80º aniversário natalício da ilustre intelectual, advogada, contista e romancista Senhora lygia fagundes telles



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REQUERIMENTO Nº 1112 DE 2003.


Requeiro, nos termos do artigo 165, inciso VIII do Regimento Interno, que se registre nos anais desta Casa um voto de congratulações com a população paulistana, paulista e brasileira, pelo 80º aniversário natalício da ilustre intelectual, advogada, contista e romancista Senhora LYGIA FAGUNDES TELLES, a ser comemorado no dia 19 de abril.
Requeiro, ainda, que desta manifestação dê-se ciência à homenageada, Dra. Lygia Fagundes Telles, residente à rua da Consolação nº 3563 – 13º andar, Capital/SP – CEP 01416-001 e à Academia Brasileira de Letras, sita à Av. Presidente Wilson nº 203 – 4º andar , Rio de Janeiro/RJ – CEP 20030-021.

JUSTIFICATIVA


1 - Este é um instante próprio para que se faça uma genuflexão espiritual e que se aufira juízo de valor sobre esta mulher que se distinguiu não menos pelo vigor de sua inteligência e capacidade na literatura, mas também pela sua dedicação e vocação a um trabalho verdadeiramente memorável.
Lygia Fagundes Telles , advogada, contista e romancista, nasceu em São Paulo/SP, em 19 de abril de 1923. Eleita em 24 de outubro de 1985 para a Cadeira 16 da Academia Brasileira de Letras, sucedendo a Pedro Calmon, foi recebida em 12 de maio de 1987 pelo acadêmico Eduardo Portella, sendo nesse mesmo ano agraciada com, a Medalha da Ordem do Rio Branco.

Filha do magistrado Durval de Azevedo Fagundes e de Maria do Rosário de zevedo fagundes, passou a maior parte da infância em cidades do interior do Estado onde seu pai foi delegado e promotor público. Voltando à capital, cursou o ginásio do Instituto de Educação Caetano de Campos, tendo sido aluna do Professor Silveira Bueno, de quem recebeu os primeiros incentivos para a carreira literária. Formou-se na Escola Superior de Educação Física e, a seguir, ingressou na Faculdade de Direito de São Paulo. Ali participou ativamente da vida literária universitária , integrando a comissão de redação das revistas Arcádia e XI de Agosto, onde conhece Mário e Oswald de Andrade, Paulo Emílio Salles Gomes, entre outros.

Casou-se com o professor Goffredo da Silva Telles Júnior. Desse casamento tem um filho, Goffredo da Silva Telles Neto, cineasta. Foi casada depois com o professor e escritor Paulo Emílio Salles Gomes, fundador da Cinemateca Brasileira, falecido em 1977.

Como funcionária pública, veio a ser Procuradora do Estado. Foi presidente da Fundação Cinemateca Brasileira em São Paulo durante quatro anos e também vice-presidente da união Brasileira de Escritores.

Começou a escrever contos ainda adolescente. Estava na Faculdade quando seu livro Praia Viva foi publicado em 1944. Em 1949, seu volume de contos O Cacto Vermelho recebeu o Prêmio Afonso Arinos da Academia Brasileira de Letras.

Segundo o professor Antônio Cândido, seu romance Ciranda de Pedra, publicado em 1954, seria o marco da sua maturidade intelectual. Esta obra foi escrita na Fazenda Santo Antonio, em Araras, onde se reunia com amigos como Mário e Oswald de Andrade, Tarsila do Amaral, Anita Mafaldi e Heitor Villa Lobos. Sua obra tem merecido a melhor crítica no Brasil e no exterior, com livros publicados com grande sucesso.

A presença de Lygia Fagundes Telles na vida literária brasileira é constante também pela sua participação em congressos, debates e seminários.

Participou do ciclo de conferências em homenagem a Machado de Assis, realizado no Centro Cultural Banco do Brasil, em 1989. Em 1990 esteve na Suécia, a convite da Sociedade de Escritores Suecos para participar, em Göteborg, da Feira Internacional do Livro; em Bueno Aires, participou do Congresso de Escritores Ibéricos e Latino-Americanos e, em março de 1992, do Congresso Internacional de Escritores, onde apresentou um trabalho sobre “A personagem feminina segundo Lygia Fagundes Telles”.

Contos de Lygia Fagundes Telles figuram em antologias nacionais e estrangeiras. “Trilogia da Confissão”, premiado no I Concurso Nacional de Contos promovido pelo Governo do Paraná, figurando no volume “Os 18 Melhores Contos do Brasil” (1968); o conto “Antes do Baile Verde”, traduzido por Georgette Tavares Bastos conquistou, em 1969, em Cannes, o Grande Prêmio Internacional Feminino para Estrangeiros, em língua francesa.

Pela sua obra literária recebeu diversos prêmios: Prêmio Afonso Arinos da Academia Brasileira de Letras (1949); Prêmio Instituto Nacional do Livro (1958); Prêmio Boa Leitura (1964); Prêmio Jabuti da Câmara Brasileira do Livro (1965); Prêmio do I Concurso Nacional de Contos do Governo do Paraná (1968); Prêmio Guimarães Rosa da Fundepar (1972); Prêmio Coelho Neto da Academia Brasileira de Letras (1973); Prêmio Ficção, da Associação Paulista dos Críticos de Arte (1974 e 1980); Prêmio Jabuti, da Câmara Brasileira do Livro (1974); Prêmio Pen Clube do Brasil (1977); Prêmio II Bienal Nestlé de Literatura Brasileira Contos (1984), e Prêmio Pedro Nava, o Melhor Livro do Ano (1989).

Obras: Ciranda de Pedra , romance (1954); Histórias do desencontro, contos (1958); Verão no Aquário, romance (1963); Histórias Escolhidas, contos (1964); O Jardim Selvagem, contos (1965); Antes do Baile Verde, contos (1970); Seminário dos Ratos, contos (1977); Filhos Pródigos, contos (1978); A Disciplina do Amor, fragmentos (1980); Mistérios, contos (1981); As Horas Nuas, romance (1989); A Estrutura da Bolha de Sabão, contos (1991); A Noite Escura e Mais Eu, contos (1995). De sua obra foi publicada a Seleta, organização, prefácio e notas da Professora Nelly Novaes Coelho (1971) e Os Melhores Contos de Lygia Fagundes Telles, seleção e prefácio de Eduardo Portella (1984); Oito Contos de Amor (1966).

Escreveu, em parceria com Paulo Emílio Salles Gomes o livro Capitu, adaptação livre do romance Dom Casmurro (1993).




2- Não quero resvalar na insensibilidade de não reconhecer a importância de sua presença na cultura brasileira. Cumpre-nos, por oportuno, uma palavra de respeito e gratidão na interpretação do sentimento comum de afeto e apreço que devemos como expressão de homenagem que devemos e não resgataremos nunca.
“Agradecemos a Deus por termos Lygia Fagundes Telles entre nós”.

Sala das Sessões, em


Deputado ARY FOSSEN



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