90 anos do jornal a tarde



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Encontro11.09.2017
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O SR. BENITO GAMA (PMDB–BA) pronuncia o seguinte discurso: Sr. Presidente, Sras. e Srs. Deputados, quando, no dia 15 de outubro de 1912, saiu às ruas da cidade de Salvador a primeira edição do jornal “A Tarde”, uma nova era começava na história da imprensa baiana e do jornalismo brasileiro. Nestes 90 anos, “A Tarde” consolidou-se como um dos maiores jornais do País, pelo valor dos profissionais que reúne e pela excelência gráfica com que chega às mãos dos seus milhares de fiéis leitores.

Participar da sessão solene em que a Câmara dos Deputados comemora o nonagésimo aniversário de “A Tarde” é, pois, motivo de honra para a Liderança do PMDB, testemunha da admirável obra que, há quase cem anos, empreende esse brilhante matutino em favor da grandeza da Bahia, da prosperidade do Nordeste e do desenvolvimento do Brasil.

Em 1912, a capital baiana era a terceira cidade do País, com pouco mais de 260 mil habitantes. Nela destacava-se, pelo fulgor da inteligência e pela vastidão da cultura, o jovem Ernesto Simões Filho. Advogado, o moço jornalista surpreende o público ao fundar, com apenas 26 anos de idade, o próprio jornal, a que dá o nome de “A Tarde”. Logo na primeira edição, apresenta o novo diário como uma folha imparcial, mas não apática; independente, mas não indiferente; apartidária, mas não apolítica.

Por 45 anos, Simões Filho dirigiu “A Tarde” — até 1957, quando faleceu aos 71 anos de idade. Ainda hoje, sua presença se faz sentir no periódico que administrava com rigor e liderava com firmeza. Passadas nove décadas, é o mesmo o compromisso de “A Tarde” com os seus leitores: oferecer a informação correta, o comentário honesto, o entretenimento sadio, em nome da educação, do lazer e da cultura a que todos temos direito.

No decorrer desse longo tempo, deu “A Tarde” um testemunho valioso dos mais importantes acontecimentos na história do Brasil e do mundo: as duas grandes guerras, a Revolução de 30, o suicídio de Getúlio Vargas, a inauguração de Brasília, o golpe de 1964, a redemocratização do País, a morte de Tancredo Neves e tantos outros fatos de relevo público. Assim, nas páginas e nos cadernos desse órgão temos a memória do passado que fomos, o registro do presente que somos e a idéia do futuro que poderemos vir a ser.

A retidão e a coragem com que cobriu certos episódios valeram ao jornal “A Tarde” afrontas e perseguições: em 1930, defensores da Aliança Liberal depredaram-lhe a sede, violência a que se seguiu o estabelecimento da censura e a prisão de jornalistas. Arbitrariedades que apenas deram ao matutino a prova de que trilhava o caminho certo.

Não admira, pois, seja “A Tarde”, para júbilo dos baianos, o diário de maior circulação no Norte e Nordeste. Hoje, o empreendimento pioneiro de Simões Filho é o carro-chefe de um grupo de empresas: “A Tarde on-line”, versão eletrônica do jornal, disponível desde 1996; “Rádio 104 FM”, uma das mais ouvidas em Salvador; “Agência A Tarde”, de fotojornalismo; e “Gráfica A Tarde”, detentora de uma das maiores carteiras de clientes da região.

Essa, a grandiosa realidade em que se transformou o sonho de Ernesto Simões Filho. Aos herdeiros e continuadores da obra desse notável brasileiro, a homenagem da Liderança do PMDB pelos 90 anos de “A Tarde”, jornal que é patrimônio da Bahia e orgulho de todos os baianos.



Muito obrigado.








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