1; Vicente de P. R. da Silva



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CONTEÚDO DE ÁGUA NO SOLO

No experimento ESECAFLOR, uma das parcelas (1 hectare) é destinada à exclusão de água de precipitação (Parcela B) e outra funciona como controle (Parcela A). Em cada uma dessas áreas foram abertas quatro trincheiras de amostragem (A1, A2, A3, A4 e B1, B2, B3, B4) com as dimensões de 1m de largura, 2m de comprimento e 5m de profundidade, para avaliar as características do solo anteriores a exclusão de água na floresta e o monitoramento do conteúdo atual de água no solo (Meir, et al., 2002). Os solos de Caxiuanã vão de bem drenados a moderadamente drenados, de arenoso a argiloso, ácidos e pobres em nutrientes (Ruivo et al., 2002). O pH varia de 3,5 (muito ácido) a 5,5 (moderadamente ácido).

Para as medições, foi utilizados o sistema de TDR (Time-Domain Reflectometer) com um osciloscópio Tektronic 1502B/C e o software WATTDR 3.11 (Waterloo Centre for Groundwater Research). Os sensores foram instalados em duas das quatro paredes laterais da trincheira, variando a profundidade desde a superfície até 5 metros. São realizadas medições quinzenais.

Medidas de TDR realizadas quinzenalmente desde Setembro de 2000. Em Dezembro de 2001 foi iniciado o processo de exclusão da água da chuva utilizando-se painéis plásticos no plot B. (Ferreira da Costa, et al., 2003c). Após o fechamento da cobertura, a parcela B apresenta uma diferença de até 34% menos água contida no solo (Figura j).







Figura, j). Redução acentuada do volume de água no solo na parcela B depois de coberta com painéis plásticos em Dezembro de 2001.

O conteúdo de água no solo armazenado na camada da superfície até 3 metros oscilou abaixo de 600 milímetros (Figura k). A sazonalidade da umidade do solo foi alterada na parcela B. Durante o período chuvoso não houve a reposição integral do volume de água disponível à vegetação.









Figura, k). Conteúdo de água no solo na camada de 0 a 3 metros nas parcelas A e B do ESECAFLOR.



RESULTADOS E DISCUSSÃO:
A capacidade de absorção de água do solo pelas raízes das plantas, sob diferentes condições de solo, salinidade, disponibilidades de nutrientes, etc., está associada ao poder destas raízes de atingir elevadas taxas de respiração. A fisiologia vegetal, através da atividade estomática responde diferenciadamente às condições climáticas de uma determinada região. Uma breve interrupção na radiação solar incidente sobre uma árvore, provocada pela simples passagem de uma nuvem, pode acionar uma imediata resposta na atividade estomática no dossel vegetal. Alterações na quantidade de radiação fotossinteticamente ativa disponível, ou no déficit de pressão de vapor são prontamente sentidas pela vegetação.

A precipitação atmosférica excessiva satura de água o solo. Elimina os espaços de ar existentes no solo, e dificulta o bom funcionamento das raízes.

Quando ocorre a ausência de chuvas por períodos prolongados, limita-se a disponibilidade de água para as raízes, também prejudicando o trabalho das raízes e afetando o transporte de nutrientes para todas as partes do vegetal, comprometendo desta forma o seu desenvolvimento.

Em Dezembro de 2001 a cobertura plástica foi fechada na Parcela B. Assim sendo, a redução de água atingindo o solo nesta área provocou uma diminuição acentuada nos valores medidos.

As análises indicaram uma grande variação no conteúdo de água entre as parcelas. A diferença alcançada quando se comparou a Parcela B com a Parcela A foi de –34% no mês de Junho de 2002.

O Experimento ESECAFLOR permitirá uma importante avaliação das características do solo e o impacto causado por um período acentuado de seca na região, e sua influência nos balanços de água carbono e nutrientes.


PRECIPITAÇÃO PLUVIOMÉTRICA.

Para os períodos analisados, de 03 a 16 de dezembro de 2000 houve ocorrência de chuva em 10 dias do total de 14 estudados. Com um volume total de 65 mm e o máximo diário acumulado foi de 19 mm no dia 15 de dezembro (Figura l). No período de 12 a 25 de janeiro de 2003 o total precipitado foi de 92 mm, com o máximo diário de 22 mm no dia 24 de janeiro. Neste ano houve ocorrência de chuva em todos os 14 dias estudados (Figura m). Ambos os períodos da pesquisa estão inseridos na época chuvosa da região de Caxiuanã.





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Figuras, l) e m) Precipitação pluviométrica. Figura (l) referente ao período de 03 a 16 de dezembro de 2000. Figura (m), referente ao período de 12 a 25 de janeiro de 2003.



RADIAÇÃO SOLAR INCIDENTE (ONDAS CURTAS)

A radiação solar incidente alcançou valores acima de 980 Wm-2, em 2000 e de até 950 Wm-2 em 2003. Os períodos estudados apresentaram muita nebulosidade, reduzindo desta forma a quantidade de energia radiante que atinge o solo. Em dezembro de 2000 os valores extremos foram de 11 e 23 MJ m-2 dia-1, nos dias 16 e 5 respectivamente (Figura n). Para o período de janeiro de 2003, o mínimo de energia integrada diariamente foi de 12 MJ m-2 dia-1 no dia 16, enquanto que o máximo foi de 23 MJ m-2 dia-1 para o dia 25 (Figura o).




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Figuras, n) e o). Radiação solar de ondas curtas incidentes. Figura (n) referente ao período de 03 a 16 de dezembro de 2000. Figura (o), referente ao período de 12 a 25 de janeiro de 2003.




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