"À medida que" ou "à medida em que"



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"À medida que" ou "à medida em que"?

Diz-se "à medida que" ou "à medida em que"?

Aqui, não se trata do "a" sem acento, como na frase "A medida que ele tomou é drástica". Não é esse o caso. O que estamos discutindo é a locução conjuntiva "à medida que", a qual alguns preferem, erroneamente, substituir por "a medida em que". A forma correta é "à medida que".

Apenas um lembrete: "locução conjuntiva" é todo grupo de palavras que relaciona duas ou mais orações ou dois ou mais termos de natureza semelhante.

À proporção que chovia...

"À medida que" significa o mesmo que "à proporção que".

À medida que o mês corre, o bolso esvazia.

Trata-se de uma locução conjuntiva com valor de proporção, introduzindo orações subordinadas adverbiais de proporção.

Há ainda a locução "na medida em que", que vem sendo usada na imprensa e em muitos textos co m valor causal.

O governo não conseguiu resolver o problema
na medida em que não enfrentou suas verdadeiras causas.

Ou seja,

O governo não conseguiu resolver o problema
porque não enfrentou suas verdadeiras causas.

Alguns condenam o uso de "na medida em que" argumentando que não há registro histórico dessa forma na língua. Mas o fato é que essa construção já se tornou rotina, mesmo entre excelentes escritores.

O que não é aceitável sob hipótese alguma é escrever "à medida em que".

"A par de" ou "ao par de"?

Não é raro ouvirmos alguém dizer: "Estou ao par da situação". Há algum problema nessa frase? Evidentemente não quanto ao sentido, que não nos cabe pôr em dúvida nesse caso, mas quanto à gramática.

O problema está em "ao par de". A pessoa deveria dizer antes "Estou a par da situação" para indicar que ela está ciente da situação, está inteirada do que está ocorrendo.

Usa-se "ao par" apenas para referir equivalência de valor entre moedas:

O dólar está ao par do euro.

Quando não for esse o sentido pretendido, recomenda-se o emprego de "a par":

Estou a par da situação.


Maria percebeu que não estava a par dos últimos acontecimentos.

"A sós" e "só"

Qual a forma correta?

"Ela quer ficar a só"


ou
"Ela quer ficar a sós"?

O programa foi às ruas saber a opinião de algumas pessoas. De sete entrevistados, três erraram e quatro utilizaram a forma correta:

Ela quer ficar a sós.

Quando utilizamos a preposição "a", a expressão é fixa, invariável, nunca se flexiona:

Eu quero ficar a sós.
Ela quer ficar a sós.
Nós queremos ficar a sós.
Elas querem ficar a sós.

E se tirarmos a preposição "a"? Nesse caso "sós" passa a ser adjetivo e, dessa forma, precisa concordar em número com o pronome ou substantivo com que se relaciona:

Eu quero ficar .
Ela quer ficar .
Nós queremos ficar sós.
Elas querem ficar sós.

Uma dica: o "", nesse segundo caso, equivale a "sozinho".


Substitua uma palavra pela outra e veja se a frase faz sentido: "Eu quero ficar a sós." / "Eu quero ficar a sozinhos." Não faz o menor sentido, não é?

Mas no outro caso a substituição dá certo. Não há como errar!

Eu quero ficar . / Eu quero ficar sozinho.
Ela quer ficar . / Ela quer ficar sozinha.
Nós queremos ficar sós. / Nós queremos ficar sozinhos.
Elas querem ficar sós." / "Elas querem ficar sozinhas.

Diferença entre "mal" e "mau"



Numa de suas provas, a FUVEST, que faz o vestibular da USP, Universidade de São Paulo, pediu aos alunos que escrevessem três frases com a palavra "mal". Mas era necessário usar os três valores gramaticais da palavra "mal".
Todo mundo se lembra imediatamente de dois desses valores. "Mal" pode ser advérbio, como ocorre na frase:

Aquele jogador joga mal

em que "mal" designa o modo como alguém joga.

"Mal" também pode ser substantivo:

Nunca pratique o mal; pratique sempre o bem.

E o terceiro valor gramatical da palavra "mal"? É o de conjunção indicativa de tempo e equivalendo a "logo que", "assim que", "imediatamente depois que":

Assim que você saiu
Logo que você saiu
Mal você saiu, ela chegou

Esse "mal" se escreve com "l" e é conjunção.
Outra dúvida em relação a essa palavrinha diz respeito a sua grafia. Isso ocorre porque também existe "mau", com "u". Para resolver essa questão, há uma dica muito útil: "mau" com "u" se opõe a "bom"; "mal" com "l" se opõe a "bem".

Fulano joga bem.
Fulano joga mal.

Fulano é bom jogador.
Fulano é mau jogador.

Caso você esqueça quem é o contrário de quem, coloque em ordem alfabética: "mal" vem antes de "mau" e "bem" vem antes de "bom". Pronto: está resolvido o assunto.

"E" com valor de "mas"

Há alguns anos a cantora Rita Lee gravou uma música de grande sucesso, "Saúde", em que se dizia a certa altura: "Como vai? Tudo bem. Apesar, contudo, todavia, mas, porém..."
Com exceção da palavra "apesar", temos aí uma lista de advérbios adversativos:

contudo - todavia - mas - porém - entretanto

Na vida escolar acabamos memorizando pequenas listas como essa. E memorizamos também que a palavra "e" é uma conjunção aditiva, transmitindo a idéia de soma. "Aditiva" vem de "adição"; ambas são palavras cognatas.

Mas será que o "e" é sempre usado estritamente para somar? Veja este trecho da letra de "Te ver", canção gravada pelo grupo mineiro Skank:



Te ver e não te querer
é improvável, é impossível
Te ter
e ter que esquecer
é insuportável, é dor
incrível...

Agora compare as frases abaixo:



Te ver e não te querer...
Ele estuda e trabalha.

Na sua opinião, a palavra "e" tem o mesmo sentido em ambos os casos? Repare como na primeira frase o "e" pode ser substituído pelo advérbio "mas":

Te ver, mas não te querer

Veja outros exemplos em que o "e" aparece na frase com um matiz adversativo:

Deus cura e o médico manda a conta
Deus cura, mas o médico manda a conta
O amor é grande e cabe no breve ato de beijar
O amor é grande, mas cabe no breve ato de beijar

A conjunção "e", fundamentalmente aditiva, pode ganhar, conforme o contexto, uma tonalidade mais adversativa, ainda que continue, sintaticamente, a funcionar como aditiva.

"No telefone" ou "ao telefone"?

"Estar no telefone" ou "estar ao telefone": qual a forma correta? Na verdade, não há consenso em relação a isso.

Por surpreendente que possa ser, um gramático tido como conservador, Napoleão Mendes de Almeida, defende a tese de que o correto é "estar no telefone", exatamente a forma consagrada no dia-a-dia no Brasil. Argumenta ele que seria galicismo, francesismo, dizer "ao telefone".

Napoleão, de certa forma, é uma voz mais ou menos isolada. A maioria dos autores afirma que a preposição exigida é a preposição "a", pois esta indica proximidade. É o que ocorre em exemplos como os seguintes:

Falou ao telefone
Sentou-se à mesa

A construção "estar ao telefone" causa menos polêmica do que "estar no telefone". Ainda que o uso cotidiano seja inegavelmente "estar no telefone".

Partículas de realce



Vou-me embora pra Pasárgada
lá sou amigo do rei...

Todo mundo conhece esses versos de Manuel Bandeira, não é? Será que o pronome "me", de "Vou-me...", pode ser retirado da frase? Vejamos:



Vou embora pra Pasárgada.

Essa frase está perfeitamente correta. na primeira versão, o pronome tem a função de realce, de reforço de uma idéia. Esse tipo de palavra, que se acrescenta a uma frase para dar ênfase, chama-se "partícula expletiva". Ela tem outras denominações: "expressão de realce", "palavra de realce", "palavra expletiva", "expressão expletiva" ou ainda "partícula de realce".

Algumas palavras têm esse papel na língua portuguesa, como o pronome oblíquo "me", combinado a determinados verbos, como "ir":

Vou embora...


Vou-me embora...

A palavra "que" também é muito usada dessa forma. Veja este trecho da letra da canção "Quando", de Roberto e Erasmo Carlos, regravada pelo Barão Vermelho:



Quando você se separou de mim
quase que a minha vida teve fim
sofri, chorei tanto que nem sei
tudo que chorei por você, por você...

Esse "que" em negrito, na letra da canção, pode ser tirado da frase, não é? O verso ficaria "Quase a minha vida teve fim". A palavra foi colocada por motivo de ênfase. Vamos a mais um exemplo, a letra de "Influência do jazz", de Carlos Lyra:



... Cadê o tal gingado que mexe com a gente
coitado do meu samba, mudou de repente
influência do jazz
quase que morreu
e acaba morrendo está quase morrendo
não percebeu...

Podemos tirar a palavra "que" do verso "quase que morreu" sem alterar a estrutura ou o sentido da frase. Ela tem aqui função meramente expressiva. Mas é bom observar que esse recurso aparece muito em textos poéticos ou literários mais livres. Alguns gramáticos não apreciam esse tipo de coisa em textos mais formais. No entanto vale saber que a expressão expletiva existe e é um fato da língua portuguesa.

"Pernas, pra que vos quero?"

Há uma expressão que provoca calafrios e é usada justamente em situações em que se está apavorado com algo: "Eu, heim?!! Pernas pra que te quero!".

O "Nossa língua portuguesa" foi às ruas e propôs as seguintes frases aos passantes, pedindo-lhes que dissessem qual consideravam correta:

Pernas, pra que te quero?


Pernas, pra que vos quero?

Observem: "pernas" é plural e "te" é singular. Logo, essas palavras, sendo de número diverso, não combinam. A expressão correta é, portanto, "pernas, pra que vos quero?".

Outra expressão, também muito usada, é "grosso modo". Normalmente as pessoas dizem "a grosso modo". Mas a expressão é latina e deve ser dita na forma original, "grosso modo", que significa "de modo grosseiro, impreciso".

Quem é "você": segunda ou terceira pessoa?




O pronome "você" pertence à segunda pessoa ou pertence à terceira pessoa do singular? Veja o exemplo que temos neste trecho da canção "Ana Júlia", de Marcelo Camelo e gravada por Los Hermanos:

Quem te vê passar assim por mim
não sabe o que é sofrer
ter que ver você assim
sempre tão linda
contemplar o sol do teu olhar
perder você no ar
na certeza de um amor
me achar um nada

É bom lembrar a origem da palavra "você":

Vossa Mercê > Vossemecê > Vosmecê > você

De início o pronome de respeito "Vossa Mercê" era um pronome de formalidade, mas acabou se tornando, no Brasil, pronome de intimidade, que se usa entre iguais. Em Portugal a situação é diferente: "você" é ou pronome de respeito, ou um pronome relativamente neutro.
"Você" conjuga verbo na terceira pessoa:

Você é
você pode
você diz

Em se tratando de língua padrão, os pronomes associados devem ser da terceira pessoa: "seu", "o", "a", "lhe" etc. Ocorre que, na estrutura do discurso, "você" é a pessoa a quem se fala e, portanto, da segunda pessoa.

Para que não fique nenhuma dúvida: na estrutura do discurso, "você" é da segunda pessoa, é o interlocutor; por outro lado, "você", como os demais pronomes de tratamento (senhor, vossa senhoria etc.), pede o verbo conjugado na terceira pessoa, e não na segunda pessoa.

"Se não" e "senão"

Qual é a forma correta: "se não" ou "senão"? Essa dúvida foi enviada, por e-mail, pela telespectadora Mirian Keller.

Para explicar isso, vamos observar um trecho da canção "Nos Lençóis desse Reggae", de Zélia Duncan:

Nos lençóis desse reggae
passagem pra Marrakesh
dono do impulso que empurra o coração
e o coração, pra vida.
Não me negue, só me reggae
me esfregue quando eu pedir
e eu peço sim
senão pode ferir o dia
todo cinza que eu trouxe pra nós dois...

Esse "senão" que Zélia usou na letra deve ser escrito numa palavra só. Ele significa "do contrário" ou "caso contrário".



senão = do contrário / caso contrário

Exemplo:


Faça isso, senão haverá problemas.
Faça isso, do contrário haverá problemas.
Faça isso, caso contrário haverá problemas.

Já a combinação das palavras "se" e "não" tem outro significado. "Se" é uma conjunção condicional, isto é, uma conjunção que indica condição.



Se não chover, irei à sua casa.
Caso não chova, irei à sua casa.

Nesse caso, a dica é simples: substitua mentalmente o "se não" por "caso não". Se for o sentido desejado, escreva "se" e "não" separadamente.

Símbolos e siglas

No dia-a-dia percebe-se muita confusão quanto aos símbolos, siglas e abreviaturas. As dúvidas começam nas formas de representação das unidades de tempo, comprimento e massa:

Como se escreve 4 horas?
É com "h" maiúsculo, minúsculo ou com "s" indicando plural?

Até 1960 o Brasil, aderindo à "Convenção do Metro", adotou o Sistema Métrico Decimal. Nele as unidades básicas de medida eram o metro, o litro e o quilograma. O desenvolvimento científico e tecnológico exigiu medições cada vez mais precisas e diversificadas. Por essa razão, o Sistema Métrico Decimal acabou sendo substituído pelo Sistema Internacional de Unidades - SI, adotado também no Brasil a partir de 1962.

Vejamos algumas convenções reconhecidas internacionalmente por esse acordo.


1 metro

1 m

1 tonelada

1 t

4 metros

4 m

1 hora

1 h

1 quilômetro

1 km

4 horas

4 h

1 litro

1 l

1 minuto

1 min

4 litros

4 l

30 minutos

30 min

1quilolitro

1 kl

1 segundo

1 s

As unidades SI podem ser escritas por seus nomes ou representadas por meio de SÍMBOLOS, um sinal convencional e invariável utilizado para facilitar e universalizar a escrita e a leitura das unidades SI.

Lembre-se de que os símbolos que representam as unidades SI não são abreviaturas; por isso mesmo não são seguidos de ponto, não têm plural nem podem ser grafados como expoentes.

Exemplo: se um jogo começa às dezenove horas e trinta minutos e se quer anotar isso de acordo com as normas internacionais, deve-se escrever 19h30min, sem ponto depois do min . Essa é a forma oficial.

Na linguagem cotidiana é comum o uso de quilo em lugar de quilograma. Raramente ouvimos a forma correta:

Por favor, quero um quilo de açúcar
Por favor, quero um quilograma de açúcar

Quilo, que é representado pelo símbolo k, indica que determinada unidade de medida (metro, litro, watt) está multiplicada por mil. Sendo assim, "quilo" é um prefixo, razão pela qual o símbolo "k" não pode ser utilizado sozinho:


1000 metros = 1 quilômetro -> km

1000 litros = 1 quilolitro ->kl

1000 watt = 1 quilowatt ->kw

Portanto kg é o símbolo utilizado para representar quilograma. Atenção: use o prefixo quilo da maneira correta, como nos exemplos:

quilômetro

quilograma

quilolitro

Para mais informações sobre o Sistema Internacional de Unidades - SI, consulte o site do INMETRO http://www.inmetro.gov.br/consumidor/unidlegaismed.asp

Quanto às siglas, também ocorre muita confusão. Você saberia dizer, por exemplo, qual seria a forma correta: S.O.S ou SOS?

A forma correta é S.O.S., com pontos, sigla originária do inglês e que internacionalmente significa "save our souls", salve nossas almas.

No Brasil adota-se a diferença entre sigla pura e sigla impura.

Sigla pura é quando todas as letras da sigla correspondem à primeira letra de cada palavra do nome que se quer abreviar. Todas as letras são escritas em maiúsculo. Um exemplo disso é I.N.P.S. Temos "I" de Instituto, "N" de Nacional," P" de Previdência e "S" de Social. Nessa sigla cada elemento formador do nome foi abreviado tomando-se a sua primeira letra.

Uma sigla só é pura quando todas as suas letras constituintes representam a letra que inicia cada uma das palavras da forma extensa da sigla.



Dersa é um exemplo de sigla impura. As duas primeiras letras, "De", são representantes da palavra Desenvolvimento, o "r" representa a palavra rodoviário, o "s" sociedade e o "a" anônima. Dersa não se enquadra no conceito de sigla pura. O "D" é maiúsculo porque inicia a sigla; as demais letras são minúsculas (o "e" também vem de desenvolvimento, junto com o "D" inicial).
Procure escrever as siglas e as abreviaturas segundo as normas vigentes.

"Televisão em cores" ou "televisão a cores"?



Qual a forma certa: "televisão em cores" ou "televisão a cores"?
Essa pergunta é muito freqüente.

A televisão é em preto-e-branco.
A televisão é em cores.

Isso é indiscutível. Há um ou outro autor que argumentam que "a cores" se impõe pelo uso. Se você não quiser gerar discussão, opte por televisão "em cores", forma absolutamente correta.

O filme é em preto-e-branco.
O filme é em italiano.
O filme é em preto-e-branco.
O filme é em cores.

Lembremos que, se fosse aceita a forma "a cores", jamais esse "a" poderia receber acento indicador de crase porque "cores" está no plural e, portanto, o "a" é tão-somente preposição, e não preposição acompanhada de artigo.

Seja como for, a expressão considerada pela quase totalidade dos gramáticos é "televisão em cores".

Uso do "por que"

Vejamos um trecho da canção "Pedacinhos", de Guilherme Arantes:

Pra que tornar as coisas
tão sombrias
na hora de partir?
Por que não se abrir?
Se o que vale é o sentimento
e não palavras quase
sempre traiçoeiras
e é bobeira se enganar.

Nessa canção, Arantes usa a frase "Por que não se abrir?". Esse "por que" é separadíssimo! Toda vez que for possível substituir o "por que" por "por qual razão" ou "por que razão", ele deve ser escrito separado:



por que não se abrir
por qual razão não se abrir

Observe este trecho da canção "Coisa Mais Linda", de Carlos Lyra:



... Coisa mais linda
é você assim
justinho você - eu juro -
eu não sei
por que você
não me quer mais...

"Eu não sei por que você não me quer mais" equivale a dizer "eu não sei por qual razão você não me quer mais". Sempre que a troca for possível, escreva "por que" separado.

hiato e ditongo

Quantas sílabas existem na palavra "sereia"? Três. Quais são?

A primeira é "se-"; a segunda é "-rei-"; e a terceira é "-a".

Na sílaba do meio há o que se chama de ditongo (junção de vogal e semivogal, proferidas numa só sílaba), e ditongo não se separa. Nesse caso, o "e" (de "-rei-") é a vogal, e o "i", a semivogal. Vogais têm pronúncia mais forte; as semivogais têm pronúncia mais fraca, indicando que não podem formar por si só núcleos silábicos, tendo sempre de acompanhar as vogais.

Quando vogal e semivogal se encontram, podemos ter ditongos crescentes e ditongos decrescentes.

Temos ditongo decrescente quando a vogal (de pronúncia mais acentuada) se apresenta antes da semivogal. É o caso de "se-rei-a".

Temos ditongo crescente quando acontece o contrário, isto é, quando semivogal precede vogal e, portanto, o som mais fraco precede o mais forte. Temos como exemplo a palavra "água": Á-GUA.

Em "-gua" o "a" (vogal) é mais forte que o "u" (semivogal).

Outro exemplo interessante oferece a palavra "vascaíno": VAS-CA-Í-NO.

Esse "a" e esse "i" que vêm em seqüência sonora ficam em sílabas diferentes. A junção de vogais proferidas em sílabas diferentes chama-se hiato.




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