A acessibilidade do amor de deus joão 3



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A ACESSIBILIDADE DO AMOR DE DEUS (João 3.16)

Estudo elaborado pela teóloga Sandra Helena Manduca Dantas, ex-aluna da FaTeo
Deus amou o mundo e o que nele há. O amor incondicional de Deus, nos toca, nos transforma e nos ensina a amar. Através de Jesus Cristo o amor de Deus se tornou acessível a todo aquele que se abrir para aceitá-lo. Já nascemos amados por Deus, e incluídos na oportunidade de crer. O Amor de Deus inclui todas as pessoas.

Mas, o pecado faz com que excluamos pessoas do nosso amor e atrapalhamos outras a entenderem o quanto são amadas por Deus. O Salmo 139. 16 afirma que “os teus olhos viram o meu corpo ainda informe”. Portanto, com deficiências e habilidades diferentes, fomos feitos e aceitos por Deus. Deus nos capacita de igual forma nos dando dons, para servir e atuar nos ministérios.



CAPACIDADE E OS DONS:

Não que sejamos capazes, por nós, de pensar alguma coisa, como de nós mesmos; mas a nossa capacidade vem de Deus. (2 Coríntios 3:5).

Deus é Deus e nós somos servos, sem Ele nós nada podemos fazer. O Espírito Santo que distribui os dons com o propósito que não exista divisão e diferenciação no corpo de Cristo, “para que não haja divisão no corpo, mas antes tenham os membros igual cuidado uns dos outros”. (I Aos Coríntios 12.25).

A nossa capacidade vem de Deus conforme texto acima. Os dons são pela graça de Deus, Ele capacita qualquer pessoa que se achegue a Ele e queira serví-lo e isto não depende se andamos, ouvimos, enxergamos ou falamos. Se temos dificuldades de aprendizado ou inteligência alta. Se somos sensíveis emocionalmente ou não.

O importante é nos colocarmos nas mãos de Deus e deixar que Ele desenvolva em nós os dons que lhe apraz para um fim proveitoso comum. Ele nos capacitará.

CAPACIDADE E SERVIÇOS

Ser e sentir-se útil é aspiração do ser humano. Jesus Cristo nos ensina que veio para servir. Bem como o Filho do homem não veio para ser servido, mas para servir, e para dar a sua vida em resgate de muitos. (Mateus 20:28).

Os dons são para o serviço. No corpo de Cristo um serve ao outro, um completa a necessidade e função do outro e assim a igreja cresce, amadurece e reflete a glória de Deus contribuindo com o Reino de Deus no mundo. Do qual todo o corpo, bem ajustado, e ligado pelo auxílio de todas as juntas, segundo a justa operação de cada parte, faz o aumento do corpo, para sua edificação em amor (Efésios 4. 16).

E a pessoa com deficiência pode servir a Deus e aos irmãos e contribuir com o Reino de Deus, ou será uma oportunidade de exercemos solidariedade e serviço?

Com certeza pode servir, pois, tem sua utilidade, dons e serviços. Contribuindo com o crescimento de toda a igreja e expansão do Reino de Deus. Mas, precisará da colaboração dos demais dons e serviços também. Mas, é necessário se observar as barreiras!

Barreiras são colocadas de diversas formas e não devem ser ignoradas e não devemos passar de largo como na Parábola do Bom Samaritano (Lucas 10.31 e 32). Mas, devem ser vistas como oportunidade de investimento e serviço para a vida da igreja mesmo. Pois, quando a igreja investe, ela está exercendo serviço, e receberá de volta o seu próprio aumento para edificação de uns aos outros em amor.

Grande é a sabedoria de Deus! Para que nenhuma carne se glorie perante ele (I Cor. 1.29).

CAPACIDADE E MINISTÉRIOS

As pessoas possuem os dons e tem a oportunidade de exercê-los nos ministérios. Os ministérios devem se trabalhar e se complementarem. As pessoas são únicas, com deficiências ou não, tem seu jeito de ser e suas formas de ensinar e aprender nas diferenças.

Há dons que se despertam na caminhada da vida, outros desde tenra idade, mas, há dons que são impedidos de desenvolvimento, porque não foi dada a oportunidade de despertar e crescer, devido a diversas circunstâncias. Por exemplo, quando se precisa do apoio da interação nos ministérios com o ambiente, e este não fornece condições do desenvolvimento dos dons da pessoa com deficiência, tornam-se necessárias adaptações e mudanças:

1 .Nos valores e atitudes: preconceito é pecado. “Porque, para com Deus, não há acepção de pessoas” Rm. 2.11.

2. Nas barreiras arquitetônicas: escadas, falta de espaços para que as pessoas deficientes físicas estejam presentes nos cultos, escolas dominicais, no altar, a iluminação adequada a deficiências visuais e outras.

3. Nas comunicacionais: torna-se necessário a utilização de Libras, hinários, livros e Bíblias no sistema Braile, para participação na liturgia, ou com os caracteres ampliados, ou até mesmo a utilização de softwares para leituras.

O Reino de Deus é para todas as pessoas, e tudo que impede o desenvolvimento dos dons e ministérios deve ser repensado, observado e solucionado em suas escolas dominicais, em suas atividades, em seus cultos e em seus templos possibilitando, assim todas as pessoas, a fazerem parte de uma comunidade metodista e não à parte da mesma. Pois, o amor de Deus é acessível a todas as pessoas.
ANEXO DE ATIVIDADES:
Simulando as Deficiências
Promova atividades de simulação, durante as quais os alunos poderão vivenciar uma deficiência. Essas experiências permitem que eles percebam as dificuldades das pessoas com deficiência e como elas eventualmente podem se sentir.
Simulações de Ajuda:

Como é Ser um Deficiente Visual?

Objetivo - Ajudar as crianças a perceberem como é “precisar de ajuda” e como oferecer e dar ajuda a uma pessoa com deficiência visual.

Material - Vendas pretas para todo o grupo.

Procedimento - Divida o grupo em pares, sendo que enquanto uma criança representará a pessoa cega, a outra será o acompanhante. Após certo tempo, a dupla deverá inverter os papéis, de forma que aquele que representou a criança cega será agora a acompanhante, enquanto que aquele que foi o acompanhante será agora a criança cega. Explique claramente que todos os alunos terão a oportunidade de vivenciarem os dois papéis: o de criança cega e o de acompanhante. Explique que o papel do acompanhante é estar ao lado do “cego” para oferecer ajuda e dar essa ajuda quando for solicitada, ou aceita. Explique que é importante perguntar se ele precisa de ajuda e de que forma essa ajuda pode ser dada. Os pares serão orientados a realizar diversas atividades, tais como: ler um material escrito na biblioteca da escola, tomar água no bebedouro, pedir uma informação na secretaria, dar um passeio no pátio da escola, utilizar o banheiro, etc.

Discussão - Em pequenos grupos formados pelos pares originais, discuta as seguintes questões:

1. Como você se sentiu simulando uma pessoa com deficiência?

2. Você acha que ficou mais atenta para perceber os sons e sentir os objetos?

3. Como você se sentiu simulando o acompanhante?

4. Como acompanhante, quais as coisas que você fez para ajudar seu colega “cego”?

5. Seu colega “cego” concorda com você?

6. Você sentiu mudança na sua atitude quando estava vivenciando ser

“cego” e quando estava sendo acompanhante?

7. Qual a melhor forma que você e seu companheiro “cego” encontraram para fazer as atividades juntos?

8. Foi mais difícil ser o “cego” ou o acompanhante? Por quê?

Explique aos alunos que a simulação de caminhada que acabaram de fazer é parecida com a atividade de orientação e mobilidade que os alunos cegos têm com educadores especiais, para aprenderem a se locomover com segurança e confiança.
Adivinhe Pelo Tato

Objetivo - Proporcionar aos alunos conhecimentos sobre a sensibilidade tátil, mostrando a eles como uma pessoa portadora de deficiência visual desenvolve o sentido do tato.

Material - Sacola de papel, uma coleção aleatória de objetos, tais como: um lápis, uma maçã, um livro, uma xícara, etc.
Procedimento

1. Divida os alunos em grupos de três ou quatro.

2. Estimule os alunos a sentirem, com os olhos vendados, os objetos que estão

dentro da sacola.

3. Cada um deverá identificar um objeto dentro da sacola.

4. Peça a cada um dos alunos que descreva como conseguiu identificar o objeto, ou seja, se a identificação foi possível pela forma, textura, cheiro, etc.

Explique aos alunos que eles acabaram de vivenciar a forma

como as pessoas cegas desenvolvem o sentido do tato. Discuta com o grupo as seguintes questões:

5. Foi fácil identificar os objetos dentro da sacola? Por quê?
Minhas Mãos Não Funcionam Como Deveriam

Objetivo - Permitir aos alunos experimentar a rigidez muscular que geralmente é conseqüência da paralisia cerebral e a frustração de não poder controlar os movimentos.

Material - Dois pares de meias grossas e uma camisa com botões (que você pode pedir que sejam trazidos de casa).

Procedimento

1. Agrupe os alunos em pares e peça a um em cada par para vestir meias soquetes nas mãos, amarrando os punhos com fita crepe.

2. Conte aos alunos que eles irão vivenciar como é ter paralisia cerebral, tentando vestir e abotoar uma camisa, com as mãos na condição 1.

3. Dê o sinal e peça aos alunos para vestirem a camisa, abotoá-la, desabotoá-la e para se sentarem em frente ao seu par.


  1. Peça a eles para trocarem de papel, o material, e repetir a experiência.

  2. Quando tiverem terminado (alguns não conseguirão terminar a tarefa em 4 ou 5 minutos), peça para eles flexionarem os dedos e estenderem os braços.

Discussão - Forme o grupo de discussão e faça as seguintes perguntas:

1. Como você se sentiu vestindo e abotoando a camisa com a luvas nas mãos?

2. O que foi mais difícil?

3. Como se sentiu com o seu par observando?

4. Você já se sentiu com vontade de desistir de alguma coisa? Do quê? Por quê? Quando?

5. Quando você flexionou seus braços, o que sentiu?

6. Você sentiu vontade de rir de alguém alguma vez? Por quê? Por que não?

7. Converse com os alunos sobre seus sentimentos e observações durante a atividade. Explique que a rigidez que eles sentiram nos braços e nos dedos é muito parecida com a rigidez muscular que a maioria das pessoas com paralisia cerebral tem, muitas vezes no corpo todo. Para elas, é muito

difícil relaxar os músculos. O profissional que procura ajudar as pessoas com paralisia cerebral a ficarem com a musculatura menos rígida chamas-se fisioterapeuta. Para isso, o fisioterapeuta usa jogos e atividades parecidas com aquelas que foram feitas depois da simulação.

8. Converse com os alunos sobre suas atitudes com relação à deficiência.

9. Como eles se sentiram sendo observados enquanto desenvolviam a atividade. Converse com os alunos sobre como é ser observado ou ter alguém rindo enquanto tenta fazer alguma coisa com grande dificuldade.
A Paralisia Cerebral Pode Afetar a Fala

Objetivo - Favorecer aos alunos que experimentem a dificuldade de falar e de ouvir alguém com deficiência na fala.

Material - Lápis e papel para cada aluno.

Procedimento

1. Fazer alguns minutos de silêncio para permitir que os alunos pensem em uma poesia, música ou história que eles saibam de cor. Encoraje-os a pensarem em provérbios, jogos, canções de ninar, etc.

2. Peça para os alunos escreverem o que escolheram numa folha de papel.

3. Faça grupos de quatro e explique que eles irão simular o que é ter uma dificuldade na fala.

4. Peça aos alunos para apresentarem o poema ou rima escolhida para a classe. Só que eles terão de fazer isso pressionando a ponta da língua no fundo do céu da boca.

5. É muito importante que você demonstre esta técnica para os alunos e reafirme a seriedade da atividade. Você poderá selecionar uma frase para demonstrar a fala de uma pessoa com paralisia cerebral.

6. Faça os alunos seguirem os seguintes procedimentos:

• Um aluno diz sua parte, simulando a deficiência na fala.

• Os outros alunos assistem até que ele termine.

• Os colegas adivinham o que foi dito. Se eles não adivinharem, o aluno deve tentar novamente.

• Se os colegas ainda não conseguiram compreender o que foi dito, o aluno repete o poema sem simular a deficiência.

• A atividade continua até que todos tenham tido a chance de fazer a simulação.

Discussão - Quando todos os grupos terminarem essa atividade, escreva na lousa as seguintes questões e peça aos alunos para pensarem nas respostas, silenciosamente.

1. Como você se sentiu simulando a deficiência da fala?

2. Como você se sentiu ouvindo alguém com deficiência de fala?

3. Qual das duas atividades foi mais difícil para você? Por quê? Essa atividade é bastante difícil, mas é extremamente necessária para que os alunos possam ampliar sua visão sobre paralisia cerebral. É importante que eles observem as atividades sob o ponto de vista tanto da pessoa com deficiência da fala, como do ponto de vista do ouvinte, pois essa deficiência afeta a comunicação entre ambos.

4. Converse sobre a deficiência da fala e mostre que muitas pessoas

pensam que todos aqueles que têm paralisia cerebral são pessoas com deficiência mental porque falam devagar e com dificuldade.

5. Estimule os alunos a imaginarem como as pessoas com paralisia cerebral se sentem quando são tratados assim.

6. O papel do ouvinte também é muito difícil. Geralmente, os alunos compartilham sentimentos como “Eu me senti aliviado quando alguém do meu grupo adivinhou o que ele estava dizendo. Eu não agüentava mais ouvir Joana falando daquele jeito”. Ou então: “Eu não queria olhar para ela enquanto falava daquele jeito”. Converse com os alunos sobre o que significa ser um bom ouvinte.

7. Explique aos alunos que, às vezes, o ouvinte tem mais dificuldade com relação à deficiência do que a própria pessoa com deficiência.


Sentada X Em Pé

Objetivo - Favorecer com que os alunos vivenciem uma amostra do isolamento que, às vezes, uma pessoa que usa cadeira de rodas pode sentir.

Material - Sala de aula grande, com cadeiras em volta, formando um círculo; um cronômetro e uma sacola para colocar cartões com frases:

1. Meu programa de TV favorito

2. Meu prato preferido

3. O melhor animal de estimação

4. Meu passeio favorito

5. O maior susto da minha vida

Procedimento

1. Faça grupos de cinco alunos.

2. Solicite que um dos alunos enfie a mão dentro da sacola e retire dela um cartão.

3. Coloque no meio do círculo uma cadeira de rodas, ou uma cadeira qualquer que fará as suas vezes. Um outro aluno do grupo deverá sentar-se nela. Conte ao grupo que cada um deles irá experimentar a situação de se sentar, no centro do grupo, na cadeira de rodas, ou na cadeira que está fazendo as vezes de cadeira de rodas.

4. Explique aos alunos que eles irão ter a oportunidade de experimentar um pouquinho do isolamento que uma pessoa na cadeira de rodas pode sentir, quando está no meio de outras pessoas, todas em pé.

5. Coloque os alunos no círculo e marque três minutos. Peça a eles que conversem sobre o tema constante do cartão selecionado. Todos devem participar da conversa.

6. Quando terminar o tempo, forme outro grupo de 5 alunos para entrar no círculo e assim por diante, até que todos tenham participado da atividade.

Discussão - Faça as seguintes perguntas:

1. Você se lembrou de incluir na conversa o aluno que estava na “cadeira de rodas”?

2. O que você fez?

3. Você se esqueceu de que ele estava lá?

4. Como você se sentiu sentado no meio do grupo de alunos em pé?

5. O que você fez para participar da conversa?

6. Você se sentiu mal alguma vez? Por quê? Por que não?

7. Discutir o fato de que muitas pessoas que usam cadeira de rodas queixam-se que perguntas e comentários são sempre dirigidos a amigos e pessoas da família que estejam ao seu lado, ou que estejam empurrando a cadeira de rodas, em vez de serem dirigidos a elas mesmas. Ex: Uma mulher com deficiência contou que ela estava em um restaurante quando o garçom se aproximou e perguntou ao marido dela como ela queria o seu bife. Converse com os alunos sobre o motivo pelo qual essa mulher se aborreceu com o garçom e relacione esse exemplo com a atividade que eles acabaram de fazer.

8. Peça aos alunos para fazerem uma lista do que eles fariam se tivessem um colega que usasse cadeira de rodas. O que eles fariam para incluí-lo nas conversas?


Assistindo TV - Como é Para uma Pessoa com Deficiência Auditiva

Objetivo - Favorecer às crianças a compreensão de que as “dicas” visuais são essenciais para uma pessoa com deficiência auditiva, no processo de informação social.

Material - Aparelho de TV. Papel e lápis para cada aluno.

Procedimento

1. Ligue o televisor para os alunos assistirem e tire o som completamente.

2. Enquanto os alunos assistem ao filme, observe suas reações - isto é,

distração, tensão, dispersão, etc.

3. Quando o filme terminar, divida a classe em grupos de quatro. Entregue as perguntas seguintes e solicite aos alunos que escrevam as respostas em uma folha de papel. Compartilhe as respostas com o grupo.

• Qual era o tema do filme?

• Como você sabe disso?

• O que você não conseguiu entender?
Discussão - Discutir no grande grupo:

1. Como você se sentiu?

2. Quais foram as melhores dicas que ajudaram você a entender o filme?

3. Você acha que as pessoas com deficiência auditiva gostam de assistir à TV e ir ao cinema?

4. Qual o programa que você conhece que seria bom para pessoas com deficiência auditiva assistirem?

5. O que poderia ajudar uma pessoa com deficiência auditiva a entender melhor um programa de televisão ou um filme?

6. Conte para os alunos que as pessoas com deficiência auditiva usam seus olhos para integrar as coisas do mundo à sua volta. Elas observam cuidadosamente para entender o que está acontecendo à sua volta.

7. Fale sobre a surdez como uma deficiência que pode isolar as pessoas e sobre como deve ser difícil para uma pessoa surda se envolver em uma atividade com um grupo de pessoas ouvintes.



8. Discuta o papel da televisão na vida de todos e o efeito que ela tem sobre uma pessoa com deficiência auditiva. Falar sobre a importância de se ter um Intérprete de Língua de Sinais

Discuta com os alunos as vantagens de um intérprete em sala de aula e nas igrejas.



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