1; Vicente de P. R. da Silva



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RADIAÇÃO FOTOSSINTETICAMENTE ATIVA (RFA)

A radiação fotossinteticamente ativa (RFA), que é a energia radiante usada efetivamente pela vegetação alcançou valores acima de 1600  mol de fótons m-2 s-1, em dezembro de 2000 e de até 1700  mol de fótons m-2 s-1 em janeiro de 2003. Durante os quatorze dias analisados em dezembro de 2000 o valor máximo de RFA foi de 38 mol de fótons m-2 dia-1 no dia 05. O mínimo valor integrado foi de 20 mol de fótons m-2 dia-1 no dia 16 (Figura p). Quando se integrou a RFA para o período de janeiro de 2003, o mínimo diário foi de 27 mol de fótons m-2 dia-1 no dia 16, enquanto que o máximo foi 42 mol de fótons m-2 dia-1 para o dia 25 (Figura q).




p
)

q
)

Figuras, p) e q). Radiação fotossinteticamente ativa (RFA). Figura (p) referente ao período de 03 a 16 de dezembro de 2000. Figura (q), referente ao período de 12 a 25 de janeiro de 2003.



FLUXOS DE SEIVA

As medidas de fluxo de seiva realizadas em dois exemplares de Eschweilera coriacea (Matá-matá ) na área experimental do ESECAFLOR no período chuvoso da região caracterizam de forma bem definida os ciclos evapotranspirativos desta espécie amazônica. Em dezembro de 2000, ambos exemplares estavam em condições climáticas semelhantes. Esta similaridade de ambiente está representada nas respostas fisiológicas descritas nos gráficos abaixo. No exemplar (A237) medido na parcela de referência (A) os fluxos atingiram cerca de 30 kg de seiva árvore-1 hora-1, nos dias 3, 8, e 9 (Figura r). Enquanto na árvore (B381) localizada na parcela que seria submetida à exclusão da chuva (B) os fluxos alcançaram ate 40 kg de seiva árvore-1 hora-1, nos dias 3, 6 e 9 (Figura t). Esta diferença seria devida somente às características de cada exemplar. Tais como; altura, diâmetro do tronco, área da copa, maior exposição à luz solar, já que estão em áreas fisicamente parecidas.

Em dezembro de 2001, foi finalizado o trabalho de cobertura da parcela B. Deste modo iniciou-se o processo de exclusão de aproximadamente 90% das chuvas que ocorrem na região.

Ainda no início do período chuvoso, o solo continha um grande volume de água armazenado. Porém com a cobertura plástica o conteúdo de água começou a não mais ser reposto integralmente, reduzindo desta maneira a disponibilidade às plantas. Em meados de 2002, com a chegada da época menos chuvosa, a diferença já era claramente visível.





r
)

s
)

Figuras (r) e (s) são representativas ao período de 03 a 17 de dezembro de 2000. (r) é na parcela de referência (A), enquanto (s) na parcela (B). Que seria posteriormente submetida aos efeitos da exclusão de parte da chuva. Os fluxos (kg de seiva árvore-1 hora-1) são medidos em exemplares da espécie: Eschweilera Coriacea.

Nas medidas realizadas em janeiro de 2003, os efeitos da seca forçada a que foi submetido o exemplar da parcela B são bastante evidentes. A planta da parcela A continua a registrar valores de fluxos da mesma magnitude das obtidas em 2000, até mesmos mais elevados (Figura t) atingindo até 40 kg de seiva árvore-1 hora-1, nos dias 18, 23 e 25. Enquanto isso, a árvore da parcela B, tem os valores de fluxos reduzidos de maneira acentuada (Figura u). O exemplar sob estresse hídrico (B381) evapotranspirou à taxas de aproximadamente 10 kg de seiva árvore-1 hora-1, uma redução para cerca de 25% dos fluxos realizados em dezembro de 2000.




t)


u
)

Figuras (t) e (u) representam o período de 12 a 25 de janeiro de 2003. (t) está na parcela de referência (A), enquanto (u) na parcela (B) já submetida aos efeitos da exclusão de parte da chuva pelo período de mais de um ano. Os fluxos (kg de seiva árvore-1 hora-1) são medidos em exemplares da espécie: Eschweilera Coriacea.


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