1 David Zimerman2



Baixar 198,96 Kb.
Página1/4
Encontro26.11.2017
Tamanho198,96 Kb.
  1   2   3   4

AS TRANSFORMAÇÕES NA MINHA FORMA PESSOAL DE PRATICAR A GRUPANÁLISE AO LONGO DE UMA EXPERIÊNCIA DE MAIS DE 40 ANOS1

David Zimerman2

O objetivo principal do presente trabalho, que aqui ficará restrito unicamente à prática com grupanálise, logo, dirigida ao insight, consiste justamente em partilhar com os colegas interessados as transformações que vêm se operando no meu trabalho clínico, ao longo de mais de 40 anos, especialmente aquelas que dizem respeito aos aspectos referentes à Técnica. Para tanto, adotarei um esquema de exposição algo didático, especificando separadamente cada um dos fenômenos que estão sempre presentes no campo analítico grupal. Ademais, sempre que possível, procurarei traçar, ainda que de forma breve, possíveis semelhanças e diferenças, eventuais vantagens e desvantagens, entre a psicanálise individual e a grupal.



Seleção e Composição do grupo. Um importante e bem sucedido congresso latino-americano de psicoterapia analítica de grupo realizado em 1957, em Buenos Aires, alavancou de forma extraordinária o interesse pela formação e prática da grupoanálise no cone sul da América latina. Mais especificamente na cidade de Porto Alegre, um dos mais importantes centros grupanalíticos de então, os únicos técnicos autorizados a praticar a grupoterapia analítica eram os psicanalistas filiados a IPA.


LES CHANGEMENTS DANS MA FAÇON PERSONNELLE DE PRATIQUER LA GROUPANALYSE AU COURS D'UNE EXPÉRIENCE

DE PLUS DE 40 ANS3

David Zimerman4

L'objectif principal de cette étude, qui ici va se limiter uniquement à la pratique de la groupanalyse, axée sur l'insight, consiste justement à partager avec les collègues intéressés les changements qui se sont opérés dans mon travail, au cours d'une expérience de plus de 40 ans, particulièrement ceux qui concernent les aspects relatifs à la technique. C'est pourquoi je vais adopter un plan d'exposé quelque peu didactique, en spécifiant séparément chacun des phénomènes qui sont toujours présents dans le champ analytique groupal. En outre et dans la mesure du possible, je vais tâcher d'indiquer, bien que brièvement, les ressemblances et différences potentielles, les éventuels avantages et inconvénients, entre la psychanalyse individuelle et groupale.


Sélection et composition du groupe. Un important congrès latino-américain de psychothérapie analytique de groupe, qui s'est déroulé avec succès en 1957 à Buenos Aires, a stimulé de façon extraordinaire l'intérêt pour la formation et la pratique de la groupanalyse dans le cône sud de l'Amérique latine. Plus spécifiquement dans la ville de Porto Alegre, l'un des centres de groupanalyse les plus importants de l'époque, les seuls professionnels autorisés à pratiquer la thérapie analytique de groupe étaient les psychanalystes associés à l'IPA (Instituto Porto Alegre).

Eram poucos os analistas que a praticavam e muitos os pacientes que a procuravam, notadamente os jovens estudantes, e outros, que não dispunham de recursos econômicos para realizar uma análise individual standard.

Convém lembrar que nessa época, em nosso meio, a prática da terapia psicanalítica individual era, legalmente, vedada aos psicólogos e os próprios psiquiatras limitavam-se à chamada “psicoterapia de apoio” e, caso trabalhassem diretamente com os aspectos transferenciais eram rotulados de “atuadores”, porquanto estariam invadindo o sagrado espaço do “Olimpo”, exclusivo dos deuses-psicanalistas formados pela IPA. O recurso para quem queria fazer análise e não dispunha de condições econômicas, era a de tratar-se com um psicanalista, por meio de grupos.

Assim, nos anos 60, -apogeu da grupoterapia psicanalítica- a demanda era intensa, os encaminhamentos se sucediam, e não tínhamos dificuldades de compor grupos analíticos que, após uma seleção entre muitos pretendentes, começavam a funcionar já completos, com uma composição mista de homens e mulheres, totalizando uma média de sete participantes, operando psiquicamente num nível neurótico.

Por uma série de razões que não cabe esmiuçar aqui, a partir da década 70 e seguintes, a psicoterapia analítica de grupo, no meio brasileiro em geral, começou a entrar em progressivo declínio, embora nos últimos anos esteja começando a dar claros sinais de uma importante reabilitação. Como decorrência do fato de que a demanda por grupoterapia analítica ficou sensivelmente reduzida, criou-se uma dificuldade para começar um grupo com o número ideal de pacientes, de modo que, para evitar os sérios inconvenientes de uma espera demasiadamente longa, passei a orientar os meus alunos e supervisionandos à prática de poder iniciar um grupo terapêutico com um número menor, inclusive a viabilidade mínima de iniciar o grupo com dois pacientes.

Il y avait peu d'analystes qui la pratiquaient et beaucoup de patients qui la recherchaient, notamment des jeunes étudiants et autres, qui n'avaient pas les moyens financiers de réaliser une analyse individuelle classique.

Il convient de rappeler qu'à cette époque, dans notre milieu, la pratique de la thérapie psychanalytique individuelle était interdite aux psychologues et que les psychiatres, quant à eux, se limitaient à ce que l'on appelle la "psychothérapie de soutien". Lorsqu'ils travaillaient directement avec les aspects transférentiels, ils étaient étiquetés comme "agissants", d'autant plus qu'ils envahissaient l'espace sacré de "l'Olympe", exclusif des dieux-psychanalystes formés par l'IPA. Pour celui qui souhaitait faire une analyse et ne disposait pas de conditions financières, le moyen consistait à faire un traitement avec un psychanalyste, à l'aide de groupes.

Ainsi dans les années 60, apogée de la thérapie psychanalytique de groupe, la demande était forte, les nouveaux intéressés se succédaient et nous n'avions aucune difficulté à composer des groupes analytiques qui, après une sélection parmi de nombreux candidats, commençaient à fonctionner déjà complets, avec une composition mixte d'hommes et de femmes, ayant, en moyenne, sept participants, et opérant psychiquement à un niveau névrotique.

Pour toute une série de raisons, que je ne compte pas analyser ici dans le détail, à partir des années 70 et suivantes, la psychothérapie analytique de groupe, dans le milieu brésilien en général, a commencé à décliner progressivement, bien qu'elle ait démontré, au cours de ces dernières années, des signes nets d'une réhabilitation importante. Suite à la baisse sensible de la demande de thérapie analytique de groupe, des difficultés ont surgi pour commencer un groupe avec le nombre idéal de patients. De ce fait, afin d'éviter les sérieux inconvénients que représente une attente trop longue, j'ai commencé à orienter mes étudiants et les gens dont j'assurais la supervision vers la pratique où l'on peut commencer un groupe thérapeutique avec

Uma variável que, às vezes, creio ser recomendável para algum determinado grupoterapeuta, é a de ele poder selecionar algum paciente, lhe avisando que o chamará quando o grupo ficar razoavelmente completo. No entanto quando a possibilidade de completar o grupo é provavelmente bastante demorada, costumo recomendar que o grupoterapeuta, para evitar que o paciente já selecionado, no tempo de espera até que o grupo comece a funcionar, não se sinta só, desamparado e angustiado, tenha a liberdade de fazer contacto com o seu grupanalista, com a possibilidade de fazer uma sessão individual, pela qual pagará o mesmo valor que foi arbitrado para quando se tratar em grupo.


Uma outra mudança importante relativa à seleção, consiste no fato de que nos primeiros tempos descartávamos aqueles pacientes que consensualmente eram contra-indicados para tratamento em grupo, como era o caso daqueles que eram excessivamente” portadores de algum aspecto de patologia psíquica, como o de paranóia, depressão, esquizoidia, somatizadores, traços psicopáticos, perversos, etc. Na atualidade mantenho a posição de não incluir esses pacientes que, particularmente, costumo denominar como “pacientes excessivos num grupo de outros que têm uma estruturação psíquica mais sólida; no entanto, nestes casos, incentivo meus supervisionandos a compor grupos homogêneos com eles.
Considero que os resultados grupoanalíticos com pacientes de uma mesma categoria psicopatogênica -como, por exemplo, com deprimidos mais graves, ou com pacientes borderline, transtornos de alimentação, etc.- têm sido suficientemente gratificantes e alentadores.
Na época áurea da grupoterapia analítica, muitos grupoterapeutas preferiam evitar as prévias entrevistas individuais com os pacientes que procuravam tratamento grupal, sob a alegação de que a melhor

moins de participants, qui peut même être viable avec un minimum de deux patients.

La possibilité de sélectionner un patient, en le prévenant qu'il sera appelé lorsque le groupe aura la taille suffisante pour être complet est une variable qui, je crois, peut être parfois conseillée à quelques thérapeutes de groupe. Toutefois, lorsque la possibilité de compléter le groupe risque de durer un certain temps, j'ai l'habitude de recommander au thérapeute de groupe de laisser au patient une certaine liberté pour contacter son analyste, en lui permettant d'avoir une séance individuelle, pour laquelle il devra payer la même somme qui a été fixée pour celle de groupe, afin d'éviter que la personne sélectionnée ne se sente pas seule, désemparée et angoissée, pendant la période d'attente jusqu'à ce que le groupe commence à fonctionner.
Un autre changement important relativement à la sélection consiste dans le fait que, dans les premiers temps, nous écartions les patients qui, de façon consensuelle, étaient contre-indiqués pour un traitement en groupe, comme c'était le cas de ceux qui étaient "excessivement" porteurs d'un certain aspect de pathologie psychique, comme celui concernant la paranoïa, la dépression, la personnalité schizoïde, la somatisation, les traits psychopathiques, pervers, etc. Actuellement je maintiens la position de ne pas inclure ces patients que, personnellement, je désigne couramment par “patients excessifs dans un groupe, où les autres ont une structuration psychique plus solide ; cependant dans ces cas là, j'incite les personnes dont j'assure la supervision à composer des groupes homogènes avec eux.
J'estime que les résultats groupanalytiques avec des patients d'une même catégorie psychopathogène – comme par exemple, des personnes souffrant de dépression grave, des patients borderline ou ayant des troubles de l'alimentation, etc. - sont assez gratifiants et encourageants.

seleção seria a de juntá-los desde o início, para que se mantivesse uma fidelidade total ao espírito grupal e que todos, inclusive o analista, enfrentassem nas mesmas condições as angústias do desconhecido. Nunca adotei essa tática e continuo pensando que uma boa seleção é a chave do êxito ou fracasso do desenvolvimento futuro do grupo, e que uma boa seleção deve passar por uma, ou mais, entrevistas individuais prévias, nas quais, além de avaliar o nível e grau da psicopatogenia, tendo em vista a composição do grupo, aquilo que, sobretudo, necessita ser bem aquilatado, é o que diz respeito à motivação que o pretendente à análise demonstra em relação à seriedade de como encara o tratamento e a disposição para fazer mudanças verdadeiras.


Um aspecto relativo à “Seleção” que continuo valorizando sobremaneira, é o efeito contratransferencial que o pretendente a tratamento em grupo desperta durante a entrevista de seleção, em dois aspectos: um, refere ao que ele, particularmente, desperta na pessoa do terapeuta, enquanto o segundo aspecto diz respeito ao que o referido grupoterapeuta fica imaginando de como o paciente estaria interagindo com os demais pacientes que já tenham sido selecionados (se for um grupo ainda num processo de formação e composição), ou quando se trata de alguém que vai ingressar num grupo que já está em funcionamento.
Setting__(Enquadre)_Grupal.'>Setting (Enquadre) Grupal. Nos primeiros tempos, acompanhando intimamente as diretrizes que então regiam a psicanálise individual, também os grupoterapeutas iniciavam o novo grupo recém formado, com uma série de combinações e regras que deveriam ser obrigatoriamente cumpridas, as quais, por vezes, entravam em minúcias e detalhes, referentes ao comportamento dentro e fora da situação grupal. Na verdade, o compromisso que os pacientes formalmente assumiam não impedia a ocorrência de actings, às vezes graves, como o daquele que considero como sendo o mais

Pendant la période dorée de la thérapie analytique de groupe, de nombreux thérapeutes préféraient éviter les entretiens individuels préliminaires avec les patients qui recherchaient un traitement de groupe, en affirmant que la meilleure sélection consisterait à les réunir dès le début, afin que soit maintenue une fidélité totale à l'esprit de groupe et que tous, y compris l'analyste, soient confrontés aux angoisses de l'inconnu dans les mêmes conditions. Je n'ai jamais adopté cette tactique et je pense toujours qu'une bonne sélection est la clé du succès ou de l'échec de l'évolution future du groupe et qu'elle passe par un ou plusieurs entretiens individuels préliminaires, au cours desquels ce qui doit être bien évalué en vue de la composition du groupe, outre le niveau et le degré pathogène, c'est la motivation du candidat à l'analyse relativement au caractère sérieux de sa façon d'envisager le traitement et à sa disposition pour faire de véritables changements.


Un aspect concernant la "sélection" que je continue à valoriser par excellence, c'est l'effet contre-transférentiel que le candidat au traitement en groupe suscite, au cours de l'entretien de sélection, sur deux niveaux : l'un concerne ce que lui, personnellement, suscite chez le thérapeute en tant que personne, alors que le second est lié à ce que le thérapeute de groupe en question imagine sur la façon dont le patient pourrait interagir avec les autres participants, qui ont déjà été sélectionnés (s'il s'agit d'un groupe encore en phase de formation et de composition), ou lorsqu'il s'agit de quelqu'un qui va entrer dans un groupe qui fonctionne déjà.
Setting (cadre) du groupe. Dans les premiers temps, suivant fidèlement les lignes directrices qui régissaient alors la psychanalyse individuelle, les thérapeutes de groupe commençaient, eux aussi, le nouveau groupe récemment formé, avec une série decontrats et de règles qu'ils devaient obligatoirement respecter et qui étaient parfois très minutieuses et détaillées,

temível deles, ou seja, o da quebra da “regra de ouro” da grupoterapia- a regra do sigilo.

Em situações mais extremas de atuação maligna, não foram raros os informes que circulavam de que, em determinados grupos, de certos colegas, teria havido envolvimento sexual entre pacientes daqueles grupos nos quais a seleção não foi adequadamente criteriosa e rigorosa. Hoje entendo que a melhor maneira de minimizar os riscos de actings daninhos consiste numa seleção e composição adequada e, acima de tudo, uma permanente atenção e escuta apropriada do grupoterapeuta para que, no curso dos acontecimentos relativos ao momento da dinâmica grupal, através dos assinalamentos e interpretações das emergentes ansiedades inconscientes, possa ir, implicitamente, estabelecendo as necessárias regras mínimas e promovendo a profilaxia do risco das aludidas atuações, mercê da construção de um “espírito de grupo” alicerçado no crescimento dos núcleos básicos de uma recíproca confiança.
Na atualidade, considero que a instalação do setting vai além de combinações mínimas, como a de horários, honorários, férias e coisas afins, que são fundamentais porquanto estabelecem a importância da realidade exterior e a necessária colocação dos limites e das limitações. No entanto, indo muito além disso, o enquadre grupal promove a criação de um novo espaço, em que os pacientes irão re-experimentar velhas experiências emocionais e de interrelacionamentos complicados, que foram mal resolvidos no passado, na família e nos demais grupos de convívio, e que estão à espera de uma re-significação, que possibilite a reconstrução do grupo da família que está interiorizada, de forma patogênica, dentro de cada um deles.
Destarte, postulo que a figura do terapeuta quer na sua função profissional, quer como pessoa real, é parte essencial do setting grupal, notadamente no que tange a uma capacidade que obrigatoriamente ele

lorsqu'il s'agissait du comportement dans et hors de la situation groupale. En fait, l'engagement que les patients assumaient formellement n'empêchait pas que puissent survenir des actings, parfois graves, comme celui que je considère comme le plus dangereux, à savoir, la violation de la "règle d'or" de la thérapie de groupe - la règle de la confidentialité.


Dans certaines situations extrêmes de comportement préjudiciable, il n'était pas rare de voir circuler des informations selon lesquelles dans certains groupes de quelques collègues, il y aurait eu des cas de relation sexuelle entre patients dans des groupes, où l'exigence et la rigueur de la sélection n'avaient pas été adéquates. Aujourd'hui j'estime que la meilleure façon de minimiser les risques d'actings nocifs doit consister dans une sélection et composition adéquate et, surtout, dans une attention permanente et une écoute appropriée de la part du thérapeute afin que, au fil des événements relatifs au moment de la dynamique de groupe, à l'aide de signalements et d'interprétations des anxiétés inconscientes émergentes, pour qu'il puisse implicitement fixer les règles minimums nécessaires et promouvoir la prophylaxie du risque des actions mentionnées, grâce à la construction d'un "esprit de groupe" fondé sur la développement des noyaux de base d'une confiance réciproque.
Actuellement, je considère que l'installation du setting va au-delà des contrats minimums, comme l'établissement d'horaires, d'honoraires, de vacances et de choses semblables, qui sont fondamentaux puisqu'ils établissent l'importance de la réalité extérieure et la fixation nécessaire des limites et des restrictions. Toutefois, allant bien au-delà, le cadre du groupe favorise la création d'un nouvel espace, où les patients vont re-expérimenter d'anciennes expériences émotionnelles et interrelation-nelles compliquées, qui ont été mal résolues dans le passé, dans la famille et dans d'autres groupes qu'ils côtoient. Celles-ci attendent une re-signification permettant la

deve possuir: a de ser um adequado continente ativo (é muito diferente de “recipiente” passivo) para as maciças identificações projetivas, de cada um e de todos do grupo. Essas identificações projetivas constituem o “conteúdo”, tanto de necessidades básicas, como também de desejos, demandas, angústias, fantasias, pulsões libidinais, agressivas e narcisistas, atuações, sentimentos depressivos, etc., etc. A propósito, o próprio enquadre grupal, quando adquire a condição da mútua confiabilidade geral, por si só, funciona como um continente, de uns para os outros.

Também entendo, na atualidade, que quando o grupoanalista reúne condições para funcionar como um modelo –real - de ser um bom “continente” para conter as necessidades e angústias de todos participantes do grupo, ele propicia (até mais do que as suas interpretações verbais) que cada um destes pacientes possa, como grupo ou como individualidades, desenvolver essa capacidade de fundamental importância no crescimento do psiquismo.
Resistência-Contraresistência. O termo “contra-resistência” estava virtualmente desaparecido da literatura psicanalítica. Fiz questão de ajudar a ressuscitá-lo porque entendo que não podemos pensar em qualquer tipo de terapia analítica que não seja através da noção de que, sempre, existe uma permanente e, recíproca, vincularidade interpessoal, na qual cada um - incluído o grupoterapeuta, é óbvio - influencia e é influenciado pelos demais. São inúmeras as formas de como os indivíduos e grupos resistem contra o acesso a regiões inconscientes do psiquismo, à tomada de conhecimento de verdades penosas, à regressão ou progressão, à aquisição de verdadeiras mudanças, etc.
No entanto, o que, aqui, tenciono enfatizar, é que na contemporânea grupoterapia analítica, nós devemos estar suficientemente alertas para a alta probabilidade da contração de conluios

reconstruction du groupe de la famille qui est intériorisée, de façon pathogène, dans chacun d'eux.


Ceci étant, je postule que la figure du thérapeute, aussi bien dans sa fonction professionnelle que comme personne réelle, constitue une partie essentielle du setting du groupe, notamment en ce qui concerne une capacité qu'il doit obligatoirement posséder : celle d'être un contenant actif adéquat (ce qui est très différent de "récipient" passif) pour les nombreuses identifications projectives, de chacun et de tous dans le groupe. Ces identifications projectives constituent le "contenu", des nécessités de base, mais aussi des désirs, des demandes, des angoisses, des fantasmes, des pulsions libidinales, agressives et narcissiques, des actions, des sentiments dépressifs, etc. À ce propos, lorsque le propre cadre du groupe acquiert la condition de la confiance mutuelle générale, il fonctionne à lui seul comme un contenant, des uns pour les autres.
Actuellement, j'admets aussi que quand un groupanalyste réunit des conditions pour fonctionner comme un modèle – réel – de bon "contenant" pour contenir les nécessités et les angoisses de tous les participants du groupe, il permet (bien plus que ses interprétations verbales) à chaque patient, en tant que groupe ou individualité, de développer cette capacité d'une importance fondamentale dans la croissance du psychisme.
Résistance – Contre résistance. Le terme de “contre-résistance” avait virtuellement disparu de la littérature psychanalytique. J'ai tenu à participer à sa résurrection parce que j'estime que nous ne pouvons pas envisager un type de thérapie analytique, quel qu'il soit, sans la notion qu'il existe toujours un lien interpersonnel permanent et réciproque, dans lequel chacun – y compris, évidemment, le thérapeute de groupe - influence et est influencé par les autres. Les individus et les groupes ont de multiples manières de résister à l'accès à certaines régions inconscientes du psychisme, à la

resistenciais-contraresistenciais, de natureza inconsciente (aos conscientes é melhor chamá-los de “pactos corruptos”). Esses conluios adquirem distintas configurações vinculares entre os pacientes do grupo e o grupoterapeuta, porém cabe destacar a freqüência com que podem surgir situações como são as que seguem enumeradas:



1. Um conluio de negação coletiva (por exemplo, de temas e sentimentos relativos a sexo, agressão, morte...). 2. Uma recíproca fascinação narcisista (o grupo fica embevecido com as “brilhantes” interpretações do analista, ainda que essas não sejam mais do que intelectualizadas demonstrações de erudição, enquanto ele, o grupoterapeuta, também fica fascinado com o fascínio de seu grupo) de sorte que não cabe espaço para eventuais e necessárias frustrações e manifestações agressivas. 3. A predominância do suposto básico (conforme Bion), que comumente é o de “dependência”, em cujo caso, o grupoterapeuta mantém e até estimula uma excessiva dependência e infantilização do grupo em relação a ele, ou pode predominar o suposto básico de “luta e fuga”, em que é freqüente a busca de ‘bodes expiatórios’, internos ou externos ao grupo, e o clima de trabalho pode ficar tenso e beligerante. 4. Um insidioso e pouco transparente conluio de acomodação, isto é, o grupo de pacientes e o terapeuta entram num estado de “desistência” a adquirir mudanças caracterológicas mais profundas, e ficam acomodados na gratificação que a sociabilidade do grupo proporciona.
Costumo enfatizar que, enquanto houver a presença de “resistência” existe uma vontade de viver; o funesto é quando a resistência cede lugar à acomodação de uma “desistência”, que, em graus exagerados, pode chegar aos níveis de que o “único desejo é nada desejar”, ou até o de um namoro com a morte, biológica ou psíquica.
Um outro aspecto que vale destacar relativamente às resistências, provindas do meio ambiente exterior, à prática da análise em grupo, é aquele que sofre muitas críticas dos opositores a grupo-análise, os quais

prise de connaissance de vérités pénibles, à la régression ou à la progression, à l'acquisition de véritables changements, etc.


Cependant, ce que j'ai l'intention de souligner ici, c'est que dans la thérapie analytique contemporaine de groupe, nous devons être suffisamment attentifs à la forte probabilité d'existence de collusions de résistance et de contre-résistance, de nature inconsciente (il vaut mieux désigner celles qui sont conscientes par "pactes corrompus"). Ces collusions acquièrent différentes configurations de liens entre les patients du groupe et leur thérapeute ; il faut toutefois souligner le caractère fréquent des éventuelles situations, semblables à celles énumérées ci-dessous :


  1   2   3   4


©livred.info 2017
enviar mensagem

    Página principal