177 maneiras de enlouquecer uma mulher na cama



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177 MANEIRAS DE ENLOUQUECER UMA MULHER NA CAMA

MARGOT SAINT-LOUP

Tradução

Luiz Cavalcanti de M. Guerra


SUMÁRIO


Introdução 7

Como utilizar este liVro 11

Pequena lição de anatomia 15

Como costuma chamá-la? 15

Como funciona? 16

A teoria dos fluidos 17

Aprenda a seduzir 19
Está esquentando...

O prazer e a multiplicação do prazer 23

O cenário ideal 33

A cama 36

Fora da cama 37

Onde e quando? Pequeno gula da anti-rotina 41

As delícias das preliminares 51

Que tal brincar um pouquinho? 54

Acessórios 55

Senhores e escravos 56

Jogos de crianças 57

Igualmente no catálogo... 58

Guloseimas 58

Na água 60


Vestuário e roupa de baixo 62

Massagens 66

Prazeres solitários compartilhados 69

O beijo 70

Da cabeça aos pés 73

A flor da pele 75

Carícias e outras mordidas 81

Coisas de língua 85

Variações 89

Posições 92

Em todas as posições 95

Esse bom velho missionário 98

Em sela! 101

Vamos virar! 103

Tandem 105

Sentado ou de pé? 107

Na estrada de Sodoma 108

Palavras, palavras, palavras... 111

Sobre o orgasmo 113

Depois do amor, ainda e sempre amor 117

O amor sem riscos 121

Conclusão 123


INTRODUÇÃO

óA união com os homens torna as mulheres felizes. Elas se sa-

ciam de prazer e luxúria, e a alegria que experimentam cons-

titui toda a sua satisfaçãoó, afirma o Kama-Sutra.

Se ao menos pudesse ser sempre assim! Mas ainda estamos

longe disso... Já me aconteceu várias vezes, na cama com um

homem, lembrar-me nostalgicamente das caricias que eu mes-

ma me havia proporcionado, sozinha, concluindo com tristeza

que me tinham causado mais prazer do que o ato sexual propria-

mente dito.

Não existe nada de sensacional em minhas palavras, mas,

no que se refere ao sexo há momentos mais ou menos felizes, o

puro delírio ou a decepção total.

Recordo-me particularmente de um homem. Ele surgira de

repente, por volta da meia-noite, numa festa em casa de amigos.

Fiquei deslumbrada quando o vi, até corei e quase perdi a fala.

Eu não era a única, aliás, a mostrar-me sensível àquele charme

todo e me achava ainda mais alvoroçada ao perceber que ele

também se interessava por mim. O modo como dançava, toman-

do-me em seus braços com uma determinação gentilmente viril,

não deixava qualquer dúvida: aquele homem sabia lidar com as

mulheres. Mas...

Algumas danças e taças de champanhe mais tarde, con-

cordei em acompanhá-lo até o seu apartamento para um último

7
brinde. Chegando lá, pude ver, apavorada, o meu príncipe en-

cantado transformar-se num atleta da cama desprovido de qual-

quer sensibilidade para os rituais do amor. Em questão de mi-

nutos eu Já estava deitada, enquanto ele se despia apressada-

mente, mas ainda assim meticuloso o bastante para dobrar e

arrumar com cuidado as suas roupas sobre uma cadeira. Depois

do comovente ritual, atirou-se sobre mim, praticamente arran-

cando-me o vestido, e começou a trabalhar. Um beijinho à-toa

no pescoço... e aquele eterno vaivém. O sujeito concentrava-se

nos próprios movimentos como se estivesse malhando numa

academia. Queria bater algum recorde ou me impressionar com

uma técnica infalível? A verdade é que passados seis minutos e

12 segundos ele ejaculou, ofegante e parecendo saciado. Agra-

deceu-me com uma bicota nos lábios e entrou imediatamente

no banheiro para uma limpeza de costume... Aturdida e decep-

cionada, vesti-me com um pouquinho mais de tempo do que ele

precisou para tirar-me a roupa, peguei minha bolsa, e já me

encontrava na porta quando o cara reapareceu, todo lépido e

fagueiro. Surpreso por me ver prestes a partir, mas suficiente-

mente discreto ou (não é proibido sonhar) perspicaz para não

fazer perguntas, aceitou minhas despedidas dizendo que me li-

garia o mais breve possível.

Pensando ainda que o homem podia ser realmente sedutor e

até certo ponto inteligente, decidi que não havia problema al-

gum em lhe dar uma segunda e ainda uma terceira chance. Afi-

nal, errar é humano... Não sei onde estava com a cabeça! De-

pois da segunda investida, esgotado pelo desempenho, ele pe-

gou no sono sem sequer acolher-me em seus braços. E, na ter-

ceira vez, tendo lhe explicado que eu precisava de um pouco

mais de tempo para atingir o orgasmo, ele concordou, como um

favor, em prolongar o ato, mas sem me olhar, muito preocupado

com a eficácia dos movimentos de seus próprios quadris. Não

pude deixar de admirar sua dedicação, aquela seriedade per-

feitamente concentrada... enquanto eu mesma permanecia

alheia ao que estava acontecendo. De repente deparei-me pen-

8
sando num monte de bobagens que em geral quase não me preo-

cupam: formulários da Previdência Social para preencher, uma

ida ao tintureiro para levar as cortinas da sala... as mesmas cor-

tinas por onde eu teria subido cheia do fogo da paixão para cair

depois vencida pelo gozo. Mas provavelmente já estava escrito

que com esse homem tão bonito eu não sairia nunca do colchão.

Pior para mim... E para ele também.

Essa breve aventura pelo menos me ensinou uma coisa: um

homem bonito não é necessariamente um bom amante. A mais

perfeita das técnicas não substitui a ternura, a atenção para com

o outro, a solicitude, a delicadeza, a loucura, a imaginação, a

fantasia, a generosidade... O amor, em suma.

Se esse homem tivesse um conhecimento adequado do cor-

po feminino, mesmo sem amor ou envolvimento especial ele te-

ria conseguido me dar algum prazer, mas certamente suas no-

ções sobre o assunto tinham parado naquilo que aprendera nos

bancos do primeiro grau.

E claro que as primeiras transas raramente são as melhores.

Muitas vezes precisa-se de algum tempo para chegar às alturas.

Os parceiros se procuram, vão se descobrindo aos poucos, há

toda uma trama de toques, segredos e carícias. A sexualidade é

uma questão de corpo, coração e espírito. Depois do primeiro

olhar opera-se toda uma alquimia, onde ainda entram os senti-

mentos, a atração recíproca, as peles que se complementam, os

odores que se combinam, a compatibilidade sexual entre os par-

ceiros.

Conheci homens maravilhosos com quem óissoó não funcio-



nava de jeito nenhum, apesar de serem indiscuti vel mente atra-

entes. E outros muito menos estimulantes à primeira vista que

me levaram a êxtases inesquecíveis. Trata-se de algo misterio-

so, na verdade uma sutileza a mais que eu chamaria de saber

amar.

Não é uma coisa tão complicada assim! O leitor perceber



que não lhe pedimos quase nada. E no entanto esse quase nada

é praticamente tudo, ou seja, deve aprender a nos seduzir, sur-

9
preender e sobretudo descobrir pacientemente como somos pa-

ra chegarmos juntos ao ápice do prazer.

Não precisa duvidar de si mesmo! Estamos prontas para ad-

mirar o vigor de seus atributos, para ficar de queixo caído dian-

te de seu desempenho, mas... E nós em tudo isso? Precisamos

lembrar que não estamos aí como espectadoras, mas como atri-

zes atuantes, dedicadas e superdesejosas de participar desse

jogo de que gostamos tanto?

O amor não é a justaposição de dois prazeres solitários; é a

fusão de dois corpos, de dois corações, de dois espíritos; um du-

eto mágico em que as vozes se respondem e combinam para al-

cançar um entendimento perfeito.

Espero que todos aqueles que se habituaram a cantar sozi-

nhos, e nunca se preocuparam em saber se a melodia estava nos

agradando, encontrem neste livro a oportunidade de aperfeiço-

arem a técnica do dueto e do desempenho a quatro mãos.

Música, maestro!

Margot Saint-Loup

Como utilizar este livro
Preciso ficar repetindo, leitor amigo? Tudo o que se acha aqui é

dedicado a você. Pode considerar este livro exclusivamente seu.

Ele foi mesmo escrito em sua intenção... embora pensando em

suas parceiras! Não veja nisso nenhum egoismo cego, mas ape-

nas o desejo de levá-lo a descobrir tudo o que nós mulheres

amamos, todo um mundo de loucuras para onde gostaríamos de

arrastá-lo.

O prazer que souber nos dar será seu também. Temos tudo a

ganhar com a reciprocidade amorosa. Você deixará de nos ver

como "a maior burrice que eu fiz na minha vida" ou como frígi-

das irrecuperáveis, enquanto nós não o chamaremos mais de

machão. Nesse aspecto, esta obra deveria ser declarada e reco-

nhecida como de utilidade pública!

Se quer um conselho, acho que você devia devorar estas pá-

gi nas. Aposto que vai gostar, que vai querer repetir e até decorar

certas passagens...

Se for um apreciador da boa mesa, que sabe combinar com

bom gosto os melhores pratos e os melhores vinhos, sinta-se à

vontade para folhear livremente, localizando assuntos oportu-

nos, detendo-se um pouco mais num trecho ou outro, parando afi-

na] nos capítulos que o intrigam ou excitam a sua curiosidade.

Mas qualquer que seja a maneira que escolha para ler, as-

sim que acabar guarde este tesouro num local a que somente

11
você tenha acesso, para que nenhum bisbilhoteiro venha a apo-

derar-se dele. Só deve ter o cuidado de não esquecer o esconde-

rijo, você poderia de uma hora para outra precisar de alguns

lembretes.

Feche os olhos e imagine uma mulher; imagine a mulher que

vem ocupando os seus pensamentos ou aquela que você daria

tudo para encontrar. Solte as amarras das recordações, concen-

tre-se nas cenas que lhe chegam espontaneamente ao espírito

quando o objeto dos seus desejos adquire um rosto.

Chegado o momento do encontro, esqueça tudo. Não procu-

re seguir ao pé da letra ou de uma única vez os meus conselhos:

você e sua parceira poderiam ficar entediados. Não se trata de

mostrar um excelente desempenho ou de bater um recorde, mas

de fazer amor da maneira mais gratificante do mundo. A mulher

ao seu lado não está procurando um número de circo, mas sin-

ceridade. Pouco lhe importa se há receitas para o sexo; o que

ela quer é sentir um companheiro solidário e atencioso.

Não tenho outra intenção, leitor amigo, senão oferecer-lhe

algumas idéias que despertem a sua criatividade. Não se con-

tente com estes 177 conselhos ainda mesmo que lhe estejam

prestando um ótimo serviço; tente, ao contrário, aumentar a lis-

ta para o infinito...

Pergunte a si próprio por que teve vontade de ler o meu tra-

balho e por que eu mesma senti a necessidade de escrevê-lo.

No meu caso, a resposta é bem simples: amoos homens e oJogo

amoroso, adoro a descoberta do outro e a excitação que isso pro-

voca, fico doida com as paixões que devoram os sentidos e o

espírito. Nada me entristece tanto quanto os encontros frustra-

dos, os sonhos desfeitos ou aquele famoso sétimo céu do orgasmo

se escondendo atrás das nuvens até desaparecer por completo.

Minha única ambição ao entregar ao leitor este livro é ajuda-

lo a conhecer realmente uma mulher e indicar-lhe as mil ma-

neiras de ganhar o seu coração e o seu corpo.

Depois da leitura - leia quantas vezes quiser, memorize,

faça anotações, sublinhe as passagens que mais chamaram a

12
sua atenção -, ponha tudo de lado e concentre-se na mulher

dos seus sonhos. Ame-a realmente. Dedique-se a seduzi-la e

conquistá-la todos os dias. Não custa quase nada: muita ternu-

ra, muito respeito, muita imaginação, muita fantasia, e princi-

palmente generosidade... Qualidades que bem lá no fundo sem-

pre estiveram com você e que estas dicas, assim espero, farão

com que venham à tona.

13

Pequena lição de anatomia


O meu leitor sabe por acaso que a mulher não se resume a óuns

peitinhos bonitosó e óuma bundinha bem-feitaó, como já o ou-

vimos tanto dizer?

E claro que a nossa bunda e os nossos peitos merecem toda

a sua atenção, e na verdade não precisamos de muito esforço

para saber (,,orno e por que essas partes de nosso corpo tornam-

se tão frequentemente o objeto das suas obsessões... é até muito

lisonjeiro para a gente, mas não basta. Peitinhos em forma de

maçã ou de pêra é só uma questão de cuidados. E as bundinhas

escondem todo um mistério que você deveria conhecer melhor

para nos dar mais satisfação.

Se o amigo for um craque em anatomia, pode pular estas

poucas linhas. Mas está bem certo de que domina o assunto?

Como costuma chama-la?


A mulher é um ser sexuado. E a esse sexo tão cobiçado e fanta-

siado, tão desejado e levado às alturas, já se deu um bocado de

nomes. Dos mais poéticos aos mais vulgares.

As crianças aprendem a cham -lo de baratinha, pombinha,

dondoca, e até perereca, apelido que talvez esteja na origem do

mais popular xereca. Vai se entender!


Não me admiraria se os vegetarianos ou os ecologistas vis-

sem em nosso órgão sexual uma romã ou um figo partido. Os

amantes de frutos do mar pensariam com certeza num mexilhão

entreaberto, enquanto os poetas e os sinólogos encheriam a boca

para elogiá-lo com expressões rebuscadas como porta de jade,

estoj*o de Jóias ou gruta de coral. Os indecisos e os ecléticos cos-

tumam variar entre rego, xoxota, babaca ele.; os cientistas, en-

tre vulva e vagina; e os mais diretos, finalmente, contentam-se

com o uso generalíssimo de boceta. Boceta apenas. Pode pare-

cer vulgar; mas é um termo adequado e muitas vezes excitante.

Se nada disso lhe agradar, você tem todo o direito de esco-

lher um apelido para o sexo da pessoa amada. Ele se tornará

uma espécie de senha, algo totalmente inacessível às pessoas

do seu círculo de amizades. Elas nunca saberão com certeza o

que você poderá estar dizendo ao comentar com a mulher ou a

namorada: "Estou doido para ver a Julinha esta noite, sinto tan-

ta falta dela." No máximo pedirão a voces que, na primeira opor-

tunidade, lhes apresentem essa misteriosa Julinha!

Como funciona?

É muito bonito dar um nome ao nosso sexo, mas não é o bas-

tante. Se você continuar considerando-o um mero buraco escon-

dido por pêlos, não iremos muito longe.

A primeira coisa em que deve reparar é o nosso monte de

Vênus (uma proeminência no púbis feminino), a parte inferior

do ventre que se cobre de pêlos a partir da puberdade, forman-

do uma moitinha cuja densidade varia de mulher para mulher.

Sob os pêlos abrem-se dois grandes lábios (labia majora)

que se sobressaem um pouco do conjunto. Eles protegem e ocul-

tam os pequenos lábios (labia minora), de textura mais fina e

mais sensível, que intumesce quando excitado.

Os grandes e os pequenos lábios limitam um espaço trian-

gular denominado óIntróitoó, no alto do qual eles se encontram

16
IPNP-
para formar o prepúcio do clitóris, que por sua vez cobre a

glande. Principal zona erógena, o clitóris é extremamente sensí-

vel; carícias prolongadas nesse ponto podem às vezes tornarem-

se dolorosas, mas são uma fonte inesgot vel de prazer!

Descendo mais um pouco encontrar o canal urinário e o

orifício da vagina, mais estreitado na mulher virgem pelo hímen.

A vagina liga-se diretamente com o útero, mas antes de alcançá-

lo (?!) você está autorizado a procurar, pacientemente, o famoso

ponto G, descoberto por um tal de Graferiberg. Mito ou realida-

de, o ponto G não seria mais que uma protuberância arredonda-

da formada pelos vasos sanguíneos da parede vaginal, intumes-

cidos em decorrência da excitação. Para encontr -lo, você pode

usar a piroca ou os dedos... mas não transforme isso em idéia

fixa. Nós mulheres sobrevivemos e gozamos bastante durante

anos sem sequer desconfiar da existência desse ponto G. De

qualquer modo, há quem garanta que ele torna a excitação dez

vezes mais intensa, enquanto outros afirmam que ele precipita o

orgasmo. Cada qual na sua!

Se continuar descendo, chegar ao ânus. Complicações à

vista. O pintor espanhol Salvador Dalí jurava que tinha conse-

guido contar 36 ou 37 pequenos sulcos em volta do ânus, mas

isso não resolve o nosso problema, que pode inclusive tornar-se

também o seu. Se ele às vezes é considerado um orifício sexual

natural, capaz de propiciar um prazer sem limites, por outro

lado continua sendo um tabu absoluto para um grande número

de mulheres. Você precisara de muita paciência e carinho para

convencê-las da naturalidade que existe nessa busca de novos

prazeres.

A teoria dos fluidos

Esta lição ficaria incompleta sem alguns coment rios sobre

os fluidos. Espero não estar dizendo nenhuma novidade ao lei-

tor, mas nós mulheres óficamos molhadasó. E, a menos que es-


tej . a com uni problema de ressecamento vaginal, que natural~

mente necessitaria de cuidados médicos, se uma mulher não fi-

car molhada, é que você não se saiu bem no desempenho de suas

tarefas ou, ainda pior, não lhe causou nenhum prazer especial.

Os fluidos femininos são em número de três. O primeiro,

chamado ciprina, aparece muito rápido com o desejo e a excita-

ção. Sua função é lubrificar a vagina. Você pode verificar facil-

mente a sua presença introduzindo o dedo ou os dedos na vagi-

na ou passando a mão nas calcinhas da parceira. A umidade não

deixará qualquer dúvida sobre o prazer que ela está sentindo.

O segundo fluido surge no momento do orgasmo. Ele pode

ser mais abundante e prova em todo caso que a sua parceira

realmente gozou, principalmente se você tiver dúvidas quanto

aos nossos dons de simulação.

O terceiro e último desses fluidos embriagadores pode lite-

ralmente jorrar do ponto G. Mas o fenómeno é raro. Abundante,

entretanto, em algumas mulheres, ele é comparável à ejaculação

masculina. As teorias a esse respeito têm se multiplicado, mas

ainda não se sabe de onde ele vem, como é constituído e onde

fica estocado.

Que os pretensiosos deixem portanto de bancar os superio-

res e os tímidos parem de pensar que não se acham à altura,

porque esse fluido não depende do ardor nem das proezas de

ninguém. Ele simplesmente acontece. E o leitor pode ficar tran-

quilo que assim que eu souber mais sobre o assunto não deixa-

rei de lhe contar!

18

Aprenda a seduzir


Com raríssimas exceções - ausência absoluta de talentos, m

vontade evidente e sistemática ou grosseria incurável -, todos

os homens, meu amigo, são capazes de propiciar às mulheres

um êxtase inesquecível.

Você não precisa se revelar um garanhão nem um desses

apolos de academia para nos levar à loucura. Pode ser baixo,

alto, magro, gordo (mas, por favor, sem exagero), peludo, barbu-

do, imberbe, bígodudo, careca, louro ou moreno, de olhos azuis

ou pretos, com óculos ou sem óculos. Pouco importa! A única

coisa que nos interessa é cair sob o domínio do seu encanto, que

pode não ser percebido à primeira vista, mas que sempre exis-

tiu com você.

Aprenda a gostar de si mesmo: pode apostar que você está

muito bem assim. Não dê a menor bola, por exemplo, ao tama-

nho do pênis; o importante é a maneira de usá-lo. Meu pai, que

era um homem experiente, costumava dizer: "Mais vale um pin-

tinho buliçoso que um galo preguiçoso." Se tiver esse tipo de

preocupação, passe o dia repetindo o provérbio, que funciona...

Lembra-se do método Coué* ?... Pois vá em frente e depois me

conte.


Érnile Coué (1857-1926), psicoterapeuta francês, criou um método de terapia por auto-

sugestão. (N.F.)

19
De qualquer forma, mesmo que o leitor já esteja convencido

de suas qualidades pessoais, não pode deixar de seguir algumas

regras básicas que decorrem principalmente da experiência de

vida.


Se você ainda está sozinho e deseja seduzir uma mulher,

ponha em ação o instinto e a perspicácia. Confie em seu desejo,

mas saiba discipliná-lo. Tudo é uma questão de controle! Não

se deixe levar pelas aparências. Uma mulher reservada, meio

distante, pode muito bem estar escondendo um temperamento

vulcânico, enquanto uma outra, aparentemente fogosa, acaba se

revelando uma amante tímida na cama. Evite juízos precipita-

dos, sem jamais perder de vista que ambas têm em comum a

necessidade de se sentirem desejáveis e desejadas.

Não se atire à presa ao primeiro olhar significativo e mali-

cioso que ela lhe dirija. Tenha calma... Saiba prolongar esses

momentos mágicos em que uma atração nascente faz acreditar

em todas as possibilidades. Deixe que ela perceba o seu inte-

resse, saiba provocar um sorriso, consiga com naturalidade que

ela comece a falar de si mesma, de sua vida, de seus gostos.

Diga algumas coisas a seu próprio respeito, mas cuidado...

está sentindo que pode fazer-lhe confidências? Tudo bem, mas

não abuse. É uma bobagem, por exemplo, mencionar aventuras

passadas, pois ela o tomaria por um fanfarrão ou um gaiato.

Na verdade, essas primeiras abordagens necessitam de pa-

ciência, muita habilidade e um mínimo de estratégia.. Mostre

uma pontinha dos seus encantos só para aguçar-lhe a curiosida-

de... nada de abrir todas as cartas na mesa, no primeiro encon-

tro. Você não deve parecer carente nem apressado, mas apenas

um homem que está se encantando, pressentindo ali aquela

mulher excepcional merecedora de todas as suas atenções.

Surpreenda-a, deixe-a intrigada, desperte-lhe a vontade de

saber mais sobre você. Mas, se por qualquer motivo tiver que

acompanhá-la até em casa sem outra intenção que a de mostrar-

se gentil, o que já será um ponto a seu favor, não insinue absolu-

tamente nada que a faça deplorar mais tarde o fato de você não

20
ter entrado. Cuidado! O importante é deixá-la suficientemente

seduzida para que ela durma e acorde no outro dia sentindo um

calafrio na espinha, pensando em você, no contato de sua mão

sobre a dela, na maneira particular com que lhe roçou as costas

e os ombros... É então que o espírito se aventura por esse mundo

com um sem-fim de possibilidades, imaginando o que tais carí-

cias não teriam provocado em sua pele nua.

Nesse momento, meu amigo, ela está quase enfeitiçada. Não

estrague tudo... por excesso de ardor!

Se você já vive com uma parceira, e praticamente certo que

lhe agradou o bastante para que ela tivesse concordado em ten-

tar uma vida a dois, compartilhando toda a intimidade de um



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