. Essa palavra não fazia parte do meu vocabulário, e me intrigou, daí fiquei sabendo que é um convite carinhoso para se fazer sexo. Pensando bem, acredito que foi um caso de assédio, mas principalmente de invigilância, minha e da mulher que me visitou. Talvez quando acordada nem se dê conta do que fez durante o sono.

Algumas pessoas acordam em situações de perigo, outras não, deixam-se levar, alguns magos conseguem segurar o corpo astral de forma que a pessoa obsidiada não consegue retornar ao corpo físico para acordar.

Lembrei-me de um caso real, onde um mago encarnado assedia mulheres durante o sono. Ele consegue deslocar-se conscientemente em viagem astral, utiliza-se dessa faculdade para visitar mulheres conhecidas e então as assedia, conversa, procura as suas carências, declara-se e as faz despertar para que se recordem, vivamente do sonho, repete esses encontros por várias noites. Provoca um encontro casual no plano encarnado e provoca: - Tenho sonhado tanto com você, você é a mulher que eu tanto procurei, a minha alma gêmea. Sabedor das carências afetivas que, às vezes, nem consciência temos, aproveita-se. Vidas e famílias desfeitas, dezenas de mulheres caíram nas malhas ardilosas deste mago. Isso é um dos tipos de obsessão.

De que maneira, homens e mulheres fragilizam-se diante de tais obsessões? A explicação que encontro, tem como fonte os nossos pensamentos, na energia que despendemos nas nossas invigilâncias.

Um homem olha uma mulher passando na rua, um corpinho bem feito, um pensamento até mesmo automático devido à sua própria criação, gera uma forma-pensamento de cobiça e desejo, esta forma-pensamento torna-se um verme astral, vivo, alimenta-se das energias daquele homem.

Aquele verme vai até a mulher instantaneamente, atingindo-a. Se é o que ela queria, sentir-se desejada, esse verme adere à sua aura. Parte daquela vibração retorna ao homem, envolvendo-o com outras formas-pensamento de desejos que vagam pelo astral. Eis aí a Lei de atração dos semelhantes agindo.

As energias dos desejos masculinos acumulam-se na aura da mulher vaidosa e invigilante. Um dia a casa cai. É o que o seu espírito desejava. Sentir-se cobiçada, confundindo o sentimento de amor com o sentimento do desejo. Será que com todos esses vermes e cascões grudados, o corpo astral dessa mulher é bonito? Provavelmente estará bastante dilacerado, com vermes rastejando pelas chagas enegrecidas, fios escuros ligando-a a seres e locais vampirizantes. Sem contar ainda com os empurrões que os desencarnados nos dão.

Que prova difícil tem se tornado, o viver entre encarnados. Para o seres humanos dotados de beleza física esteticamente agradáveis, mais difícil ainda. Para os magos que se recordam dos seus poderes ilusórios, quantas provas, atuando erroneamente sem o Amor Crístico no coração.

Esse é um dos aspectos que nos leva a pensar no ORAI E VIGIAI proposto pelo nosso Divino Mestre Jesus. Pensamentos tomam vida, realizam-se primeiro no Mundo Astral, depois se realizam no Mundo Físico. Palavras são energias vivas que vibram eternamente, alimentando mantras. Limpemos portanto, o foco dos nossos pensamentos, talvez, mais vigiando até, do que orando.

Pedindo sempre a Deus, que nos ajude, nos oriente, e nos abençoe, em nome de Jesus Cristo.

Passes - Sua Importância

Imagine uma pessoa, com o corpo enegrecido, coberto de sujeira e cascões, manchas e chagas, e dessas chagas, repletas de vermes alimentando-se de carne e sangue putrefatos com sanguessugas grudadas, emanando cheiros horríveis. Uma pessoa faminta de energias, é como se no ambiente físico, esse encarnado deixasse de poder alimentar-se, beber água e respirar, por si mesmo, uma pessoa que aproxima-se de você e quer encostar-se, quer lhe abraçar, querendo sugar toda a sua energia vital, desde o ar que você respira.

Devido à nossa própria invigilância e destemperança, desequilíbrios morais ou emocionais, vícios, maus hábitos, os nossos corpos espirituais tornam-se escurecidos, brechas abrem-se, fios magnéticos partem de nós ou prendem-se a nós, vermes astrais, formas-pensamento, parasitas astrais, placas e miasmas, emanações fétidas, vão aos poucos nos enegrecendo e deformando Aos poucos, os chakras perdem a sua capacidade de trocar energias com o meio ambiente e nos tornamos famintos de energias que precisamos sorver desesperadamente. Essas vibrações distorcidas, atraem espíritos de mesma índole, que se comprazem, parasitando ou vampirizando essas energias.

Se no físico, temos aparência agradável, até simpática, de banho tomado, perfumados, nem sempre no corpo astral estamos realmente assim. A Reforma Moral é elemento imprescindível.

O passe magnético, permite recebermos uma higiene executada ao nível dos corpos espirituais. Grande parte dos vermes, placas e cascões nos são removidos, os chakras são limpos e regulados, os espíritos parasitas são recolhidos para atendimento em um pronto-socorro espiritual e os obsessores são cadastrados para futuros atendimentos personalizados, suas fichas pregressas são levantadas.

Vários passes são necessários para uma harmonização e higienização razoável, assim como várias sessões de limpeza e higienização, banhos e curativos, seriam necessários para tornar aquele encarnado do primeiro parágrafo, mais apresentável.

Será que existem esgotos espirituais, assim como existem no plano físico, para recolher a água suja do nosso banho? Como é tratado o nosso lixo hospitalar, o nosso esgoto? No plano físico é uma lástima o que fazemos com o ambiente, e isso nós estamos cansados de ver no noticiário, os rios poluídos, os lixões a céu aberto, dizendo que são aterros sanitários, lixo hospitalar sendo despejado em terrenos baldios ou no lixão comum. Seres humanos, urubus, cães, ratos, gatos, baratas, formigas, vermes e bactérias trabalham arduamente para reciclar aquele lixo todo.

Atiramos o nosso lixo pela janela do carro. Você já passou por uma praia ao final do dia? No cinema ao final da matinê? Num estádio de futebol, depois do jogo? Numa rua do centro, depois das comemorações de fim de ano? Precisa mais? E o nosso respeito por esse planeta que até o nosso corpo físico nos empresta? É dessa maneira que o tratamos?

Voltando ao plano espiritual. Mas o que acontece com aquela sujeira espiritual toda? Existem equipes de limpeza e higienização que queimam e desintegram esse lixo espiritual todo nas casa espirituais. Existem bichos, formigas, formigões, baratas negras, etc., e até mesmo espíritos humanos com formas animalizadas que surgem do subsolo onde se movimentam normalmente, são medrosos e ariscos e não agridem dirigentes, médiuns ou pacientes, que ajudam a fazer a limpeza espiritual, consumindo, "aspirando" mentalmente esses fluídos deletérios e nutritivos, nos pacientes muito carregados, chegam a lamber, com a finalidade de absorver os seus fluídos pesados.

Nas sessões de Cura Prânica, esses fluídos espirituais são atirados para dentro de uma bacia ou balde cheio de água onde foi diluído o sal grosso, de modo que os seus fios magnetizados sejam desfeitos pois senão voltam a grudar-se no paciente como se estivessem grudados por um elástico ou ainda, espalhar-se por tudo, grudando-se a todos que estiverem ao alcance.

Quando estivermos tomando o nosso banho no plano físico, podemos mentalizar a nossa limpeza espiritual, imaginando água crística, na cor dourada limpando e descarregando essas energias deletérias.

Por tudo isso, em uma casa espiritual, existe um passe de limpeza e um auto-passe que nos permite fazer a higiene antes de entrarmos nas câmaras de atendimento ou nas salas de trabalhos espirituais pois os próprios mentores e auxiliares espirituais teriam maiores dificuldades ainda para nos ajudar a realizar trabalhos de auxílio espiritual. ORAI E VIGIAI.

O Condomínio Espiritual

Os sub-níveis conscienciais de um ser encarnado, são os representantes das experiências vividas por aquele espírito, durante a sua existência. Portanto, cada sub-nível consciencial, representa uma vida passada, com todos os suas virtudes e erros, defeitos, vícios, dores e amores.

Muito mal comparando, este conjunto de sub-níveis, apresenta-se como um conjunto de condôminos de um edifício de apartamentos, e o síndico desorganizado deste edifício, como se fosse o nível de consciência da atual encarnação, observa-se que se comportam de maneiras bastante assemelhadas.

Numa assembléia de constituição de um edifício novo, os condôminos estão tão afoitos e eufóricos com a entrega do prédio, apreensivos com a escolha de garagem, com a eleição do síndico e os conselhos, que nem se dão conta de que assinam também, os regulamentos e as regras que regerão a vida de todo aquele edifício. Alguns condôminos estão conscientes, outros estão tão felizes, que nem conseguem prestar atenção nos regulamentos que estão assinando e assinam de qualquer maneira, sem ler.

Podemos encarar mais ou menos assim, a reunião que fazemos no Ministério da Reencarnação, quando somos notificados de que teremos uma nova chance de reencarne. Os sub-níveis mais eufóricos com a chance de reencarnar, são aqueles sub-níveis, cujas desarmonias são as causas da nova encarnação, são aqueles que aceitam qualquer condição, prometem tudo, querem resgatar todas as desarmonias de uma única vez. Os sábios conselhos dos orientadores do Ministério da Reencarnação, sugerem que não se vá com tanta sede ao pote.

- Escute, se você fizer dez por cento de tudo o que você deseja resgatar, já está de bom tamanho, será uma prova bastante dura. Queremos que você tenha sucesso desta vez, queremos que você acerte todos os seus passos na sua nova experiência, portanto, não se preocupe em querer fazer tudo isso que você imagina. Faça somente isto que estamos lhe aconselhando.

Assim as partes assinam o contrato reencarnatório. Os mentores são designados para cuidar e orientar a experiência. Laços familiares são estabelecidos. Tudo foi descrito e aprovado. O espírito reencarnante vai para o setor de preparação.

Um belo dia, aquele ser, já estará encarnado. Ele não se recorda mais do contrato reencarnatório, as ilusões e descaminhos da matéria o deslumbram, os reencontros com os afetos ou os desafetos do passado, tudo atrapalha, lembranças fugidias de fatos, sentimentos confusos...

Aqueles sub-níveis que tinham de resolver seus dilemas, recusam-se a aceitar as limitações para o resgate, as limitações do corpo físico. Todas as promessas, tudo foi esquecido. Pelos mais diversos motivos querem distância daquele corpo físico, não querem sofrer tudo aquilo de novo... Desarmonizam-se. Os vícios ajudam. As emoções ajudam. Tudo ajuda a desequilibrar.

É normal que os sub-níveis queiram ficar distantes da atual encarnação, bloqueando e acumulando as energias, sem as deixar fluir, desde o corpo búdico, até o corpo físico, o mesmo acontece com as energias que sobem do corpo físico para o corpo búdico. As energias ficam bloqueadas em algum lugar. O fluxo energético são orientações que vem da centelha divina ou são as experiências encarnadas que não sobem ao corpo búdico.

Outras vezes, esses sub-níveis se revoltam tanto, com a ponta encarnada que remetem energias bastante negativas até aos corpos inferiores e os afetam profundamente. Existe um nível, o Duplo Etérico, que se faz de pára-choque e não deixa que essas energias atinjam diretamente, o corpo físico, vai drenando devagarinho a negatividade emanada internamente por essas vidas passadas. Uma das suas funções é a de restabelecer automaticamente a saúde do corpo físico.

O Corpo Astral, este quer absorver as energias e gasta-las a seu bel prazer, aí residem as emoções passionais e grosseiras, o instinto, os desejos, os vícios, as paixões e os sentimentos negativos. É o corpo plasmático, que se modifica, sofre mutilações, podendo inclusive afetar o corpo físico. É a sede do MOB, o modelo Organizador Biológico.

O Mental Inferior, sede da inteligência, da associação das idéias, do raciocínio e da percepção, o comodismo, o gozo e os prazeres mundanos ficam gravados, juntamente com as experiências da encarnação atual.

O corpo Mental Superior, guarda a manifestação da riqueza e do poder, os seus desequilíbrios estão relacionados à falta disso ou de tudo que possa atrapalhar as ambições do ser.

É a sede da vontade e do domínio do meio que cerca esse ser. Convivem o orgulho e a vaidade, o apego ao poder e ao mando.

Assim, repetidamente, vida após vida, fomos construindo as nossas desarmonias, deixando de cumprir os nossos compromissos encarnatórios porque nos deixamos deslumbrar pelas ilusões, paixões, desejos e instintos, pela manipulação, pela inteligência, raciocínio e a ânsia pelo poder.

Esses nossos fantasmas retornam porque são as sombras das nossas antigas desarmonias. São as dores e saudades que não sabemos de quê, e são dores reais nos níveis espirituais.

De que maneira podemos nos ajudar, buscando a harmonização coerente com o compromisso para esta existência? A Apometria nos ajuda a entender os sub-níveis desarmônicos e fazê-los reconhecer o contrato reencarnatório e assim, convencê-los de que eles devem entrar em linha novamente com a atual encarnação, através da aceitação de um trecho da oração PAI NOSSO, onde dizemos: "... Seja feita a Vossa vontade ...", onde deveríamos nos esforçar profundamente para entender a vontade do Pai e desejar que seja feita a Sua vontade e não a nossa vontade, e que a vontade do Pai se realize no Seu desejo, e não no nosso. Assim devemos procurar aceitar aquilo que não pudermos modificar, precisamos ter força e determinação para modificar aquilo que puder ser modificado e ter muita sabedoria mesmo, para diferenciar uma coisa da outra.

Conscientemente, devemos procurar entender para onde vai, este vôo às cegas, que estamos realizando nesta existência, exercer as energias necessárias para que os sub-níveis conscienciais mantenham-se em harmonia com a atual proposta encarnatória, para sairmos desta vida, em vitória, e submetendo os nossos "eus" de orgulho, vaidade, egoísmo, a ânsia pelo poder, etc., com amor e paciência.

Desse modo, coloco a consciência encarnada como se fosse a síndica do condomínio espiritual, e o papel do síndico, é o de representar e coordenar o condomínio. Façamos o melhor que pudermos para o nosso desenvolvimento espiritual, nós encarnados, temos o dever de conduzir o nosso condomínio espiritual ao nosso destino de retorno ao Pai.

E que Deus nos ajude. Eu peço, em nome de Jesus.

SEJA FEITA A VOSSA VONTADE ...

... assim na Terra, como no Céu. Um problema que tenho encontrado freqüentemente. Quando oramos, repetindo as palavras ensinadas por Jesus, no Sermão da Montanha, creio que não pensamos adequadamente, com o coração, aquelas palavras. Isso me lembra, o quanto devemos nos esforçar para entender os desígnios de Deus, qual é a Sua Vontade, devemos orar e esperar, no Senhor, com paciência, fé e amor.

Que seja feita a Vontade de Deus, a Vontade Divina, e não a nossa vontade, a nossa humilde vontade, a vontade humana, cheia de ilusões neste mundo de matéria. Creio que não somos sábios o suficiente, aliás, nem nos lembramos, sequer, do nosso compromisso reencarnatório, aquele contrato que assinamos antes mesmo de recebermos a autorização para o reencarne.

Bem que quando recebemos a notícia de que poderíamos vir para a matéria, novamente, ficamos muito felizes com a nova oportunidade, pulamos de alegria, prometemos acertar a nossa vida novamente, prometemos que desta vez, tudo iria dar certo, aquilo que gostaríamos de fazer certo, agora.

No Ministério da Reencarnação, fomos aconselhados a cortar as nossas promessas a uma décima parte daquilo que tencionávamos fazer. Era tanta coisa a acertar, tanta coisa ... Acatamos aos conselhos tão sábios, meio a contragosto porque a nossa intenção era de resolver um montão de pendências, de dores, de remorsos... e de um jeito meio certo, dizem que : de boas intenções, o inferno está cheio.

E agora, na carne, nos perdemos, nos iludimos. Orgulho, vaidade, inveja, como somos esquecidos daquele mínimo que assinamos, desejando ardentemente fazer muito mais, e nem a décima parte das nossas intenções estamos conseguindo fazer.

Um dos pepinos que dá, é que algum pedaço da gente se revolta, e esta revolta, em geral, pode ser causada por boas lembranças. Lembranças de uma vida tão boa, que a gente se esquece de viver a vida presente, são saudades de alguma coisa que o corpo físico atual não tem nem condições de saber, porque ele não conheceu, não vivenciou. Mas tem alguma coisa, lá dentro, um nível consciencial, que viveu tudo aquilo, que se recusa a participar da vida presente, não aceita a proposta reencarnatória.

Uma senhora, casada, para ela, a relação conjugal era uma obrigação, não gostava daquilo, aceitava o marido porque ele assim queria, mas ela não participava. Em uma existência anterior, ela vivenciou uma vida religiosa, extremamente doce e dedicada, a sua vida dedicada à contemplação, transcorreu tranqüila, e desde o seu nascimento até o desencarne, nenhum percalço, nada houve que perturbasse aquela vida cercada de paisagem bucólica, montanhas distantes, jardins, uma fonte de água doce e fresca sob as árvores, pássaros e orações. A doce freira, recusava-se suavemente a viver a nova experiência encarnada e exercia a doce influência naquela senhora.

Uma vivência, cheia de poder, riqueza e glória, recusa-se a aceitar a vida humilde do trabalhador, - Eu sou este baixinho aí? De jeito nenhum! Nunca! Pobre desse jeito?

Várias vidas saudáveis, agora se recusam a aceitar o corpo tetraplégico. Um acidente atinge o cérebro do menino. Todos os níveis conscienciais abandonam aquele corpo, quase um vegetal. Ele tem como tarefa, transmitir o seu amor a aquela família, através da luz dos seus olhos. Lutando amorosamente contra as dores, físicas e morais, pela pura vontade do espírito, demonstrando, principalmente ao pai, que ainda valia a pena estar ali, com esforço, progredindo a cada movimento, por menor que seja. Principalmente pela luz dos seus olhos.

E a história do senhor, que tinha tantos trejeitos femininos devido a várias encarnações como mulher de vida fácil.

A filha que trata a mãe como se fosse sua filha e a mãe que se comporta em certas ocasiões como se fosse a filha da filha.

Um gordo, mas bem gordo mesmo, teve uma vivência onde morreu de tanto comer, em um concurso de gastronomia, portanto nada o satisfazia, dia e noite, funcionava como uma draga, comendo compulsivamente.

O poderoso senhor de outrora manda comprar tal prédio, o carro importado "top" de linha, com mania de grandeza, agora está internado no setor da psiquiatria. A atual vivência completamente destrambelhada.

São tantos os exemplos de que o nosso passado nos alcança, as nossas assombrações particulares, as nossas vidas desregradas, de uma forma ou de outra, desequilibradas. Foram tantas as bobagens que o nosso radicalismo criou, e agora temos que resolver, lutando contra as nossas próprias tendências, e acho que já dá para ver a que nível devemos nos esforçar. Empurrando goela abaixo de todos os níveis conscienciais rebelados, a atual experiência, com esforços tremendos, com tenacidade, em vigília total, pois esses rebeldes estão de tocaia, só esperando um deslize, para fugirem ou influenciarem esta encarnação.

Portanto volto a aquele ponto inicial onde oramos: Seja feita a VOSSA vontade ... (no Seu tempo), e não a minha vontade, quando eu quero.

A LEI DA RECIPROCIDADE

Adaptado de: "Respostas a Perguntas" de Abdruschin

A Lei da Reciprocidade perpassa tudo. Não se estende apenas sobre o pensar e o atuar consciente e desejado dos seres humanos, ou sobre sua atuação nas diversas profissões, mas sim, também, sobre todos os acontecimentos considerados como naturais, que se realizam até certo ponto automaticamente.

A Lei da Reciprocidade, uma grande lei da Criação, diz: que somente no dar é que também pode residir o verdadeiro receber.

Consideremos, por exemplo, a respiração! Só quem expira corretamente, pode executar e executará automaticamente a inalação sadia e perfeita, sim, através da expiração correta é levado e obrigado a essa inalação. Isso proporciona ao corpo saúde e força.

Com a expiração o ser humano dá! Ele dá algo que representa uma utilidade para a Criação: mencionamos aqui apenas o carbono, necessário à alimentação das plantas. Reciprocamente, ou conseqüentemente, pode aquele ser humano, que cuida bem da expiração, inalar profundamente e com satisfação, pelo que lhe aflui grande força, completamente diferente da respiração superficial.

Em sentido contrário isso não se dá. O ser humano pode inalar profundamente e com prazer, sem por isso ser automaticamente obrigado a expirar também profundamente, pois a maioria dos seres humanos executa justamente a expiração de forma superficial.

Eles procuram, sim, tomar com prazer, mas não se lembram de que também devem dar algo. E da falta desse dar acertado, isto é, da completa expiração, conclui-se muitas coisas: primeiro, que o ser humano, por esse motivo, nunca pode chegar a um verdadeiro prazer na inalação, e, segundo, que não será expelido ou removido tudo aquilo que é nocivo ou inaproveitável para o corpo, tendo de sobrecarregá-lo ou impedir a sua vibração sadia, pelo que, com o tempo, podem surgir muitos males. Um observador atento reconhecerá também nisso a lei que atua imperceptivelmente.

A percepção desse fenômeno é a absorção do prana que se faz da seguinte maneira:

Mede-se a aura antes e depois do exercício pode-se utilizar a vidência ou instrumentos como o aurímetro ou o pêndulo.

expulse todo o ar dos pulmões;

prenda a respiração por quatro tempos.

inspire lenta e profundamente, imagine uma energia entrando pelo chakra básico, subindo pela coluna até sair pelo chakra coronário;

prenda a respiração por quatro tempos.

expire lentamente, imagine a energia entrando pelo chakra coronário e descendo pelo frontal, laríngeo, cardíaco, esplênico, umbilical e saindo pelo chakra básico.

repita esse processo por cinco a sete vezes.

O resultado esperado é um aumento considerável do tamanho da aura, resultante da absorção prânica. Essa energia será absorvida pelos corpos espirituais e paulatinamente passando deles, para o corpo físico. Uma aplicação prática desse processo de absorção energética é na seqüência, dirigir essas energias para algum local dolorido, imaginando que as energias entrando durante a expiração se dirigem para lá. Outras aplicações são o uso dessa energia no passe magnético e energização e se imaginarmos cores, também estaremos trabalhando com a cromoterapia mental.

Não é diferente com as coisas mais grosseiras do corpo. A ingestão prazerosa dos alimentos só pode ser alcançada mediante a digestão, isto é, transformação e transmissão posterior para a nutrição da terra e das plantas. Disso depende incondicionalmente.

Assim como se manifesta nos acontecimentos corporais, igualmente se processa nas coisas espirituais. Se um espírito deseja colher, isto é, receber, então deve transformar e retransmitir o recebido. A transformação ou formação, antes da retransmissão, robustece e tempera o espírito, que, nesse fortalecimento, torna-se capaz de absorver cada vez mais coisas valiosas, após haver criado espaço para isso pela transmissão, seja por palavras ou por escrito ou outra ação.

Unicamente após a propagação lhe advém alívio; do contrário oprimi-lo-ia, incomodá-lo-ia permanentemente ou o inquietaria, podendo finalmente até deprimi-lo completamente. Somente dando, isto é, retransmitindo, poderá ele receber renovadamente.



Nesse ensinamento, poderia ser considerado como o papel do instrutor que estuda um assunto, e o transmite aos seus alunos, dessa forma torna-se apto a receber novos conhecimentos.

Apenas menciono essas coisas facilmente observáveis e compreensíveis, para com isso dar uma idéia da grandiosa e sempre atuante lei. Todos os fenômenos na Criação estão sujeitos a essa lei. Os efeitos naturalmente sempre se apresentam de maneira diferente, de acordo com a planície e espécie correspondente.

Essa lei também pode ser interpretada diferentemente, elucidada de outra maneira, dizendo-se: quem recebe tem de retransmitir, do contrário surgem congestões e perturbações que são nocivas, podendo tornar-se destrutivas, porque opõem-se à lei automaticamente atuante da Criação. E não existe criatura que não receba.

AS LEIS DA CRIAÇÃO

No nosso país, as leis começam a vigorar, depois da sua publicação no Diário Oficial, imediatamente ou após a decorrência de um prazo estipulado. Nenhuma pessoa pode alegar ignorância ou desconhecimento para eximir-se das penas da lei. O desconhecimento dessas leis não nos desobriga de cumpri-las.

No plano espiritual, funciona da mesma maneira.

Existem as Leis da Criação, são as leis básicas, naturais, que regem as nossas vidas e todo o Universo. Se nós errarmos, azar nosso.

A partir do momento que atinarmos em conhecer e compreender essas leis, passarmos automaticamente a nos pautarmos pelo reto caminhar. Passaremos a viver de maneira consciente.

Viver conscientemente significa sabermos exatamente quais são as conseqüências de cada passo que damos na vida, significa conhecer o que acontece quando pensamos, significa entender o significado de cada sonho, enquanto dormimos, significa entendermos o significado do amor universal, significa procurarmos fazer uma mudança interior consciente, tendo como único motivador, o crescimento espiritual e a busca da Luz.

Basicamente são três as leis da Criação:

1. Lei da Reciprocidade: Esta lei faz retornar a cada indivíduo tudo quanto dele emana, sejam sentimentos intuitivos, pensamentos, palavras e ações. Ela faz de cada pessoa, senhor do seu próprio destino.

2. Lei da Gravidade: Esta lei perpassa toda a Criação, e não apenas a Terra no Plano Material. Desta forma, após a morte terrena, o espírito humano ascenderá ou afundará automaticamente para o plano a que pertence, de acordo com o grau de pureza ou de impureza de sua alma. É através desta lei que o ser humano pode também ascender ao Paraíso, quando estiver purificado para tanto.

3. Lei da Atração da Igual Espécie: Em relação ao ser humano, esta lei reúne num mesmo plano os espíritos de mesma índole, ou de mesma maturação. Espíritos trevosos, que só desejam o mal ao seu semelhante, terão de sofrer em planos lúgubres a mesma coisa que desejam aos outros, e estes em relação aos demais, já que todos têm a mesma índole. Da mesma forma, espíritos luminosos, que podem viver em planos mais elevados, alegram-se continuamente com os de sua igual espécie, e estes também em relação a ele e aos demais, pois todos desejam apenas o bem uns dos outros.

Além dessas três leis básicas, pode-se mencionar também a Lei do Equilíbrio, que deriva da Lei da Reciprocidade, e a Lei do Movimento. A Lei do Equilíbrio estabelece que tem de haver equilíbrio total entre o dar e o receber, e isto em qualquer situação da vida, aquilo que você planta, você colhe. A Lei do Movimento estabelece que só aquilo que se movimenta pode ser conservado, pois a estagnação é o início automático do retrocesso e da desintegração; esta lei também vale para tudo, e assim naturalmente também para o ser humano. Parar, significa andar para trás.

Por que mencionar esse aparente código legislativo?

A Apometria, nos disponibiliza as ferramentas para a harmonização do Ser, de acordo com o seu merecimento e o indispensável auxílio espiritual, nós encarnados somos, portanto, meros coadjuvantes, nesse processo de auxílio espiritual, a maior parcela nesta responsabilidade, cabe ao próprio paciente, ao buscar auxílio e a correção das suas dores (físicas, psíquicas ou morais).

Ao buscar o auxílio espiritual, o paciente se prepara para um grande "Encontro Cósmico", um encontro consigo mesmo, com a sua desarmonia, e para esta ocasião, os seus mentores se prepararam durante muito tempo, para encaminhar o obsessor ou os próprios sub-níveis desarmônicos representantes figurativos de vidas passadas em desequilíbrio. Desse modo, os amigos espirituais estão sempre prontos a prestar toda a ajuda possível. Os mentores do paciente recebem mais luz se os próprios pacientes se iluminarem, eles tem, portanto, todo o interesse no seu crescimento espiritual. Ao paciente cabe uma responsabilidade dupla, na sua busca.

O meu mentor, é o meu parceiro na evolução, se eu me esforçar para estudar, aprender e evoluir intelectual e espiritualmente, seguindo sempre as pegadas de Jesus Cristo, ele estará me intuindo e incentivando para continuar. Se eu me desviar do caminho, ele me intuirá a voltar a crescer. Antes de encarnar eu fiz um trato com esse mentor: - Você me ajuda nesta minha encarnação e eu te ajudarei quando for a sua vez de encarnar. Portanto, se eu, encarnado, não evoluir, o que será do meu mentor, quando eu for o mentor dele? Pobrezinho, que bela parceria que ele fez, não é? Nesse caso, tanto ele quanto eu caímos, eis aí o porque da minha dupla responsabilidade.

Não adianta o paciente buscar ajuda num dia e voltar para a "gandaia" no dia seguinte, sintonizando-se novamente com as situações que o desarmonizem, resta a ele, portanto, buscar a sua Reforma Íntima, a mudança interior, conhecendo as Leis, buscando conhecer os elementos causadores das desarmonias e procurando acertar. E desde que ele tenha consciência de cada passo que ele dá, na caminhada da vida, das conseqüências de cada passo, de cada pensamento emitido, com certeza, ele procurará agir com equilíbrio na sua própria vida. Amando-se ele estará se preparando para receber os ensinamentos de Jesus em seu coração, estará se preparando para; "Amar a Deus sobre todas as coisas e ao próximo como a ele mesmo".

Conceitualmente, os apometras tornam-se, "Agentes Conscientes da Lei". Com tal função, devemos aplicar essas Leis ao nosso próprio proceder, senão seríamos como aquele delegado que abusa do seu cargo para infringir a lei, e esse procedimento errado só causaria maiores desarmonias. Aplicando essas leis no nosso dia-a-dia, estaremos buscando a nossa Reforma Íntima, em outras palavras. A nossa própria harmonia. A maior das leis, a Lei do Amor, nos ajuda a nos redimirmos dos nossos erros passados e a alcançar a harmonia tanto desejada. Se plantarmos Amor, colheremos Amor. Os apometras dever ser os principais usuários do seu próprio remédio.

E lembrando palavras do irmão Ronaldo, "Tendo sempre em mente que é preciso, além do conhecimento, a paciência, a abnegação e o amor sincero pela atividade que está desempenhando, pois sem esse amor, de nada adianta todo o conhecimento que possamos trazer. Conhecimento sem o amor, torna-se uma ilusão e perde-se na noite do tempo, assim como se perdem as pessoas portadoras simplesmente de técnicas e conhecimentos. Enquanto aquelas que detém a técnica e o amor, permanecem com sua luz cada vez mais forte, auxiliando um número cada vez maior de pessoas."

Por tudo isso, entendo que o conhecimento trás a conscientização e acredito que é necessário saber de que maneiras nós erramos, tendo ou não, consciência disso. Vigiando e Orando, desde o nosso pensamento, até aos nossos mais simples atos e até mesmo enquanto dormimos. Tendo isso em mente, iremos aos poucos nos capacitando a receber um pouco mais de luz em nosso caminho e se ao olharmos para trás, observarmos somente as pegadas de uma pessoa e nos sentirmos sós, vamos prestar atenção e sentir em nossos corações, porque neste exato momento, estaremos sendo carregados no colo de Jesus.




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