6a Cineop- mostra de Cinema de Ouro Preto



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6a CineOP- Mostra de Cinema de Ouro Preto

15 a 20 de junho de 2011



REAVALIAÇÃO DA CHANCHADA É DESTAQUE

NO TERCEIRO DIA DA CINEOP
A chanchada, gênero tão popular na década de 50, sempre foi muito mal vista tanto por críticos quanto pelos próprios cineastas da época. Nesta 6a CineOP, porém, o gênero está sendo reavaliado pela crítica e pesquisadores presentes ao evento, enquanto confirma sua vitalidade e atualidade em sessões lotadas e repletas de risos no Cine Vila Rica e no Cine Praça.
Essa foi a tônica principal da mesa “A Chanchada no Contexto dos Anos 50”, que ocorreu neste sábado, com a participação dos professores e pesquisadores Afrânio Catani, Maurício Reinaldo Gonçalves e Sheila Schvarzman. Catani abriu o debate traçando um panorama histórico da chanchada e lembrou que “a antipatia para com a chanchada foi antológica. Vemos que algumas pessoas que eram da chanchada e migram para outros gêneros sofrem preconceito, como Anselmo Duarte”.
Gonçalves concordou com Catani em sua fala e reforçou que “é fundamental e nunca é tarde resgatar esse momento importantíssimo do cinema brasileiro da década de 50”. Já Sheila Schvarzman, especialista em Humberto Mauro, relembrou que, na época, se falava muito que Mauro nunca havia feito uma chanchada e que isso era dito como uma glória, um troféu, o que demonstra o preconceito que havia com quem fazia chanchada.
“Seja nos anos 30, 50 ou hoje, com a ascensão da classe C, fica claro o desprezo histórico pelo cinema popular no Brasil. Os críticos sequer usavam a palavra popular para se referir à chanchada. Diziam popularesco, como se seu público não contasse, fosse desprezível”, reforça Schvarzman, que lamenta o desaparecimento do gênero em nossa cinematografia. “Onde está a paródia, tão importante para nosso cinema? A paródia é muito nossa, mas parece que paramos de rir de nós mesmos. E tudo o que a chanchada suscita, de bom e ruim, é nosso também, faz parte da nossa cultura”.
Quando o debate foi aberto para o público, esse preconceito histórico contra a chanchada continuou a ser discutido. Da plateia, Maximo Barro, que montou diversos clássicos da década de 50, relembrou que muitos diretores que, na época, faziam chanchada, na verdade detestavam fazer chanchada, não gostavam do gênero. “Para muitos diretores da época, até para o Carlos Manga, a chanchada era o que lhes restava fazer, mas não que gostassem de fazer isso”, disse Barro.
Enquanto críticos e pesquisadores debatem a chanchada, o gênero se revela ainda extremamente atual e popular nas exibições da temática histórica. Neste sábado, foi a vez do Cine Praça receber o clássico Nem Sansão Nem Dalila, parte da homenagem ao cineasta Carlos Manga. Apesar do frio que castigava a cidade, o filme manteve a praça cheia ao longo de toda sua produção e arrancou risos e aplausos da plateia que se divertia com a atuação sempre surpreendente de Oscarito.
Sábado teve também a Mostrinha de Cinema, programação dedicada ao público infantil, que teve início com o longa gaúcho A Casa Verde e a série “Curtas para a Nova Geração”. Na programação histórica, houve as exibições ainda de Aviso aos Navegantes, de Watson Macedo – um dos principais nomes da chanchada, ao longo de Carlos Manga –, e Redenção, de Roberto Pires, considerado o primeiro longa-metragem baiano, ambos em cópias restauradas. Já na programação contemporânea, foi a vez das séries 2 e 3 de curtas-metragens, dos médias Angeli 24h e Meia Hora com Darcy, e do longa-metragem Efeito Reciclagem, de Sean Walsh.
A programação do Encontro Nacional de Arquivos também foi repleta neste sábado, com as mesas “Arquivos de Imagens e Som: Novos Horizontes” e “Cinema e Educação no Brasil: Memórias e Perspectivas”, e com o workshop internacional “A Potência Pedagógica da Imagem”, com a professora mexicana Inés Dussel.
Chegando à reta final da CineOP, domingo é dia do Cortejo da Arte, um contagiante e tradicional passeio musical que percorre as ruas tricentenárias de Ouro Preto com a regência e animação de bandas, grupos e artistas convidados. A programação infantil da Mostrinha também continua com os longas Brasil Animado e Eu e Meu Guarda Chuva.
O seminário também terá um dia repleto no domingo com as mesas “História, Preservação, Educação: Escolas, Universidades e Arquivos”, “Documentação Correlata” e a 2a reunião de trabalho da Rede Kino, além do lançamento de diversos livros, entre eles os dicionários de fotógrafos e de astros e estrelas do cinema brasileiro, realizados pelo pesquisador Antônio Leão da Silva Neto.
A programação histórica apresentará o longa de estreia de Roberto Farias, Rico Ri à Toa, enquanto a parte contemporânea trará três série de curtas, além da pré-estreia nacional do longa-metragem paranaense O Corte do Alfaiate, de João Castelo Branco Machado.
E na segunda a 6a CineOP chega a seu fim, mas ainda com uma programação bastante diversa e extensa. O Cine Escola volta, nesta segunda, com cinco sessões dedicadas aos alunos da rede pública de Ouro Preto, enquanto a temática histórica encerra sua participação com a exibição do clássico Carnaval Atlântida, de José Carlos Burle. Já a programação contemporânea chega ao fim com as séries 7 e 8 de curtas, além da exibição de médias-metragens do Rio de Janeiro, Minas Gerais e Pernambuco.
A sessão de encerramento da 6a CineOP, amanhã, às 20h30 no Cine Vila Rica, trará de volta aquele que tem sido um dos momentos mais emocionantes da Mostra de Cinema de Ouro Preto nos últimos três anos: a nova edição do Cine-Concerto “Le Rendez-Vous du Sam’di Soir”, na qual músicos franceses Celine Benezeth, Marco Pereira e Maxime Roman executarão ao vivo uma trilha original e inédita para curtas selecionados das cineastas francesas Alice Guy-Blanché e Germaine Dulac e da alemã Lotte Reiniger, mulheres pioneiras do cinema.
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Acompanhe a 6ª CineOP e o programa Cinema Sem Fronteiras 2011.

Informações para o público: (31) 3282.2366 – Universo Produção

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6ª CineOP - Mostra de Cinema de Ouro Preto - 15 a 20 de junho de 2011

 

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